terça-feira, 20 de setembro de 2011

SAÚDE - "A IMPORTÂNCIA DA DESINTOXICAÇÃO INSTESTINAL"


Veja na ilustração acima, vermes, dilatações, oclusões, fecalomas.

Desta forma é impossivel se ter saúde. Por isso se faz necessário uma desintoxicação anual em todos aqueles que buscam saúde total.

Nenhuma doença crônica desaparece enquanto o cólon (intestino) não estiver limpo de toxinas.

Alimentação inadequada ou pobre de nutrientes; estresse físico, mental ou emocional ; atividades sedentárias, além da impossibilidade de realizar exercícios físico com frequência provocam desarranjos no aparelho gastrointestinal, dificultando o processo natural de ingestão, absorção e eliminação dos alimentos.

A prisão de ventre, leve ou severa, é uma das consequências desse desequilibrio.

Os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso, durante muito tempo, e acabam sendo fermentados.Nesse processo, produzem material tóxico que será novamente absorvido pelo organismo, produzindo uma "auto-intoxicação".

Como resultado, serão desencadeados processos degenerativos que levarão a um envelhecimento precoce da pessoa.

Abaixo, uma lista mais completa das manisfestações e sintomas causado por uma prisão de ventre crônica ou auto-intoxicação organica.

Parece uma lista fantasiosa e exagerada, mas infelizmente afirmamos com toda a convicção, que esta lista é uma realidade.

Menor capacidade de absorção de nutrientes

Aumento do catarro intestinal, pulmonar e tecidual

Má digestão, gastrite, alergias alimentares

Formação de grande volume de radicais livres e toxinas

Mau humor, irritação, depressão, agressividade, insônia

Dor de cabeça, enxaqueca, rinite, alergias em geral

Psoríase, vitiligo, problemas de pele, rugas precoce

Preguiça, desânimo, falta de motivação existencial

Artrite, reumatismo, osteoporose, celulite, dor nas pernas

Asma, bronquite, dificuldade respiratória, tosse crônica

Acne, furúnculos, pele seca ou oleosa, espasmos musculares

Problemas circulatórios, sanguíneos, hemorróidas, trombose

Síndrome da fadiga crônica e síndrome do pânico

Anemia, baixa imunidade, cirrose hepática, cálculos biliares

Retenção de líquidos, pressão alta, flebite (inflamação das veias), varizes, taquicardia

Diverticulite, apendicite, queda de cólon, câncer intestinal

Hiperatividade, agressividade e baixo rendimento escolar

Arteriosclerose, obesidade, distúrbios mentais e/ ou neurológicos

Esclerose, perda de memória, raciocínio, doença de alzheimer

Impotência masculina e problema de próstata

Frigidez, acidez vaginal, infecções genitais

Prurido vaginal, uretrites, problemas de cólon de útero

Candidíase, gazes crônicos, putrefação intestinal, diverticulite

Alterações no pâncreas, diabete e hipoglicemia

Esterilidade, volume de esperma diminuído

Micoses, dermatites de contato, mau odor corporal

Prolapso e queda da bexiga e da vagina, problemas menstruais

Úlcera varicosa, cólicas intestinais, colite ulcerativa

Possibilidade de desenvolver mais de 200 tipos de câncer

Estímulo a metástase de células cancerosas

Bursite, dores articulares, dificuldade de caminhar

Opressão e peso sobre as gônadas e as supra-renais

Fermentação intestinal contínua, abreviação da vida útil

Cálculo renal e retenção de líquidos

Problemas oculares como catarata, perda da visão, dificuldades em geral

Necrose e morte prematura

Na tentativa de restabelecer uma normalidade intestinal, é comum a utilização de medicamentos e laxantes. Porém, seus resultados são apenas temporários e paliativos. Além disso, esses remédios destroem as mucosas intestinais.

Sempre que possível, o ideal é antes de qualquer tratamento, fazer uma desintoxicação organica e intestinal, para que a absorção do tratamento seja mais efetiva.

Obs: Temos disponivel tratamentos desintoxicantes para todas as idades. Após uma avaliação é possivel determinar o grau de auto-intoxicação bem como o tipo de tratamento desintoxicante mais eficiente.


(www.bionatural.com.br)

"PESQUISA - VOCÊ BOCEJA PARA REFRIGERAR O CÉREBRO"

(Sistema de refrigeração ativado !)

Apesar de serem considerados um sinal de tédio ou de cansaço, os bocejos parecem não apenas ter uma utilidade, como poderão ajudar a diagnosticar doenças.

Cientistas descobriram que a frequência dos bocejos varia com a estação do ano.

Sua conclusão é que esta disparidade sazonal indica que o bocejo pode servir para regular a temperatura do cérebro.

Andrew Gallup e Omar Eldakar, da Universidade de Princeton (EUA), publicaram seus resultados no jornal científico Frontiers in Evolutionary Neuroscience.

Regulando a temperatura do cérebro

Gallup e Eldakar documentaram a frequência dos bocejos de 160 pessoas no inverno e no verão.

Eles verificaram que os participantes bocejam mais no inverno do que no verão, quando a temperatura ambiente é igual ou superior à temperatura do corpo.

Segundo sua teoria da termorregulação do bocejo, o cérebro superaquecido esfria trocando calor com o ar aspirado durante o bocejo.

"De acordo com a hipótese do resfriamento cerebral, é a temperatura do ar ambiente que dá ao bocejo a sua utilidade. Assim, o bocejo deve ser contraproducente - e, portanto, suprimido - em uma temperatura ambiente igual ou superior à temperatura do corpo porque uma inspiração profunda não iria promover o resfriamento.

"Em outras palavras, deve haver uma 'janela térmica', ou um intervalo relativamente estreito de temperaturas-ambiente nas quais se pode esperar taxas mais altas de bocejo," diz Gallup.

Aplicações práticas da teoria do bocejo

"As aplicações desta pesquisa são interessantes, não só em termos de conhecimento fisiológico básico, mas também para uma melhor compreensão de doenças e condições como a esclerose múltipla e a epilepsia, que são acompanhadas por bocejos frequentes e disfunção da termorregulação.

"Estes resultados dão suporte à visão de que o bocejo excessivo pode ser usado como uma ferramenta de diagnóstico para identificar casos de termorregulação deficiente," conclui o pesquisador.


(Diário da Saúde)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"PESQUISA - VOTAR FAZ MAL À SAÚDE"

(Desanimo na hora de ir votar é explicado)


Pela primeira vez na história da ciência, pesquisadores determinaram que votar é um evento estressante, que induz mensuráveis alterações hormonais.

Os cientistas descobriram que o nível de cortisol, um hormônio secretado em momentos de estresse para ajudar o corpo a lidar com ameaças, fica quase três vezes maior antes de votar, e quase dobra 24 horas mais tarde.

“Nós entendemos que as mudanças emocionais estão relacionadas e afetam diversos processos fisiológicos, mas ficamos surpresos que o voto em eleições democráticas provoca reações emocionais acompanhadas por físicas, tais como estresse psicológico, que podem facilmente influenciar nossas decisões”, disse Hagit Cohen.

Sabe-se que quando uma pessoa está em um estado de ameaça ou estresse emocional, o corpo libera uma série de hormônios como o cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”.

O estudo foi realizado no dia da eleição de Israel em 2009, com 113 pessoas que estavam a caminho para votar.

Elas foram convidadas a dar uma amostra de saliva para testes de cortisol e completar um questionário examinando sua excitação emocional. O grupo de controle consistiu de outras pessoas da mesma área que foram convidadas a dar um teste de saliva e preencher o questionário no dia pós-eleição.

“Desde que ninguém gosta de se sentir estressado, não está claro se essa pressão no dia da eleição pode influenciar as pessoas a não votar. O impacto sobre o número de eleitores é particularmente importante, dado que os níveis de estresse aumentam se o nosso partido ou candidato preferido não é popular nas pesquisas e projeções”, explica Cohen.

Os pesquisadores alertam que suas descobertas são apenas um primeiro passo na compreensão da relação entre o estresse em um nível biológico e o voto, e que o estudo não examinou se esses altos níveis de cortisol afetam a escolha. No entanto, pesquisas futuras devem ir além.


[ScienceDaily]

SAÚDE - "INTERNAÇÕES POR CIRROSE ALCOÓLICA CRESCE 50% NO ESTADO DE SÃO PAULO"



As internações por cirrose hepática causada pela ingestão de bebidas alcoólicas aumentaram quase 50% nos últimos cinco anos nos hospitais do estado de São Paulo. Em 2007, foram internadas cerca de 2,1 mil pessoas com o problema e a estimativa para este ano é de mais de 3 mil pacientes.
 Os dados são do Serviço de Hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo.
De acordo com o coordenador do serviço, o médico Carlos Baía, o levantamento indica que as pessoas passaram a ingerir mais bebidas alcoólicas. – A quantidade de álcool para provocar uma cirrose varia caso a caso. Geralmente são quantidades que as pessoas podem achar pequenas, como quatro ou cinco doses  por dia, se for consumido diariamente por dez anos -.
O álcool inflama e destrói gradualmente as células do fígado que, ao longo do tempo, passa a ficar tomado por pequenas cicatrizes, e tem seu funcionamento prejudicado. Estima-se que em torno de 15% dos alcoólatras cheguem a esta etapa em um período entre 10 e 15 anos de dependência.
- Uma das características do álcool é induzir tolerância e a pessoa precisa de uma quantidade cada vez maior para sentir o mesmo efeito de relaxamento inicial -, destaca o médico.
As complicações decorrentes da doença podem ocorrer lentamente e desencadear o acúmulo de água na barriga, inchaço nas pernas, confusão mental, e até o desenvolvimento de câncer no fígado e hemorragias digestivas.
Baía ressalta que o transplante de fígado só é indicado em casos muito graves, quando o paciente já está com as funções vitais do órgão totalmente comprometidas. Segundo o Hospital de Transplantes, os dependentes de álcool correspondem a cerca de 15% das pessoas que estão na lista de espera.
- A porcentagem é baixa porque existem mecanismos para restringir a entrada dessas pessoas na lista. Não se faz transplante em uma pessoa que tem alto risco de voltar a beber -, diz o médico. Para poder entrar na lista de espera do transplante, a pessoa tem de estar a pelo menos seis meses sem consumir bebida alcoólica.
Hepatites virais, principalmente a do tipo C, também desencadeiam a cirrose hepática. O médico orienta as pessoas a realizar o teste laboratorial com exame de sangue. – Prevenção é sempre a melhor escolha. A hepatite C, por exemplo, é uma doença silenciosa e o combate fica mais fácil se o diagnóstico for precoce - explica o hepatologista.

(CORREIO DO BRASIL)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EPIGENÉTICA - "HERANÇA GENÉTICA..?"

(Informações Genéticas Não Locais)

A evolução, de modo tradicional, é enxergada como uma mudança na frequência dos alelos, ou alguma alteração gênica que possa ser transmitida à próxima geração. Aliás, esse é um paradigma atual na teoria da evolução.

Recentemente (ou nem tanto), tem-se descoberto e discutido sobre herança epigenética (que vai além dos genes), ou seja, mudanças que possam ser transmitidas para as próximas gerações, por outra via que não a genética. Outra ângulo de visão seria imaginar o ambiente induzindo mudanças nas próximas gerações (e não apenas selecionando, algo que se aproxima mais do Lamarckismo).

Já há dados que corroborem isso, a exemplo das deformações induzidas pelo uso da talidomida, já que ocorrem em um número muito alto para serem creditadas totalmente à mutações, ou que a prole de ratos e camundongos tratados com carcinogênicos são predispostos a desenvolver anormalidade.

Também se sabe que alguns efeitos ambientais podem causar alterações que passam por pelo menos 3 gerações, a exemplo de organismos que passaram por grande privação de alimentos (há estudos sobre isso com populações humanas pós-segunda guerra mundial)

Esse mecanismo não anula ou vai necessariamente de encontro a teoria da da evolução, e podemos acoplá-lo a ela.

Podemos imaginar que a Seleção Natural também funcione para heranças epigenéticas.

A evolução é a área que mais me intriga na biologia, e tenho muitas dúvidas em relação a ela.

Creio que a epigenética pode ajudar a elucidar algumas questões como o surgimento de clados mais elevados (macroevolução), ou ajudar a entender grandes variações morfológicas que aparecem nos registros geológicos após uma grande crise, como um desastre ambiental de impacto global.

Mas como ainda se conhece pouco sobre isso, é difícil prever sua importância para a evolução dos seres vivos.

Fascinante!

SAÚDE - "USO DE CELULAR ALTERA METABOLISMO CEREBRAL"

(Use quando necessário)


Um estudo realizado por neurocientistas finlandeses mostrou que o campo eletromagnético gerado por telefones celulares suprime o metabolismo da glicose no cérebro.

O efeito foi detectado nas regiões do cérebro conhecidas como temporoparietal e temporal anterior, e ocorreu no hemisfério cerebral do lado da cabeça em que o aparelho estava posicionado.

Os resultados, obtidos por cientistas da Universidade de Turku, foram publicados no Journal of Blood Circulation and Metabolism.

Metabolismo e doença

Treze homens jovens saudáveis foram expostos ao sinal GSM por 33 minutos.

O estudo foi considerado metodologicamente muito preciso por combinar imagens do cérebro, medições e modelagens da radiação eletromagnética dos celulares e medições de temperatura da pele, que geralmente é afetada por fortes campos eletromagnéticos.

Concluiu-se que o campo eletromagnético do telefone celular afeta o metabolismo da glicose no cérebro.

Se isto irá resultar em qualquer consequência para o indivíduo a curto ou longo prazo é algo que deverá merecer pesquisas à parte, com acompanhamento dos voluntários, tentando associar qualquer problema de saúde posterior com o efeito metabólico verificado.

(www.diariodasaude.com.br)

PESQUISA - "RIR É UM ÓTIMO REMÉDIO; MAIS PRECISAMENTE, UM ANALGÉSICO"


Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, fizeram um estudo que legitima uma velha frase: “rir é o melhor remédio”.

De acordo com a pesquisa, isso é mais do que um jargão incentivando as pessoas a serem otimistas: o ato de rir libera no corpo uma série de substâncias químicas que funcionam como analgésicos naturais.

O experimento que chegou a essa conclusão foi dividido em etapas. Primeiro, todos os voluntários passaram pelo teste do limiar da dor. Basicamente, o pesquisador provoca alguma perturbação física leve e vai aumentando até a pessoa sentir dor, o que é um índice parcialmente mensurável.

Na segunda parte, os participantes foram divididos em dois grupos, e colocados para assistir filmes. Um dos grupos assistiu 15 minutos de vídeos de comédia, e a outra metade passou o mesmo tempo vendo um documentário monótono sobre golfe. Depois da sessão de filmes, todos passaram novamente pelo teste do limiar da dor.

Aqueles que assistiram a comédia, e tiveram oportunidade de dar boas gargalhadas, suportaram 10% a mais de desconforto até sentir dor (ou seja, ficaram 10% mais resistente a ela). E uma surpresa: os pesquisadores imaginavam que o grupo que viu vídeos entediantes não tivesse nenhuma alteração no limiar da dor, mas foi pior do que esperavam. As pessoas ficaram, em geral, ainda menos resistentes à dor.

A chave para esse efeito analgésico é a liberação de endorfina. A natureza sábia, no entanto, determinou que a risada precisa ser sincera.

Conforme afirmam os pesquisadores, o benefício só faz efeito se a risada for daquelas intensas, de esvaziar o pulmão e chegar ao ponto de, ironicamente, doer o peito. Risadas dadas por educação, portanto, não têm o poder de liberar endorfina no organismo.

A pesquisa teve de ser feita com muito cuidado. Para medir os níveis de endorfina do pessoal, de forma direta, a única alternativa seria colocar uma agulha para extrair fluido corporal na coluna de cada participante.

Isso certamente diminuiria a alegria da situação e influenciaria nos resultados, por isso eles acharam outra forma. Colocando um saco plástico com gelo debaixo de cada paciente, eles criaram uma situação onde o desconforto cresce gradativamente até se tornar dor.

Essa descoberta da risada como analgésico, na verdade, foi apenas um dos focos do estudo.

Conforme a teoria dos pesquisadores de Oxford, foi o ato de rir que conferiu a nossos ancestrais, na pré-história, uma maior coesão entre as tribos que permitiu sua sobrevivência. A risada, portanto, é um fator de união social.

Para mostrar isso na prática, como eles explicam, estão em andamento uma série de testes entre a nossa risada e a risada dos macacos (que não liberam endorfina). O que se imagina, entre outras coisas, é que a endorfina proporciona mais paciência e harmonia, tão necessárias a uma convivência sadia.

[BBC]

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"TROCANDO MIL PALAVRAS POR UMA IMAGEM"


Um show de cores e de iluminação. A Grande Nebulosa de Orion, também conhecida como M42, é uma das mais bonitas de todo o espaço. (HUBBLE/NASA)

ALERTA - "6 EM CADA 10 PESSOAS NO MUNDO VIVEM COM DEMÊNCIA SEM SABER"

(Entenda para poder ajudar)

Um relatório mundial sobre Alzheimer de 2011 estima que 27 dos 36 milhões de doentes em todo o globo – 75% – estão vivendo com demência sem terem sidos diagnosticados.

A Grã-Bretanha, com 750 mil doentes, é um dos piores países ricos quando se trata de diagnóstico. Em alguns países, os médicos conseguem identificar quatro das cinco pessoas com a condição.

“Essas pessoas precisam ser ajudadas. Melhorar o diagnóstico precoce pode beneficiar tratamentos e apoio, que poderiam melhorar muito a qualidade de vida dos doentes. O relatório de hoje deve despertar-nos a tomar medidas decisivas e transformar as taxas de diagnóstico em todos os lugares”, disse Jeremy Hughes, chefe executivo da Sociedade do Alzheimer.

O relatório descobriu que os governos poderiam economizar bilhões se focassem no diagnóstico precoce, já que poderiam salvar mais de 16.000 reais por pessoa, por exemplo, reduzindo a necessidade de cuidados especiais ou lugares em hospital.

Estudos indicam que drogas como Aricept, Exelon e Reminyl permitem que os pacientes permaneçam independentes por mais tempo nos estágios iniciais do mal de Alzheimer, a forma mais comum de demência.
No entanto, uma crença errônea de que a demência é uma parte normal do envelhecimento leva ao não diagnóstico de muitas pessoas até os estágios finais da doença.

Enquanto não há “nenhuma maneira única” de fechar esta “lacuna no tratamento” do Alzheimer, o que está claro é que cada país precisa de uma estratégia nacional que promova o diagnóstico da demência precoce e cuidados continuados posteriormente.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite que as pessoas planejem seu futuro, evitando a necessidade de intervenção em crise e admissão a cuidados hospitalares agudos.

Isto proporciona melhores resultados para as pessoas com demência, o que lhes permite viver bem melhor. Se você está preocupado com um membro da família, quanto mais cedo você discutir o problema, melhor.

Não espere até que uma crise force a situação.

[Telegraph]

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - "SER SOLIDÁRIO AUMENTA SEU TEMPO DE VIDA"

(Ser solidário é conectar-se à Vida)


Um estudo da Universidade de Michigan (EUA) dá uma razão a mais para que as pessoas pratiquem o altruísmo: segundo os pesquisadores, quem se voluntaria para ajudar os outros, com desprendimento, melhora e aumenta saúde.

Aparentemente, essa ação é um forte redutor de níveis de estresse no corpo humano, o que permite um salto na qualidade de vida.

Mas os pesquisadores garantem que o voluntário precisa agir sem nenhum interesse pessoal ou esperando recompensa (por exemplo, a recompensa de viver com mais saúde, se você ler esse texto e acreditar na pesquisa); é preciso que seja um ato movido pela simples vontade de fazer bem ao próximo.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores conduziram um longo estudo com 10.317 pessoas. Em comum entre elas, o fato de terem cursado o Ensino Médio em 1957, ou seja, a maioria deles estava com 69 anos em 2008, quando se iniciou a última fase da pesquisa. Cerca de metade dos participantes eram mulheres.

Em 2004, os participantes responderam questionários sobre voluntariado. Neles, ficou especificada a quantidade de trabalhos voluntários na vida de cada um, com as respectivas razões que moveram as pessoas a trabalhar, e tomaram nota daqueles que pretendiam se voluntariar no futuro.

Em paralelo, foram analisados quadros de saúde de cada paciente datados desde 1992. Os “diagnósticos” seriam fechados ao lado de análises médicas, que incluíam indicadores como saúde mental, obesidade, uso de álcool e tabaco, além de também fatores sociais, estado civil e socioeconômico.

Entre as motivações dos voluntários, havia justificativas altruístas e outras nem tanto. Razões como “Eu sinto que é importante ajudar os outros” e “Voluntariado é uma atividade importante para as pessoas próximas a mim”, dadas por alguns dos participantes, conviviam com motivos como “Voluntariado é uma válvula de escape aos meus próprios problemas”, ou “Voluntariado me faz sentir melhor comigo mesmo”, e tudo foi devidamente anotado pelos pesquisadores.

Em 2008, iniciou-se a última fase da pesquisa, a verificação.

Neste ano, a primeira bateria de resultados mostrou uma grande vantagem dos voluntários altruístas, no quesito taxa de mortalidade. Dos 2.384 voluntários, 4,3% faleceram de 2008 para cá.

Entre os que se voluntariaram, mas o fizeram por interesse pessoal, a taxa foi 4%, um empate técnico com os integrantes do primeiro grupo. Entre os voluntários altruístas, o índice de mortalidade sofreu queda considerável: foi de apenas 1,6%.

Isso impressionou os pesquisadores, e colocou o estudo em um paradoxo: ajudar as pessoas, aparentemente, faz sua qualidade de vida crescer. Mas se você escolhe ser voluntário por causa disso, para melhorar sua saúde, esse benefício perde o efeito.

[LiveScience]

domingo, 11 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - "VERGONHA ALHEIA PODE MOSTRAR QUEM É VOCÊ"

(Amigo é aquele que honestamente nos alerta, não o que se cala)


Você conta ao seu amigo quando ele tem um pedaço de alface preso entre os dentes? Ou diz a ele que a braguilha da calça está aberta? Por incrível que pareça, a forma como você se comporta durante esses episódios embaraçosos que ocorrem com os outros pode explicar muita coisa sobre você.

Aqueles que têm mais medo de se envergonhar em público são os que demoram mais para apontar uma falha facilmente corrigível – isso se eles se preocuparem em dizer qualquer coisa, aponta um novo estudo.

Uma das pesquisadoras, Melanie Green, conta que as pessoas tendem a subestimar o quanto nosso comportamento é influenciado pelo medo de passarmos vergonha.

Os pesquisadores se perguntaram se o medo de passar vergonha torna uma pessoa mais hesitante em se envolver na chamada “intervenção de espectador”. Alguns estudos têm sugerido que a disposição de alguém para ajudar é influenciada mais pela situação em que o episódio ocorreu do que pela personalidade da pessoa em si.

Demais estudos têm se focado nas qualidades das pessoas mais inclinadas a agir, quer se trate de um senso de responsabilidade ou empatia para com os outros. Neste estudo, porém, os pesquisadores exploraram o outro lado: se um determinado aspecto da personalidade – embaraço – inibe o desejo de ajudar.

Para testar se isso realmente ocorre, eles fizeram um experimento em que a aparência de uma pessoa tem uma falha temporária – algo como um pouco de molho no queixo ou uma etiqueta virada pra fora da camiseta. Se alguém identifica essa falha para você, ela literalmente “livra a sua cara”.

O estudo deu a 84 estudantes universitários a oportunidade de ajudar uma cobaia no experimento, dizendo à moça que ela tinha tinta no rosto. Alguns dos participantes foram informados de que a moça manchada de tinta iria a uma entrevista depois, e outros não. Alguns alunos dividiram o cômodo com um outro participante da pesquisa enquanto outros ficaram sozinhos com a cobaia. Os voluntários ainda completaram dois testes medindo a tendência a se sentirem constrangidos.

Estudantes mais tímidos foram mais lentos em comentar sobre a tinta no rosto da moça, e ainda menos propensos a fazê-lo com mais alguém no quarto. Aqueles que mencionaram a tinta com outra pessoa presente, aliás, o fizeram silenciosamente – geralmente sussurrando.

As pessoas que são mais preocupadas com constrangimento podem levar mais tempo para adquirir coragem necessária para participar de uma interação potencialmente embaraçosa. Ter outra pessoa presente torna a situação ainda mais complicada.

E será que essas pessoas mais encabuladas tendem a mencionar uma falha para alguém conhecido mais do que para um estranho? Embora Green suspeite que as pessoas fiquem mais confortáveis para comentar essas situações com amigos, a pesquisa revelou que os tímidos possuem muito medo de envergonhar a si mesmos e preferem não falar nada, independente do nível de intimidade com a pessoa em questão. Ou seja, não importa a situação, o que eles não querem é se intrometer.

Essa atitude é reprovada pelo cientista. Mesmo que você possa se sentir incomodado, o melhor é realmente apontar o problema, especialmente se pode fazê-lo de maneira discreta. Porém, na maioria dos casos – salvo os muito tímidos -, as pessoas realmente tendem a se solidarizar com o próximo e contar o que há de errado com a pessoa.

[MSN]

PESQUISA - "O OLFATO É UM FENÔMENO QUÂNTICO"



Segundo pesquisadores, é possível que o nosso olfato seja baseado em preceitos da física quântica.

Isso seria possível por causa de pequenos pacotes de energia, ou “quanta”, que são perdidos por elétrons.

Experimentos revelam que, quando elétrons se movem dentro de nossos narizes, próximos a proteínas, alguns quanta interagem com as moléculas do nariz e são detectados.

Se a teoria estiver certa, seria possível criar um nariz eletrônico preciso, que detecta qualquer tipo de cheiro, superior a qualquer detector de produtos químicos.

A forma com que moléculas são “traduzidas” em cheiros já foi objeto de investigação de uma pesquisa que ganhou o Nobel. Mas como, precisamente, essas moléculas são detectadas ainda não ficou claro.

O problema com a teoria quântica do cheiro é a dificuldade de demonstrá-la.

Testes com nanotubos foram feitos, para provar que a vibração dos elétrons e a liberação e captação dos quanta é algo plausível, mesmo assim, mais testes precisam ser feitos para que a teoria seja comprovada.

FONTE : BBC

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FÍSICA QUÂNTICA - "O ACASO VAI ME PROTEGER ENQUANTO EU ANDAR DISTRAÍDO"

(Sabe aquela folha que caiu perto de você ontem...?)


O físico norte-americano Leonard Mlodinow (foto), 56 anos, é um produto do acaso, ou da sorte. Ele só nasceu porque seu pai foi um improvável sobrevivente de campo de concentração nazista na 2ª Guerra Mundial e perdeu a mulher e os dois filhos durante o conflito. 

O velho Mlodinow esteve a um instante de ser assassinado após, faminto, roubar um pão na padaria do campo de concentração – por algum motivo, salvou-se e foi designado para a padaria. Acabada a guerra, emigrou para os Estados Unidos, onde se uniu a uma moça judia, refugiada.

"Se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos", escreve.

É justamente o acaso, ou a aleatoriedade, o tema de “O Andar do Bêbado” (Zahar, R$ 42 nas livrarias e R$ 34,50 na Bienal do Livro), livro escrito por Leonard Mlodinow, que usa as probabilidades para explicar como muitos dos acontecimentos que mudam a nossa vida acontecem sem uma lógica clara.

 O físico está no Rio para a Bienal do Livro, para participar de um café literário nesta quinta-feira (8).

De acordo com Mlodinow – autor de cinco livros, mais dois no prelo –, “o acaso afeta tudo que você faz e muda muitos e importantes momentos de definição em sua vida”.

O físico escritor cita casos como o da escritora J.K.Rowling, que teve o primeiro livro Harry Potter recusado por nove editoras, e John Grisham, de “A Firma”, cujos manuscritos foram rejeitados 26 vezes, para afirmar que frequentemente o aleatório faz com que a arma que nos resta seja a persistência.

 “É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem”, diz, no livro.

Citando Thomas Watson, ele diz que “se quiser ser bem-sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. É matemática, ou probabilidade: quanto maior o número de tentativas, maiores as chances de se conseguir algo.

Usando as leis de probabilidades, mostra como estava errado um exame de sangue que o apontou como HIV positivo em 1989, embora não fizesse parte de nenhum “grupo de risco”. 

Tomando por base o fato de que ele estava fora de qualquer grupo de risco e de que apenas 1 a cada 10.000 homens brancos heterossexuais não-usuários de drogas tinha HIV, chegou à conclusão de que havia apenas 1 chance em 1000 de que estivesse contaminado, e não o contrário.

A autora de Harry Potter, J. K. Rowling, teve o primeiro livro da série recusado nove vezes !

A partir das probabilidades como ferramenta principal, Mlodinow diz que a confiança que temos em testes médicos – ou de antidoping, para atletas, por exemplo – deve ser na medida de sua imprecisão, ou margem de erro. Segundo ele, as taxas de falha desses exames muitas vezes podem variar de 1% a até 15%, dependendo do caso.

E afirma que a chance de se ganhar na loteria nos EUA é a mesma de se morrer em um acidente de carro a caminho da compra do bilhete.

Foi assim, por vezes se assombrando com a própria experiência e por outras se divertindo, costurando a história de teorias matemáticas com exemplos práticos, que o físico escreveu o bem-humorado “O Andar do Bêbado” – síntese da aleatoriedade, o ébrio parece sempre estar a um ponto de cair, mas o próximo passo é imprevisível.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista do iG com Leonard Mlodinow.

iG - Com tanto acaso no mundo, a sorte existe?

Leonard Mlodinow - Claro, a sorte existe. Se acontece em seu favor, você pode considerar sorte. Se eu lhe oferecer US$ 100 se uma moeda der ‘cara’, e der, isso pode ser considerado sorte; se der ‘coroa’, é azar.

iG - De acordo com um conceito que o sr. cita, a probabilidade de um evento acontecer ao mesmo tempo de outro é sempre menor do que a probabilidade de um evento acontecer independentemente.

 Então, se uma pessoa for mentir ao chefe por estar atrasado para o trabalho, ele será mais convincente se der só uma desculpa, em vez de dizer que estava trânsito, o pneu furou e a mulher quebrou a perna...?

Leonard Mlodinow - É melhor dar só uma desculpa. O chefe pode pensar: essas são todas coisas raras e todas elas aconteceram com você hoje? ‘Ok, trânsito é comum, pneu furado acontece em 1/100 casos, e a mulher quebrou a perna...’ Junta tudo. 

Soa muito menos provável. Quando falamos algo muito específico, soa mais provável, mas na verdade é muito menos provável de acontecer. Mentiras vagas são melhores.

iG - Qual a chance de uma superstição dar certo?

Leonard Mlodinow - Superstições são baseadas em coincidências ou no que você quer acreditar. As pessoas gostam de achar que tem controle. Se um jogador de futebol põe as meias ao contrário e faz dois gols ele pode achar que foi por isso. 

Quando se tem uma teoria, há uma tendência de acreditar no que a confirma e desacreditar o que a refuta.

iG - É possível que o acaso esteja apenas seguindo uma certa “lei” do universo que simplesmente ainda desconhecemos?

Leonard Mlodinow - Claro. Primeiro, no nosso dia-a-dia não há acaso real. Está tudo baseado no nosso desconhecimento. Se uma pessoa for atravessar a rua e for atropelada, se ela soubesse que viesse naquela hora um motorista bêbado, poderia evitar. Mas não se sabe essas coisas, então vira o acaso. 

Se os fundamentos da física estão corretos, há uma certa aleatoriedade na física quântica que não se poderia nunca prever, mas isso não é a vida cotidiana, que segue as leis de Newton.

iG - O sr. diz que nunca se deveria julgar as pessoas pelos resultados, mas é assim que estamos acostumados a fazer.

Leonard Mlodinow - Essa é a maneira preguiçosa de se avaliar alguém, é a maneira mais fácil. Um jogador de futebol com sorte pode ter um ano maravilhoso e depois nunca mais repeti-lo.

 As estatísticas daquele ano o levariam a ser contratado para um grande time e a receber milhões. É assim também no ramo dos executivos. Mas convém julgar as pessoas mais pelos seus talentos do que por seus resultados.

iG - No livro, o sr. cita Thomas Watson, dizendo que “se quiser ser bem sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. Essa é a receita do sucesso, não desistir nunca?

Leonard Mlodinow - Não digo que seja a receita do sucesso nem que deva regular a vida de ninguém. Mas é muito importante e reconfortante, porque todos nós fracassamos. O negócio é continuar tentando, como o coelhinho da propaganda da Duracell.

iG - A partir de exemplos que o sr. citou no livro, testes médicos com resultados equivocados são mais comuns do que imaginamos. Isso significa que não devemos confiar neles?

Leonard Mlodinow - Sim, devemos confiar neles, mas da mesma maneira que confiamos em uma pesquisa de opinião, dentro de suas margens de erro.

iG - Quando o sr. recebeu o teste com HIV positivo começou a fazer as probabilidades de estar errado? O sr. se deu conta do erro do teste logo?

Leonard Mlodinow - Só me dei conta semanas depois. Fiz um monte de testes e depois disseram que eu estava bem. Por algumas semanas foi horrível. Eu nem pensei nisso. Só depois me dei conta disso e fiz os cálculos. 

Entre homens brancos, heterossexuais e não-usuários de drogas injetáveis, as chances de contaminação eram de 1 em 10.000, e ocorriam 10 falsos positivos em 10.000 testes. Então, na ocasião, a chance de eu não estar contaminado era de 10/11.

iG - Para o uso prático, o que é mais útil aprender: probabilidades ou estatística?

Leonard Mlodinow - Ambos.

iG - O sr. estava no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e sobreviveu. O que estava fazendo lá?

Leonard Mlodinow - Tinha levado meu filho ao jardim de infância, estava do lado de fora. Eu morava a um bloco dali. Estava ali todo dia, então minhas chances de estar ali eram maiores do que a da maioria. Tinha muito pouca gente nos prédios àquela hora. Se o ataque fosse mais tarde, teria dez vezes mais gente. 

A maioria das pessoas não chegam para trabalhar às 8h30.

iG - O sr. critica rankings feitos por experts em vinhos e comida. Eles são imprecisos em suas análises?

Leonard Mlodinow - É como todo o resto, olhe para a margem de erro deles. Um desses experts admitiu para mim: ‘É, a margem é de três ou quatro pontos, em 100. Então, quando se compra um vinho cuja nota é 91, poderia ser 88 ou 94.

 Se for 94, você gastará mais US$ 20 do que se for 88. Um dia é 88, outro é 91, outro é 94. Um 96 é provavelmente melhor que um 86. Eu tento ignorar essas classificações, porque mesmo que você saiba que não há diferença é difícil ignorar. É a mesma coisa com o truque de preços US$ 19,99. São US$ 20. Mas US$ 19,99 soa muito mais barato que US$ 20. Eu repito para mim mesmo: US$ 20. 

É difícil não se impressionar, mas deve-se tentar.

iG - Quais são as chances de que Deus exista, em sua opinião?

Leonard Mlodinow - Não tenho nenhuma ideia. Mas também não digo que tenha alguma razão para dizer que não exista. Como muitas coisas, não tenho razão para dizer que não é verdade.

 Eu poderia acreditar que vou ganhar na loteria, e isso me faria muito feliz, como meu pai, que comprava um bilhete todo dia. Ele nunca venceu, mas isso o fez feliz.

iG - O sr. nunca lhe disse quais eram as verdadeiras chances que ele tinha?

Leonard Mlodinow - Não, eu lhe comprava bilhetes! É um jeito mais barato de se ter esperança que a religião. E ninguém morre disso... Na verdade, morre, sim... Mostro no livro que tantas pessoas morrem no caminho para comprar bilhete, em acidentes de carro, quanto ganham na loteria.

 Eu calculei isso. Para cada vencedor, um morre em acidente indo comprar um bilhete, com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito dos EUA.

FONTE - IG

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SAÚDE - "AVC, SINTOMAS E TRATAMENTO"

(AVC - A grande ajuda ainda é a prevenção)


O acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.

Tipos de AVC

Isquêmico: entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro
Hemorrágico: rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro.
visão geral sintomas tratamento e cuidados prevenção

Sintomas

Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo

Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos

Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem

Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente

Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Tratamento

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. 

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais.

Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. 

Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário.

Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. 

Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade.

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.


Fontes e referências:
Ministério da Saúde

SAÚDE - "DEPRESSÃO AFETA MAIS MULHERES QUE HOMENS"

(Vítimas do meio)


As mulheres são duas vezes e meia mais propensas que os homens a sofrer depressão, com a maioria dos casos ocorrendo durante o “período reprodutivo”, entre os 16 e os 42 anos.

Homens e mulheres estão sofrendo com a depressão mais cedo do que nunca, com os primeiros sintomas chegando com a idade média de 19 anos. Quatro décadas atrás a média era de 26 anos.

Mas o enorme fardo que as mulheres carregam atualmente, tendo que conciliar a vida doméstica e familiar com o trabalho, torna o problema ainda mais agravante. Mulheres com idades entre 25 e 40 anos são de 3 a 4 vezes mais propensas à depressão do que os homens.

Ambos os gêneros são propensos a apresentarem problemas de saúde mental, mas alguns transtornos afetam mais um sexo do que o outro.

Nos casamentos, por exemplo, os homens parecem ter seu risco de depressão reduzido, enquanto o das mulheres aumenta. As taxas depressivas crescem consideravelmente quando as mulheres têm bebês, quando têm que aprender a lidar com a dupla responsabilidade de trabalho e família.

O estudo que trouxe novas conclusões sobre a saúde mental das mulheres analisou 30 países europeus, e descobriu que 164,8 milhões de pessoas (38% do total) sofrem de algum transtorno mental. Os principais problemas incluem depressão, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade, insônia, vícios e esquizofrenia. A taxa é significativamente maior do que os 27% que apresentaram problemas em um estudo realizado em 2005.

É importante que problemas mentais sejam diagnosticados e tratados precocemente. O tratamento para esses transtornos não costumam ser caros, mas eles podem ser um grande desafio. O maior problema é quando as pessoas ficam sem tratamento e o problema continua com complicações, até que as deficiências se acumulem.

Há evidências crescentes que doenças como o Alzheimer e o mal de Parkinson tenham seu início em distúrbios de ansiedade que chegam na meia-idade. O início dos sintomas, como ataques de pânico e dificuldade para dormir podem indicar um possível desenvolvimento de Parkinson de 5 a 6 anos depois.

[Telegraph]

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PESQUISA - "GRÁVIDAS COM ENJÔOS MATINAIS INTENSOS SIGNIFICA PROBLEMAS PSICOLÓGICOS NOS FILHOS"


Enjôos e náuseas são comuns na gravidez. Mas em alguns casos, os vômitos são persistentes e intensos, podendo levar até a perda de muito peso e desidratação: esse é o caso das mulheres afetadas pela hiperêmese gravídica (HG).

Um novo estudo demonstrou que o problema não acaba com a gravidez. As crianças cujas mães sofreram de HG foram 3,6 vezes mais propensas a desenvolverem depressão, ansiedade ou transtorno bipolar do que crianças com mães que não sofreram da doença.

22% das pacientes com HG têm sintomas durante toda a gravidez. Participantes do estudo afetadas pela doença perderam pelo menos 5% de seu peso.

Poucos estudos haviam analisado os efeitos a longo prazo do HG sobre as crianças. A pesquisa relatou que, dos participantes que tinham mães com HG, 16% tinham depressão, 8% transtorno bipolar e 7% ansiedade.

Entre aqueles cujas mães não têm HG, 3% tem depressão, 2% transtorno bipolar e 2% ansiedade.

Globalmente, 38% dos filhos de mães com HG tinham algum distúrbio psicológico ou comportamental, enquanto 15% dos filhos cujas mães não têm a desordem foram afetados.

Pesquisadores afirmam que ainda só podem especular os motivos da ligação entre o HG e os transtornos psicológicos. Uma das hipóteses é que o estresse, a ansiedade e a desnutrição durante a gravidez podem afetar o cérebro do feto que se desenvolve.

Além disso, mulheres com HG podem sofrer com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) ou problemas físicos após a gravidez, o que pode dificultar a capacidade de relacionamento com os filhos no futuro, abrindo caminho para distúrbios comportamentais mais tarde.

Ainda existem poucos tratamentos para o HG – normalmente as mulheres utilizam fluidos intravenosos ou medicação anti-náusea. A medicação anti-náusea mais usada é a que é originalmente prevista para pacientes de quimioterapia (que tem náuseas como parte dos efeitos colaterais do tratamento).

Ainda é necessário encontrar a causa do HG para que possa ser possível o desenvolvimento de tratamentos que sejam realmente eficazes – e não mais medicamentos fortes de quimioterapia.

Mesmo assim, o tratamento é imprescindível, para que os riscos para as crianças sejam menores. O tratamento precoce é a melhor maneira de reduzir as complicações no futuro.

[LiveScience]

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EPIGENÉTICA - "PAIS ESTRESSADOS ALTERAM DNA DE CRIANÇAS"



Que radiação que nada. Pesquisadores descobriram que até o estresse demasiado dos pais pode deixar marcas duráveis no material genético de seus filhos.
Um novo estudo visou explorar se e como a experiência negativa altera genes de uma criança, e se essas alterações permanecem até a adolescência.
A pesquisa revelou um mecanismo pelo qual as experiências de infância influenciam na parte biológica de uma pessoa.
De acordo com a pesquisadora Marilyn Essex, a novidade confirma a hipótese de que um cotidiano conturbado e estressante na infância pode prever mudanças no DNA que se manifestarão na adolescência.

 “Essa é mais uma prova da importância dos primeiros anos e dos efeitos duradouros dos ambientes familiares durante a infância e na idade pré-escolar da criança”, diz.
A equipe se concentrou na epigenética, que é um processo que afeta a expressão de genes sem alterar a sequência de DNA subjacente. Um conceito-base da epigenética é um processo chamado de “metilação”, no qual um grupo químico se junta a partes do DNA de um organismo e afeta o fato de o gene se expressar ou não em resposta a estímulos sociais e físicos.
Os pesquisadores mediram os padrões de metilação em amostras de DNA das células da bochecha de mais de cem adolescentes de 15 anos. Os resultados dessa experiência foram em seguida comparados com dados coletados em 1990 e 1991, com os pais dessas mesmas crianças. 

Os pais foram convidados a fornecer informações sobre seus níveis de estresse, incluindo expressão frequente de raiva, estresse e depressão.
“Esta parece ser a primeira demonstração científica de que momentos de adversidade dos pais durante os primeiros anos de uma criança levam a mudanças perceptíveis em sua ‘epigenoma’, ainda mensuráveis mesmo mais de uma década mais tarde”, afirma o pesquisador Michael Kobor.
Níveis mais elevados de estresse relatados pela mãe durante o primeiro ano de vida de seus filhos foram relacionados com os níveis de metilação do DNA em 139 locais quando as crianças se tornaram adolescentes. 

Os resultados também mostraram 31 casos que foram associados ao estresse dos pais durante os anos pré-escolares de seus filhos, enquanto as crianças tinham de três e meio a quatro anos e meio.
Outro dado interessante apontado pelos pesquisadores foi que os níveis de estresse da mãe têm efeito tanto nos meninos quanto nas meninas, porém os níveis de estresse do pai são mais fortemente associados com a metilação do DNA das filhas. 

Esses resultados apoiam pesquisas anteriores que mostram que a ausência da figura paterna está associada ao início mais precoce da puberdade e a difíceis traços temperamentais em meninas – mas não em meninos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PESQUISA - "PROBIÓTICOS COMBATEM DEPRESSÃO"

(Contra obesidade, depressão..e oque mais ?)


Quem diria que as bactérias presentes no seu intestino poderiam influenciar diretamente na sua felicidade e bem-estar? Cientistas acabaram de descobrir uma ligação entre estas bactérias e a depressão no cérebro de ratos. Em breve, o mesmo pode acontecer com seres humanos.

A descoberta pode motivar o desenvolvimento de novas maneiras de controlar a depressão, a ansiedade e outros distúrbios psicológicos. Apesar dos ratos servirem bem como modelos para a compreensão de aspectos do cérebro humano, os pesquisadores lembram que as pesquisas serão replicadas.

O novo estudo chega na hora em que pesquisadores começam cada vez mais a suspeitar que o intestino está de alguma forma ligado ao cérebro. Por exemplo, muitos dos distúrbios intestinais podem estar ligados ao estresse ou a transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.

Eles descobriram que os roedores com a bactéria apresentaram comportamento menos relacionado com estresse, ansiedade e depressão do que os ratos alimentados com caldos simples. Eles também apresentaram níveis significativamente mais baixos do hormônio do estresse, a corticosterona, em resposta a situações estressantes como labirintos.

O neurocientista John Cryan garante que isso abre possibilidade para desenvolver terapias que tratam transtornos psiquiátricos visando o intestino. Num futuro próximo, você poderá tomar um iogurte com probiótico específico no lugar de um antidepressivo.

Os pesquisadores planejam estudos subsequentes que desvendem se o intestino pode afetar outras substâncias químicas do cérebro que têm sido relacionados com humor, como a serotonina e dopamina.

[LiveScience]