segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EPIGENÉTICA - "SUAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA MODULAM SEU DNA"



(SIM VOCÊ CONSEGUE FAZER ISTO)

Nossas experiências de vida delineam nossas personalidades, permanecem conosco e influenciam nosso estado emocional.
Estas experiências de vida incluem os momentos bons e os momentos ruins, e tudo o que se encontra entre esses dois extremos.
O estudo mostra que, além dos nossos genes, nossas experiências de vida são importantes influências em nossos níveis de ansiedade e depressão.
Além dos genes
"Nesta época de gene disso e gene daquilo, é importante lembrar que nossas experiências também fazem contribuições importantes para quem nós somos como pessoas," afirma Kenneth Kendler, da Universidade da Virgínia (EUA), que, ao contrário do que possa parecer, é professor de genética molecular, além de especialista em psiquiatria.
"Quando estamos em fase de crescimento é frequente ouvirmos a expressão 'Você é o que você come'. O que este estudo mostra é que é uma grande verdade também que 'Você é o que você experimenta'. Ou seja, sua história de vida fica com você, influenciando seu jeito de ser, nas coisas boas ou nas coisas ruins", diz ele.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas estudaram gêmeos idênticos, onde se ponde encontrar um par de indivíduos com composições genéticas virtualmente idênticas, além de um mesmo ambiente familiar.
Surgimento das diferenças
O ambiente de cada um dos pares de gêmeos só começa a mudar conforme eles crescem e começam a tomar decisões divergentes, em suas experiências com amigos, dietas ou estilo de vida.
Segundo os cientistas, conforme passam da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Mas, depois de um certo ponto, as divergências cessam.
Como compartilham um background genético idêntico e as mesmas condições familiares, essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida.
Fatores ambientais
Os cientistas concluíram que a contribuição dos fatores ambientais para as condições objetivas de saúde, como a ansiedade e a depressão, é muito grande.
Essas diferenças são mais perceptíveis durante a meia-idade, ao redor dos 40 anos.
Outras pesquisas já foram além, demonstrando que as experiências podem induzir alterações no próprio DNA das pessoas, um campo de estudos conhecido como epigenética.

COMPORTAMENTO - "CASAIS MATERIALISTAS E SEUS RELACIONAMENTOS DE PLÁSTICO"



"Can't buy me love", cantavam os Beatles.
De fato, uma nova pesquisa confirma a hipótese de que o tipo de coisa que o dinheiro não pode comprar é um casamento feliz e estável.
Pesquisadores da Universidade Brigham Young (EUA) estudaram 1.734 casais, cada um dos quais respondeu questionários de avaliação de si mesmos e do casamento.
Algumas questões avaliavam o quanto cada um dos parceiros valorizava "ter dinheiro e ajuntar um monte de coisas."
A análise revelou que os casais que afirmam que dinheiro não é importante para eles pontuaram de 10 a 15% melhor quanto à estabilidade do casamento e outras medidas de qualidade do relacionamento do que os casais em que um ou ambos se mostraram materialistas.
Amor ao dinheiro
"Os casais em que ambos os cônjuges são materialistas saíram-se pior em quase todas as medições que fizemos," afirma Jason Carroll, principal autor do estudo.
"Há um padrão geral nos dados mostrando comunicação ruim, má resolução de conflitos e baixa capacidade de resposta ao outro," explica.
Para um em cada cinco casais no estudo, ambos os parceiros admitiram um forte amor ao dinheiro.
Embora esses casais estivessem em melhor situação financeira, o dinheiro era frequentemente uma fonte importante de conflito entre eles.
"A forma como esses casais percebem suas finanças parece ser mais importante para seu relacionamento do que sua situação financeira real," disse Carroll.
E, apesar de seu materialismo compartilhado, os relacionamentos entre casais materialistas estavam em situação pior do que os relacionamentos entre casais no qual apenas um deles era materialista.

by diariodasaude


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SAÚDE - "CHÁ VERDE REDUZ ABSORÇÃO DE GORDURAS"


(Chá Verde - Só Benefícios)


O chá verde reduz a absorção de gordura pelo corpo, retardando o ganho de peso.
Segundo uma equipe de cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA), isto transforma definitivamente o chá verde em uma ferramenta natural para a luta contra o sobrepeso e a obesidade.
Os experimentos foram feitos em modelos animais para permitir o monitoramento preciso da dieta e da liberação de gordura nas fezes, com e sem a ingestão do chá verde.
Recentemente, uma pesquisa brasileira, feita em humanos, mostrou que o chá verde ajuda na eliminação da gordura já presente no corpo.
Uso e liberação da gordura
Os cientistas alimentaram dois grupos de camundongos com uma dieta rica em gordura.
Um dos grupos que recebeu também o composto EGCG (Epigalocatequina-3-galato), encontrado no chá verde.
Os animais desse grupo apresentaram um ganho de peso 45% mais lento do que o segundo grupo, que não recebeu o composto.
Além do menor ganho de peso, os animais alimentados com o composto do chá verde apresentaram um aumento de quase 30% na liberação de lipídios fecais, mostrando que o composto EGCG limita a absorção de gordura pelo organismo.
"Parece haver dois mecanismos aqui," diz o pesquisador Joshua Lambert, responsável pelo experimento. "Primeiro, o EGCG reduz a capacidade do organismo em absorver gordura e, segundo, ele melhora o uso da gordura pelo organismo."
O chá verde não parece reduzir o apetite. Os dois grupos de animais receberam quantidades iguais de alimentos e comeram igualmente.
Sem exageros
Por outro lado, a dose de EGCG usada pelos cientistas foi extremamente elevada: uma pessoa precisaria tomar 10 copos de chá verde por dia para obter tal quantidade do composto.
Não é recomendada a ingestão de nenhuma substância em quantidades exageradas, sob o risco de intoxicação - os cientistas não estudaram essa possibilidade no experimento.
"Os dados humanos - e já há muitos sobre isso disponíveis - mostram que as pessoas que tomam chá verde ingerem apenas um ou dois copos por dia para ver os efeitos," diz o cientista.
Outra possibilidade para a redução do ganho de peso é o controle alimentar.

NET

SAÚDE - "A FONTE DA JUVENTUDE"


(..ou quase isto !)


Pobre Ponce de Léon. O explorador espanhol e seus seguidores procuraram a Fonte da Juventude no Novo Mundo. Porém, tudo que encontraram foi uma espessa vegetação, e por isso chamaram o lugar de Flórida. Frustado em sua busca da eterna juventude, Ponce de León voltou à Espanha, onde envelheceu e morreu.

Ele não foi o primeiro, nem o último, a ponderar sobre os mistérios do envelhecimento ou a buscar formas de combatê-lo. Desde os primeiros capítulos do Gênesis, as pessoas vêm tentando entender por que envelhecemos e morremos, e como superar (ou pelo menos adiar) a inevitabilidade da morte.

Ao longo da história, e em todas as culturas, o folclore está repleto de poções e receitas para uma vida longa e uma velhice saudável e cheia de vitalidade. Nas montanhas caucasianas do leste europeu, lendas falam de informações sobre os benefícios do iogurte e do leite de cabra para a saúde e a longevidade.

Do século XIX em diante, milhões de pessoas dirigiram-se para as terras exploradas por   Ponce de León, na esperança e crença de que os invernos ensolarados da Flórida pudessem melhorar sua saúde e, de alguma forma, desacelerar o relógio da natureza.


Na Índia, os iogues praticam meditação e bebem a própria urina. Nos Estados Unidos, as tentativas de retardar o ritmo do processo de envelhecimento vão do treinamento multinacional aos cristais.


Será que essa migração anual é apenas uma resposta às propagandas de agências de viagens e do mercado imobiliário, ou existe alguma necessidade mais profunda e mais primitiva em ação?

A idéia não é tão forçada quanto você poderia imaginar. Pois os cientistas estão descobrindo hoje que os padrões de claro e escuro afetam de forma surpreendentes nossa saúde. Novas descobertas revelam que os ciclos de luz do dia regulam os ritmos biológicos básicos em animais – deixando os pássaros inquietos no outono e as porcas férteis na primavera – e nos seres humanos.

Hoje, centenas de pesquisadores, trabalhando em laboratórios universitários ou patrocinados pelo governo no mundo inteiro, estão reunindo um conjunto crescente de indícios de que esses padrões de claro e escuro – e as respostas químicas do nosso corpo a eles – podem ser a chave para que desvendemos os mistérios do envelhecimento.

Encontrando a fonte da juventude

Se existe realmente uma Fonte de Juventude, ela provavelmente está localizada entre suas orelhas: uma pequena glândula coniforme localizada no centro do cérebro, conhecida como glândula pineal. No que diz respeito às fontes, a glândula pineal não é muito produtiva.

Libera na corrente sangüínea quantidades quase indetectáveis de uma substância chamada melatonina. Mas, à medida que aprenderam mais sobre esse hormônio misterioso e indefinível, os pesquisadores descobriram que a melatonina tem efeitos de grande alcance sobre alguns dos processos  mais básicos do nosso organismo. De fato, gota a gota, a melatonina pode ser um dos hormônios mais poderosos do corpo.

Conectada aos olhos por uma via nervosa direta, a glândula  pineal produz melatonina quando a noite cai, ajudando a regular os ritmos diários básicos de seu organismo. Os estudos clínicos iniciais da melatonina concentram-se em problemas relacionados aos ciclos do sono e da vigília; por exemplo, os que afetavam viajantes e pessoas que trabalhavam em horário noturno. 

Porém, quando começaram a analisar mais cuidadosamente a melatonina, os pesquisadores descobriram que o hormônio também tem efeito de longo prazo sobre o corpo. E agora estão aprendendo que a melatonina pode ser útil no tratamento de várias doenças que, à primeira vista, parecem não estar relacionadas.

Eis aqui os motivos:
Uma das fontes mais comuns de dano celular deriva-se de um processo químico chamado oxidação. Na prática cotidiana, a oxidação faz com que o ferro enferruje, a tinta desbote e a manteiga fique rançosa. Em nível celular, causa danos degradando os compostos químicos complexos e delicados que são necessários para a vida e para a saúde. Esses ataques químicos causam diversos problemas de saúde, das rugas  da pele às doenças cardíacas.

E, danificando o DNA das células, esse processo pode promover o câncer, transformando uma célula  saudável em uma célula cancerígena.

Ocorre que a melatonina pode ser útil na prevenção e tratamento dessas doenças, pois é um dos mais poderosos antioxidantes já descobertos. Quando está presente nas células, impede a ocorrência de danos químicos.

Bloqueando a oxidação celular, a melatonina pode ajudar a prevenir as mudanças nos vasos sangüíneos que levam à hipertensão e aos ataques cardíacos e reduzir a probalidade de ocorrência de outros tipos de câncer. (De fato, já estão sendo realizados testes clínicos destinados a estudar sua eficácia na prevenção e tratamento do câncer de mama).

E mais: a descoberta das propriedades antioxidantes da melatonina levou a uma nova forma de pensar sobre o envelhecimento. Os cientistas reconheceram há anos que esses tipos de problemas de saúde estão intimamente conectados ao processo de envelhecimento, mas até agora não sabiam por quê. 

À medida que começaram a conhecer melhor o papel da melatonina na prevenção do dano celular em todo o corpo, muitos pesquisadores estão começando a adotar uma visão radicalmente nova: Eles acreditam que muitos desses problemas de saúde relacionados à idade, senão a maioria deles, são causados pelos níveis  decrescentes de melatonina.

Os níveis naturais de melatonina diminuem com o envelhecimento, e parece que esse declínio pode diminuir a capacidade de nosso corpo de prevenir e reparar os danos causados pela oxidação.

Portanto, além de todos esses benefícios específicos à saúde proporcionados pela melatonina, existem outros importantíssimos :
  1. A dádiva da juventude
  2. Um sono melhor
  3. Um sistema imunológico mais forte
  4. Níveis mais baixos de colesterol
  5. Proteção contra o câncer
  6. Mais energia
  7. Maior potência sexual
Parece que a melatonina e a glândula pineal controlam o próprio relógio do envelhecimento, e que podemos usar a melatonina para retardar esse processo.


  

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SAÚDE - "10 ALIMENTOS COMPROVADAMENTE ANTI-CANCERÍGENOS"


(APOSTE NO CHÁ VERDE..PARA TUDO !)


Os inúmeros livros e artigos noticiosos sobre alimentos que combatem o câncer podem levar você a pensar que se pode evitar esta temida doença simplesmente por comer melhor.
Infelizmente, não é tão simples. Toda vez que você ver uma manchete dizendo: “Cure o câncer naturalmente”, você deve sair de perto correndo. Correr, na verdade, será mais benéfico para sua saúde do que qualquer outra coisa que notícia estiver empurrando.
Existem sim alimentos associados a um menor risco de contrair câncer. Enquanto isso é uma notícia positiva, lembre-se de que ela é baseada apenas no que acontece em ratos e em estudos de epidemiologia humana revelando, em grande parte, que as pessoas que comiam A, B e C por “x” anos teve um y% de redução no risco de câncer, comparados a um bando de preguiçosos que não fizeram nada para se manter saudável.
Muitas causas de câncer são ambientais, ou tem relação com o tabaco, com a excessiva exposição ao sol ou com trabalho de risco, que envolvem solventes químicos e fumos. Evitar isso é a melhor estratégia de prevenção.
Fora isso, se você quiser as probabilidades ao seu lado, os alimentos nesta lista parecem levar algumas propriedades de proteção ao câncer.
Vinho e, em particular, vinho tinto com sua alta concentração de resveratrol da casca da uva, é anti-câncer e pró-coração, pelo menos, com moderação. O álcool pode ser tóxico e está associado a cânceres de mama, fígado e estômago. Porém, há um equilíbrio do resveratrol que contribui de alguma forma desconhecida para suprimir processos metabólitos associados com o crescimento do câncer. Mais e mais os pesquisadores tornaram-se confortáveis em recomendar uma taça de vinho por dia para prevenir o câncer e promover um sistema circulatório mais saudável. Se o conceito de vinho parece demasiado radical para inclui-lo em uma lista de alimentos anti-câncer, considere que o vinho quase sempre vem com uma refeição de massa italiana com molho de tomate (rico em licopeno, associado com a prevenção do câncer), sardinha e uma salada de folhas verdes (no topo da lista de alimentos anti-câncer).
Vegetais crucíferos são aqueles da família da mostarda ou do repolho – e a lista é exaustiva. Infelizmente, a maioria dos mercados só traz alguns: repolho, brócolis, couve e nabo. Estes vegetais, em graus variados, são ricos em propriedades anti-cancerígenas, como o sulforafano, diindolilmetano e selênio. Mastigar, mais do que a digestão, libera essas substâncias químicas. Assim, é importante não cozinhar demais os verdes. Qualquer uma das opções podem ser apreciadas frescas ou com uma leve douradinha, ao invés de fervê-los até o talo.
Comece a beber até meio litro de chá verde por dia, frio ou quente, sem se preocupar com a cafeína (chá só tem um terço da cafeína encontrada no café). O chá verde tem epigalocatequina galato (EGCG) e catequinas, que são tão resistentes a células cancerosas como são para nossa língua pronunciar. EGCG retarda o crescimento do câncer. Sem ele, as taxas de câncer no estômago e de pulmão no Japão provavelmente seriam ainda maiores, considerando todos os alimentos que promovem o câncer lá.
Em alguns lugares é extremamente difícil conseguir o chá verde real. O que você compra é uma bebida de chá verde (açúcar, água e alguém sussurrando as palavras “chá verde” sobre a garrafa) ou uma mistura de chá verde (uma mistura de chás para aliviar a amargura natural de chá verde). O chá verde mais potente vem do Japão e os supermercados asiáticos são carregados de variedades. Note também que os chás pretos perdem as catequinas saudáveis no processo de fermentação e os chás descafeinados perdem as catequinas no processo de lavagem.
A vitamina D não é um alimento por si só, é um proto-hormônio que parece interferir no crescimento do câncer. Muitos estudos em seres humanos demonstraram que a vitamina D é fundamental para reduzir o risco de câncer de cólon e de mama e melhorar as taxas de sobrevivência de câncer de pulmão. O mecanismo exato não é conhecido, mas a maioria dos pesquisadores nos últimos anos tornaram-se cada vez mais convencidos de que poucos de nós recebe a quantidade suficiente de vitamina D através da luz solar ou da dieta. Há poucas fontes vegetarianas, exceto ovos e cogumelos irradiados com UV. O melhor vem dos peixes, como salmão e sardinha.
Folato, e o ácido fólico relacionado ou a vitamina B9, é parte da família das vitaminas do complexo B, que como um todo tem propriedades preventivas do câncer. A relação do câncer com o folato é complexa. Pessoas com dietas pobres em ácido fólico parecem ter taxas mais altas de câncer. As dietas ricas nessa substância não necessariamente previnem o câncer, mas não parecem fazer mal. A falta de folato pode permitir que o câncer obtenha vantagens, permitindo que mutações ocorram. Geralmente vegetais de folhas verdes, aspargos, feijões, ervilhas e lentilhas, são ricos em folato.
Esta categoria de vegetais se sobrepõe à família de crucíferos e inclui o espinafre, a acelga e a beterraba (em virtude das folhas, mas a raiz vermelha é saudável também). Estes vegetais contêm, entre outras guloseimas, beta-caroteno, luteína e zeaxantina – poderosos antioxidantes que podem bloquear o desenvolvimento precoce do câncer, além de serem ricos em ácido fólico. Melhor ainda, a acelga em particular é extremamente fácil de cultivar em vasos. Verduras frescas são mais macias e saborosas.
Gengibre e açafrão são as especiarias mais próximas do que se pode chamar de medicamento de bom-gosto. Gengibre tem poderosas propriedades anti-inflamatórias e pode retardar o crescimento do câncer. Açafrão, a especiaria que forma a base da maioria dos curries, é uma raiz da família do gengibre. O ingrediente ativo é a curcumina, que pode matar células de câncer rapidamente, embora seja em um tubo de ensaio. Gengibre e açafrão realçam o sabor de qualquer refeição e vem com uma longa lista de benefícios saudáveis. Sim, você pode obter tanto gengibre e açafrão/curcurmina em forma de pílula. Mas não é o mais aconselhável. Adicione as iguarias à prateleira de temperos, não ao armário de remédios.
Adicione o gengibre e o açafrão acima citados e você terá algo bom e saudável para comer. Feijões e lentilhas contêm numerosos fitoquímicos que mostraram ser capazes de retardar ou evitar danos ao DNA, a base do câncer. O benefício adicional vem com a fibra, associada a um menor risco de câncer digestivo, como câncer de cólon. A parte complicada é aprender a cozinhá-los corretamente. O jeito é fazer amizade com alguém de Minas Gerais que possa te ajudar sempre…
Chocolate tem sofrido inúmeros estudos por cientistas, determinados a provar que ele pode não ser saudável. Mas é saudável, desde que a relação entre o cacau e o doce permaneça elevado – uma barra de chocolate escuro deve ter pelo menos 70% de cacau, de preferência mais. Quanto mais próximo de seu estado amargo, melhor. Mais de uma vez foi constatada a presença de antioxidantes e polifenóis terapêuticos. Em particular, há uma classe de substâncias químicas no cacau chamada catequina, também encontrada no chá, que parece oferecer proteção contra doenças cardíacas, derrame e câncer.
Frutas pequenas, adocicadas e com um formato arredondado. Pode ser morango, framboesa, amora, todas são extremamente saudáveis. A maioria desse tipo de fruta contêm ácido elágico e outros antioxidantes polifenóis, que inibem o crescimento de tumores. Não fique muito preso em uma única dessas frutas e nos polifenóis com nomes que não se consegue pronunciar. Concentre-se em uma variedade das frutinhas sazonais.
Tente misturar a maioria dos itens mencionados nesta lista de alimentos anti-câncer em uma vitamina com iogurte sem gordura ou tofu. Você vai se surpreender com a quantidade de lixo saudável que você pode enfiar em uma vitamina – linhaça, gérmen de trigo e até mesmo vegetais amargos – e ainda criar algo saboroso, contanto que você coloque frutas, cenouras descascadas ou outras combinações.

domingo, 2 de outubro de 2011

ARTIGO - "JUNG E A CRIATURA HOLÍSTICA"




Com Jung assistimos a uma verdadeira revolução psicanalítica, cujas consequências se começam a fazer sentir em diferentes ramos da Ciência.


O Mestre Suíço realizou uma inversão total dos valores.

Para Freud, o Inconsciente era formado pelos resíduos vitais que a consciência repelira, ou por serem imorais ou monstruosos, ou por não serem conformes às normas da sociedade.

Para Jung, o Inconsciente é um oceano de conhecimentos que paira nas nossas consciências e onde o Eu vai à pesca, para recolher os materiais psíquicos, necessários à constituição de reservas de energias psíquicas ( anímicas, espirituais ).

Este conceito de Inconsciente Coletivo, como sendo um Oceano de energias psíquicas, está muito próximo daquilo a que os hermetistas chamam a Região dos Arquétipos, onde vivem as ideias da Vida e das Formas.

Na obra de Jung encontramos a fusão da Ciência e da Espiritualidade.

E daí resulta que, quando a Ciência e a Espiritualidade se unem, a Arte aparece por acréscimo porque a Ciência deixa de ser a mera análise de uma série de dados para se elevar, com as asas da imaginação e da intuição, até aos vastos espaços da Arte e da Poesia.

Jung compreendeu a alma humana, não por iluminação ou por revelação, mas simplesmente seguindo o caminho científico.

Perto do fim da vida, Jung tornou-se um grande hermetista e podemos dizer que, graças a ele, no ramo científico que é o seu, a Ciência e a Religião estão unidas (entendendo-se por Religião não a prática de cultos exteriores, mas o saber esotérico, interior).

Num futuro próximo, outros ramos dispersos da Ciência nomeadamente a Física, tomarão lugar nesse Grande Tronco Comum da Arte, da Ciência e da Espiritualidade." 

(Haziel in "O Grande Livro dos Sonhos")

EPIGENÉTICA - "OQUE NOS MOVE SÃO INFORMAÇÕES NÃO LOCAIS"


( VOCÊ É O AMBIENTE)


A evolução epigenética é expressão utilizada pelos cientistas para indicar influências ambientais capazes de neutralizar ou “silenciar” genes, condições que podem ser transmitidas às gerações subsequentes. É bem conhecida a influência do ambiente nas larvas das abelhas que se transformam em operárias ou rainhas, conforme o tipo de alimento ingerido e a interação ocorrida na colmeia.
Mas há muitos outros exemplos, identificados com mais clareza atualmente.
O ambiente e a experiência não alteram o genoma vegetal, animal ou humano, todavia, agem como moduladores da expressão gênica. É por meio deste mecanismo epigenético que as células se especializam, apresentando diferenças de aparência e de funções, ainda que, estruturalmente, possuam o mesmo código genético: uma célula óssea é diferente do neurônio, este de uma célula hepática ou epitelial.
 Neste contexto, afirmam Eva Jablonka e Marion J. Lambda, autoras do livro Evolução em Quatro Dimensões:

Quando as células do fígado se dividem, suas filhas são células do fígado, e as filhas das células renais são também células renais. Mesmo que as suas sequências de DNA permaneçam inalteradas durante o desenvolvimento, as células adquirem informação que podem passar à progênie. Esta informação é transmitida através do que chamamos de sistemas de herança epigenéticos.
As pesquisas que analisam a influência do ambiente sobre os genes têm se revelado promissoras, indicando, inclusive, mudanças de padrões comportamentais ou manifestação de doenças em diferentes espécies. Destacamos, a propósito, uma pesquisa bem controlada que foi realizada na Universidade de Linköping, na Suécia.
Pesquisadores submeteram um grupo de galináceos à exposição diária e aleatória de luz até a fase adulta destes animais. Outro grupo, considerado controle, foi criado de acordo com as condições usuais da Natureza: luz durante o dia e escuridão ou baixa luminosidade durante a noite.
Os resultados que se seguem demonstram como o fator luz interagiu com os genes das aves expostas à variação luminosa: a) perderam o sentido de localização espacial; b) tornaram-se muito agressivas; c) cresceram rapidamente; d) tais características foram herdadas pelos descendentes; e) foi bloqueada a expressão de 31 genes do hipotálamo e da pituitária.

Especialistas explicam que o ambiente “liga” ou “desliga” os genes por intermédio das proteínas reguladoras, situadas fora do DNA. Tais proteínas, comuns no organismo, não só realizam interação gênica, mas também controlam outros processos fisiológicos e metabólicos, como produção de hormônios, absorção de nutrientes etc.
Para o biólogo estadunidense Bruce H. Lipton, autoridade internacional na área de Biologia Celular, professor da Escola de Medicina da Universidade de Winsconsin e pesquisador da Universidade de Stanford, é preciso considerar que o “ DNA ocupa o centro do cromossoma e as proteínas formam um revestimento ao seu redor. Enquanto os genes estão cobertos [por proteínas reguladoras], porém, sua informação não pode ser ‘lida’”. Esclarece também que “estudos de síntese de proteínas revelam que os ‘controles’ epigenéticos podem criar mais de duas mil variações de proteínas a partir de um mesmo padrão genético”.

Os cientistas defendem a idéia de que a hereditariedade, com ou sem influência do ambiente, resulta de reações bioquímicas, controladas pelo corpo físico. 
O Espírito André Luiz considera, porém, que a herança genética está, na verdade, subordinada às necessidades evolutivas do Espírito, definida pela lei de causa e efeito em cada reencarnação:

Com alicerces na hereditariedade [o Espírito], toma a forma física e se desvencilha dela, para retomá-la em nova reencarnação capaz de elevar-lhe o nível cultural ou moral, quando não seja para refazer tarefas que deixou viciadas ou esquecidas na retaguarda.

Colocada a questão dessa forma, vemos então que os fatores genéticos e epigenéticos só exercem ação no corpo físico se foram aceitos pelo Espírito, pois é este que, em última instância, irá estabelecer vinculações com moléculas, substâncias e estruturas orgânicas para atender os fins da reencarnação.
Prosseguindo em suas elucidações, o Espírito Benfeitor analisa que a [...] hereditariedade e afinidade no plano físico e no extrafísico, respectivamente, são leis inelutáveis, sob as quais a alma se diferencia para a Esfera Superior, por sua própria escolha, aprendendo com larga soma de esforço a reger-se pelo bem invariável, que, em lhe assegurando equilíbrio, também lhe confere poder sobre os fatores circunstanciais do próprio ambiente, a fim de criar valores mais nobres para os seus impulsos de perfeição.

Os cromossomos, por sua vez, são interpretados pelo Espiritismo como “[...] caracteres em que a mente inscreve, nos corpúsculos celulares que a servem, as disposições e os significados dos seus próprios destinos, caracteres que são constituídos pelos genes, como as linhas são formadas de pontos [...]”. Sendo assim, é preciso investir na harmonia do Espírito, visto que a mente equilibrada tem capacidade para operar prodígios, que extrapolam os determinantes do código genético. A fé e a prece, a conduta harmônica no bem e uma vida sadia, sem vícios ou excessos, podem, perfeitamente, reverter ou amenizar provações existenciais, como enfermidades consideradas incuráveis.

O cientista Bruce H. Lipton analisa que muitos "estudos mostram que os mecanismos epigenéticos são um fator importante em diversas doenças, entre elas o câncer, os problemas cardiovasculares e a diabetes. Na verdade, apenas cinco por cento dos pacientes de câncer ou que apresentam problemas cardiovasculares podem atribuir suas doenças a fatores hereditários [...]. A mídia alardeou a descoberta do gene do câncer de mama, mas deixou de mencionar que 90 por cento dos casos desse tipo de câncer não está associado a genes herdados. A maioria ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos [...].

É necessário, então, desenvolvermos um processo de reeducação, que nos permita a adequada interação no meio em que vivemos, pois, como ensina a Doutrina Espírita, o estado de felicidade ou infelicidade depende das sintonias mentais que estabelecemos ao longo da jornada evolutiva. Recorda Emmanuel, assim, que a mente é “o espelho da vida”, em qualquer situação.


Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.

[...]Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.


O orientador e benfeitor Alexandre, citado no livro Missionários da Luz, destaca, por sua vez, o poderoso efeito da mente humana sobre o organismo: [...] Dela se originam as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico; mas, quando perturbada, emite raios magnéticos de alto poder destrutivo para as comunidades celulares que a servem. [...]

Quando os cientistas aceitarem essa verdade, pontos obscuros da teoria da evolução deixarão de existir. Por ora, vale esperar o progresso e guardar esta oportuna orientação de André Luiz: "O metabolismo subordina-se, desse modo, à direção espiritual, tanto mais intensa e exatamente, quanto maior a quota de responsabilidade do ser pelo conhecimento e discernimento de que disponha, e, em plena floração da inteligência, podemos identificá- lo não apenas no embate das forças orgânicas, mas também no domínio da alma, porquanto raciocínio organizado é pensamento dinâmico e, com o pensamento consciente e vivo, o homem arroja de si mesmo forças criadoras e renovadoras, forjando, desse modo, na matéria, no espaço e no tempo, os meandros de seu próprio destino.

EPIGENÉTICA - "VOCÊ É MAIS"

(VOCÊ ! PRESTE ATENÇÃO AO REDOR !)

Por anos, os genes têm sido considerados como a única forma pela qual as características biológicas podem ser passadas de uma geração a outra.
Mas essa época está chegando ao fim.

Cada vez mais, os biólogos estão descobrindo que variações não-genéticas adquiridas durante a vida de um organismo podem algumas vezes serem passadas para os descendentes - um fenômeno conhecido como herança epigenética.
100 razões para o fim da era do DNA
Um artigo científico publicado no exemplar de Julho do periódico The Quarterly Review of Biology lista mais de 100 casos bem documentados de heranças epigenéticas entre gerações de organismos. A pesquisa defende que a herança que não utiliza o DNA acontece muito mais frequentemente do que os cientistas acreditavam até agora.
Os biólogos suspeitam há anos que alguma forma de herança epigenética ocorre em nível celular. Os diferentes tipos de células em nossos corpos fornecem um exemplo do fenômeno. 


Células da pele e células cerebrais têm diferentes formas e funções, apesar de terem exatamente o mesmo DNA. Logo, deve haver outros mecanismos, que não o DNA, que garantam que as células da pele e do cérebro continuem sendo células da pele e do cérebro quando elas se dividem.
Herança não-genética entre organismos
Só recentemente, entretanto, os pesquisadores começaram a descobrir evidências moleculares de herança não-genética entre organismos, assim como entre as células. A principal questão agora é: Quão frequentemente isso ocorre?
"A análise desses dados mostra que a herança epigenética está por todo lado," afirmam a pesquisadoras Eva Jablonka e Gal Raz. A pesquisa das duas destaca heranças epigenéticas herdadas em bactérias, protistas, fundos, plantas e animais.
Estas descobertas "representam o ponto de um enorme icebergue," diz o estudo.
Ligar e desligar os genes
Existem quatro mecanismos conhecidos para a herança epigenética. Segundo as pesquisadoras, entre eles o mais conhecido é a metilação do DNA. Metilas são um pequeno grupo químico que se liga em determinadas áreas da cadeia do DNA. Elas servem como uma espécie de chave que ativa e desativa os genes.
Ao ligar e desligar os genes, as metilas têm um profundo impacto sobre a forma e a função das células e organismos, sem alterar o DNA correspondente.

 Se o padrão normal das metilas é alterado - por um agente químico, por exemplo, ao qual o organismo tenha sido exposto - o novo padrão pode ser passado para as gerações futuras.
O resultado, como verificado em experiências com ratos, pode ser dramático e perdurar por gerações, apesar do DNA continuar intacto.
Lamarck revisitado
Novas evidências para a herança epigenética têm implicações profundas para o estudo da evolução, dizem as pesquisadoras.
"Incorporar a herança epigenética na teoria evolucionária amplia o escopo do pensamento evolucionário e leva a noções de hereditariedade e evolução que incorporam o desenvolvimento," escrevem elas.
Este é o principal argumento de um naturalista do século XVIII, Jean Baptiste Lamarck. Lamarck, cujos escritos sobre a evolução são anteriores aos de Darwin, acreditava que a evolução era dirigida em parte pela herança de características adquiridas durante a vida.
Seu exemplo clássico é a girafa. Os ancestrais das girafas, argumentava Lamarck, forçaram seus pescoços para alcançar folhas mais altas nas árvores.

 Ao fazer esse esforço, seus pescoços tornaram-se ligeiramente maiores - uma característica que foi passada para seus descendentes. Geração após geração a espécie herdou pescoços ligeiramente maiores, e o resultado são as girafas que conhecemos hoje.
Com o advento da genética Mendeliano e a posterior descoberta do DNA, as ideias de Lamarck foram abandonadas inteiramente.

As pesquisas em epigenética, embora não tenham revelado nada tão dramático quanto as girafas de Lamarck, sugere que as características adquiridas podem ser herdadas e que, no fim das contas, Lamarck não estava de todo errado.

(www.diariadosaude.com.br)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - "PODER SEM STATUS CRIA MONSTROS SOCIOPATAS"


(Você pode..mas sem aplausos!)


Poder e status
Pesquisadores descobriram que pessoas em papéis que lhes dão poder, mas não lhes dão status, têm uma tendência a se envolver em atividades degradantes em relação aos seus subordinados.
O estudo "A Natureza Destrutiva do Poder sem Status", que mostra que a combinação de autoridade com pouco status pode ser "uma combinação tóxica", será publicado no próximo exemplar do Journal of Experimental Social Psychology.
A pesquisa é "baseada nas noções de que a) posições de baixo status são ameaçadoras e aversivas e b) o poder libera as pessoas para agirem com base em seus estados e sentimentos internos", ou seja, sem grande preocupações com os outros.
Abu Ghraib e Experimento de Stanford
No experimento, os estudantes-chefes que não possuíam status compatível com sua autoridade foram muito mais propensos a atribuírem tarefas degradantes aos seus subordinados - a lista de tarefas trabalhos aceitáveis e coisas como "latir como uma cão três vezes".
Os pesquisadores comentam que o poder sem status pode ter contribuído para os atos cometidos por soldados dos EUA na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, em 2004.
Esse incidente lembrou os comportamentos exibidos durante o famoso Experimento da Prisão de Stanford, em que alunos maltrataram outros a ponto de o experimento, feito no Instituto de Psicologia da Universidade de Stanford, ter de ser abortado.
Em ambos os casos os guardas tinham poder, mas faltava-lhes respeito e admiração aos olhos dos outros. Nos dois casos os presos foram tratados de forma extremamente degradante.
O poder não corrompe sempre
A hierarquia social, afirma o estudo, não gera tendências degradantes por si só.
Em outras palavras, a ideia de que o poder corrompe sempre pode não ser inteiramente verdadeira.
Só porque alguém tem o poder ou, ao contrário, está em um papel de "baixo status", não significa que eles vão maltratar os outros.
Em vez disso, "poder e status interagem para produzir efeitos que não podem ser totalmente explicados estudando apenas um ou outro com base na hierarquia."
Como evitar o abuso de poder
Uma maneira de superar essa dinâmica, de acordo com os autores, é encontrar formas para que todos os indivíduos, independentemente do status de seus papéis ou funções, sintam-se respeitados e valorizados.
"O respeito alivia sentimentos negativos sobre seu papel de baixo status e os leva a tratar os outros de forma positiva," dizem os autores.
Oportunidades para o crescimento na carreira também podem ajudar.
"Se um indivíduo sabe que pode ganhar um papel de maior status no futuro, ou ganhar um bônus por tratar bem os outros, isto pode ajudar a atenuar seus sentimentos e comportamentos negativos," afirmam.
Os pesquisadores concluem, no entanto, que, "Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status, seja como membro das forças armadas ou como um estudante universitário participando em um experimento, pode ser um catalisador para a geração de comportamentos degradantes que podem destruir relacionamentos e impedir o comportamento amigável."

                                                                           NET

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PESQUISA - "SOMENTE DIETA À BASE DE VEGETAIS REVERTE DOENÇAS CARDÍACAS"




Diga adeus a bifes, arroz branco e açúcar. Farinha e grãos, só integrais. Para o cirurgião americano Caldwell Esselstyn, 77, uma alimentação baseada em folhas, frutas, legumes e grãos integrais é o único jeito de evitar, deter e reverter doenças cardiovasculares.

Seu método, que vem sendo aperfeiçoado nos últimos 30 anos, é o tema do documentário "Forks over Knives" (trocadilho que quer dizer tanto "garfos sobre facas" quanto "garfos no lugar de bisturis"), lançado nos EUA e ainda inédito no Brasil.

O filme conta a história de pacientes de Esselstyn, médico da Cleveland Clinic (Ohio). Eles venceram problemas cardíacos e evitaram cirurgias ao adotar a dieta.

Para o cirurgião, a dieta extrema não é a que ele propõe, e sim a adotada pela maioria dos ocidentais. "Ela garante que milhões de pessoas serão submetidas a cirurgias de peito aberto. Vamos comer vegetais. É para isso que fomos criados."

O sr. diz que os problemas cardíacos se devem à alimentação. Não há outros fatores de risco envolvidos, como genética?
Caldwell Esselstyn - Se você come a dieta típica ocidental, cheia de carne, óleo e laticínios, você vai ver que, entre mil pessoas, algumas terão infarto aos 40, outras aos 50, outras aos 60, 70 ou 80. Você pode dizer que, geneticamente, quem tem o infarto só aos 80 é mais forte para resistir a essa dieta extrema. Por outro lado, se todo mundo comer uma dieta baseada em vegetais, todos são poupados.

Controlar os níveis de colesterol não é suficiente?
Ao pensar só em números, prestamos atenção à coisa errada. As pessoas tomam remédios para o colesterol mas ainda querem comer frango frito. O que funciona é o que entra pela sua boca.
Toda vez que você come azeite, óleo, leite, manteiga, queijo, sorvete, iogurte e carne, você machuca o delicado revestimento das artérias, o endotélio. Ele é um tapete mágico que produz uma molécula incrível chamada óxido nítrico, que é vasodilatadora e protege a parede dos vasos sanguíneos.
Autópsias de soldados que morreram na Guerra da Coreia e no Vietnã, dos anos 50 a 70, revelaram que 80% dos jovens de 20 anos já tinham problemas coronários visíveis. As obstruções não eram suficientes para causar um infarto, mas estavam lá. Hoje, todos os jovens têm isso.

Você chama as cirurgias e angioplastias de soluções mecânicas para um problema biológico. Esses procedimentos não adiantam nada?
Eles não chegam a ser soluções. A medicina tem evoluído no sentido de criar uma lista cara de remédios e de procedimentos perigosos, como a colocação de stents ["molas" inseridas em vasos obstruídos] e pontes de safena. Com o tempo, é preciso colocar outro stent, fazer outra ponte, tomar mais remédios, e, no fim, a pessoa morre do coração assim mesmo.
Os médicos, não sei o porquê, passaram a acreditar que as pessoas não são capazes de mudar seu estilo de vida. Mas o problema é que eles não sabem como transmitir essa mensagem.
Quando trato alguém com doença cardíaca, fazemos um curso de cinco horas. O paciente vai entender o que causou a doença e o que ele deve fazer para revertê-la. No fim, oferecemos uma refeição à base de vegetais e uma apresentação de 1h15 sobre como comprar e preparar alimentos, ler rótulos e lidar com restaurantes e viagens.
A revolução da saúde nunca vai acontecer por causa da descoberta de um remédio. Nunca vai ser por causa de um novo procedimento cirúrgico. A revolução vai acontecer quando as pessoas estiverem informadas do ponto de vista nutricional, para evitar as comidas que vão fazê-las perecer por uma doença.

Qual percentual dos seus pacientes tem melhora?
Quase todos. Quando começamos o programa, e as pessoas ainda não sabiam se ia funcionar, 70% se recuperavam. Agora estamos em 90%. O que torna esse tratamento tão poderoso é que posso mostrar raios-X de artérias do nosso primeiro grupo. Os pacientes percebem que, se os outros conseguiram, eles também vão.

O sr. diz que moderação mata. Por que não dá para comer carne com moderação?
Moderação é dizer: qual a quantidade de um alimento que sei que vai me prejudicar eu posso comer e conseguir escapar das doenças? Isso é loucura. Quantos bifes posso comer? Quantas batatas fritas engorduradas? Como assim? É a mensagem errada.

O sr. acredita que sua dieta pode ser adotada globalmente?
O Brasil está destruindo a atmosfera e o mundo ao queimar as florestas que são ótimas para capturar o CO2. Por quê? Para produzir carne, que vai fazer as pessoas morrerem cedo e ter vidas miseráveis e infelizes. Se toda essa área for substituída por vegetais, é possível produzir muito mais. Vamos comer plantas, é para isso que fomos criados.

uol