domingo, 25 de março de 2012

"FÍSICA QUÂNTICA - NOVAS PARTÍCULAS"


(Este pessoal do CERN vive feliz !)

Das mais impressionantes pesquisas sobre o universo, nos últimos tempos, quase todas têm participação de alguma partícula ainda não conhecida pela física, teorizada recentente. Até o Modelo Padrão da Física (teoria criada em 1973 que prevê a existência de partículas como o quark, neutrinos e antineutrinos) já está sendo revisado em vários pontos para incluir novas descobertas.
Para o estudo de questões físicas complicadas, tais como antimatéria, matéria escura e gravitação, os cientistas estão “criando” novas partículas, em um catálogo de constante atualização. Elas seriam satisfatórias para resolver vários problemas da física moderna, mas infelizmente a existência de nenhuma delas foi comprovada na prática. Conheça onze destas partículas:
11 – STRINGBALL
A teoria das cordas prevê que as partículas quânticas, como elétrons e quarks, estão dispostas no universo vibrando como cordas de energia. Esta linha de pensamento, que não vê a partícula como um agente estático sem dimensão, satisfaz o modelo padrão e responde questões como a ação da gravidade em grandes distâncias cósmicas.
Se as partículas de fato vibram como cordas, esta teoria também conceitua algumas anomalias. Uma delas, estudada pelo acelerador de partículas LHC, seria a possível existência de buracos negros em miniatura. Outra seria um momento em que duas partículas abandonam a condição de corda e se chocam uma com a outra, formando o que se chama de “Stringball” (literalmente, “esfera de cordas”), o que deve dar origem a mais dimensões além das três que conhecemos.
O que faria as cordas saírem de seu estado natural e formarem esferas é uma grande quantidade de energia. Dessa maneira, os cientistas teorizam que seria possível criar tais esferas em um dispositivo como o LHC.
10 – TETRAQUARK
Esta partícula seria basicamente o que diz o nome: um aglomerado de quatro quarks. Em um modelo mais avançado, existiria um “pentaquark”, que inclui na conta um antiquark cujo peso seria a metade de um próton. Um próton, segundo o modelo padrão, é composto por três quarks juntos, ou um quark e um antiquark (proveniente da antimatéria).
Os pesquisadores defendem, contudo, que possam existir agrupamentos maiores de quarks, que superam um próton. A tentativa que chegou mais perto de comprovar sua existência, experimentalmente, aconteceu em 2005, mas falhou.
9 – GLUEBALL
A existência dessa partícula, que ainda não possui tradução específica para o português (seria algo como uma “esfera de glúon”), também se baseia na teoria das cordas. Dentro de um próton, os quarks não são estáveis: a todo momento, são criados e eliminados. Um quark possui carga elétrica negativa, positiva, e uma terceira, hipotética, chamada de “carga de cor”.
Para que os quarks possam se manter juntos em um próton, é preciso haver uma força de atração. Esta força, conforme essa teoria, seria proporcionada porque partículas transitam entre os quarks carregados com a tal carga de cor. Tais partículas, por sua vez, seriam os glúons (cujo nome lembra a ideia de colar, de unir).
Como os glúons também têm carga própria, pesquisadores defendem que eles poderiam se unir por si próprios e compor matéria, formando um novo tipo de partícula. Estas partículas seriam as “glueballs”.
8 – INFLATÃO
Especialistas em astrofísica debatem intensamente o que teria acontecido logo após o Big Bang. Se uma única explosão foi responsável por criar o universo, como é que ele conseguiu se expandir desse jeito? As teorias mais aceitas propõem que seria necessária uma força de campo energético que espalhou os elementos pelo espaço em uma velocidade superior à da luz. A teoria quântica defende que todo campo está associado a uma partícula. Neste caso, seria o inflatão.
Seguindo a mesma teoria de expansão do universo, o inflatão teria sido responsável por expandir o universo logo após o ponto inicial, mas eventualmente estas partículas seriam dissolvidas em outros tipo de matéria e radiação, até sumir. Com isso, recriar um inflatão demandaria um acelerador de partículas um trilhão de vezes mais potente que o LHC.
7 – POMERÃO
Caso as glueballs (partículas originárias dos glúons, que mantêm os quarks unidos) realmente existam, comprová-las na prática é uma tarefa muito difícil, pois exige que se “isole” um momento de atração entre quarks. O mais próximo que se imagina disso é conseguir capturar o instante em que as glueballs são convertidas em pacotes de energia, dentro do próton (O LHC já consegue forjar uma situação semelhante). Tais pacotes seriam o que se chama de pomerão.
Já se concebe a existência do pomerão há um bom tempo, desde antes do modelo padrão de 1973. Antigamente, no entanto, ele era visto como um possível componente fixo na atração energética interna dos prótons.
Hoje, com a teoria das cordas, a abordagem mudou. O pomerão é tido como algo criado a partir de uma colisão de partículas resultante da existência de mais de três dimensões.
6 – LEPTOQUARK
O modelo padrão trabalha com a ideia de que o elétron tem partículas “opositoras”: lépton, múon e tau. Estas três já foram comprovadas na prática e estão incluídas no modelo padrão. O múon, mais pesado que o elétron, era tido como uma partícula “independente”, mas em 1994 um experimento na Alemanha conseguiu converter um elétron em múon a partir de colisões.
Seria preciso, portanto, uma partícula híbrida, um intermediário entre elétron e múon. Baseados no modelo padrão, que classifica o próton como um conjunto unificado de quarks, os cientistas traçaram um paralelo em que léptons são de alguma forma atraídos na formação de elétrons, e o leptoquark desempenharia um papel fundamental nesse sentido.
5 – WINOS
A teoria da supersimetria, que tem sido bem aceita nos meios astrofísicos nos últimos anos, enuncia que cada partícula no universo possui uma partícula equivalente para lhe fazer oposição, geralmente com peso diferente, afim de proporcionar equilíbrio. De acordo com as teorias de interações entre partículas, existe o Bóson W (abreviatura de Weak, fraco em inglês), que trabalha com os conceitos de força forte e força fraca.
O equivalente pesado às partículas Bóson W seriam os Winos, responsáveis por proporcionar força de atração nuclear nestas situações. O LHC tem feito estudos tomando como base a teoria da supersimetria, e os Winos entram nestas suposições.
4 – ÂNIONS
Elétrons e quarks são partículas subatômicas agrupadas em uma classe chamada de férmions, que seriam opositores dos bósons. Nas interações dimensionais entre estas duas, existiria um terceiro tipo de partícula, o ânion. Na teoria mais aceita, o ânion sempre carrega parte da energia de uma partícula subatômica durante uma interação com outra partícula, e isso seria a chave para entender algumas relações entre elas.
3 – GALILEONS
Einstein enunciou que a força gravitacional funciona sob o mesmo padrão em todos os pontos do universo. Dentro do sistema solar, que é até onde a ciência já pôde testar esta tese, o apontamento do físico alemão se mostrou correto. Mas, se isso é verdade, como existem as supernovas, explosões estelares que surgem justamente a partir de uma perturbação gravitacional?
A solução hipotética para este problema seriam as partículas chamadas de Galileons. De maneira geral, tratam-se partículas subatômicas originadas da formação de vácuos quânticos, que seriam responsáveis por enfraquecer a gravidade em determinados pontos do universo. O efeito destas partículas só seria sentido em regiões de baixa densidade no universo, o que não é o caso do sistema solar.
2 – PARTÍCULAS MAJORANA
Uma partícula é geralmente idêntica à sua antipartícula, exceto por uma diferença: elas possuem cargas elétricas opostas. Em um estudo mais avançado nesse campo, o cientista italiano Ettore Majorana concebeu uma ideia aparentemente absurda: uma partícula cuja carga é zero, assim como a sua opositora, que na verdade é ela mesma. Logo, uma única partícula seria também sua antipartícula.
A concepção desta ideia ganhou força após a expansão da teoria da supersimetria, em que se defende a existência de um equivalente para cada partícula do universo. O conceito de antimatéria, por exemplo, é satisfeito com essa explicação. Dessa forma, poderiam haver vários tipos de partículas Majorana, todas tendo carga neutra e sendo a antimatéria de si mesmas.
1 – WIMPZILLA
Mais de 80% da matéria existente no universo, segundo estimativas, é invisível aos nossos telescópios. Trata-se da matéria escura, objeto de estudo dos cientistas há décadas. A composição básica da matéria escura seriam as chamadas “Partículas Massivas de Interação Fraca” (WIMP, na sigla em inglês). Estas partículas, que pesariam de 10 a 100 vezes mais do que um próton, teriam surgido após o Big Bang e se espalhado paulatinamente pelo universo.
Existe, no entanto, a questão da expansão do universo a partir do início dos tempos. Durante a interação entre matéria e vácuo nesse período, algumas partículas podem ter se desprendido do fluxo da expansão em “pedaços” maiores. Seriam partículas WIMP gigantescas, bilhões de vezes mais pesadas que as originais. O nome, dado por um dos físicos que teorizou as WIMPs, faz mesmo alusão ao gigantesco monstro Godzilla. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

ALERTA - "FUJA DE REFRIGERANTES"


(NOSSA !)

Mesmo que você não saiba por que, com certeza sabe que refrigerante não faz bem. Desprovido de qualquer valor nutricional, essa água açucarada engorda, leva à obesidade e diabetes, além de outros vários males que não recebem muita atenção nas discussões de saúde, mas que listamos aqui na esperança de lhe recrutar para o lado do suco natural, chá e outras bebidas mais saudáveis. Confira:
1 – ENVELHECIMENTO ACELERADO
Normal, diet, light ou zero, todos os refrigerantes de cola contêm fosfato, ou ácido fosfórico, um ácido que dá ao refri seu sabor típico e aumenta seu tempo de prateleira. Embora ele exista em muitos alimentos integrais, tais como carne, leite e nozes, ácido fosfórico em excesso pode levar a problemas cardíacos e renais, perda muscular e osteoporose, e um estudo sugere que poderia até provocar envelhecimento acelerado.
O estudo, publicado em 2010, descobriu que os níveis de fosfato encontrados em refrigerantes fizeram com que ratos de laboratório morressem cinco semanas mais cedo do que os ratos cujas dietas tinham níveis normais de fosfato. Pior ainda é a tendência preocupante dos fabricantes de refrigerantes de aumentar os níveis de ácido fosfórico em seus produtos ao longo das últimas décadas.
2 – PODE CAUSAR CÂNCER
Em 2011, a instituição sem fins lucrativos Centro de Ciência para o Interesse Público solicitou à Administração de Alimentos e Drogas americana para proibir o corante artificial caramelo usado para fazer Coca-Cola, Pepsi e outros refrigerantes marrons. O motivo: dois contaminantes na coloração, 2-metilimidazole e 4-metilimidazol, que já causaram câncer em animais. De acordo com uma lista proposta na Califórnia de 65 de produtos químicos conhecidos por causar câncer, apenas 16 microgramas por pessoa por dia de 4-metilimidazol é o suficiente para representar uma ameaça de câncer. Qualquer refrigerante (normal, diet, zero) contêm 200 microgramas por 570 ml.
3 – DENTES PODRES E PROBLEMAS NEUROLÓGICOS
Nos EUA, dentistas até deram o nome de um refrigerante (boca “Mountain Dew”) para uma condição que eles veem em um monte de crianças que o bebem demais. Elas acabam com a boca cheia de cáries causadas por níveis de açúcar em excesso.
Além disso, um ingrediente chamado óleo vegetal bromado, ou BVO, adicionado para evitar que o aroma separe-se da bebida, é um produto químico industrial usado como retardador de chamas em plásticos. Também encontrado em outros refrigerantes e bebidas esportivas baseados em citros, o produto químico tem sido conhecido por causar distúrbios de memória e perda nervosa quando consumido em grandes quantidades. Os pesquisadores também suspeitam que o produto químico se acumula na gordura do corpo, podendo causar problemas de comportamento, infertilidade e lesões nos músculos do coração ao longo do tempo.
4 – LATAS TÓXICAS
Não é apenas o refrigerante que causa problemas. Quase todas as latas de alumínio de refrigerante são revestidas com uma resina chamada bisfenol A (BPA), usada para impedir os ácidos do refrigerante de reagir com o metal. BPA é conhecida por interferir com os hormônios e tem sido associada a tudo, de infertilidade a obesidade a algumas formas de câncer. E, enquanto a Pepsi e a Coca-Cola estão atualmente envolvidas em uma batalha para ver qual empresa pode ser a primeira a desenvolver uma garrafa de plástico 100% baseada em plantas que elas estão divulgando como “sem BPA”, nenhuma a empresa está disposta a retirar a substância das latas de alumínio.
5 – POLUIÇÃO DA ÁGUA
Os adoçantes artificiais utilizados em refrigerantes diet não quebram em nossos corpos, e nem o tratamento de águas residuais consegue separá-los los antes que entrem nos cursos de água. Em 2009, cientistas suíços testaram amostras de água tratada, rios e lagos na Suíça e detectaram níveis de acessulfame K, sucralose e sacarina em todos, substâncias usadas em refrigerantes diet. Um teste recente em abastecimentos de água municipal nos EUA também revelou a presença de sucralose em todos os 19 estudados. Não está claro ainda o que esses níveis encontrados podem fazer com as pessoas, mas pesquisas anteriores concluíram que a sucralose em rios e lagos interfere com os hábitos de alimentação de alguns organismos.
[MSN]

COMPORTAMENTO - "SEUS PRECONCEITOS TE JOGAM PARA TRAZ....CADA VEZ MAIS !


Pesquisadores suíços queriam saber se os preconceitos poderiam ser racionais sob determinadas condições.
Usando teoria dos jogos, eles criaram vários cenários e os jogaram 15 milhões de vezes.
E, finalmente, chegaram a uma conclusão.
As pessoas preconceituosas ficam rapidamente em desvantagem, já que elas não aprendem nada de novo e perdem muitas oportunidades.
Irracionais e antiéticos
Os preconceitos são geralmente tidos como irracionais porque não são suficientemente fundamentados na experiência, e antiéticos porque levam a julgamentos errados e à discriminação.
Apesar disso, dizem os cientistas, isso não muda o fato de que todos nós somos muito rápidos em querer julgar os outros.
A questão que Dirk Helbing e Thomas Chadefaux, do ETH Zurique, queriam estudar era se o preconceito poderia ser considerado um método de tomada de decisão que teria se desenvolvido no curso da evolução para avaliar perigos.
"Estratégias de preconceito"
Usando várias situações para o julgamento de pessoas entre "amigáveis" e "não-amigáveis", o que exigia estratégias de tomada de decisão com base nessa visão dos outros, logo ficou claro que as "estratégias de preconceito" têm vida curta.
As estratégias preconceituosas deram resultados positivos, em termos de ganhos para os jogadores que as usavam, por um curto período, apenas quando a situação era simples e o número de jogadores pequeno.
"Falando metaforicamente, o preconceito vai funcionar se a pessoa estiver em uma ilha deserta com apenas cinco outras pessoas," afirmam os pesquisadores.
Entretanto, como eles não aprendiam com seus erros, não podendo portanto ajustar seu comportamento para cada nova situação, os jogadores preconceituosos perderam terreno rapidamente.
Evolução sem preconceito
"Os preconceitos são - especialmente porque são formados rápida e facilmente - frequentemente convenientes em uma situação do dia a dia, mas falham quando a situação se torna mais complicada," diz o Dr. Helbing.
Os cientistas também avaliaram situações nas quais os jogadores julgavam os outros apenas por uma característica pessoal.
"Embora seja eficiente reagir a uma única característica no início, você não deve parar de aprender coisas novas em um mundo complexo. Caso contrário, você perde muitas oportunidades," concluiu o pesquisador.
Ou seja, nos termos da evolução que os cientistas estavam focando, parece que o preconceito não é fruto da evolução, e deve mesmo desaparecer com ela.

(www.diariodasaude.com.br)

quarta-feira, 14 de março de 2012

"SAÚDE - CONSUMO DE CARNE VERMELHA AUMENTA RISCO DE MORTE"


(Carne vermelha e sua estreita relação com o câncer)

O consumo de carne vermelha tem sido associado ao aumento do risco para desenvolver doenças crônicas. No entanto, sua relação com a mortalidade permanecia incerta. Estudo publicado pelo Archives of Internal Medicine mostrou que o consumo de carne vermelha pode aumentar o risco de morte, enquanto que a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia diminui o risco de mortalidade em cerca de 7% a 19%.

Um estudo prospectivo longitudinal contou com a participação de 37.698 homens doHealth Professionals Follow-up Study (1986-2008) e 83.644 mulheres do Nurses' Health Study (1980-2008) sem doença cardiovascular (DCV) ou câncer no início da pesquisa.
 A dieta foi avaliada através de questionários alimentares validados e atualizados a cada quatro anos.
Os resultados documentaram 23.926 mortes (incluindo 5.910 por DCV e 9.464 mortes por câncer) durante o seguimento. Após ajuste multivariado para estilo de vida e fatores de risco alimentares, observou-se que o consumo de carne vermelha processada ou não processada aumenta o risco de mortalidade geral, por doenças cardiovasculares e por câncer. 
Estima-se que a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia por outros alimentos (incluindo peixes, aves, nozes, legumes, laticínios com baixo teor de gordura ou grãos integrais) diminui o risco de mortalidade em cerca de 7% a 19%. Outra estimativa é que 9,3% das mortes nos homens e 7,6% das mortes em mulheres podem ser evitadas se todos os indivíduos consumirem menos de meia porção de carne vermelha ao dia (cerca de 42 g/dia).
Concluiu-se que o consumo de carne vermelha está associado a um risco aumentado de mortalidade para DCV, câncer e mortalidade geral. A substituição da carne vermelha por outras fontes de proteína relaciona-se a um menor risco de morte.

segunda-feira, 12 de março de 2012

"CIÊNCIA - ÁTOMO DE ANTIMATÉRIA MEDIDO PELA PRIMEIRA VEZ"



Cientistas fizeram a primeira medição de um átomo de antimatéria. Apesar de não ser muito precisa, essa medição representa o primeiro passo para estudar esse tipo de átomo em detalhes, o que é necessário para entender porque o universo é feito de opostos, matéria e antimatéria.
Pensa-se que todas as partículas de matéria têm parceiras de antimatéria, com a mesma massa, mas carga oposta. Quando os pares se encontram, eles se aniquilam e viram energia pura.
Os cientistas pensam que o universo era composto por partes iguais de matéria e antimatéria quando ocorreu o Big Bang, há aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Mas conforme o tempo passou, a maior parte dessas partículas se aniquilou, deixando para trás uma base de matéria que virou as estrelas e as galáxias de hoje. Mas porque a matéria venceu esse duelo cósmico ainda é um mistério.
Armadilha da antimatéria
Em um estudo anterior, físicos do laboratório CERN conseguiram prender átomos de anti-hidrogênio por vários minutos, usando campos magnéticos para mantê-los suspensos.
Um átomo de anti-hidrogênio é análogo ao hidrogênio, o mais simples entre os elementos. Assim como o hidrogênio é composto de um próton e um elétron, o anti é composto de um antipróton e um pósitron (o parceiro de antimatéria do elétron).
Na nova pesquisa, os físicos descobriram que podiam aplicar raios de luzes microondas em uma frequência específica nos átomos de anti-hidrogênio, modificando seu spin (seu giro). Isso faz com que a orientação magnética da partícula mude, e sua “prisão magnética” dela deixa de existir.
Ou seja, o anti-átomo fica livre para voar e acertar as paredes da armadilha, que é feita de matéria. Quando ele colide com um átomo, é aniquilado, criando um evento que os cientistas conseguem detectar.
“Nós fizemos uma medição”, comenta Jeffrey Hangst, cientista do experimento. “Em matéria de precisão, não é tão perfeita, mas é única já feita com a antimatéria”.
O experimento prova que é possível mudar as propriedades internas do anti-átomo ao aplicar luz nele. Esse é o primeiro passo para aplicar um método de medição chamado espectroscopia, que envolve canalizar a luz em uma frequência muito específica para que ela excite os pósitrons do anti-átomo até um nível maior de energia.
Após essa passagem, o pósitron vai voltar à sua posição e emitir a energia extra, permitindo aos cientistas fazer a medição.
Espectro da antimatéria
A teoria mais aceita sobre as partículas é o Modelo Padrão. “Nós sabemos que algo está faltando. Nós sabemos que não entendemos tudo sobre a antimatéria porque não podemos explicar o que aconteceu com ela depois do Big Bang”, explica Hangst.
A melhor hipótese dos cientistas é de que as duas partículas se comportam de maneira diferente, por exemplo, decaindo em níveis diferentes. A medição pode ajudar nisso.
 [MSN]

sexta-feira, 9 de março de 2012

"SAÚDE - COCA E PEPSI MUDAM FÓRMULA PARA EVITAR ALERTA DE CÃNCER NOS EUA"


A Coca-Cola e a Pepsi decidiram mudar a fórmula, nos EUA, de corante caramelo que compõe os refrigerantes para não ter de colocar um alerta de risco de câncer em suas latas.

A notificação passou a ser obrigatória depois que a Califórnia incorporou um componente químico presente no corante caramelo na lista de substâncias cancerígenas.

A decisão foi motivada por pressão da entidade de consumidor Centro de Ciência para Interesse Público, que apresentou um estudo com indicações da conexão da substância com o desenvolvimento do câncer.

A associação das indústrias de bebidas dos EUA contesta o conteúdo do estudo. Segundo o grupo, a substância 4-metilimizadol, alvo do questionamento, já foi autorizada por reguladores nos EUA e em outras partes do mundo.
Mark Lennihan - 05.jul.05/Associated Press
Latas de Pepsi e Coca em freezer nos EUA, onde a fórmula foi alterada para evitar um aviso de câncer obrigatório
Latas de Pepsi e Coca em freezer nos EUA, onde a fórmula foi alterada para evitar um aviso de câncer obrigatório

Apesar disso, a entidade confirmou que as empresas trabalham para mudar a fórmula para atender as requisições do Estado da Califórnia.
"Consumidores não vão notar a diferença nos produtos e não tem razão alguma para preocupações em relação à saúde", afirmou a associação em nota.

O FDA (órgão norte-americano que regula remédios e alimentos) analisa um pedido da entidade de consumidores sobre o assunto. Um porta-voz da agência informou que um consumidor teria de beber mais do que 1.000 latas de refrigerante por dia para alcançar os níveis apresentados no estudo que mostrou uma relação com câncer em roedores.

"Embora acreditemos que não há risco para saúde pública que justifique mudanças, pedimos aos fornecedores do caramelo que deem esse passo para que nossos produtos não estejam sujeitos à exigência de um aviso sem fundamento científico", afirmou a representante da Coca-Cola, Diana Garza Ciarlante.

(FONTE UOL)

quarta-feira, 7 de março de 2012

ALERTA - "ANSIOLÍTICOS E OS RISCOS DE AVCs E CÂNCER MULTIPLICADOS"



PARIS – Os medicamentos comumente prescritos para dormir estão associados com um risco de morte quatro vezes maior, comparando com pessoas que não tomam. Eles também estão associados, para os maiores consumidores desses medicamentos, com um risco de câncer significativamente mais elevado (35%).
Os medicamentos em questão incluem a família dos benzodiazepínicos, como o diazepam, os não benzodiazepínicos, como o zolpidem, os barbitúricos e sedativos anti-histamínicos, revela um estudo publicado dia 27 de fevereiro pela revista médica “BMJ OPEN”.
O estudo da equipe da Califórnia liderada pelo Dr. Kripke foi realizado com 10.529 adultos, com idade entre 54 anos, em média, que faziam uso de ansiolíticos (medicamentos para dormir) entre janeiro de 2002 e janeiro de 2007. Eles foram comparados a um grupo de 23.676 pessoas que não faziam uso de medicação para dormir. O período de acompanhamento do estudo foi em média de 2,5 anos.
Nenhuma ligação de causa e efeito

Os pacientes que tomaram zolpidem, diazepam, e outros ansiolíticos apresentaram um risco de mortalidade  de quatro vezes maior (4,6) do que aqueles que não faziam uso de nenhum desses medicamentos. Mesmo entre os pequenos consumidores (18 comprimidos por ano ou menos), o risco de morte é três vezes maior.
Os autores reconhecem que a associação entre esses medicamentos e o risco de morte não implica necessariamente em uma ligação de causa e efeito, ainda que seu trabalho reforcem outros estudos.
Alarme

No entanto, eles dão o alarme visto o consumo desses medicamentos. “Estimamos que aproximadamente 6-10% dos adultos americanos tomaram esses medicamentos em 2010 e estas proporções podem ser ainda mais elevadas em algumas partes da Europa”, escrevem eles.
De acordo com uma estimativa, os ansiolíticos em 2010 podem estar associados a 320.000 a 507.000 mortes somente nos Estados Unidos. E mesmo se fosse apenas 10.000 mortes todos os anos, ainda seria muito, observa os autores.
Segundo o estudo, houve 265 mortes entre 4336 pacientes que fizeram uso de zolpidem, um medicamento muito prescrito, contra 295 entre os mais de 23.000 pessoas que não haviam tomado soníferos/ sedativos para dormir.
Estudos anteriores estabeleceram uma relação entre os ansiolíticos e os acidentes de carros, quedas, problemas de regurgitação do esôfago e de úlceras.

(Criasaude.com.br : 6 de março de 2012)

terça-feira, 6 de março de 2012

PROJETO - "OS RESTAURANTES VEGETARIANOS DA USP"



A maior universidade do país, a USP (Universidade de São Paulo), está lançando o projeto Segunda Sem Carne, promovida na Faculdade de Saúde Pública.
O projeto consiste no oferecimento de um cardápio sem carne no restaurante universitário da faculdade, em uma segunda-feira de cada mês.
O restaurante oferecerá aos usuários preparações diferentes com legumes, verduras e soja, que sejam de boa aceitação e baixo impacto ambiental - a produção de carnes é considerada de elevado impacto ambiental.
O projeto foi organizado a partir de dados de uma pesquisa realizada na USP sobre o consumo de carne no município de São Paulo, que se mostrou excessivo em relação às recomendações nacionais e internacionais.
Seu objetivo é colocar na pauta de discussão o consumo excessivo de carne e suas implicações na saúde humana e no planeta.
Consumo excessivo de carne
As carnes são boas fontes nutricionais para o homem, contendo proteínas de alto valor biológico, além de minerais e vitaminas.
No entanto, o consumo em excesso, principalmente de carnes vermelhas e processadas, tem sido associado a doenças crônicas.
O consumo de carne pelo brasileiro ultrapassa as recomendações do Guia Alimentar para População Brasileira. Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares em 2008, consumimos cerca de 152 gramas de carne por dia. Dados do município de São Paulo (Inquérito de Saúde de São Paulo) também mostram consumo de 150 g/dia.
Conscientização sobre consumo de carne
Segundo a USP, o objetivo do projeto "Segunda Sem Carne" é levantar a discussão sobre esse consumo excessivo de carne.
Com a simples ação de não consumir carne uma vez por mês, os pesquisadores esperam:
  • conscientizar a comunidade universitária de que o consumo excessivo de carne vem sendo associado a doenças crônicas, como câncer e doenças cardiovasculares;
  • colaborar para redução do consumo de carne, dentro e fora dos muros da Universidade;
  • promover ações que visem diminuir o impacto ambiental gerado na produção de alimentos.

www.diariaodasaude.com.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

"PESQUISA - NOVA ASPIRINA É 100 MIL VEZES MAIS POTENTE CONTRA O CÃNCER"


Duas novas formas de aspirina combinadas, resultaram em uma substância híbrida que parece mais eficaz do que qualquer um dos seus antepassados no controle do crescimento de várias formas de câncer em testes de laboratório, avança o portal I Saúde.

A novidade, chamada NOSH-aspirina, por liberar óxido nítrico (NO) e sulfeto de hidrogénio (H2S), foi publicada esta semana na revista científica ACS Medicinal Chemistry Letters.

Os responsáveis pelo estudo, Khosrow Kashfi, Ravinder Kodela e Mitali Chattopadhyay, afirmam que NO e H2S são substâncias de sinalização produzidas no organismo que relaxam os vasos sanguíneos, reduzem a inflamação, além de variedade de outros efeitos.

Os cientistas desenvolveram a aspirina que libera NO em um esforço para reduzir os possíveis efeitos de sangramento no trato gastrointestinal. Outra aspirina designer que libera H2S foi desenvolvida e ela também tem propriedades anti-inflamatórias e parece segura para o estômago.

Como NO e H2S são gases com relevância fisiológica, e o grupo de Kashfi havia demonstrado efeitos benéficos tanto das NO- aspirinas quanto das H2S-aspirinas, o objetivo foi criar um novo medicamento que incorporasse os componentes.

Eles encontraram indicações de que o novo híbrido inibe o crescimento de células de cancro da mama, do cólon, do pâncreas, do pulmão, da próstata e de leucemia em testes de laboratório. 

Algumas das Nosh-aspirinas testadas eram mais de 100 mil vezes mais potentes contra o crescimento de células cancerosas do que a aspirina comum.

(www.pop.eu.com.br)

domingo, 4 de março de 2012

"ALERTA - USOS INCORRETOS DA CAMISINHA"



Um artigo recente reviu 50 estudos sobre usos errados de camisinha. Proteja-se! Confira os erros comuns que prevaleceram:
  1. Aplicação tardia: entre 17 e 51,1% das pessoas afirmaram colocar a camisinha depois do começo do sexo. Outros estudos descobriram que isso acontece com 1,5 até 24,8% dos encontros sexuais.
  2. Remover antes: entre 13,6 e 44,7% dos indivíduos entrevistados tiraram a camisinha antes do sexo terminar. Outros estudos descobriram que isso acontece entre 1,4 a 26,8% dos casos.
  3. Desenrolar a camisinha antes de colocá-la: entre 2,1 e 25,3% das pessoas disseram desenrolar a camisinha antes de usá-la.
  4. Falta de espaço na ponta: não deixar o espaço necessário na ponta aconteceu em 24,3 a 45,7% das pessoas, dependendo do estudo.
  5. Não remover o ar: cerca de metade (48,1%) das mulheres e 41,6% dos homens comentaram casos em que o ar não foi retirado da ponta da camisinha.
  6. Camisinhas ao contrário: entre 4 e 30,4% das pessoas comentaram utilizar uma camisinha novamente, enrolando ela para o lado contrário.
  7. Não desenrolar completamente: 11,2% das mulheres e 8,8% dos homens começaram o sexo sem desenrolar completamente a camisinha.
  8. Exposição a objetos pontiagudos: entre 2,1 e 11,2% das pessoas usaram objetos afiados para abrir o pacote da camisinha.
  9. Não checar a camisinha: 82,7% das mulheres e 74,5% dos homens não checaram a camisinha antes de usá-la.
  10. Falta de lubrificação: entre 16 e 25,8% dos participantes usaram camisinha sem lubrificação.
  11. Lubrificantes errados: em cerca de 4,1% dos sexos, as pessoas usaram lubrificantes derivados do petróleo no látex, o que pode degradar a camisinha. Cerca de 3,2% das mulheres e 4,7% dos homens comentaram isso.
  12. Retirar incorretamente: retirar de maneira errada após a ejaculação foi comentado por 57% das pessoas, em um estudo. Cerca de 31% dos homens e 27% das mulheres comentaram isso.
  13. Usar a camisinha novamente: entre 1,4 e 3,3% dos participantes reutilizaram a camisinha pelo menos mais uma vez após o sexo.
  14. Guardar incorretamente: entre 3,3 e 19,1% dos participantes guardaram as camisinhas em condições fora da recomendação do pacote.
Enquanto o uso adequado da camisinha tem um percentual de segurança de 98% para evitar a gravidez, erros podem aumentar o risco dela estourar, vazar ou outros problemas. Aqui estão os números desses problemas:
  • Rasgar: em vários estudos, entre 0,8 e 40,7% dos participantes comentaram ter experimentado essas situação. Em alguns estudos, os níveis de sexo com uma camisinha estourada chegaram a 32,8%.
  • Escorregar: entre 13,1 e 19,3% dos participantes afirmaram que a camisinha havia escorregado.
  • Vazar: camisinhas vazaram em cerca de 0,4 a 6,5% dos encontros sexuais estudados, com 7,6% dos homens e 12,5% das mulheres comentando ter experimentado esse tipo de situação. 
  • [LiveScience]

sexta-feira, 2 de março de 2012

"COMPORTAMENTO - RICOS, TRAPACEIROS E ANTIÉTICOS"


(Mateus 19-24)

Ganância e auto interesse
Uma série de sete ( 7 ) estudos realizados por psicólogos das universidades da Califórnia (EUA), e Toronto (Canadá) revelam algo que muitos já suspeitavam, mas que outros tantos podem não gostar muito de ouvir.
Indivíduos com posições socialmente mais elevadas são mais propensos a se envolver em uma grande variedade de comportamentos antiéticos do que os indivíduos de níveis sociais relativamente mais baixos.
"Nossos estudos sugerem que as atitudes mais positivas em direção à ganância e à busca do autointeresse entre os indivíduos de classes mais altas, em parte, impulsionam suas tendências para o aumento do comportamento antiético," disse o pesquisador-chefe Paul Piff.
Egoísmo
A pesquisa revelou que, em relação à classe mais baixa, indivíduos da classe alta são mais propensos a:
  • desobedecer a lei enquanto dirigem;
  • apresentar tendências de tomadas de decisões antiéticas;
  • pegar para si bens que são valiosos para os outros;
  • mentir em uma negociação;
  • trapacear para aumentar suas chances de ganhar um prêmio;
  • e mais propensos a endossar o comportamento antiético no trabalho.
"O privilégio relativo e a segurança desfrutada por indivíduos de classes superiores dá origem à independência dos outros, levando a uma priorização de si mesmo e do próprio bem-estar em detrimento do bem-estar dos outros - o que chamamos de 'ganância'", explicou Piff.
"Isto provavelmente leva a pessoa a ser mais inclinada a quebrar as regras em seu favor, ou a se perceber como, em certo sentido, estando 'acima da lei'," diz o pesquisador, acrescentando que, por decorrência, estas pessoas tornam-se mais propensas a cometer o comportamento antiético.
Motoristas acima da lei
Piff e colegas realizaram sete pesquisas, estudos experimentais e estudos naturalísticos para determinar qual classe social seria mais propensa a se comportar de maneiras não éticas.
Em dois estudos de campo naturalísticos, que examinaram o comportamento antiético na estrada e nas ruas, os pesquisadores ficaram surpresos com as diferenças entre os indivíduos das classes superior e inferior.
Eles descobriram que "motoristas de primeira classe" - aqueles que dirigiam carros maiores e mais caros - foram significativamente mais propensos a buscar seus próprios interesses e violar a lei durante a condução do que os motoristas de "classe mais baixa" - aqueles com carros populares.
Piff e sua equipe descobriram que os motoristas de automóveis grandes e caros têm uma propensão quatro vezes maior de passar na frente de outros veículos, sem aguardar sua vez em um cruzamento movimentado, com sinais de parada em todos os lados.
Além disso, eles descobriram que os motoristas de classe alta são significativamente mais propensas a cruzar uma faixa de pedestres sem dar passagem a um pedestre que está esperando.
Trapaças
Em outro estudo de laboratório, mais diretamente relacionado à ganância, os pesquisadores descobriram que os indivíduos classe alta são mais propensos a trapacear em um jogo para melhorar suas chances de ganhar um prêmio em dinheiro.
Os pesquisadores disseram aos participantes que, quanto mais um dado rolasse, maiores seriam suas chances de ganhar um prêmio em dinheiro. Eles próprios deveriam relatar sua pontuação total no final do jogo.
Na verdade, as jogadas dos dados eram pré-determinadas e sempre limitadas a 12.
Os indivíduos das classes mais altas foram muito mais propensos a afirmar que seus dados haviam rolado mais do que 12 vezes, quando isto nunca ocorreu.
Comportamento antiético
A ganância "é um determinante robusto do comportamento antiético," escrevem os pesquisadores.
"Platão e Aristóteles consideravam que a ganância estava na raiz da imoralidade pessoal, argumentando que a ganância leva a desejos de ganho material à custa dos padrões éticos."
Os pesquisadores concluem que, em parte devido às suas crenças mais favoráveis acerca da ganância e da ambição, indivíduos das classes mais altas estão mais dispostos a trapacear e enganar os outros se isso significar maior ganho pessoal.
O trabalho acaba de ser publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences e foi financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

www.diariodasaude.com.br