quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"FITOTERAPIA - ÓLEO DE MACADÂMIA E A PELE DA FACE"


"O cheiro bom e a maciez da pele dos bebês tem um nome, ácido palmitoléico"

E este ácido esta presente em nossa pele durante um período de nossas vidas, ou em boa quantidade no óleo de Macadâmia. Este óleo possui coloração amarelo-clara, quase transparente, com sabor suave e agradável. É o único óleo vegetal que contém uma grande quantidade de ácido palmitoléico, um ácido graxo monoinsaturado.

A noz da Macadamia integrifolia é saborosa e altamente nutritiva; contém de 9 a 10% de proteínas e 78% de óleo. Além disso, possui vitaminas e minerais, como cálcio, fósforo, ferro, tiamina, riboflavina e niacina.

Apresenta a seguinte composição: ácido oléico ou ômega-9 (61%), ácido palmitoléico ou ômega-7 (20%) e 610 mg de vitamina E/kg de óleo.

O óleo de nozes da macadâmia é derivado das nozes da árvore tropical Macadamia integrifolia, que cresce principalmente na Austrália e nas ilhas do Havaí. A noz-macadâmia é chamada rainha das nozes e possui aproximadamente 70% de óleo por peso.

O ácido palmitoléico (O.P.A.) pode ser encontrado na secreção sebácea natural da pele, principalmente nos bebês, crianças e adolescentes.

À medida que ocorre o envelhecimento, a quantidade desse ácido graxo na pele diminui. Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 colher de sopa/dia.


Quais os benefícios proporcionados pelos Ômegas à saúde?


Aliado a um estilo de vida saudável, cientificamente estão comprovados os efeitos benéficos e a eficácia dos ácidos graxos essenciais que desempenham importante papel no equilíbrio hormonal saudável, fortalecendo o sistema imunológico, prevenindo anomalias neurológicas, problemas cardiovasculares, respiratórios, renais ,artrite reumatóide, colesterol, fígado gorduroso, problemas de pele e também amenizando distúrbios causados pela TPM e menopausa .Devido ao seu poder antioxidante, também é recomendado na prevenção e tratamento de doenças degenerativas.


Como os ácidos graxos podem melhorar a qualidade do sangue ? 


A viscosidade do sangue foi clinicamente associada a doenças cardíacas.


As células vermelhas do sangue, quando apresentam baixo teor de ácidos graxos essenciais insaturados são rígidas e parecem aumentar a espessura do sangue que por sua vez, comprovadamente, diminui sua capacidade de transportar oxigênio às células dos tecidos.


Também um baixo nível de ácidos graxos essenciais nos tecidos e no sangue (acidograma) afeta:

- A resposta inflamatória (menor atividade das células brancas no sangue)

- A flexibilidade das células vermelhas, que têm reduzida sua capacidade de funcionamento , o que a associa a varias enfermidades.

- O comportamento e a função das proteínas, outro componente importante das membranas.

Por outro lado, os ácidos graxos esseciais em níveis normais:

- Atuam como elementos de comunicação entre ás células

- São precursores de certas prostaglandinas.

- Controlam o nível de colesterol, equilibrando-os.

- Favorecem a permeabilidade da pele.


Como os ácidos graxos podem melhorar a qualidade da pele e dos cabelos?



ÓLEO DE MACADÂMIA E A PELE 



Óleo de Macadâmia é um excelente emoliente com alto coeficiente de difusão sobre a pele. Uma grande vantagem é a semelhança e afinidade entre os ácidos graxos contidos no Óleo de Macadâmia e os principais ácidos graxos da secreção sebácea natural presente na pele.


À medida que envelhecemos, a quantidade de ácido palmitoléico (Ômega 7) da pele diminui. O Óleo de Macadâmia ajuda a repor esta substância na pele amadurecida. Devido à sua composição rica em ácidos graxos, o óleo de macadâmia possui destacada atividade hidratante, regeneradora e protetora contra os radicais livres. O Óleo de Macadâmia é indicado para obtenção de hidratação profunda e prolongada.


Além de suas aplicações nos cuidados da pele tem especial utilidade para o fortalecimento e regeneração dos cabelos ressecados e sem brilho, pois potencializa o brilho, fortalece o fio, lubrifica e os mantém hidratados.


Aplicação


A combinação ideal dos ácidos palmítico, palmitoléico e oléico oferece muitas vantagens para a produção de cosméticos, como loções para corpo e rosto, creme, gel, óleo de massagens e protetores solares. Recomenda-se uma concentração de 1 a 5%.


Massagens


Muitos óleos essenciais são ideais para a massagem terapêutica. De modo geral, são utilizados óleos essenciais diluídos em óleos vegetais denominados carreadores, condutores ou óleos base, sempre extraídos à frio, estes óleos entram na proporção de 85 a 95% das formulações.


Os óleos essenciais auxiliam tanto o massagista quanto o paciente no decorrer da massagem, facilitando as mãos a deslizarem pela pele, relaxando ou estimulando o paciente através de seus efeitos orgânicos e aromáticos, tornando a experiência da massagem muito especial, agradável e profundamente terapêutica.


Como introduzir Ácidos Graxos Essenciais no cardápio diário?


Utilizando óleos extraídos a frio como o óleo de gergelim, girassol, macadâmia e linhaça em substituição aos óleos quimicamente refinados. São apreciados para diversas afinidades culinarias tais como saladas, pratos prontos: massas, peixes, aves e aperitivos. Também podem ser consumidos in natura através da ingestão direta (Ver Óleo de Gergelim, Óleo de Macadâmia, Óleo de Linhaça, Óleo de Girassol)
e provocam tantos danos quanto essas.


CONCLUSÕES

Aliado a um estilo de vida saudável, os ácidos graxos essenciais são utilizados na prevenção e tratamento de diversos problemas de saúde, e sua utilização vem crescendo proporcionalmente as descobertas cientificas sobre seus benefícios.


O organismo vivo tem necessidade imprescindível de ácidos graxos essenciais, que não produz por metabolismo próprio e que são encontrados na natureza, como componentes dos óleos e gorduras vegetais. Precisa, portanto recebê-los via externa. Ocorre, porém, que nos processos industriais para a comercialização dos óleos e gorduras vegetais, devido ao aquecimento, os ácidos graxos essenciais, insaturados, perdem a sua bioatividade e as propriedades exigidas pelo organismo.


Os óleos Vital Âtman são extraídos a frio, não passam por processo de refinamento e não tem adição de nenhum componente químico em sua formulação garantindo desta forma sua composição original e, por conseqüência, os benefícios para a saúde que os ácidos graxos essenciais nos proporcionam.

FONTE : VITAL ÂTMAN

PESQUISA - "CARNE PROCESSADA PROVOCA CÃNCER"



Pesquisadores da Suécia sugerem que comer carne processada, como bacon e salsichas, pode estar relacionado com o câncer de pâncreas. Eles afirmam que comer 50g de carne processada – cerca de uma salsicha – todos os dias, pode aumentar o risco de câncer em 19%.
Comer carne vermelha e processada já foi ligado ao câncer de intestino. Como resultado da pesquisa, o governo do Reino Unido recomendou em 2011 que as pessoas não comam mais do que 70g por dia.
Susanna Larsson, que conduziu o estudo do Instituto Karolinska, disse que a ligação da carne com outros tipos de câncer foi algo bastante controverso. “Sabemos que comer carne aumenta o risco de câncer colorretal, mas não é muito conhecida a ligação com outros tipos de câncer”, disse.
O novo estudo analisou informações de 11 outras pesquisas e 6.643 pacientes com câncer de pâncreas. Ele sugere que o risco de câncer de pâncreas aumenta 19% para cada 50g adicionados a dieta diária. Ter 100g extras aumentaria o risco em 38%.
O risco de desenvolver câncer de pâncreas em toda a vida é “relativamente pequeno”, de acordo com um instituto de estudo de câncer britânico – um em cada 77 homens e uma em cada 79 mulheres.
“Ainda não sabemos se a carne é um fator de risco definido para o câncer de pâncreas e outros grandes estudos são necessários para confirmar isso, mas essa nova análise sugere que a carne processada pode estar desempenhando um papel”, afirma Sara Hiom, diretora do instituto. No entanto, ela ressaltou que o fumo é um fator de risco muito maior.
O Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer alertou as pessoas para que evitem comer carne processada.
O pesquisador Rachel Thompson disse: “Vamos re-examinar os fatores por trás do câncer pancreático no final deste ano como parte do nosso projeto de atualização contínua, que deve nos dizer mais sobre a relação entre o câncer de pâncreas e carne processada. Há fortes evidências de que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco de câncer de pâncreas, e este estudo pode ser uma indicação de outro fator por trás da doença.”
 [BBC]

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PESQUISA - "CONSUMO DE NOZES DIMINUI EM 50% O RISCO DE CÂNCER DE MAMA"


Proteger as mamas do tão temido câncer é desejo de toda mulher.
Uma pesquisa realizada por estudiosos da Faculdade de Medicina da Universidade Marshall, nos Estados Unidos, comprova que incluir nozes na alimentação diária da mulher pode prevenir o câncer de mama, tão temido entre elas.

O ômega 3 e a vitamina E presentes nesta oleaginosa seriam os responsáveis pelo benefício. 

A pesquisa foi realizada com dois grupos de roedores: os que ingeriam nozes durante as refeições e aqueles que não tinham contato sequer com uma lasca de noz. 


O resultado mostrou que o primeiro grupo teve redução de 50% nos riscos de desenvolver a doença. Além do mais, aqueles que apresentaram o tumor registraram diminuição em seu tamanho.


Incluir a oleaginosa na dieta mesmo após o diagnóstico da doença se mostrou uma boa estratégia, pois elas brecaram a velocidade do crescimento das células malignas. 

"É possível que a vitamina E atue junto com o ômega-3 de sua composição, dificultando o desenvolvimento do problema", explica a bioquímica Elaine Hardman, que assina a pesquisa, à revista "Saúde". 


"Já a suplementação do ácido graxo, sozinho, não proporcionou o mesmo efeito", completa. Desta forma, é possível concluir que as substâncias apenas funcionam se forem combinadas.






sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SAÚDE - "OS PERIGOS OCULTOS DA OBESIDADE"



É comum ter o conhecimento de que a obesidade coloca as pessoas em risco para doenças cardíacas, diabetes mellitus e acidentes vasculares cerebrais, mas o excesso de peso (definido como um aumento de pelo menos 20% do peso corporal considerado normal) pode danificar a saúde de um modo que pode surpreender.
Estimativas mostram que os Estados Unidos terão mais 65 milhões de obesos em 2030, em relação aos obesos de hoje em dia. 
Este fato leva a 6 milhões ou mais casos de doenças cardíacas, derrame e outros oito milhões de casos de diabetes mellitus tipo 2. Muitos médicos já começaram a ver famílias em que os avôs são mais saudáveis e vivem por mais tempo do que seus filhos e netos.
A epidemia de obesidade aumenta os custos com a saúde da população. As pesquisas já confirmaram que o excesso de peso pode influenciar o bem estar mental (exacerbando tanto a depressão, quanto a doença de Alzheimer), a saúde reprodutiva, a vida sexual e a qualidade de vida – especialmente à medida que envelhecemos.
Cientistas acreditam que 25% de vários tipos de câncer – incluindo câncer de cólon, rim e esôfago – são desencadeados pelo aumento da obesidade e da inatividade física.
Uma das consequências da obesidade é a formação de gordura visceral, a qual circunda os órgãos internamente e é mais prejudicial à saúde do que a gordura subcutânea, a qual fica abaixo da pele. 
Por exemplo, a gordura visceral que fica próxima aos pulmões pode limitar a respiração por pressionar o diafragma.
Em 2005, um estudo com 450 indivíduos mostrou que adultos obesos são 2,5 vezes mais propensos a apresentar azia/má digestão do que aqueles de peso normal.
Uma das hipóteses é que a gordura visceral empurra o estômago em direção ao tórax, causando esta sensação.
O excesso de gordura sobrecarrega os joelhos, causando dor na articulação.
Estudos sugeriram que a obesidade pode ser uma importante causa de depressão, possivelmente por uma combinação de fatores fisiológicos e estigmas sociais.
E por fim, substâncias químicas inflamatórias liberadas pelas células de gordura podem danificar raízes nervosas no pênis e atacar vasos sanguíneos no clitóris dificultando o orgasmo.

"PESQUISA - ANTIDEPRESSIVOS FUNCIONAM MELHOR COMBINADO COM TERAPIA"



Dezenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos tomam fluoxetina, vendido sob a marca Prozac desde que o Food and Drug Administration aprovou a venda há 24 anos. Mas, enquanto o depressivo ajuda muita gente, surgiram questões sobre o porquê as pessoas que ingerem a droga têm resultados variados.
Agora, um novo estudo com ratos reforça descobertas recentes sobre a fluoxetina, que por si só não fornece um grande benefício, a menos que haja acompanhamento de terapia em que o paciente fale. A combinação do antidepressivo com terapia de exposição psicológica produz um efeito que não foi atingido por nenhum dos dois tratamentos sozinho.
No estudo, pesquisadores condicionaram ratos a sentirem medo de um ruído, sendo que metade deles estava ingerindo fluoxetina há três semanas. Ratos que tinham sido tratados com o antidepressivo tiveram respostas diferentes no cérebro quando ouviam o barulho e foram menos propensos a se assustar com ele.
Embora o estudo tenha sido realizado em ratos de laboratório, ele confirma e ajuda a explicar as descobertas que mostram que, em pessoas, a terapia de conversação ou a fluoxetina isoladas são menos eficazes do que os dois tratamentos juntos.
Em 2004 pesquisadores da Itália que realizaram 16 ensaios clínicos concluíram que o tratamento psicológico combinado com terapia antidepressiva estava associado a uma maior taxa de melhora do paciente. Um estudo norte-americano de 2007 que acompanhou adolescentes com depressão chegou a uma conclusão similar.
Apesar da ampla utilização de antidepressivos, pesquisadores ainda não entendem claramente como eles funcionam. Antidepressivos como a fluoxetina parecem não ter um impacto imediato, mas sim provocar mudança de humor ao longo do tempo.
O novo estudo reforça a evidência de que os antidepressivos funcionam afetando o crescimento e a religação dos neurônios no cérebro, o que explicaria por que os medicamentos parecem funcionar melhor durante um período prolongado. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"PESQUISA - BRASILEIROS DESCOBREM NOVA ARMA CONTRA INFLAMAÇÃO"



Pesquisadores do Rio Grande do Sul e do interior paulista estão se preparando para testar uma nova arma contra doenças que envolvem inflamações fora de controle, como a artrite reumatoide.

Eles descobriram como bloquear a ação do GRP, um peptídeo (fragmento de proteína) que parece ser uma peça importante nos processos inflamatórios.

Os dados mais recentes obtidos pelo grupo, publicados nesta semana na revista científica americana "PNAS", indicam que o GRP é o equivalente bioquímico de um recrutador do exército.

Explica-se: o GRP desencadeia uma série de reações que levam ao recrutamento dos neutrófilos, células do sistema de defesa do organismo que migram para áreas lesionada ou infectadas e ajudam a desencadear a inflamação.

"Não é o único processo que acontece, mas é um elemento importante", afirma um dos autores do estudo, Rafael Roesler, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

NAS JUNTAS

Roesler e seus colegas, coordenados por Cristina Bonorino, da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), verificaram a ação recrutadora do GRP tanto em camundongos quanto no líquido sinovial (o "lubrificante" das juntas) de pacientes com artrite.

Os neutrófilos tendem a "nadar" mais vigorosamente rumo a concentrações elevadas de GRP, como se farejassem a substância.

Os pesquisadores também conseguiram inverter o cenário: usaram uma substância que bloqueia o local onde o GRP se conecta às células. Resultado: dependendo da dose do bloqueador, o recrutamento de neutrófilos diminuía ou até cessava de todo.

Esses dados, na verdade, dão mais peso ao que Roesler e seu colega Gilberto Schwartsmann, médico da UFRGS, já andavam mostrando: bloquear a ação da GRP pode ser um bom caminho para enfrentar processos inflamatórios descontrolados.

Além da artrite, a sepse (infecção generalizada) e a colite ulcerativa podem ser alvo dessa estratégia, afirmam os pesquisadores.

O próximo passo da equipe é tentar sintetizar em larga escala a molécula que barra a ação do GRP, conhecida pela sigla RC-3095.

Para isso, os pesquisadores firmaram uma parceria com o laboratório brasileiro Cristália, que deve concluir a tarefa "nos próximos meses", afirma Schwartsmann.

A ideia é produzir a molécula "nas quantidades necessárias para os vários estudos clínicos em pacientes com doenças inflamatórias". Essa fase do trabalho ficará a cargo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Curiosamente, a GRP pode indicar um elo entre o estresse e o agravamento dessas doenças. Isso porque ela também funciona como sinalizador do sistema nervoso. E sua produção pode aumentar justamente em situações consideradas estressantes.

FONTE : UOL

sábado, 7 de janeiro de 2012

"COMPORTAMENTO - RICOS, FAMOSOS E INDIVIDUALISTAS"


(A ciência explicando o caráter)
As pessoas das classes socioeconômicas mais baixas são mais sensíveis ao sofrimento de outras pessoas.
Além disso, essas pessoas são mais rápidas para expressar sua compaixão do que os mais influentes.
Assim, as diferenças emocionais entre ricos e pobres têm uma fundamentação científica, afirmam Jennifer Stellar e seus colegas da Universidade de Berkeley (EUA).
Segundo eles, não é que os ricos não se importem com o sofrimento dos outros, é que eles não foram treinados para perceber o sofrimento dos outros.
Cultura da compaixão e da cooperação
Segundo a pesquisa, as pessoas das classes média e alta têm uma menor capacidade de detectar e responder aos sinais de estresse e dor dos outros.
No geral, o estudo indica que o status socioeconômico é diretamente correlacionado com o nível de empatia e compaixão que as pessoas demonstram em face de situações emocionalmente carregadas.
"Não é que as pessoas das classes mais altas tenham um coração gelado. Elas apenas não reconhecem as dicas e sinalizações do sofrimento porque elas não tiveram que lidar com muitos obstáculos em suas vidas," propõe a Dra. Stellar.
Estas conclusões contestam estudos anteriores, que têm caracterizado as pessoas das classes mais baixas como sendo mais suscetíveis à ansiedade e à hostilidade em face da adversidade.
"Os resultados mais recentes indicam que há uma cultura da compaixão e da cooperação entre os indivíduos das classes mais baixas, que pode surgir das ameaças que elas enfrentam ao seu bem-estar," confirma Stellar.
Cooperação versus competição
Os pesquisadores salientam o fato de que seu estudo está sendo publicado em um momento de tensão entre as classes mais baixas e as classes mais ricas, como expresso no movimento de ocupação dos grandes centros financeiros.
Em vez de aumentar essa divisão entre as classes, Stellar afirma que espera que o estudo promova o entendimento entre as diversas classes.
Por exemplo, diz ela, os resultados sugerem que as pessoas de baixo status socioeconômico podem se sair melhor em ambientes cooperativos do que os mais ricos.
"Os indivíduos das classes mais altas parecem ser mais focados em si mesmos [do que na coletividade]. Eles parecem ser melhores em ambientes competitivos e individualistas," conclui a pesquisadora.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EPIGENÉTICA - "MÚSICA ILUMINA O CÉREBRO"



                                                       Poder ativador da música
Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.
Em uma situação realística de "curtir a música predileta", a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de "cor dos sons".
O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.
Cérebro iluminado
Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.
Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios "disparam", literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.
Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.
A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as "luzes" produzidas no cérebro.
Emoção na música
A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.
Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.
As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.
Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.
Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão "mexer" em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"SAÚDE - A SEROTONINA E OS QUADROS DEPRESSIVOS"

(Estar bem requer cuidados)

Serotonina é um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue. Em 1948 a serotonina foi parcialmente purificada, cristalizada e nomeada. Mais tarde descobriu que a serotonina é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue.

Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo. Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro.

Serotonina desempenha um papel no organismo é como um neurotransmissor no cérebro. A falta de serotonina no organismo pode resultar em carência de emoção racional, sentimentos de irritabilidade e menos valia, crises de choro, alterações do sono e uma série de outros problemas emocionais.

Para nosso propósito, entendemos que a Serotonina é uma substância chamada de neurotransmissor e existe naturalmente em nosso cérebro. Sua função é conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. 

Quimicamente a serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma indolamina, produto da transformação do aminoácido L-Triptofano. 

triptofano, conhecido também como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), é um nutriente encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixe, peru e laticínios. Sua importância na psiquiatria deve-se ao fato de ser o precursor direto da serotonina.

Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

serotonina influi sobre quase todas as funções cerebrais, inclusive estimulando o sistema GABA (ácido gamaminobutírico) e, embora seja apenas um, entre centenas de outros neurotransmissores do cérebro, atualmente a serotonina é considerada um dos mais importantes deles.

Os níveis de serotonina determinam se a pessoa está deprimida, propensa à violência, irritada, impulsiva ou gulosa.

Assim como a serotonina pode elevar o humor e produzir uma sensação de bem-estar, sua falta no cérebro ou anormalidades em seu metabolismo têm sido relacionado a condições neuropsíquicas bastante sérias, tais como o Mal de Parkinson, distonia neuromuscular, Mal de Huntington, tremor familiar, síndrome das pernas inquietas, problemas com o sono, etc. Problemas psiquiátricos, tais como depressão, ansiedade, agressividade, comportamento compulsivo, problemas afetivos, dentre outros, também têm sido associados ao mau funcionamento do sistema serotoninérgico.

Com essa base fisiológica, alguns pesquisadores afirmam que aumentando-se os precursores naturais da serotonina pode-se, seguramente, elevar seus níveis e aliviar a depressão, dor e o desejo por carboidratos .

triptofano tomado como suplemento dietético pode ser eficaz contra a depressão e completar a ação dos antidepressivos tradicionais.

triptofano pode ser encontrado em altas concentrações na semente de um legume chamado Griffonia simplicifolia, encontrado no Oeste da África. O leite e seus derivados também são fontes de 5HTP, assim como a carne de peru. Outras fontes de triptofano: requeijão, carne, peixe, banana, tâmara, amendoim, todos os alimentos ricos em proteínas.

Serotonina e o Humor
Em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável existirem substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimo relacionados à atividade cerebral.

De fato, alguns neurotransmissores, notadamente a serotoninanoradrenalina edopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. As pesquisas que inicialmente procuraram embasar a teoria de que a depressão depende (também) de baixos níveis de serotonina, tomaram como ponto de partida a observação de que uma dieta livre de triptofano, a ponto de produzir um pico plasmático muito baixo deste aminoácido, resultava em um estado depressivo moderado (Charney). O triptofano, como vimos acima, é um precursor natural da serotonina.

Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, constatando-se baixíssimos níveis da serotonina no líquido espinhal dessas pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o paciente deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam, sendo mais certo acreditar que o deprimido seja uma pessoa com um transtorno da afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissores neuroreceptores.

O transtorno afetivo mais típico é a Depressão com todo seu quadro clínico conhecido, e são vários os fatores que contribuem para sua causa - entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral. Os quadros ansiosos do tipo Pânico, Fobias, Somatizações ou mesmo a Ansiedade Generalizada são problemas afetivos muito freqüentes, e já se aceita que todos eles tenham como base psíquica as alterações da Afetividade

Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando o desempenho da pessoa de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade de neurotransmissores no SNC, notadamente da serotonina (5-HT), da noradrenalina ounorepinefrima (NE) e da dopamina (DA). Ao bloquearem receptores 5HT2 da serotonina os antidepressivos também funcionam como drogas antienxaqueca.

O local de ação dos antidepressivos, principalmente os tricíclicos, é no Sistema Límbicoaumentando a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica (Figura 2). Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos.

Sinapse 1
Sinapse 2

Parece haver também, com o uso prolongado dos antidepressivos tricíclicos, uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2, cuja estimulação do tipo feedback inibiria a liberação de noradrenalina. Desta forma, quanto menor o número destes receptores mais noradrenalina estaria disponível na fenda sináptica. 

Portanto, dois mecanismos relacionados à recaptação; um inibindo diretamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Importa, em relação à farmacocinética dos antidepressivos tricíclicos, o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos.

Sinapse 3

O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica se dá através do bloqueio da recaptação da noradrenalina e da a serotonina no neurônio pré-sináptico ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO) que é a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. 

Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

De modo geral a serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano, as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas.

Para se ter uma noção da influência bioquímica sobre o estado afetivo das pessoas, basta lembrar dos efeitos da cocaína, por exemplo. Trata-se de um produto químico atuando sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química. Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais.

Por outro lado, os Transtornos da Ansiedade, principalmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Transtorno do Pânico, também estariam relacionados à Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos, os quais aumentam a disponibilidade de Serotonina no Sistema Nervoso Central. Nesses estados ansioso, um outro neurotransmissor, a noradrenalina, também estaria diminuído.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, que é o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da norepinefrina e/ou da serotonina e/ou da dopamina, bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores.

O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores, a Monoaminaoxidase (MAO). Serão, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico os locais de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

Mas não é apenas a concentração e quantidade de neurotransmissores as responsáveis pelos transtornos do humor. Cada vez mais se constata o envolvimento dos receptores (quantidade e sensibilidade) desses neurotransmissores na origem da Depressão, assim como na sintomatologia da Ansiedade. Parece ser este um importante ponto de partida para a identificação, diagnóstico e terapêutica desses dois fenômenos psíquicos (ansiedade e depressão) (Bromidge e cols, 1998, Kennett e cols, 1997).

No Sono 
Baixos níveis de serotonina estão também relacionados com alterações do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. A serotonina é a mediadora responsável pelas fases III e IV do sono. A diminuição da latência da fase REM (Rapid Eyes Moviment) do sono, de indiscutível ocorrência na depressão unipolar e no transtorno obsessivo-compulsivo, se deve ao desequilíbrio entre a serotonina e acetilcolina. Os antidepressivos recaptadores de serotonina servem para restabelecer a chamada arquitetura do sono dos pacientes depressivos, ansiosos e até dos dependentes de hipnóticos (Lehkuniec).

Como vimos, as alterações do sono dos transtornos ansiosos e do humor, normalmente insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a serotonina e um outro neurotransmissor, aacetilcolina e o tratamento com antidepressivos pode melhorar a qualidade do sono. Outro efeito muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes podem proporcionar um certo desequilíbrio na acetilcolina.

Na Atividade Sexual
serotonina apresenta um efeito inibidor sobre a liberação de hormônios sexuais (gonadotrofinas) pelo hipotálamo, e conseqüente diminuição da resposta sexual normal. A diminuição farmacológica da serotonina, seja através de medicamentos ou por competitividade aminérgica, facilita a conduta sexual. Isso quer dizer que quanto mais serotonina menos hormônio sexual, menos atividade sexual, portanto, alguns antidepressivos que aumentam a serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.

No Apetite
A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo (núcleo hipotâlamico ventro-medial). O efeito hipotâlamico ventro-medial da serotonina é altamente específico apenas para os hidratos de carbono, necessitando de outros co-fatores centrais e periféricos para agir sobre os outros alimentos, como as proteínas e lípides.

Portanto, com taxas normais de serotonina a pessoa sacia-se mais facilmente e inibe mais facilmente a ingestão de açúcares, sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. Por isso os medicamentos que aumentam a serotonina estão sendo cada vez mais utilizados nas dietas para perda de peso (sibutramina, por exemplo). A própria fluoxetina, usada para o tratamento da depressão através do aumento da serotonina, também costuma proporcionar maior controle da fome (notadamente para doces).

Assim, se por um lado a baixa de serotonina resulta em ganho de peso, o excesso de serotonina, por outro lado, pode produzir anorexia (Blundell). Apesar disso, os agonistas da serotonina com ação direta sobre os neuroreceptores da serotonina (serotoninérgicos) do tipo 5-HT1A (8-OH-DPAT) produzem aumento do apetite (hiperfagia) por estímulo de outros neuroreceptores (auto-receptores), diminuindo a liberação de serotonina. Este pode ser o mecanismo responsável pela anorexia que se observa em alguns casos de depressão ou da Anorexia Nervosa (López-Mato).

Outras Funções
Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A Serotonina é um dos principais neurotransmissores do núcleo supraquiasmático hipotalamico, regulador central de todos os ritmos endógenos circadianos. Influi assim, na regulação do eixo hipotálamo-periférico.

A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central(SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantmente as crianças. A serotonina produz um efeito duplo sobre a temperatura corporal, de acordo com o tipo de neuroreceptor estimulado.

neuroreceptor 5-HT1 reduz a temperatura corporal (hipotermia) e o neuroreceptor 5-HT2, ao contrário, eleva a temperatura (hipertermia). É durante a fase de ondas lentas do sono que se produz o pico mínimo da temperatura corporal.

Também interfere no limite da sensação de dor. A serotonina é um modulador das vias senso-perceptivas, as quais também transmitem ao cérebro a sensação de dor. A depressão diminui o limiar de recepção à dor e a administração de agonistas (imitadores biológicos) da serotonina produz analgesia em animais de laboratório.

Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica. 

Para referir:

Ballone GJ, Moura EC - Serotonina - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

FONTE : http://www.psiqweb.med.br/site/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

COMPORTAMENTO - "A BUSCA PELO STATUS PODE TE AFASTAR DELE"

(..cachorro não vira gato !)


O desejo de status social é um dos fatores mais importantes a conduzir o comportamento humano. Nosso lugar na hierarquia social pode determinar tudo, desde com quem nos casamos até quanto tempo vivemos.


No entanto, pesquisas recentes sugerem que algumas das coisas que costumamos fazer para impulsionar nosso status podem sair pela culatra: elas podem nos trazer uma sensação boa temporariamente, mas aumentam as chances de ficarmos presos a um menor status.

Um estudo recente descobriu, por exemplo, que quando as pessoas sentem que têm baixo status, elas se oferecem para pagar mais dinheiro do que seria necessário. Aarti Ivanic e seus colegas, da University of San Diego, recrutaram pessoas afro-americanas e caucasianas em um shopping. 

Eles deram para metade de seus participantes uma lista de dez características que geralmente são associadas ao estereótipo afro-americano. Os participantes, então, foram convidados a ler cada característica (por exemplo, "alta capacidade atlética") e indicar o quanto se aplicava a eles. 

O objetivo deste exercício era destacar estereótipos raciais para aqueles participantes, aumentando assim seus sentimentos de baixo status. 

Posteriormente, foi apresentada aos participantes uma descrição de fones de ouvido de alta potência e lhes foi perguntado quanto estariam dispostos a pagar por eles. Os afro-americanos que haviam sido lembrados dos estereótipos raciais se ofereceram para pagar significativamente mais dinheiro pelos fones em comparação com qualquer dos caucasianos ou afro-americanos que não participaram da primeira parte da pesquisa.

Ivanic e seus colegas conduziram um estudo similar on-line, pedindo aos participantes para avaliar um pacote de férias normais em um hotel. Eles tiveram a opção de atualizar para um "luxo" de quarto e perguntou quanto eles estariam dispostos a pagar pela atualização. 

Os participante afro-americanos que tinham lido as características raciais se ofereceram mais uma vez para pagar mais pela atualização de luxo.

Assim, em uma tentativa de reafirmar os sentimentos de status social, os afro-americanos podem ter sido levados a se comportar de uma forma que causou a eles mais injustiça. Afinal de contas, os consumidores que são conhecidos por pagar mais provavelmente serão cobrados a mais. Pesquisas anteriores descobriram que os afro-americanos são frequentemente cobrados mais do que outros grupos pelos mesmos produtos e serviços.

Os estudos de Ivanic centraram-se na questão da raça – um fator altamente presente na corrida pelo status na nossa sociedade. No entanto, todos são potencialmente vulneráveis a sentimentos de baixo status, seja devido à perda de um emprego, à problemas financeiros, ou por estar cercado de pessoas que tenham um status elevado. 

Derek Rucker e Adam Galinsky, da Northwestern University, descobriram que manipular os sentimentos de status das pessoas pode alterar o quanto estas estarão dispostas a pagar por produtos diferentes. Participantes foram convidados a escrever sobre um momento em que eles se sentiram poderosos ou impotentes. Eles foram então apresentados a diferentes produtos e questionados sobre quanto estariam dispostos a pagar por cada um. 

Pessoas que tinham acabado de escrever sobre o sentimento de impotência se ofereceram para pagar significativamente mais por produtos que indicam um alto status, como uma caneta extravagante ou um casaco de peles. Os resultados de Rucker e Galinsky sugerem que as pessoas que regularmente se sentem impotentes podem ter maior risco de entrarem em dívidas.

Além de esvaziar nossas carteiras, sentimentos de baixo status também pode nos levar a um ganho de peso. 

David Dubois e seus colegas desenvolveram vários estudos demonstrando que, quando as pessoas se sentem impotentes, maiores as chances delas optarem por um café extra grande. 

Em um estudo, os pesquisadores examinaram se esta preferência por grandes porções é impulsionado por uma necessidade de status ou um desejo de mais calorias. Depois de manipular os sentimentos de status, os participantes receberam todos a mesma quantidade de alimentos e puderam escolher seus próprios recipientes, que variavam de tamanho, dos bem pequenos aos muito grandes. 

Os participantes que tinham sido induzidos a se sentirem impotentes escolheram potes maiores. Sentimentos de baixa condição nos levam a escolher porções maiores, a fim de sinalizar maior status para os outros. No entanto, optar por tamanhos maiores pode eventualmente levar-nos a ganho de peso, diminuindo assim o nosso status.

Embora nós ainda não saibamos a extensão do que a busca pelo status pode causar para nossa saúde e bem-estar a longo prazo, essas descobertas apontam para algumas possibilidades intrigantes. A busca por status pode desempenhar um papel importante, mas em na maior parte das vezes invisível, na determinação de nossas escolhas.

Quando estamos atormentados com sentimentos dolorosos de baixo status, nosso julgamento pode se tornar confuso. Podemos focar mais na sensação do momento do que em como o nosso comportamento irá nos afetar a longo prazo.

Com o passar do tempo, uma necessidade perpétua de mais status poderia levar-nos a problemas crônicos. A ligação entre status e tamanho da porção, por exemplo, pode ajudar a explicar por que a obesidade tem aumentado mais rapidamente entre os americanos mais carentes e mais pobres.

Paradoxalmente, grupos e indivíduos que se sentem impotentes muitas vezes podem ser mais propensos a sofrer os efeitos nocivos da busca pelo status.

A boa notícia é que manipular os sinais da busca por um status elevado pode influenciar as pessoas a fazerem escolhas melhores. Por exemplo, Dubois e seus colegas publicaram um estudo em que disseram às pessoas que escolher tamanhos menores de porções é realmente um sinal de maior status.

Sob essas condições, as pessoas escolhem aperitivos pequenos para comer. A conexão entre a busca de status e as escolhas autodestrutivas não é inevitável