segunda-feira, 26 de setembro de 2011

AMIT GOSWAMI - "DEUS NÃO ESTA MORTO"




O físico indiano Amit Goswami foi, dos 14 aos 45 anos, materialista. Renomado na academia pelos seus trabalhos científicos e PhD em Física Nuclear, ele ensinou durante 32 anos na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e é professor emérito da instituição.

Mas, na metade da sua carreira, o cientista viveu um momento epifânico que o fez redirecionar todo o seu trabalho de pesquisa. Desde então, Goswami está envolvido em estudos que buscam conciliar ciência e religião.

A sua teoria de uma nova ciência contraria a ideia de que a origem de todas as coisas é a matéria e afirma que a consciência é a base de tudo que conhecemos e percebemos. Considerado um dos mais originais pensadores contemporâneos nessa área, Amit Goswami tornou-se mais conhecido no mundo a partir de 2004 ao participar e expor suas ideias no filme Quem somos nós?, mas também já causou polêmica nos meios acadêmicos e foi criticado.

Muitos o consideram como um cientista transformado por seu próprio trabalho. Atualmente, Amit Goswani faz palestras pelo mundo e dá aulas sobre ciência e vida espiritual em entidades e institutos dedicados a estudos religiosos e filosóficos nos EUA, Portugal e no Brasil.

Em visita ao Recife para participar do II Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, concedeu esta entrevista ao Diario.

“A consciência é a base de tudo”

O que é a Física Quântica e o que fez o senhor se interessar por ela?

Um dia eu estava numa conferência de onde eu saí muito chateado comigo mesmo, porque eu achava que a minha palestra não tinha sido boa o suficiente. Eu tinha a impressão de que as pessoas davam palestras melhor do que eu e ficava com uma certa inveja, e esse sentimento ruim ficava me incomodando. Em certo momento, deixei a conferência e, quando saí, senti o vento do mar batendo no meu rosto. Foi neste exato momento que eu pensei ‘Por que eu estou vivendo assim?’ Eu me dei conta de que a minha pesquisa e a minha vida estavam completamente separadas, que meus estudos não contribuíam em nada com a minha vida, e vice-versa. Então, decidi que queria integrar a minha vida e o meu trabalho. Este foi o início de uma longa pesquisa sobre a integração, que nos levou a um novo paradigma que pode integrar a ciência com a vida de todos os dias a partir da Física Quântica.

Como nós podemos identificar os princípios da Física Quântica no nosso dia a dia?

Os princípios quânticos estão muito mais presentes na vida das pessoas do que elas podem imaginar. Quando nós pensamos, ou temos uma intuição, por exemplo. A Física Quântica mostra que, diferentemente do que é afirmado pela ciência tradicional, a matéria não é a base de tudo, mas a consciência. A consciência é que é o fundamento de tudo o que vemos e percebemos e, portanto, nós podemos decidir as nossas próprias escolhas. A partir dos conceitos da Física Quântica nesta nova ciência, nós aprendemos como desenvolver a nossa criatividade e assim podemos trabalhar numa mudança de mentalidade da sociedade como um todo.

Todos nós podemos ser criadores do novo mundo porque a Física Quântica afirma que sempre existem várias possibilidades e nós podemos escolher aquilo que queremos para nós, assim como influir no nosso entorno. Nós podemos transformar as coisas na nossa vida, com sentimentos como o amor, e não precisamos nos destruir com emoções negativas. A nova ciência diz que, apesar dessas emoções negativas, nós podemos transformar as coisas. E nosso cérebro é capaz de criar novos circuitos na mente para superar esta negatividade. É isso o que eu ensino.

Como o senhor poderia resumir o paradigma desta nova ciência que o senhor vem difundindo?

Cada um de nós tem uma consciência e nossas mentes podem se comunicar se nossos cérebros estiverem num estado específico de concentração. A consciência diz que o mundo é cheio de possibilidades e que nós temos liberdade de escolha. Se nós aprendermos a escolher com criatividade, acessando esta interconectividade não-local que cada um de nós tem, que é um estado de consciência não-local, se nós aprendermos a dar um salto do nosso ego individual para essa interconectividade não-local, então nós podemos acessar essas ideias de criatividade e mudar as nossas vidas. Assim, se acessarmos esse estado, seremos mais responsáveis pelas nossas ações. E quando assumimos essa responsabilidade, podemos enfrentar todos os problemas que vêm nos perseguindo. Então “escolha” e “responsabilidade” são as palavras chaves desta nova ciência. Neste sentido, a nova ciência nos ensina a exercitar a criatividade.

Na sua teoria, o senhor também fala muito em espiritualidade. Qual é a sua opinião sobre o papel das religiões na sociedade?

Eu acho que a religião tem um papel importante, que é a consciência de que nós temos espiritualidade em nossas mentes e não devemos ter vergonha, pois tudo está integrado. Mas eu não acredito que Deus seja propriedade de nenhuma religião. Na minha opinião, Deus está em cada um de nós, é a nossa consciência individual. Neste sentido, a propriedade de uma religião é tirar Deus de dentro de nós mesmos. Para mim, a religião nos ensina como acessar Deus, a nossa consciência, mas Ele está disponível para qualquer um de nós, independentemente de religião, pela meditação, pela criatividade, etc.


O senhor ficou muito conhecido pelo filme Quem somos nós, que é inspirado no seu livro A física da alma. O que o senhor acha deste filme e do filme O Segredo, que aborda o mesmo tema?


A proposta do filme Quem somos nós? foi mostrar os fundamentos básicos da Física Quântica, que são as ideias de base da nova ciência. Este é um assunto que interessa muito às pessoas, por isso o filme se tornou muito popular. Quanto ao filme O Segredo, eu não acho que seja um filme ruim, ele tem uma boa mensagem. O problema é que ele não a desenvolve o suficiente. Faltam no filme as outras etapas do processo criativo, “fazer” e “ser” também são importantes. A Física Quântica é justamente baseada nesta combinação “fazer-ser”. E o filme pode dar a impressão errada de que basta desejar profundamente algo que isso vai se realizar, mas não é assim, isso não é suficiente. O processo criativo é que ativa esta consciência não-ordinária. Se você quer ser bem-sucedido, pense de maneira quântica e seja criativo.

A comunidade científica é conhecida por ser um espaço de confronto de ideias e debates. Mas, há anos, o senhor vem difundindo a sua teoria e nós não ouvimos muitos comentários da parte dos cientistas tradicionais sobre os estudos do senhor. Como o senhor explica isso?

Faz tanto tempo que a ciência tradicional é cética no que diz respeito a questões espirituais que o novo paradigma é, de certa forma, assustador para eles. Demora muito tempo para mudar um paradigma que é considerado verdadeiro e muitas pessoas, simplesmente, ainda não estão preparadas para fazê-lo. Eu entendo isso e respeito as dificuldades delas, mas eu tenho certeza de que, mais cedo ou mais tarde, a nova ciência vai prevalecer, porque ela é verdadeira. A teoria heliocêntrica de Copérnico, por exemplo, levou mais de 100 anos para ser levada a sério. Esta nova ciência, que vê a consciência como a base do ser, só surgiu em 1993. Eu tenho certeza de que a ciência vai um dia vencer seus preconceitos e reconhecer o novo paradigma.

Os seus livros fazem muito sucesso no Brasil e o senhor vem cada vez mais aqui? Como o senhor explica esta relação?

A primeira vez que eu vim ao Brasil foi em 1996 para uma conferência de psicologia em Manaus. Os brasileiros eram tão receptivos à nossa teoria de que a consciência é a base do ser que isso me tocou muito. Em 2007, o meu livro O universo autoconsciente foi lançado no Brasil e eu comecei a vir cada vez mais frequentemente para dar workshops e conferências. Foi assim que a minha relação com o Brasil foi se tornando cada vez mais próxima. Eu sou muito grato pela receptividade e pelo entusiasmo dos brasileiros com as minhas teorias e acho que o Brasil é um terreno muito fértil para a nova ciência. Eu sempre observei que os brasileiros são muito expressivos com relação ao que eles sentem, não apenas ao que pensam. Esta forma de ser é muito importante para entender a visão integralista entre pensamento e emoção, que é o caminho do futuro. Eu acredito que o Hemisfério Norte esteja talvez perdendo esta essência da integração e os brasileiros têm muito a contribuir com isso.

Saiba mais

Amit Goswami doutorou-se pela Universidade de Calcutá em 1964, mudando-se em seguida para os EUA, onde mora até hoje.

Após ensinar durante 32 anos no Departamento de Física da Universidade de Oregon, nos EUA, ele é hoje professor emérito da instituição.

Aposentado da vida acadêmica desde 2003, Amit Goswami dedica-se atualmente a realizar palestras pelo mundo divulgando suas teorias e o ativismo quântico.

O ativismo quântico acredita que o ser humano é capaz de mudar o mundo e a si mesmo a partir dos princípios da física quântica.

8 Livros traduzidos para o português

Em 2010:
– O ativista quântico

Em 2009:
– Evolução criativa das espécies

Em 2008:
– O universo autoconsciente
– Criatividade quântica
– Deus não está morto
– O médico quântico

Em 2005:
– A física da alma

Em 2003:
– A janela visionária

Em 2004, o filme Quem somos nós? ("What a bleep do we know?") abordou as teorias do físico indiano e, desde então, Amit Goswami se tornou ainda mais conhecido. 

Por Victória Álvares, especial para o DIARIO/RECIFE

domingo, 25 de setembro de 2011

ALERTA - "DOENÇA PSIQUIÁTRICA CONFUNDE MÉDICOS"

(FALTA DE AR, TAQUICARDIA, DESCONFORTO GÁSTRICO)


Pesquisadores da faculdade de medicina da USP de Ribeirão Preto conseguiram acabar com um mito da medicina. Os sintomas que estavam relacionados a uma doença cardíaca podem estar, na verdade, ligados a distúrbios psiquiátricos.

Até os anos 90, acreditava-se que pessoas que sofriam com falta de ar, taquicardia e desconforto gástrico sofriam do Prolapso de Válvula Mitral (PVM), uma anormalidade do coração.

No entanto, segundo uma pesquisa publicada no início do mês no British Journal of Psychiatry (o jornal de psquiatria inglês, uma revista médica especializada), esses sintomas são característicos de transtornos psiquiátricos e não têm qualquer associação com o PVM. O estudo foi conduzido pelos professores José Alexandre de Souza Crippa e Benedito Carlos Maciel.

Durante o estudo que teve duração de mais de cinco anos, os pesquisadores analisaram 232 pessoas: 41 com transtorno do pânico, 89 com fobia social e 102 que eram consideradas saudáveis.

"Hoje, nós utilizamos métodos mais modernos, tanto na aparelhagem quanto nos critérios de avaliação, que são mais objetivos", explica o psiquiatra José Alexandre Crippa.

Segundo o pesquisador da USP, é difícil para uma pessoa leiga identificar se sofre de um problema psiquiátrico, como o ataque de pânico, ou de algum problema do coração.

O principal obstáculo para o diagnóstico é a semelhança entre os sintomas.

Porém, a pesquisa provou que os dois problemas não estão interligados. "Quando a pessoa está infartando ela tem a sensação de morte iminente e é exatamente este o sintoma de um ataque de pânico, que pode durar até 15 minutos", conta o professor.

Por isso, Crippa acredita que o diálogo entre cardiologistas e psiquiatras é essencial para ajudar a diagnosticar a doença.

"É muito difícil um paciente que está com esses sintomas procurar um psiquiatra. Ele se consulta primeiro com um cardiologista", ressalta Crippa.

Se o médico não souber diagnosticar corretamente, a pessoa estará sujeita a sérios problemas. O pesquisador explica que se o doente sofrer algum transtorno psiquiátrico e não iniciar o tratamento correto, ele pode vir a ter depressão e se tornar depende de álcool e drogas.


(JORNAL A CIDADE/RIBEIRÃO PRETO)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FÍSICA QUÂNTICA - "NEUTRINOS; QUEBRANDO A VELOCIDADE DA LUZ"

(Neutrinos são mensageiros)


O ENGANO

Einstein afirmou que a velocidade da luz era a lei de trânsito do universo ou, em linguagem simples, que nada pode viajar mais rápido que ela. A física convencional esta toda baseada nesta idéia, e mesmo que aparentemente o assunto não nos afete, é de extrema importãncia para explicar a própria física em si, mas antes disto, a vida..a nossa biologia !


O ASSUNTO

Neutrinos são considerados particulas fantasmas porque eles não tem matéria e podem atravessar qualquer coisa inclusive o planeta.

Neutrino é uma particula sub-atomica dificilmente detectada porque sua interação com a matéria é muito fraca, sua carga é neutra e sua massa extremamente pequena.

A sua formação se dá em diversos processos de desintegração em que sofre transição para um estado de energia, mais baixa.

Como quando o hidrogênio e convertido em hélio no interior do sol.

Neste momento são gerados todos os comprimentos de ondas. 


A VERDADE 

Cientistas estão intrigados pelos resultados obtidos por cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês), em Genebra, que afirmaram ter descoberto partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Neutrinos enviados por via subterrânea das instalações de Cern para o de Gran Sasso, a 732 km de distância, pareceram chegar ao seu destino frações de segundo mais cedo que a teoria de um século de física faria supor.

As conclusões do experimento, que serão disponibilizadas na internet, serão cuidadosamente analisadas por outros cientistas.

Um dos pilares da física atual – tal e qual descrita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade – é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Milhares de experimentos já foram realizados a fim de medi-la com mais e mais precisão.

Até então nunca havia sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz.

"Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros – erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados – e não encontramos", disse à BBC um dos autores do estudo, Antonio Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões.

"Quando você não encontra nada, conclui, 'Bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade (científica internacional) que analise isto'."

Partículas aceleradas

Já se sabe que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes observaren que são capazes de mudar de um tipo para outro.

No projeto de Antonio Ereditato, Opera Collaboration, os cientistas preparam um único feixe de um tipo de neutrinos, de múon, e os envia do laboratório de Cern, em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, para observar quantos se transformam em outro tipo de neutrino, de tau.

Ao longo dos experimentos, a equipe percebeu que as partículas chegavam ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância.

A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos círculos científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal.

Entretanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, oriundos, por exemplo, das condições em que o experimento foi realizado ou da calibração dos instrumentos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.

"Meu sonho é que outro experimento independente chegue à mesma conclusão – nesse caso eu me sentiria aliviado", disse o cientista.

"Não estamos afirmando nada, pedimos a ajuda da comunidade para entender esses resultados malucos – porque eles são malucos. As consequências podem ser muito sérias."


(UOL)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

EPIGENÉTICA - "O AMBIENTE COMANDA !"

(Suas informações genéticas...estão fora de você !)


Os órgãos são formados por células que, no conjunto, são os tecidos. Temos aproximadamente 10 trilhões de células, a maioria em proliferação. A célula é a unidade estrutural do organismo, como os tijolos da parede, e todas vieram da fusão do espermatozóide com o óvulo.

Cada célula tem funções que significa produzir alguma coisa, na maioria proteínas ou enzimas.

A produção das proteínas ocorre no citoplasma, a parte prática da fábrica celular. O núcleo constitui a gerência, onde se encontram os arquivos e informações necessárias para a fábrica funcionar. Estes arquivos são armários cheios de fichas com informações detalhadas e sequencialmente organizadas.

Os arquivos nas células são os cromossomos e as informações, os genes. O material dos arquivos é DNA ou ácido desoxirribonucléico - nos escritórios são de aço ou madeira. Cada célula humana tem 23 pares de cromossomos ou arquivos cheios de informação para seu funcionamento, pois uma cópia é de segurança.

O homem imaginava ter o maior número de genes entre as espécies, mas temos menos que o arroz, a vaca e o rato. Calculávamos 100 mil genes, mas temos 25 a 30 mil. Todas as células têm os mesmos arquivos, as mesmas informações, mas algumas especializaram-se diferenciando uma das outras.

Os tecidos funcionam por um eficiente sistema de comunicação intercelular. Uma célula conversa com outras liberando produtos químicos ou palavras denominadas mediadores que encontram ouvidos bioquímicos na superfície das demais.

Estes receptores transmitem essa mensagem química para o núcleo ler um gene, ou ficha, no cromossomo e executar a função determinada. A insulina no receptor das células mandam-nas a deixar entrar a glicose, fonte de energia.

A termo gene, criado em 1909 pelo dinamarquês Wilhelm Johannsen, gerou o dogma: todas características dos seres são determinadas pelos genes. Mas a transmissibilidade das características para as outras gerações não depende exclusivamente dos genes.

Esta transmissibilidade é inexata pois sofre muitas influências externas, paralelas e vizinhas aos genes e a ciência que pesquisa estes fatores periféricos é a epigenética.

A epigenética mostrou que gene é conceitual e não existe como partícula; revelou que os genes funcionam como um todo, não isoladamente; evidenciou que o citoplasma é mais importante que o núcleo na hereditariedade pelo RNA, DNA mitocondrial, enzimas e proteínas e comprovou que para a célula O MEIO AMBIENTE É UM ORGANISMO VIVO, o local onde ela vive.

Os genes não determinam tudo e nada exclusivamente, são os fatores ambientais da célula e organismo que os ligam e desligam. Muitas vezes os genes estão presentes, mas desligados por enzimas, proteínas, hormônios e outros mediadores.

As adaptações que os genes sofrem para adequar a célula ou organismo ao meio ambiente podem acontecer sem que sejam alterados. Na mutação altera-se a sequência dos nucleotídeos nos genes por ação de fatores externos químicos ou físicos durante o processo de reduplicação ou por um acidente bioquímico.

Epigenética não é mutação ! Entre os fatores epigenéticos destacam-se a alimentação, poluição, drogas e exercícios que podem modificar o padrão de liga e desliga de genes durante a divisão celular.

Em 2001, muitas frustrações aconteceram com o anúncio do sequenciamento do genoma, pois esperava-se respostas para as doenças como obesidade, diabete e câncer. Elas não vieram pois os genes representam um dos fatores envolvidos, existem outros relacionados ao funcionamento celular ainda não desvendados e a epigenética começa a explicar esta variabilidade.

Os fatores epigenéticos podem ainda ser transmitidos para as próximas gerações adaptando-as para enfrentar o ambiente, sem que se demore séculos como ocorre nas mutações genéticas. Lamarck defendia a adaptação ao ambiente e está sendo ressuscitado, ele voltou!

Craig Venter, pesquisador mais envolvido no projeto genoma, afirmou que os genes e o ambiente têm a mesma importância e em cada doença e condição há um equilíbrio diferente na influência desses dois fatores.

A biologia molecular provou que o ambiente é uma parte essencial da vida e aqueles que só enxergam os genes ou apenas o ambiente saem perdendo: eles são inseparáveis.

Não cuidar das condições ambientais é suicídio e, ao mesmo tempo, homicídio das futuras gerações... das células e do homem!


(Alberto Consolaro – Professor Titular da USP e Colunista de Ciências do JC)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PESQUISA - "FRUTAS E LEGUMES DE POLPA BRANCA EVITAM E PREVINEM AVCs"

(Maçã, Pêra, Couve Flor, Banana, Graviola, Pinha..)


A cor da parte comestível de frutas e vegetais reflete a presença de compostos bioativos como, por exemplo, carotenoides, antocianinas, flavonoides, etc. Mas ainda não se conhece quais os grupos de frutas ou vegetais que mais colaboram para a prevenção do acidente vascular cerebral. O presente estudo avaliou a associação entre o consumo dos diferentes grupos de frutas e vegetais, separados por cor da parte comestível, durante dez anos, e verificou a incidência de acidente vascular cerebral (AVC).

O estudo publicado no periódico Stroke, incluiu 20.069 homens e mulheres, entre 20 e 65 anos, livres de doenças cardiovasculares no início da pesquisa. Os participantes preencheram questionário detalhado sobre hábitos alimentares.

Foi calculada a incidência de AVC utilizando a análise multivariada com ajustes para idade, sexo, estilo de vida e fatores dietéticos.

Durante 10 anos de acompanhamento, 233 novos casos de acidente vascular cerebral foram documentados.

As frutas e os vegetais foram classificados em quatro grupos de cores:

Grupo 1: verde

Grupo 2: laranja e amarelo.

Grupo 3: vermelho e roxo.

Grupo 4: branco.

A média de consumo para cada grupo foi, respectivamente, de: 62g/dia; 87g/dia; 57g/dia e 118g/dia.

Os grupos 1, 2 e 3 estavam relacionados com a incidência de acidente vascular cerebral.

Já o grupo de frutas e vegetais com a parte comestível na cor branca foi inversamente associado com a incidência de acidente vascular cerebral.

Cada aumento de 25 gramas/dia no consumo de frutas e vegetais brancos foi associado a um risco 9% menor de acidente vascular cerebral.

Maçãs e peras foram as frutas mais consumidas (55%).

Concluiu-se que a alta ingestão de frutas e vegetais brancos pode proteger contra o derrame cerebral ou AVC.

Fonte: Stroke – publicação online de 15 de setembro de 2011

SAÚDE - "A IMPORTÂNCIA DA DESINTOXICAÇÃO INSTESTINAL"


Veja na ilustração acima, vermes, dilatações, oclusões, fecalomas.

Desta forma é impossivel se ter saúde. Por isso se faz necessário uma desintoxicação anual em todos aqueles que buscam saúde total.

Nenhuma doença crônica desaparece enquanto o cólon (intestino) não estiver limpo de toxinas.

Alimentação inadequada ou pobre de nutrientes; estresse físico, mental ou emocional ; atividades sedentárias, além da impossibilidade de realizar exercícios físico com frequência provocam desarranjos no aparelho gastrointestinal, dificultando o processo natural de ingestão, absorção e eliminação dos alimentos.

A prisão de ventre, leve ou severa, é uma das consequências desse desequilibrio.

Os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso, durante muito tempo, e acabam sendo fermentados.Nesse processo, produzem material tóxico que será novamente absorvido pelo organismo, produzindo uma "auto-intoxicação".

Como resultado, serão desencadeados processos degenerativos que levarão a um envelhecimento precoce da pessoa.

Abaixo, uma lista mais completa das manisfestações e sintomas causado por uma prisão de ventre crônica ou auto-intoxicação organica.

Parece uma lista fantasiosa e exagerada, mas infelizmente afirmamos com toda a convicção, que esta lista é uma realidade.

Menor capacidade de absorção de nutrientes

Aumento do catarro intestinal, pulmonar e tecidual

Má digestão, gastrite, alergias alimentares

Formação de grande volume de radicais livres e toxinas

Mau humor, irritação, depressão, agressividade, insônia

Dor de cabeça, enxaqueca, rinite, alergias em geral

Psoríase, vitiligo, problemas de pele, rugas precoce

Preguiça, desânimo, falta de motivação existencial

Artrite, reumatismo, osteoporose, celulite, dor nas pernas

Asma, bronquite, dificuldade respiratória, tosse crônica

Acne, furúnculos, pele seca ou oleosa, espasmos musculares

Problemas circulatórios, sanguíneos, hemorróidas, trombose

Síndrome da fadiga crônica e síndrome do pânico

Anemia, baixa imunidade, cirrose hepática, cálculos biliares

Retenção de líquidos, pressão alta, flebite (inflamação das veias), varizes, taquicardia

Diverticulite, apendicite, queda de cólon, câncer intestinal

Hiperatividade, agressividade e baixo rendimento escolar

Arteriosclerose, obesidade, distúrbios mentais e/ ou neurológicos

Esclerose, perda de memória, raciocínio, doença de alzheimer

Impotência masculina e problema de próstata

Frigidez, acidez vaginal, infecções genitais

Prurido vaginal, uretrites, problemas de cólon de útero

Candidíase, gazes crônicos, putrefação intestinal, diverticulite

Alterações no pâncreas, diabete e hipoglicemia

Esterilidade, volume de esperma diminuído

Micoses, dermatites de contato, mau odor corporal

Prolapso e queda da bexiga e da vagina, problemas menstruais

Úlcera varicosa, cólicas intestinais, colite ulcerativa

Possibilidade de desenvolver mais de 200 tipos de câncer

Estímulo a metástase de células cancerosas

Bursite, dores articulares, dificuldade de caminhar

Opressão e peso sobre as gônadas e as supra-renais

Fermentação intestinal contínua, abreviação da vida útil

Cálculo renal e retenção de líquidos

Problemas oculares como catarata, perda da visão, dificuldades em geral

Necrose e morte prematura

Na tentativa de restabelecer uma normalidade intestinal, é comum a utilização de medicamentos e laxantes. Porém, seus resultados são apenas temporários e paliativos. Além disso, esses remédios destroem as mucosas intestinais.

Sempre que possível, o ideal é antes de qualquer tratamento, fazer uma desintoxicação organica e intestinal, para que a absorção do tratamento seja mais efetiva.

Obs: Temos disponivel tratamentos desintoxicantes para todas as idades. Após uma avaliação é possivel determinar o grau de auto-intoxicação bem como o tipo de tratamento desintoxicante mais eficiente.


(www.bionatural.com.br)

"PESQUISA - VOCÊ BOCEJA PARA REFRIGERAR O CÉREBRO"

(Sistema de refrigeração ativado !)

Apesar de serem considerados um sinal de tédio ou de cansaço, os bocejos parecem não apenas ter uma utilidade, como poderão ajudar a diagnosticar doenças.

Cientistas descobriram que a frequência dos bocejos varia com a estação do ano.

Sua conclusão é que esta disparidade sazonal indica que o bocejo pode servir para regular a temperatura do cérebro.

Andrew Gallup e Omar Eldakar, da Universidade de Princeton (EUA), publicaram seus resultados no jornal científico Frontiers in Evolutionary Neuroscience.

Regulando a temperatura do cérebro

Gallup e Eldakar documentaram a frequência dos bocejos de 160 pessoas no inverno e no verão.

Eles verificaram que os participantes bocejam mais no inverno do que no verão, quando a temperatura ambiente é igual ou superior à temperatura do corpo.

Segundo sua teoria da termorregulação do bocejo, o cérebro superaquecido esfria trocando calor com o ar aspirado durante o bocejo.

"De acordo com a hipótese do resfriamento cerebral, é a temperatura do ar ambiente que dá ao bocejo a sua utilidade. Assim, o bocejo deve ser contraproducente - e, portanto, suprimido - em uma temperatura ambiente igual ou superior à temperatura do corpo porque uma inspiração profunda não iria promover o resfriamento.

"Em outras palavras, deve haver uma 'janela térmica', ou um intervalo relativamente estreito de temperaturas-ambiente nas quais se pode esperar taxas mais altas de bocejo," diz Gallup.

Aplicações práticas da teoria do bocejo

"As aplicações desta pesquisa são interessantes, não só em termos de conhecimento fisiológico básico, mas também para uma melhor compreensão de doenças e condições como a esclerose múltipla e a epilepsia, que são acompanhadas por bocejos frequentes e disfunção da termorregulação.

"Estes resultados dão suporte à visão de que o bocejo excessivo pode ser usado como uma ferramenta de diagnóstico para identificar casos de termorregulação deficiente," conclui o pesquisador.


(Diário da Saúde)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"PESQUISA - VOTAR FAZ MAL À SAÚDE"

(Desanimo na hora de ir votar é explicado)


Pela primeira vez na história da ciência, pesquisadores determinaram que votar é um evento estressante, que induz mensuráveis alterações hormonais.

Os cientistas descobriram que o nível de cortisol, um hormônio secretado em momentos de estresse para ajudar o corpo a lidar com ameaças, fica quase três vezes maior antes de votar, e quase dobra 24 horas mais tarde.

“Nós entendemos que as mudanças emocionais estão relacionadas e afetam diversos processos fisiológicos, mas ficamos surpresos que o voto em eleições democráticas provoca reações emocionais acompanhadas por físicas, tais como estresse psicológico, que podem facilmente influenciar nossas decisões”, disse Hagit Cohen.

Sabe-se que quando uma pessoa está em um estado de ameaça ou estresse emocional, o corpo libera uma série de hormônios como o cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”.

O estudo foi realizado no dia da eleição de Israel em 2009, com 113 pessoas que estavam a caminho para votar.

Elas foram convidadas a dar uma amostra de saliva para testes de cortisol e completar um questionário examinando sua excitação emocional. O grupo de controle consistiu de outras pessoas da mesma área que foram convidadas a dar um teste de saliva e preencher o questionário no dia pós-eleição.

“Desde que ninguém gosta de se sentir estressado, não está claro se essa pressão no dia da eleição pode influenciar as pessoas a não votar. O impacto sobre o número de eleitores é particularmente importante, dado que os níveis de estresse aumentam se o nosso partido ou candidato preferido não é popular nas pesquisas e projeções”, explica Cohen.

Os pesquisadores alertam que suas descobertas são apenas um primeiro passo na compreensão da relação entre o estresse em um nível biológico e o voto, e que o estudo não examinou se esses altos níveis de cortisol afetam a escolha. No entanto, pesquisas futuras devem ir além.


[ScienceDaily]

SAÚDE - "INTERNAÇÕES POR CIRROSE ALCOÓLICA CRESCE 50% NO ESTADO DE SÃO PAULO"



As internações por cirrose hepática causada pela ingestão de bebidas alcoólicas aumentaram quase 50% nos últimos cinco anos nos hospitais do estado de São Paulo. Em 2007, foram internadas cerca de 2,1 mil pessoas com o problema e a estimativa para este ano é de mais de 3 mil pacientes.
 Os dados são do Serviço de Hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo.
De acordo com o coordenador do serviço, o médico Carlos Baía, o levantamento indica que as pessoas passaram a ingerir mais bebidas alcoólicas. – A quantidade de álcool para provocar uma cirrose varia caso a caso. Geralmente são quantidades que as pessoas podem achar pequenas, como quatro ou cinco doses  por dia, se for consumido diariamente por dez anos -.
O álcool inflama e destrói gradualmente as células do fígado que, ao longo do tempo, passa a ficar tomado por pequenas cicatrizes, e tem seu funcionamento prejudicado. Estima-se que em torno de 15% dos alcoólatras cheguem a esta etapa em um período entre 10 e 15 anos de dependência.
- Uma das características do álcool é induzir tolerância e a pessoa precisa de uma quantidade cada vez maior para sentir o mesmo efeito de relaxamento inicial -, destaca o médico.
As complicações decorrentes da doença podem ocorrer lentamente e desencadear o acúmulo de água na barriga, inchaço nas pernas, confusão mental, e até o desenvolvimento de câncer no fígado e hemorragias digestivas.
Baía ressalta que o transplante de fígado só é indicado em casos muito graves, quando o paciente já está com as funções vitais do órgão totalmente comprometidas. Segundo o Hospital de Transplantes, os dependentes de álcool correspondem a cerca de 15% das pessoas que estão na lista de espera.
- A porcentagem é baixa porque existem mecanismos para restringir a entrada dessas pessoas na lista. Não se faz transplante em uma pessoa que tem alto risco de voltar a beber -, diz o médico. Para poder entrar na lista de espera do transplante, a pessoa tem de estar a pelo menos seis meses sem consumir bebida alcoólica.
Hepatites virais, principalmente a do tipo C, também desencadeiam a cirrose hepática. O médico orienta as pessoas a realizar o teste laboratorial com exame de sangue. – Prevenção é sempre a melhor escolha. A hepatite C, por exemplo, é uma doença silenciosa e o combate fica mais fácil se o diagnóstico for precoce - explica o hepatologista.

(CORREIO DO BRASIL)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EPIGENÉTICA - "HERANÇA GENÉTICA..?"

(Informações Genéticas Não Locais)

A evolução, de modo tradicional, é enxergada como uma mudança na frequência dos alelos, ou alguma alteração gênica que possa ser transmitida à próxima geração. Aliás, esse é um paradigma atual na teoria da evolução.

Recentemente (ou nem tanto), tem-se descoberto e discutido sobre herança epigenética (que vai além dos genes), ou seja, mudanças que possam ser transmitidas para as próximas gerações, por outra via que não a genética. Outra ângulo de visão seria imaginar o ambiente induzindo mudanças nas próximas gerações (e não apenas selecionando, algo que se aproxima mais do Lamarckismo).

Já há dados que corroborem isso, a exemplo das deformações induzidas pelo uso da talidomida, já que ocorrem em um número muito alto para serem creditadas totalmente à mutações, ou que a prole de ratos e camundongos tratados com carcinogênicos são predispostos a desenvolver anormalidade.

Também se sabe que alguns efeitos ambientais podem causar alterações que passam por pelo menos 3 gerações, a exemplo de organismos que passaram por grande privação de alimentos (há estudos sobre isso com populações humanas pós-segunda guerra mundial)

Esse mecanismo não anula ou vai necessariamente de encontro a teoria da da evolução, e podemos acoplá-lo a ela.

Podemos imaginar que a Seleção Natural também funcione para heranças epigenéticas.

A evolução é a área que mais me intriga na biologia, e tenho muitas dúvidas em relação a ela.

Creio que a epigenética pode ajudar a elucidar algumas questões como o surgimento de clados mais elevados (macroevolução), ou ajudar a entender grandes variações morfológicas que aparecem nos registros geológicos após uma grande crise, como um desastre ambiental de impacto global.

Mas como ainda se conhece pouco sobre isso, é difícil prever sua importância para a evolução dos seres vivos.

Fascinante!

SAÚDE - "USO DE CELULAR ALTERA METABOLISMO CEREBRAL"

(Use quando necessário)


Um estudo realizado por neurocientistas finlandeses mostrou que o campo eletromagnético gerado por telefones celulares suprime o metabolismo da glicose no cérebro.

O efeito foi detectado nas regiões do cérebro conhecidas como temporoparietal e temporal anterior, e ocorreu no hemisfério cerebral do lado da cabeça em que o aparelho estava posicionado.

Os resultados, obtidos por cientistas da Universidade de Turku, foram publicados no Journal of Blood Circulation and Metabolism.

Metabolismo e doença

Treze homens jovens saudáveis foram expostos ao sinal GSM por 33 minutos.

O estudo foi considerado metodologicamente muito preciso por combinar imagens do cérebro, medições e modelagens da radiação eletromagnética dos celulares e medições de temperatura da pele, que geralmente é afetada por fortes campos eletromagnéticos.

Concluiu-se que o campo eletromagnético do telefone celular afeta o metabolismo da glicose no cérebro.

Se isto irá resultar em qualquer consequência para o indivíduo a curto ou longo prazo é algo que deverá merecer pesquisas à parte, com acompanhamento dos voluntários, tentando associar qualquer problema de saúde posterior com o efeito metabólico verificado.

(www.diariodasaude.com.br)

PESQUISA - "RIR É UM ÓTIMO REMÉDIO; MAIS PRECISAMENTE, UM ANALGÉSICO"


Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, fizeram um estudo que legitima uma velha frase: “rir é o melhor remédio”.

De acordo com a pesquisa, isso é mais do que um jargão incentivando as pessoas a serem otimistas: o ato de rir libera no corpo uma série de substâncias químicas que funcionam como analgésicos naturais.

O experimento que chegou a essa conclusão foi dividido em etapas. Primeiro, todos os voluntários passaram pelo teste do limiar da dor. Basicamente, o pesquisador provoca alguma perturbação física leve e vai aumentando até a pessoa sentir dor, o que é um índice parcialmente mensurável.

Na segunda parte, os participantes foram divididos em dois grupos, e colocados para assistir filmes. Um dos grupos assistiu 15 minutos de vídeos de comédia, e a outra metade passou o mesmo tempo vendo um documentário monótono sobre golfe. Depois da sessão de filmes, todos passaram novamente pelo teste do limiar da dor.

Aqueles que assistiram a comédia, e tiveram oportunidade de dar boas gargalhadas, suportaram 10% a mais de desconforto até sentir dor (ou seja, ficaram 10% mais resistente a ela). E uma surpresa: os pesquisadores imaginavam que o grupo que viu vídeos entediantes não tivesse nenhuma alteração no limiar da dor, mas foi pior do que esperavam. As pessoas ficaram, em geral, ainda menos resistentes à dor.

A chave para esse efeito analgésico é a liberação de endorfina. A natureza sábia, no entanto, determinou que a risada precisa ser sincera.

Conforme afirmam os pesquisadores, o benefício só faz efeito se a risada for daquelas intensas, de esvaziar o pulmão e chegar ao ponto de, ironicamente, doer o peito. Risadas dadas por educação, portanto, não têm o poder de liberar endorfina no organismo.

A pesquisa teve de ser feita com muito cuidado. Para medir os níveis de endorfina do pessoal, de forma direta, a única alternativa seria colocar uma agulha para extrair fluido corporal na coluna de cada participante.

Isso certamente diminuiria a alegria da situação e influenciaria nos resultados, por isso eles acharam outra forma. Colocando um saco plástico com gelo debaixo de cada paciente, eles criaram uma situação onde o desconforto cresce gradativamente até se tornar dor.

Essa descoberta da risada como analgésico, na verdade, foi apenas um dos focos do estudo.

Conforme a teoria dos pesquisadores de Oxford, foi o ato de rir que conferiu a nossos ancestrais, na pré-história, uma maior coesão entre as tribos que permitiu sua sobrevivência. A risada, portanto, é um fator de união social.

Para mostrar isso na prática, como eles explicam, estão em andamento uma série de testes entre a nossa risada e a risada dos macacos (que não liberam endorfina). O que se imagina, entre outras coisas, é que a endorfina proporciona mais paciência e harmonia, tão necessárias a uma convivência sadia.

[BBC]

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"TROCANDO MIL PALAVRAS POR UMA IMAGEM"


Um show de cores e de iluminação. A Grande Nebulosa de Orion, também conhecida como M42, é uma das mais bonitas de todo o espaço. (HUBBLE/NASA)

ALERTA - "6 EM CADA 10 PESSOAS NO MUNDO VIVEM COM DEMÊNCIA SEM SABER"

(Entenda para poder ajudar)

Um relatório mundial sobre Alzheimer de 2011 estima que 27 dos 36 milhões de doentes em todo o globo – 75% – estão vivendo com demência sem terem sidos diagnosticados.

A Grã-Bretanha, com 750 mil doentes, é um dos piores países ricos quando se trata de diagnóstico. Em alguns países, os médicos conseguem identificar quatro das cinco pessoas com a condição.

“Essas pessoas precisam ser ajudadas. Melhorar o diagnóstico precoce pode beneficiar tratamentos e apoio, que poderiam melhorar muito a qualidade de vida dos doentes. O relatório de hoje deve despertar-nos a tomar medidas decisivas e transformar as taxas de diagnóstico em todos os lugares”, disse Jeremy Hughes, chefe executivo da Sociedade do Alzheimer.

O relatório descobriu que os governos poderiam economizar bilhões se focassem no diagnóstico precoce, já que poderiam salvar mais de 16.000 reais por pessoa, por exemplo, reduzindo a necessidade de cuidados especiais ou lugares em hospital.

Estudos indicam que drogas como Aricept, Exelon e Reminyl permitem que os pacientes permaneçam independentes por mais tempo nos estágios iniciais do mal de Alzheimer, a forma mais comum de demência.
No entanto, uma crença errônea de que a demência é uma parte normal do envelhecimento leva ao não diagnóstico de muitas pessoas até os estágios finais da doença.

Enquanto não há “nenhuma maneira única” de fechar esta “lacuna no tratamento” do Alzheimer, o que está claro é que cada país precisa de uma estratégia nacional que promova o diagnóstico da demência precoce e cuidados continuados posteriormente.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite que as pessoas planejem seu futuro, evitando a necessidade de intervenção em crise e admissão a cuidados hospitalares agudos.

Isto proporciona melhores resultados para as pessoas com demência, o que lhes permite viver bem melhor. Se você está preocupado com um membro da família, quanto mais cedo você discutir o problema, melhor.

Não espere até que uma crise force a situação.

[Telegraph]

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - "SER SOLIDÁRIO AUMENTA SEU TEMPO DE VIDA"

(Ser solidário é conectar-se à Vida)


Um estudo da Universidade de Michigan (EUA) dá uma razão a mais para que as pessoas pratiquem o altruísmo: segundo os pesquisadores, quem se voluntaria para ajudar os outros, com desprendimento, melhora e aumenta saúde.

Aparentemente, essa ação é um forte redutor de níveis de estresse no corpo humano, o que permite um salto na qualidade de vida.

Mas os pesquisadores garantem que o voluntário precisa agir sem nenhum interesse pessoal ou esperando recompensa (por exemplo, a recompensa de viver com mais saúde, se você ler esse texto e acreditar na pesquisa); é preciso que seja um ato movido pela simples vontade de fazer bem ao próximo.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores conduziram um longo estudo com 10.317 pessoas. Em comum entre elas, o fato de terem cursado o Ensino Médio em 1957, ou seja, a maioria deles estava com 69 anos em 2008, quando se iniciou a última fase da pesquisa. Cerca de metade dos participantes eram mulheres.

Em 2004, os participantes responderam questionários sobre voluntariado. Neles, ficou especificada a quantidade de trabalhos voluntários na vida de cada um, com as respectivas razões que moveram as pessoas a trabalhar, e tomaram nota daqueles que pretendiam se voluntariar no futuro.

Em paralelo, foram analisados quadros de saúde de cada paciente datados desde 1992. Os “diagnósticos” seriam fechados ao lado de análises médicas, que incluíam indicadores como saúde mental, obesidade, uso de álcool e tabaco, além de também fatores sociais, estado civil e socioeconômico.

Entre as motivações dos voluntários, havia justificativas altruístas e outras nem tanto. Razões como “Eu sinto que é importante ajudar os outros” e “Voluntariado é uma atividade importante para as pessoas próximas a mim”, dadas por alguns dos participantes, conviviam com motivos como “Voluntariado é uma válvula de escape aos meus próprios problemas”, ou “Voluntariado me faz sentir melhor comigo mesmo”, e tudo foi devidamente anotado pelos pesquisadores.

Em 2008, iniciou-se a última fase da pesquisa, a verificação.

Neste ano, a primeira bateria de resultados mostrou uma grande vantagem dos voluntários altruístas, no quesito taxa de mortalidade. Dos 2.384 voluntários, 4,3% faleceram de 2008 para cá.

Entre os que se voluntariaram, mas o fizeram por interesse pessoal, a taxa foi 4%, um empate técnico com os integrantes do primeiro grupo. Entre os voluntários altruístas, o índice de mortalidade sofreu queda considerável: foi de apenas 1,6%.

Isso impressionou os pesquisadores, e colocou o estudo em um paradoxo: ajudar as pessoas, aparentemente, faz sua qualidade de vida crescer. Mas se você escolhe ser voluntário por causa disso, para melhorar sua saúde, esse benefício perde o efeito.

[LiveScience]

domingo, 11 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - "VERGONHA ALHEIA PODE MOSTRAR QUEM É VOCÊ"

(Amigo é aquele que honestamente nos alerta, não o que se cala)


Você conta ao seu amigo quando ele tem um pedaço de alface preso entre os dentes? Ou diz a ele que a braguilha da calça está aberta? Por incrível que pareça, a forma como você se comporta durante esses episódios embaraçosos que ocorrem com os outros pode explicar muita coisa sobre você.

Aqueles que têm mais medo de se envergonhar em público são os que demoram mais para apontar uma falha facilmente corrigível – isso se eles se preocuparem em dizer qualquer coisa, aponta um novo estudo.

Uma das pesquisadoras, Melanie Green, conta que as pessoas tendem a subestimar o quanto nosso comportamento é influenciado pelo medo de passarmos vergonha.

Os pesquisadores se perguntaram se o medo de passar vergonha torna uma pessoa mais hesitante em se envolver na chamada “intervenção de espectador”. Alguns estudos têm sugerido que a disposição de alguém para ajudar é influenciada mais pela situação em que o episódio ocorreu do que pela personalidade da pessoa em si.

Demais estudos têm se focado nas qualidades das pessoas mais inclinadas a agir, quer se trate de um senso de responsabilidade ou empatia para com os outros. Neste estudo, porém, os pesquisadores exploraram o outro lado: se um determinado aspecto da personalidade – embaraço – inibe o desejo de ajudar.

Para testar se isso realmente ocorre, eles fizeram um experimento em que a aparência de uma pessoa tem uma falha temporária – algo como um pouco de molho no queixo ou uma etiqueta virada pra fora da camiseta. Se alguém identifica essa falha para você, ela literalmente “livra a sua cara”.

O estudo deu a 84 estudantes universitários a oportunidade de ajudar uma cobaia no experimento, dizendo à moça que ela tinha tinta no rosto. Alguns dos participantes foram informados de que a moça manchada de tinta iria a uma entrevista depois, e outros não. Alguns alunos dividiram o cômodo com um outro participante da pesquisa enquanto outros ficaram sozinhos com a cobaia. Os voluntários ainda completaram dois testes medindo a tendência a se sentirem constrangidos.

Estudantes mais tímidos foram mais lentos em comentar sobre a tinta no rosto da moça, e ainda menos propensos a fazê-lo com mais alguém no quarto. Aqueles que mencionaram a tinta com outra pessoa presente, aliás, o fizeram silenciosamente – geralmente sussurrando.

As pessoas que são mais preocupadas com constrangimento podem levar mais tempo para adquirir coragem necessária para participar de uma interação potencialmente embaraçosa. Ter outra pessoa presente torna a situação ainda mais complicada.

E será que essas pessoas mais encabuladas tendem a mencionar uma falha para alguém conhecido mais do que para um estranho? Embora Green suspeite que as pessoas fiquem mais confortáveis para comentar essas situações com amigos, a pesquisa revelou que os tímidos possuem muito medo de envergonhar a si mesmos e preferem não falar nada, independente do nível de intimidade com a pessoa em questão. Ou seja, não importa a situação, o que eles não querem é se intrometer.

Essa atitude é reprovada pelo cientista. Mesmo que você possa se sentir incomodado, o melhor é realmente apontar o problema, especialmente se pode fazê-lo de maneira discreta. Porém, na maioria dos casos – salvo os muito tímidos -, as pessoas realmente tendem a se solidarizar com o próximo e contar o que há de errado com a pessoa.

[MSN]

PESQUISA - "O OLFATO É UM FENÔMENO QUÂNTICO"



Segundo pesquisadores, é possível que o nosso olfato seja baseado em preceitos da física quântica.

Isso seria possível por causa de pequenos pacotes de energia, ou “quanta”, que são perdidos por elétrons.

Experimentos revelam que, quando elétrons se movem dentro de nossos narizes, próximos a proteínas, alguns quanta interagem com as moléculas do nariz e são detectados.

Se a teoria estiver certa, seria possível criar um nariz eletrônico preciso, que detecta qualquer tipo de cheiro, superior a qualquer detector de produtos químicos.

A forma com que moléculas são “traduzidas” em cheiros já foi objeto de investigação de uma pesquisa que ganhou o Nobel. Mas como, precisamente, essas moléculas são detectadas ainda não ficou claro.

O problema com a teoria quântica do cheiro é a dificuldade de demonstrá-la.

Testes com nanotubos foram feitos, para provar que a vibração dos elétrons e a liberação e captação dos quanta é algo plausível, mesmo assim, mais testes precisam ser feitos para que a teoria seja comprovada.

FONTE : BBC