sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FÍSICA QUÂNTICA - "O ACASO VAI ME PROTEGER ENQUANTO EU ANDAR DISTRAÍDO"

(Sabe aquela folha que caiu perto de você ontem...?)


O físico norte-americano Leonard Mlodinow (foto), 56 anos, é um produto do acaso, ou da sorte. Ele só nasceu porque seu pai foi um improvável sobrevivente de campo de concentração nazista na 2ª Guerra Mundial e perdeu a mulher e os dois filhos durante o conflito. 

O velho Mlodinow esteve a um instante de ser assassinado após, faminto, roubar um pão na padaria do campo de concentração – por algum motivo, salvou-se e foi designado para a padaria. Acabada a guerra, emigrou para os Estados Unidos, onde se uniu a uma moça judia, refugiada.

"Se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos", escreve.

É justamente o acaso, ou a aleatoriedade, o tema de “O Andar do Bêbado” (Zahar, R$ 42 nas livrarias e R$ 34,50 na Bienal do Livro), livro escrito por Leonard Mlodinow, que usa as probabilidades para explicar como muitos dos acontecimentos que mudam a nossa vida acontecem sem uma lógica clara.

 O físico está no Rio para a Bienal do Livro, para participar de um café literário nesta quinta-feira (8).

De acordo com Mlodinow – autor de cinco livros, mais dois no prelo –, “o acaso afeta tudo que você faz e muda muitos e importantes momentos de definição em sua vida”.

O físico escritor cita casos como o da escritora J.K.Rowling, que teve o primeiro livro Harry Potter recusado por nove editoras, e John Grisham, de “A Firma”, cujos manuscritos foram rejeitados 26 vezes, para afirmar que frequentemente o aleatório faz com que a arma que nos resta seja a persistência.

 “É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem”, diz, no livro.

Citando Thomas Watson, ele diz que “se quiser ser bem-sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. É matemática, ou probabilidade: quanto maior o número de tentativas, maiores as chances de se conseguir algo.

Usando as leis de probabilidades, mostra como estava errado um exame de sangue que o apontou como HIV positivo em 1989, embora não fizesse parte de nenhum “grupo de risco”. 

Tomando por base o fato de que ele estava fora de qualquer grupo de risco e de que apenas 1 a cada 10.000 homens brancos heterossexuais não-usuários de drogas tinha HIV, chegou à conclusão de que havia apenas 1 chance em 1000 de que estivesse contaminado, e não o contrário.

A autora de Harry Potter, J. K. Rowling, teve o primeiro livro da série recusado nove vezes !

A partir das probabilidades como ferramenta principal, Mlodinow diz que a confiança que temos em testes médicos – ou de antidoping, para atletas, por exemplo – deve ser na medida de sua imprecisão, ou margem de erro. Segundo ele, as taxas de falha desses exames muitas vezes podem variar de 1% a até 15%, dependendo do caso.

E afirma que a chance de se ganhar na loteria nos EUA é a mesma de se morrer em um acidente de carro a caminho da compra do bilhete.

Foi assim, por vezes se assombrando com a própria experiência e por outras se divertindo, costurando a história de teorias matemáticas com exemplos práticos, que o físico escreveu o bem-humorado “O Andar do Bêbado” – síntese da aleatoriedade, o ébrio parece sempre estar a um ponto de cair, mas o próximo passo é imprevisível.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista do iG com Leonard Mlodinow.

iG - Com tanto acaso no mundo, a sorte existe?

Leonard Mlodinow - Claro, a sorte existe. Se acontece em seu favor, você pode considerar sorte. Se eu lhe oferecer US$ 100 se uma moeda der ‘cara’, e der, isso pode ser considerado sorte; se der ‘coroa’, é azar.

iG - De acordo com um conceito que o sr. cita, a probabilidade de um evento acontecer ao mesmo tempo de outro é sempre menor do que a probabilidade de um evento acontecer independentemente.

 Então, se uma pessoa for mentir ao chefe por estar atrasado para o trabalho, ele será mais convincente se der só uma desculpa, em vez de dizer que estava trânsito, o pneu furou e a mulher quebrou a perna...?

Leonard Mlodinow - É melhor dar só uma desculpa. O chefe pode pensar: essas são todas coisas raras e todas elas aconteceram com você hoje? ‘Ok, trânsito é comum, pneu furado acontece em 1/100 casos, e a mulher quebrou a perna...’ Junta tudo. 

Soa muito menos provável. Quando falamos algo muito específico, soa mais provável, mas na verdade é muito menos provável de acontecer. Mentiras vagas são melhores.

iG - Qual a chance de uma superstição dar certo?

Leonard Mlodinow - Superstições são baseadas em coincidências ou no que você quer acreditar. As pessoas gostam de achar que tem controle. Se um jogador de futebol põe as meias ao contrário e faz dois gols ele pode achar que foi por isso. 

Quando se tem uma teoria, há uma tendência de acreditar no que a confirma e desacreditar o que a refuta.

iG - É possível que o acaso esteja apenas seguindo uma certa “lei” do universo que simplesmente ainda desconhecemos?

Leonard Mlodinow - Claro. Primeiro, no nosso dia-a-dia não há acaso real. Está tudo baseado no nosso desconhecimento. Se uma pessoa for atravessar a rua e for atropelada, se ela soubesse que viesse naquela hora um motorista bêbado, poderia evitar. Mas não se sabe essas coisas, então vira o acaso. 

Se os fundamentos da física estão corretos, há uma certa aleatoriedade na física quântica que não se poderia nunca prever, mas isso não é a vida cotidiana, que segue as leis de Newton.

iG - O sr. diz que nunca se deveria julgar as pessoas pelos resultados, mas é assim que estamos acostumados a fazer.

Leonard Mlodinow - Essa é a maneira preguiçosa de se avaliar alguém, é a maneira mais fácil. Um jogador de futebol com sorte pode ter um ano maravilhoso e depois nunca mais repeti-lo.

 As estatísticas daquele ano o levariam a ser contratado para um grande time e a receber milhões. É assim também no ramo dos executivos. Mas convém julgar as pessoas mais pelos seus talentos do que por seus resultados.

iG - No livro, o sr. cita Thomas Watson, dizendo que “se quiser ser bem sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. Essa é a receita do sucesso, não desistir nunca?

Leonard Mlodinow - Não digo que seja a receita do sucesso nem que deva regular a vida de ninguém. Mas é muito importante e reconfortante, porque todos nós fracassamos. O negócio é continuar tentando, como o coelhinho da propaganda da Duracell.

iG - A partir de exemplos que o sr. citou no livro, testes médicos com resultados equivocados são mais comuns do que imaginamos. Isso significa que não devemos confiar neles?

Leonard Mlodinow - Sim, devemos confiar neles, mas da mesma maneira que confiamos em uma pesquisa de opinião, dentro de suas margens de erro.

iG - Quando o sr. recebeu o teste com HIV positivo começou a fazer as probabilidades de estar errado? O sr. se deu conta do erro do teste logo?

Leonard Mlodinow - Só me dei conta semanas depois. Fiz um monte de testes e depois disseram que eu estava bem. Por algumas semanas foi horrível. Eu nem pensei nisso. Só depois me dei conta disso e fiz os cálculos. 

Entre homens brancos, heterossexuais e não-usuários de drogas injetáveis, as chances de contaminação eram de 1 em 10.000, e ocorriam 10 falsos positivos em 10.000 testes. Então, na ocasião, a chance de eu não estar contaminado era de 10/11.

iG - Para o uso prático, o que é mais útil aprender: probabilidades ou estatística?

Leonard Mlodinow - Ambos.

iG - O sr. estava no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e sobreviveu. O que estava fazendo lá?

Leonard Mlodinow - Tinha levado meu filho ao jardim de infância, estava do lado de fora. Eu morava a um bloco dali. Estava ali todo dia, então minhas chances de estar ali eram maiores do que a da maioria. Tinha muito pouca gente nos prédios àquela hora. Se o ataque fosse mais tarde, teria dez vezes mais gente. 

A maioria das pessoas não chegam para trabalhar às 8h30.

iG - O sr. critica rankings feitos por experts em vinhos e comida. Eles são imprecisos em suas análises?

Leonard Mlodinow - É como todo o resto, olhe para a margem de erro deles. Um desses experts admitiu para mim: ‘É, a margem é de três ou quatro pontos, em 100. Então, quando se compra um vinho cuja nota é 91, poderia ser 88 ou 94.

 Se for 94, você gastará mais US$ 20 do que se for 88. Um dia é 88, outro é 91, outro é 94. Um 96 é provavelmente melhor que um 86. Eu tento ignorar essas classificações, porque mesmo que você saiba que não há diferença é difícil ignorar. É a mesma coisa com o truque de preços US$ 19,99. São US$ 20. Mas US$ 19,99 soa muito mais barato que US$ 20. Eu repito para mim mesmo: US$ 20. 

É difícil não se impressionar, mas deve-se tentar.

iG - Quais são as chances de que Deus exista, em sua opinião?

Leonard Mlodinow - Não tenho nenhuma ideia. Mas também não digo que tenha alguma razão para dizer que não exista. Como muitas coisas, não tenho razão para dizer que não é verdade.

 Eu poderia acreditar que vou ganhar na loteria, e isso me faria muito feliz, como meu pai, que comprava um bilhete todo dia. Ele nunca venceu, mas isso o fez feliz.

iG - O sr. nunca lhe disse quais eram as verdadeiras chances que ele tinha?

Leonard Mlodinow - Não, eu lhe comprava bilhetes! É um jeito mais barato de se ter esperança que a religião. E ninguém morre disso... Na verdade, morre, sim... Mostro no livro que tantas pessoas morrem no caminho para comprar bilhete, em acidentes de carro, quanto ganham na loteria.

 Eu calculei isso. Para cada vencedor, um morre em acidente indo comprar um bilhete, com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito dos EUA.

FONTE - IG

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SAÚDE - "AVC, SINTOMAS E TRATAMENTO"

(AVC - A grande ajuda ainda é a prevenção)


O acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.

Tipos de AVC

Isquêmico: entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro
Hemorrágico: rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro.
visão geral sintomas tratamento e cuidados prevenção

Sintomas

Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo

Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos

Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem

Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente

Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Tratamento

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. 

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais.

Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. 

Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário.

Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. 

Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade.

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.


Fontes e referências:
Ministério da Saúde

SAÚDE - "DEPRESSÃO AFETA MAIS MULHERES QUE HOMENS"

(Vítimas do meio)


As mulheres são duas vezes e meia mais propensas que os homens a sofrer depressão, com a maioria dos casos ocorrendo durante o “período reprodutivo”, entre os 16 e os 42 anos.

Homens e mulheres estão sofrendo com a depressão mais cedo do que nunca, com os primeiros sintomas chegando com a idade média de 19 anos. Quatro décadas atrás a média era de 26 anos.

Mas o enorme fardo que as mulheres carregam atualmente, tendo que conciliar a vida doméstica e familiar com o trabalho, torna o problema ainda mais agravante. Mulheres com idades entre 25 e 40 anos são de 3 a 4 vezes mais propensas à depressão do que os homens.

Ambos os gêneros são propensos a apresentarem problemas de saúde mental, mas alguns transtornos afetam mais um sexo do que o outro.

Nos casamentos, por exemplo, os homens parecem ter seu risco de depressão reduzido, enquanto o das mulheres aumenta. As taxas depressivas crescem consideravelmente quando as mulheres têm bebês, quando têm que aprender a lidar com a dupla responsabilidade de trabalho e família.

O estudo que trouxe novas conclusões sobre a saúde mental das mulheres analisou 30 países europeus, e descobriu que 164,8 milhões de pessoas (38% do total) sofrem de algum transtorno mental. Os principais problemas incluem depressão, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade, insônia, vícios e esquizofrenia. A taxa é significativamente maior do que os 27% que apresentaram problemas em um estudo realizado em 2005.

É importante que problemas mentais sejam diagnosticados e tratados precocemente. O tratamento para esses transtornos não costumam ser caros, mas eles podem ser um grande desafio. O maior problema é quando as pessoas ficam sem tratamento e o problema continua com complicações, até que as deficiências se acumulem.

Há evidências crescentes que doenças como o Alzheimer e o mal de Parkinson tenham seu início em distúrbios de ansiedade que chegam na meia-idade. O início dos sintomas, como ataques de pânico e dificuldade para dormir podem indicar um possível desenvolvimento de Parkinson de 5 a 6 anos depois.

[Telegraph]

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PESQUISA - "GRÁVIDAS COM ENJÔOS MATINAIS INTENSOS SIGNIFICA PROBLEMAS PSICOLÓGICOS NOS FILHOS"


Enjôos e náuseas são comuns na gravidez. Mas em alguns casos, os vômitos são persistentes e intensos, podendo levar até a perda de muito peso e desidratação: esse é o caso das mulheres afetadas pela hiperêmese gravídica (HG).

Um novo estudo demonstrou que o problema não acaba com a gravidez. As crianças cujas mães sofreram de HG foram 3,6 vezes mais propensas a desenvolverem depressão, ansiedade ou transtorno bipolar do que crianças com mães que não sofreram da doença.

22% das pacientes com HG têm sintomas durante toda a gravidez. Participantes do estudo afetadas pela doença perderam pelo menos 5% de seu peso.

Poucos estudos haviam analisado os efeitos a longo prazo do HG sobre as crianças. A pesquisa relatou que, dos participantes que tinham mães com HG, 16% tinham depressão, 8% transtorno bipolar e 7% ansiedade.

Entre aqueles cujas mães não têm HG, 3% tem depressão, 2% transtorno bipolar e 2% ansiedade.

Globalmente, 38% dos filhos de mães com HG tinham algum distúrbio psicológico ou comportamental, enquanto 15% dos filhos cujas mães não têm a desordem foram afetados.

Pesquisadores afirmam que ainda só podem especular os motivos da ligação entre o HG e os transtornos psicológicos. Uma das hipóteses é que o estresse, a ansiedade e a desnutrição durante a gravidez podem afetar o cérebro do feto que se desenvolve.

Além disso, mulheres com HG podem sofrer com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) ou problemas físicos após a gravidez, o que pode dificultar a capacidade de relacionamento com os filhos no futuro, abrindo caminho para distúrbios comportamentais mais tarde.

Ainda existem poucos tratamentos para o HG – normalmente as mulheres utilizam fluidos intravenosos ou medicação anti-náusea. A medicação anti-náusea mais usada é a que é originalmente prevista para pacientes de quimioterapia (que tem náuseas como parte dos efeitos colaterais do tratamento).

Ainda é necessário encontrar a causa do HG para que possa ser possível o desenvolvimento de tratamentos que sejam realmente eficazes – e não mais medicamentos fortes de quimioterapia.

Mesmo assim, o tratamento é imprescindível, para que os riscos para as crianças sejam menores. O tratamento precoce é a melhor maneira de reduzir as complicações no futuro.

[LiveScience]

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EPIGENÉTICA - "PAIS ESTRESSADOS ALTERAM DNA DE CRIANÇAS"



Que radiação que nada. Pesquisadores descobriram que até o estresse demasiado dos pais pode deixar marcas duráveis no material genético de seus filhos.
Um novo estudo visou explorar se e como a experiência negativa altera genes de uma criança, e se essas alterações permanecem até a adolescência.
A pesquisa revelou um mecanismo pelo qual as experiências de infância influenciam na parte biológica de uma pessoa.
De acordo com a pesquisadora Marilyn Essex, a novidade confirma a hipótese de que um cotidiano conturbado e estressante na infância pode prever mudanças no DNA que se manifestarão na adolescência.

 “Essa é mais uma prova da importância dos primeiros anos e dos efeitos duradouros dos ambientes familiares durante a infância e na idade pré-escolar da criança”, diz.
A equipe se concentrou na epigenética, que é um processo que afeta a expressão de genes sem alterar a sequência de DNA subjacente. Um conceito-base da epigenética é um processo chamado de “metilação”, no qual um grupo químico se junta a partes do DNA de um organismo e afeta o fato de o gene se expressar ou não em resposta a estímulos sociais e físicos.
Os pesquisadores mediram os padrões de metilação em amostras de DNA das células da bochecha de mais de cem adolescentes de 15 anos. Os resultados dessa experiência foram em seguida comparados com dados coletados em 1990 e 1991, com os pais dessas mesmas crianças. 

Os pais foram convidados a fornecer informações sobre seus níveis de estresse, incluindo expressão frequente de raiva, estresse e depressão.
“Esta parece ser a primeira demonstração científica de que momentos de adversidade dos pais durante os primeiros anos de uma criança levam a mudanças perceptíveis em sua ‘epigenoma’, ainda mensuráveis mesmo mais de uma década mais tarde”, afirma o pesquisador Michael Kobor.
Níveis mais elevados de estresse relatados pela mãe durante o primeiro ano de vida de seus filhos foram relacionados com os níveis de metilação do DNA em 139 locais quando as crianças se tornaram adolescentes. 

Os resultados também mostraram 31 casos que foram associados ao estresse dos pais durante os anos pré-escolares de seus filhos, enquanto as crianças tinham de três e meio a quatro anos e meio.
Outro dado interessante apontado pelos pesquisadores foi que os níveis de estresse da mãe têm efeito tanto nos meninos quanto nas meninas, porém os níveis de estresse do pai são mais fortemente associados com a metilação do DNA das filhas. 

Esses resultados apoiam pesquisas anteriores que mostram que a ausência da figura paterna está associada ao início mais precoce da puberdade e a difíceis traços temperamentais em meninas – mas não em meninos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PESQUISA - "PROBIÓTICOS COMBATEM DEPRESSÃO"

(Contra obesidade, depressão..e oque mais ?)


Quem diria que as bactérias presentes no seu intestino poderiam influenciar diretamente na sua felicidade e bem-estar? Cientistas acabaram de descobrir uma ligação entre estas bactérias e a depressão no cérebro de ratos. Em breve, o mesmo pode acontecer com seres humanos.

A descoberta pode motivar o desenvolvimento de novas maneiras de controlar a depressão, a ansiedade e outros distúrbios psicológicos. Apesar dos ratos servirem bem como modelos para a compreensão de aspectos do cérebro humano, os pesquisadores lembram que as pesquisas serão replicadas.

O novo estudo chega na hora em que pesquisadores começam cada vez mais a suspeitar que o intestino está de alguma forma ligado ao cérebro. Por exemplo, muitos dos distúrbios intestinais podem estar ligados ao estresse ou a transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.

Eles descobriram que os roedores com a bactéria apresentaram comportamento menos relacionado com estresse, ansiedade e depressão do que os ratos alimentados com caldos simples. Eles também apresentaram níveis significativamente mais baixos do hormônio do estresse, a corticosterona, em resposta a situações estressantes como labirintos.

O neurocientista John Cryan garante que isso abre possibilidade para desenvolver terapias que tratam transtornos psiquiátricos visando o intestino. Num futuro próximo, você poderá tomar um iogurte com probiótico específico no lugar de um antidepressivo.

Os pesquisadores planejam estudos subsequentes que desvendem se o intestino pode afetar outras substâncias químicas do cérebro que têm sido relacionados com humor, como a serotonina e dopamina.

[LiveScience]

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SAÚDE - "GUARDAR MÁGOAS DESTRÓI VOCE"



Atire a primeira pedra quem nunca sofreu com uma traição, discussão, intimidação ou qualquer outro desrespeito ou humilhação. Sentir raiva, dor e sentimentos ruins momentaneamente é uma resposta normal depois de sofrer ações negativas como essas. Mas perdoar e ignorar os fatos passados pode ser a melhor opção – não só para o espírito, mas para a saúde também.
Sofrer humilhações é terrível e pode resultar em vários problemas psicológicos. Mas nem sempre hospitais e remédios são as únicas soluções. Se você sabe que o problema não é você, e sim outra pessoa, a melhor alternativa pode ser parar de culpar quem te causou sofrimento.
O poder negativo de sentimentos amargos é algo tão forte que alguns estudiosos sugerem a criação de um novo diagnóstico, chamado de PTED na sigla em inglês, e que em português significa transtorno pós-traumático de amargura.
O PTED descreve pessoas que não conseguem perdoar as ações realizadas contra elas. “A amargura é um solvente desagradável que corrói todas as coisas boas”, lembra Charles Raison, médico que trabalha na área de saúde mental.
Você sabe o que a amargura pode fazer para o seu corpo? Ela interfere nos sistemas hormonal e imunológico. Além disso, pessoas zangadas e de mal com a vida tem pressão arterial e frequência cardíaca mais altas. Pessoas nesse grupo são mais propensas a morrer por problemas cardíacos e outras doenças.
Fisiologicamente, quando temos sentimentos negativos por outra pessoa, o nosso corpo instintivamente se prepara para lutar contra ela, o que leva a alterações como aumento da pressão arterial. Sentir-se dessa forma por um curto período pode não ser perigoso para a saúde – pode ser até útil para combater um inimigo – mas o problema é quando a amargura é contínua.
Quando nossos corpos estão constantemente preparados para lutar contra alguém, o aumento da pressão arterial e de elementos químicos como a proteína C-reativa cria um problema para o coração e outras partes do corpo. Os efeitos cardíacos negativos causados por estados mentais estão se provando tão perigosos quanto os efeitos causados por tabagismo.
É impossível evitar todos os eventos que poderiam te transformar em uma pessoa amarga. Em algum momento, você poderá ser vítima de um chefe louco, um mal parceiro, um colega de trabalho rancoroso ou qualquer outra pessoa que lhe fará mal. Alguns tem ainda mais azar, sofrendo abusos físicos ou sexuais.
Há situações em que você teria que ser o Dalai Lama para não sentir ressentimentos. Mas a chave para não se tornar uma pessoa amarga é como nós agimos com situações ruins a longo prazo. Aqui estão cinco dicas para abandonar a amargura o mais rápido possível – para o bem da sua própria saúde:
Desabafe: Dê um tempo para você mesmo e libere o que você sente. Desabafe e diga tudo o que você está pensando.
Acompanhe as notícias: Assista aos telejornais por um dia, ou leia um jornal. Converse com as pessoas próximas e com os colegas que você só costuma cumprimentar. Logo você vai perceber que todos têm problemas, e que essa é apenas uma parte da vida.
Considere conversar com a pessoa que está te machucando: Essa é uma opção que pode ser consoladora, ou muito ruim. Por isso, é importante pensar bem antes de ir conversar com a pessoa que está te fazendo mal. Alguns ex-cônjuges, por exemplo, podem ser psicopatas, e ir atrás deles pode ser desastroso. Em alguns casos, o melhor é escrever uma carta dizendo o que você sente e ler para um amigo de confiança antes de entregar.
Perceba que você está prejudicando a si mesmo: Sempre se lembre de todo o mal físico que você está provocando a si mesmo permanecendo com a amargura e ressentimentos. Perdoe agora, para não ser assombrado com dores de cabeça crônicas, fadiga, artrite e dores nas costas no futuro.
Considere o estado mental da outra pessoa: Muitas pessoas más não sabem o mal que estão provocando aos outros. Mesmo ferido ou machucado, lembre-se disso. E outras pessoas, além de cruéis, podem ser perigosas, e esquecer os males causados por elas pode ser a melhor saída.
Abandonar a amargura não significa que você precisa ser ingênuo ou que as pessoas vão pisar em cima de você. Um exemplo clássico é de uma mulher que é traída pelo marido, mas ao invés de sentir raiva, segue em frente com a vida e encontra outra pessoa. Muito melhor para ela, não?
(CNN)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"PESQUISA - HIPERTENSÃO PODE SER CAUSADA POR VÍRUS"


PEQUIM – A hipertensão arterial pode ser causada por um vírus muito comum, de acordo com um estudo realizado por médicos chineses. É provável que tenha implicações para centenas de milhões de pacientes em todo o mundo, anunciaram segunda-feira um dos pesquisadores.

A equipe do centro de Cardiologia do Hospital de Chaoyang, em Pequim anunciou, ter feito pela primeira vez, a ligação entre o citomegalovírus (CMV) e a forma mais comum de hipertensão. O vírus CMV é responsável por infecções na maioria dos seres humanos em algum momento de suas vidas sem sintomas e, portanto, muitas vezes passa despercebida.

O vírus é transmitido através dos fluidos corporais. Um dos autores do estudo, Yang Xinchun, explicou que esta descoberta pode levar ao desenvolvimento de uma vacina que impeça o surgimento da hipertensão.

“Se pudermos estabelecer com certeza a relação entre o vírus e a hipertensão arterial, podemos ter as vacinas e medicamentos contra a hipertensão”, disse o Dr. Yang, chefe do centro de Cardiologia. Ele disse, no entanto, que a pesquisa foi apenas uma etapa preliminar e que seria prematuro adiantar uma data para o lançamento de uma vacina.

Um bilhão de pessoas

“Pela primeira vez alguém conseguiu estabelecer essa ligação (…) Então, nós devemos fazer mais testes com amostragens maiores de pacientes”, disse o Dr.Yang.

Esta descoberta pode ter um enorme impacto sobre a doença no mundo, já que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um bilhão de pessoas sofrem de hipertensão, incluindo mais de 200 milhões de chineses.

A grande maioria sofre de “hipertensão essencial”, cuja causa é desconhecida, mas é frequentemente associada com fatores genéticos e um estilo de vida pouco saudável, e é agravada pela idade. Ela desempenha um papel importante nos ataques cardíacos e derrames cerebrais.

E é esta forma de hipertensão que, de acordo com os autores do estudo, está ligado ao CMV. Os resultados do estudo foram publicados na revista americana Circulation, no qual um dos antigos responsáveis postou comentários no site do Hospital Chaoyang.

ATS

"FÍSICA QUÃNTICA - A MATÉRIA NÃO EXISTE, A FÍSICA CLÁSSICA É UMA FARSA"

(LHC - O FIM DA ESCURIDÃO ABSOLUTA)


Todos os místicos já sabiam, mas os cientistas internacionais que tentam identificar o bóson de Higgs, o maior enigma da física moderna, indicaram que a evidência da existência desta partícula elementar, também conhecida como a "partícula de Deus" e que supostamente concede massa aos objetos, está cada vez mais tênue, e talvez nem exista !

"Neste momento, não vemos qualquer evidência do bóson de Higgs na região de baixa massa na qual é provável que esteja", afirmou na segunda-feira o físico Howard Gordon, vice-diretor do programa de operações americano Experimento ATLAS.

O Experimento ATLAS é um dos cinco detectores de partículas (junto a ALICE, CMS, TOTEM e LHCb) no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o novo acelerador de partículas do Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear (CERN) na Suíça.

Em busca da partícula

Em julho, os físicos anunciaram em uma conferência europeia que um dos experimentos do LHC havia resultado em provas promissoras sobre a presença do bóson de Higgs, num momento em que a busca para identificar esta partícula entrava na reta final, com resultados esperados para o final de 2012. Caso exista, o bóson de Higgs, às vezes descrito como a "partícula de Deus" porque é um mistério e, ao mesmo tempo, uma potente força da natureza, representa a última peça do Modelo Padrão da Física.

Gordon disse à AFP que os indícios de julho, que já eram pouco significativos, agora "são ainda menos significativos". No entanto, os físicos não estão dispostos a descartar a possibilidade de que o bóson de Higgs exista, e o acelerador de partículas ainda deve examinar uma grande quantidade de dados na frequência baixa do espectro.

"Creio que sempre foi uma possibilidade que o bóson de Higgs não exista, mas não creio que estejamos prontos para afirmar isso neste momento", afirmou.

Uma declaração que resume os dados mais recentes, foi difundida numa conferência em Mumbai, na Índia, indicando que os experimentos "ATLAS e CMS excluíam com uma certeza de 95% a existência de um bóson de Higgs na maior parte da região de massa 145 a 466 GeV".

O diretor de pesquisas do CERN, Sergio Bertolucci, disse que os cientistas esperam saber mais sobre a existência dessa partícula elementar no próximo ano. "Se o bóson de Higgs existe, os experimentos do LHC logo o encontrarão. Se os experimentos não o encontrarem, sua ausência indicará o caminho de uma nova física", explicou Bertolucci.

O LHC, situado perto de Genebra, Suíça, foi criado para fazer a aceleração dos prótons quase na velocidade da luz e depois destruí-los em laboratórios onde os detectores registram seus agitados restos subatômicos. O processo alcança temperaturas 100 mil vezes mais altas que as do Sol, emulando fugazmente as condições que prevaleceram nas frações de segundo depois do "Big Bang", que criou o Universo há 13,7 bilhões de anos.

"Seja qual for o veredicto final sobre o bóson de Higgs, estamos vivendo tempos muito emocionantes para todos os envolvidos na busca de uma nova física", concluiu o porta-voz do CMS, Guido Tonelli.

O CERN e a discussão sobre a "partícula de Deus" foram recentemente tema da trama do livro "Anjos e Demônios", de Dan Brown, posteriormente levado ao cinema.

"Temos de nos curvar diante desta mente maior que tem moldado a energia em modos de realidade com os quais ainda temos que sonhar nesta existência mas que só entendemos como caos...ela é superior, esta acima de nós e tem objetivos imutáveis e definidos"
(Ramtha - Cientista participante do projeto "Quem Somos Nós")

"ANALIZEM COMIGO...SE O "PROJETO GENOMA" NÃO ENCONTROU O HOMEM INTEIRO DENTRO DO HOMEM..E AGORA SE O ACELERADOR DE PARTÍCULAS NÃO ENCONTRAR O COMPONENTE BÁSICO DA MATÉRIA, DE TUDO OQUE VEMOS E TOCAMOS..NÃO É CHEGADA A HORA DE VOCÊ SE PREOCUPAR MAIS COM SUA ALMA E SEU CARÁTER ? "
(Miguel Galli)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"INTERNET SALVA VIDAS"

(AMIZADE, INFORMAÇÃO E AMOR AO PRÓXIMO SÃO DOMÍNIOS PÚBLICOS)

O Facebook desempenhou uma função nobre no último mês de maio, quando a escritora norte-americana Deborah Copaken Kogan conseguiu salvar a vida de seu filho de 4 anos Leo graças a um post na rede social de Mark Zuckerberg.

Preocupada com a maneira como o filho acordou no Dia das Mães, com febre e o rosto vermelho, Deborah postou uma foto do garoto em seu perfil no site, dizendo que estava no consultório do pediatra, que primeiro diagnosticou o caso como uma infecção. Como noticia o MedicalExpress.com, a situação apenas piorou na manhã seguinte, com o médico então mudando seu diagnóstico.

Após esse episódio, a escritora decidiu postar outra foto do filho no Facebook. Alguns minutos depois, a solução chegava por telefone. A ligação era de sua amiga Stephanie, que disse que seu filho havia sido hospitalizado alguns anos antes com a doença rara de Kawasaki (que pode ser fatal) e afirmou ter certeza de que o menino Leo sofria da mesma enfermidade. Pouco depois, um primo de Deborah, pediatra, ligou dizendo o mesmo.

Deborah então correu com seu filho para o hospital, onde a doença foi confirmada e ele teve de ficar pelas três próximas semanas para tratamento. Segundo a escritora, o menino atualmente se recupera de modo lento e terá de realizar monitoramentos anuais de seu coração.

Apesar de não ser contagiosa, a doença de Kawasaki é muito perigosa, já que afeta principalmente crianças abaixo dos cinco anos e pode afetar as artérias coronárias em volta do coração.

"CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA PROIBE INTERNET E TELEATENDIMENTO"

(Modernidade proibida)

Enquanto o mundo caminha para a telemedicina, o teleatendimento e a possibilidade de que sensores monitorem continuamente os pacientes e enviem resultados para seus médicos pelo telefone celular, o Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu adotar uma postura ABSOLUTAMENTE conservadora.

Em sua resolução nº 1.974/2011, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta- feira, o órgão detalha os critérios que devem ser observados na elaboração de anúncios e no relacionamento dos médicos "com a imprensa e a sociedade", o que inclui os pacientes.

E a internet, as redes sociais e outras formas de interação modernas, como os celulares, são praticamente descartados desse relacionamento médico-paciente.

Telessaúde

Inúmeras pesquisas e desenvolvimentos trabalham no sentido contrário, permitindo, por exemplo, que a assistência médica de alta qualidade possa chegar a localidades onde não existem médicos. O próprio Governo Federal possui um programa desse tipo, chamado Programa Telessaúde Brasil.

Em São Paulo, o programa Telemedicina para Diabéticos está divulgando o atendimento dos pacientes pela internet. E a Universidade de São Paulo (USP) está desenvolvendo um projeto que permite que os aparelhos auditivos sejam ajustados pela internet.

Na Califórnia, Estados Unidos, já está em testes um sistema de teleconsultas para atender pacientes psiquiátricos pela internet. Aqui no Brasil, o esforço é no uso das redes sociais para prevenir o uso de drogas, o que sempre exige um acompanhamento especializado "por trás da internet".

Segundo o próprio órgão, o grande destaque da medida é "a proibição de assistência médica a distância (por internet ou telefone, por exemplo) [e] a vedação ao anúncio de determinados títulos e certificados" obtidos em cursos feitos pelo médico.

Nas redes sociais, assim como em outros meios, o médico não poderá nem mesmo divulgar endereço e telefone do seu consultório ou clínica.

A nova resolução proíbe expressamente que médicos e instituições médicas ofereçam serviços de teleatendimento a pacientes e familiares, o que inclui os atendimentos realizados pela internet ou por telefone.

Visão holística

Outra medida questionável é um reforço ao aspecto de especialidade do médico.

Enquanto os maiores cientistas da área falam em "medicina holística", ou "medicina sistêmica", em que o paciente deve ser visto como um todo, incluindo suas questões psicológicas e até religiosas, a resolução reforça a visão do homem como um amontoado de órgãos - e, para o CFM, não parece razoável que um médico entenda de mais do que um órgão.

Assim, fica proibida a divulgação pelo médico de qualquer título, incluindo diplomas de pós-graduação, que não digam respeito especificamente à sua especialidade. Aparentemente, não se aceita a existência de médicos "especialistas em seres humanos".

Embutida nessa decisão está uma desconsideração de um fenômeno crescente e já detectado pela comunidade científica: pacientes bem-informados, graças sobretudo à internet, não enxergam mais o médico como "o especialista", um ser etéreo que teria todas as respostas sobre a sua pretensa especialidade e, respaldado naqueles diplomas específicos, um poder de decisão completo e cabal sobre o tratamento e a vida do paciente - os pacientes querem, cada vez mais, participar do processo de tratamento.

Inovação reprimida

A inovação dos profissionais também é coibida no item que veda a divulgação de "método ou técnica não aceito pela comunidade científica" - sem precisar como se avalia a aceitação pela comunidade científica.

Todos os tratamentos inovadores encontram adeptos e, via de regra, uma grande resistência por parte da maioria dos médicos, afetos a permanecerem com as velhas práticas, muitas vezes pressionados pela aquisição de aparelhos caros em suas clínicas e hospitais, que não podem ser deixados de lado da noite para o dia.

Só no município do Rio de Janeiro, um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz listou mais 70 terapias alternativas praticadas por médicos.

E, na maior pesquisa já realizada até hoje sobre o tema, cientistas demonstram que os futuros médicos querem aprender mais sobre terapias alternativas e complementares.

A decisão é extensiva aos hospitais, clínicas, sociedades médicas, sindicatos e outras instituições médicas, e começará a valer dentro de 180 dias da data de sua publicação.

Absurdo !

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PESQUISA - "CARNE VERMELHA PODE PROVOCAR DIABETES"

( E V I T E )

WASHINGTON – O consumo de carnes vermelhas, especialmente as carnes processadas, aumenta claramente o risco de diabetes tipo 2, já com elevado índice no mundo. Isso foi indicado por um estudo realizado nos Estados Unidos, cujos resultados foram publicados quarta-feira 10 de Agosto, 2011.

Os autores da pesquisa descobriram que consumir 100 gramas de carne vermelha a cada dia aumenta em 29% o risco de se tornar diabético.

Esse risco sobe para 51% se só comer 50 gramas de carne vermelha processada, ou seja, um cachorro-quente, uma salsicha ou duas fatias de bacon, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard (Massachusetts) e publicado na versão online do American Journal of Clinical Nutrition.

Esses resultados foram ajustados em função da idade dos participantes, seu índice de massa corporal e outros fatores de risco.

Alternativas

Este estudo também mostra que, para substituir a carne vermelha por outras fontes de proteínas mais saudáveis como, por exemplo, tofu, nozes, cereais e leite magro, pode-se reduzir significativamente o risco de diabetes.

Assim, se uma pessoa que consome 100 gramas de carne vermelha todos os dias, substituir por nozes para obter a mesma quantidade de proteína, ela reduz o risco de diabetes em 17%. Esse percentual sobe 23% quando se consome cereais completos.

“Sem dúvida, os resultados deste estudo têm implicações importantes para a saúde pública, dada a crescente incidência de diabetes tipo 2, combinada com o aumento do consumo de carne vermelha no mundo”, julga o Dr. Frank Hu, professor da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e principal autor dessa pesquisa.

“A boa notícia é que esses fatores de risco podem ser eliminados através da substituição da carne vermelha por fontes de proteínas mais saudáveis”, acrescenta.

FONTE : www.criasaude.com.br

domingo, 21 de agosto de 2011

CIÊNCIA - "PROJETO SETI REINICIADO GRAÇAS A JODIE FOSTER"

(Jodie Foster, estrêla com os pés na terra)


Um complexo com 42 telescópios que monitora possíveis indícios de extraterrestres, na Califórnia, nos Estados Unidos, voltará a operar em algumas semanas, graças a doações particulares.

O complexo Allen Telescope Array é operado pelo Instituto SETI (Search for ExtraTerrestrial Intelligence: busca por inteligência extraterrestre), mas havia deixado de funcionar após a interrupção do financiamento público.

Uma das líderes da campanha é a atriz Jodie Foster, que conseguiu levantar US$ 200 mil (R$ 318 mil) entre 2.400 doadores.

Em um comunicado no site de arrecadação, Foster disse que "o Allen Telescope Array poderia transformar a ficção científica em fatos científicos", salientando que isso só ocorrerá se o monitoramento tiver continuidade.

Outro doador foi o astronauta da Apollo 8, Bill Anders.

Rastreamento

O Instituto diz que o fundo deve ser suficiente para manter os telescópios na ativa até o final do ano. O projeto, no entanto, ainda depende da verba pública, que até então era repassada pela Força Aérea, preocupada com o rastreamento de detritos espaciais que podem danificar satélites.

O astrônomo Seth Shostak, do SETI, disse à BBC que o acordo com a Força Aérea americana ainda não foi retomado, mas se disse bastante confiante de que isso ocorrerá em breve. O financiamento também terá de ser aprovado pelo Congresso.

Thomas Pierson, diretor-executivo do SETI, disse que "para quem está interessado em saber se há vida inteligente lá fora, em outros lugares de nossa galáxia, o Allen Telescope Array e nossa equipe de pesquisa no SETI são a melhor aposta."

O complexo, que custou US$30 milhões, começou a operar em 2007, com o nome de seu maior doador, Paul Allen, co-fundador da Microsoft.

Planetas habitáveis

O Allen Telescope Array era inicialmente um projeto conjunto da Universidade da Califórnia/Berkeley e do SETI, mas a parceria foi desfeita após cortes no repasse de verbas públicas à universidade.

O custo anual para a manutenção do projeto é de US$ 2,5 milhões (R$ 3,9 milhões). Em último caso, o complexo pode redirecionar suas atividades para a observação de planetas fora do sistema solar.

SETI começa a monitorar exoplanetas habitáveis
Shostak defende, no entanto, a busca por indícios de vida extraterrestre.

"As pessoas ainda pensam nessa mesma questão fundamental: 'Há alguém lá fora tão ou mais inteligente que nós?' É importante e vale a pena fazer (a pesquisa)."

O projeto na Califórnia também contribui para a pesquisa de buracos negros e campos magnéticos na Via Láctea.


CIÊNCIA - "UNIVERSOS DENTRO DE UNIVERSOS"


Observações feitas com o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) permitiram descobrir a fonte de energia de uma enorme nuvem de gás brilhante no Universo primordial.

As observações mostram pela primeira vez que esta "bolha Lyman-alfa" gigante - um dos maiores objetos individuais conhecidos - obtém a sua energia de galáxias presentes no seu interior.

Uma equipe de astrônomos utilizou o VLT para estudar esse objeto bastante incomum chamado bolha Lyman-alfa. O nome vem do fato destas bolhas emitirem radiação com um comprimento de onda característico, conhecida como radiação de "Lyman-alfa", que é produzida quando elétrons nos átomos de hidrogênio descem do segundo nível de energia para o nível fundamental.

Luz polarizada

Estas estruturas enormes e muito luminosas são geralmente observadas em regiões do Universo primitivo, onde a matéria se concentra. A equipe descobriu que a radiação emitida por uma destas bolhas é polarizada. A luz polarizada é utilizada, por exemplo, para criar efeitos 3D no cinema.

Quando as ondas de luz são polarizadas, as suas componentes de campo elétrico e magnético têm uma orientação específica. Na luz não-polarizada a orientação dos campos é aleatória, não apresentando nenhuma direção privilegiada.

O efeito 3D é criado fazendo com que o olho esquerdo e o direito vejam imagens ligeiramente diferentes. Em alguns cinemas 3D este efeito é conseguido através de luz polarizada: imagens separadas feitas com radiação polarizada de modo diferente são enviadas aos nossos olhos esquerdo e direito através de filtros polarizantes que formam as "lentes" dos óculos.

Esta é a primeira vez que se encontra polarização numa bolha Lyman-alfa, fazendo com que esta observação ajude a compreender por que é que estas bolhas brilham.

"Mostramos pela primeira vez que o brilho destes enigmáticos objetos vem de radiação dispersada, emitida por galáxias brilhantes escondidas no seu interior, em vez de ser o gás espalhado por toda a nuvem que está brilhando," explica Matthew Hayes (Universidade de Toulouse, França), autor principal do artigo científico que apresenta estes resultados, e que será publicado na revista Nature.

Maiores objetos do Universo

As bolhas Lyman-alfa são alguns dos maiores objetos existentes no Universo: nuvens gigantes de hidrogênio gasoso que podem atingir diâmetros de algumas centenas de milhares de anos-luz (algumas vezes maiores que a Via Láctea).

Elas são tão energéticas como as galáxias mais brilhantes.

São encontradas, tipicamente, a grandes distâncias, por isso vemo-las tal como eram quando o Universo tinha apenas alguns bilhões de anos de idade. São por isso objetos importantes para o estudo da formação e evolução de galáxias quando o Universo era jovem.

Mas a fonte de energia da sua luminosidade extrema, assim como a precisa natureza das bolhas, tem permanecido pouco clara.

A equipe estudou uma das primeiras bolhas a ser descoberta e também uma das mais brilhantes. Conhecida pelo nome de LAB-1, foi descoberta em 2000 e encontra-se tão distante que a sua radiação levou cerca de 11,5 bilhões de anos para chegar até nós.

Com um diâmetro de cerca de 300.000 anos-luz, é também umas das maiores já encontradas. Possui várias galáxias primordiais no seu interior, incluindo uma galáxia ativa.

Galáxias ativas são galáxias que se supõe conterem nos seus centros muito brilhantes um buraco negro enorme. A sua luminosidade vem do material que está sendo aquecido à medida que é atraído para o interior do buraco negro.

Teorias sobre as bolhas

Existem várias teorias que pretendem explicar as bolhas Lyman-alfa. Uma delas supõe que estes objetos brilham quando gás frio é atraído pela gravidade elevada da bolha e, consequentemente, aquece.

Outra supõe que o brilho destas bolhas deve-se a objetos brilhantes existentes no seu interior: galáxias com formação estelar elevada, ou que contêm buracos negros que estão atraindo matéria.

Estas novas observações mostram que a fonte de energia da LAB-1 deve-se, de fato, a galáxias no seu interior, e não ao gás sendo atraído e aquecido.

A equipe testou as duas teorias fazendo medições para saber se a radiação emitida pela bolha era polarizada.

Ao estudar qual a polarização da radiação, os astrônomos podem inferir sobre os processos físicos que lhe dão origem, ou saber o que aconteceu entre a sua emissão e a sua chegada à Terra.

Se for refletida ou dispersada torna-se polarizada e este efeito sutil pode ser detectado por um instrumento muito sensível.

Medição da polarização

Medir a polarização da radiação emitida por uma bolha Lyman-alfa é, no entanto, algo bastante difícil, já que estes objetos se encontram muito distantes de nós.

"Estas observações nunca poderiam ter sido feitas sem o VLT e o seu instrumento FORS. Precisávamos claramente de duas coisas: um telescópio com um espelho de, pelo menos, oito metros de diâmetro, de modo a poder coletar radiação suficiente, e de uma câmera capaz de medir a polarização da radiação. Não existem muitos observatórios no mundo capazes de oferecer uma tal combinação," acrescenta Claudia Scarlata (Universidade do Minnesota, EUA), coautora do artigo.

Ao observar o seu alvo ao longo de cerca de 15 horas com o VLT, a equipe descobriu que a radiação emitida pela bolha Lyman-alfa LAB-1 se encontra polarizada em um anel em torno da região central e que não existe polarização no centro.

Este efeito é praticamente impossível de obter se a radiação for emitida apenas pelo gás que está sendo atraído pela bolha devido à gravidade, mas é precisamente o que se espera se a radiação tiver origem em galáxias existentes na região central, antes de ser dispersada pelo gás.

Os astrônomos planejam agora estudar mais objetos deste tipo no sentido de perceberem se os resultados obtidos para a LAB-1 são válidos para outras bolhas.

Bibliografia:

Central powering of the largest Lyman-α nebula is revealed by polarized radiation
Matthew Hayes, Claudia Scarlata, Brian Siana
Nature
18 August 2011
Vol.: 476, Pages: 304-307
DOI: 10.1038/nature10320

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SAÚDE - "10 PASSOS PARA SE EVITAR O CÃNCER"

O Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) divulgou uma série de dicas para prevenir o surgimento do câncer.

São atitudes simples, passíveis de serem incorporadas ao dia-a-dia, mas que são fundamentais para prevenir o câncer, que atualmente é a segunda maior causa de morte entre a população.

A primeira, e uma das principais recomendações, é não fumar. O tabagismo é responsável por 30% das mortes de pacientes oncológicos e um ponto desencadeante de diversas outras doenças.

Outro fator importante é não consumir bebidas alcoólicas em excesso, pois o álcool potencializa significativamente os efeitos do tabaco.

"Evitar o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas já vai ajudar, e muito, na manutenção da saúde das pessoas, já que ambos estão associados ao aparecimento de inúmeros tipos de tumores," disse o Dr. Gilberto de Castro Jr., oncologista do Icesp.

10 principais passos para prevenir o câncer:

Não fume. Mesmo uma pequena quantidade de tabaco pode fazer um grande estrago.

Não abuse de bebidas alcoólicas, principalmente se estiver violando a regra número um.

Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha. O contato com alguns vírus transmitidos sexualmente, como o papiloma vírus humano (HPV), pode desencadear alguns tipos de câncer.

O sexo seguro é o caminho para evitar os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado.

Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas.

Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.

Na mesma linha da dieta saudável, vale reforçar a importância de evitar o consumo de alimentos com muito sódio e conservantes, como é o caso dos enlatados, embutidos e fast foods em geral.

Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h. Na praia ou na piscina, lance mão, também, de barreiras físicas, como chapéu, camiseta e guarda-sol. Mas seja ponderado, e lembre-se que seu corpo precisa de vitamina D.

Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.

Mantenha-se atento à sua saúde. Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.

Faça um check-up anual e realize todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico. Esta também é uma atitude fundamental.

E, se você conseguir dar todos esses 10 passos, dê mais um, e lembre-se que a hipocondria também é uma patologia - viva mais leve.


FONTE - DIÁRIO DA SAÚDE

"COMPORTAMENTO - REDES SOCIAIS COMEÇAM À CANSAR USUÁRIOS"

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(FADIGA EMOCIONAL)

Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou "sinais de fadiga" no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países.

A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil.

Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens.

Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.

Janela de atenção

"A pesquisa mostra uma certa fadiga das redes sociais entre os usuários mais antigos", disse o diretor de pesquisas da Gartner, Brian Blau.

"O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor", avaliou.

"Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo."

Privacidade e superficialidade

Para os entrevistados, a exposição da privacidade é a razão mais forte para desistir de usar as redes sociais. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários.

Em seguida, a questão da privacidade volta, com os usuários dizendo que usam menos as redes sociais porque não querem que os seus contatos saibam demais sobre a sua vida.

"Os adolescentes e jovens na faixa dos 20 anos de idade têm muito mais probabilidade de dizer que aumentaram o uso das redes sociais", disse a especialista que coordenou a pesquisa, Charlotte Patrick.

"Na outra ponta do 'espectro do entusiasmo', as diferenças etárias são muito menos marcadas, com uma proporção consistente de pessoas dizendo que estão usando menos as redes sociais."

Redes sociais no Brasil

A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook.

"O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso", afirmou a pesquisa.

"O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos."

Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países.

Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.