quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PESQUISA - "SHERYL CROW ACREDITA QUE USO DE CELULAR É A CAUSA DE SEU TUMOR CEREBRAL..E EU TAMBÉM !"


Sheryl Crow acredita que uso constante do aparelho celular é a causa do seu tumor cerebral. Durante uma entrevista ao programa de jornalista Katie Couric, a cantora de 50 anos falou sobre seu problema de saúde.

"A localização do tumor está no local em que eu sempre colocava meu celular", disse Crow, que em junho foi diagnosticada com um tumor benigno no cérebro.

 "Eu passei muitas horas da minha vida falando ao celular. Ainda mais quando meu primeiro disco saiu, em 2003, e eu ficava muito tempo com aqueles aparelhos arcaicos."

"Não tenho nenhum embasamento científico, mas acho que uma coisa pode ter relação com a outra." A cantora também falou sobre os sintomas do tumor. "Achei que fosse Alzheimer ou alguma dessas doenças que afetam a memória.

 Esqueci a letra de uma música durante um show, isso foi a cereja do bolo. Então fiz muitos exames e descobri esse caroço na minha cabeça", disse. 

Disposição genética e abuso do uso podem sim transformar o aparelho celular em um inimigo em potencial.

A utilização dos telefones celulares cresceu exponencialmente ao longo dos últimos 10 anos, muito mais rapidamente do que aconteceu com a televisão e o com rádio na época do surgimento dessas tecnologias.

Pesquisadores do projeto Interphone, o maior estudo epidemiológico já realizado sobre a relação entre o câncer e os telefones celulares, estão divulgando seus primeiros resultados.

Embora a interpretação deste estudo ainda não permita tirar conclusões definitivas, ele sugere que o uso de telefones celulares pode causar a ocorrência de certos tumores cerebrais.

Os resultados iniciais do estudo, iniciado em 1999 pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) em 13 países industrializados, sugerem que as pessoas que usaram telefones celulares regularmente por 10 anos apresentam um maior risco de desenvolver determinados tumores.

O estudo analisou quatro tipos de tumores que afetam o cérebro ou as partes da cabeça ao redor das orelhas. Cada participante recebeu um questionário detalhado sobre o uso do telefone celular, seu perfil demográfico, se usa ou não outros sistemas de comunicação, se fuma e tudo sobre seu histórico médico pessoal e familiar.

No total, 2.765 pessoas com gliomas, 2.425 com meningiomas, 1.121 com neuroma acústico e 400 com câncer da glândula parótida foram entrevistadas utilizando um protocolo comum, juntamente com um grupo controle de 7.658 pessoas.

Uma interpretação prudente ...

Com relação aos gliomas, o câncer do cérebro com maior risco de mortalidade, o estudo Interphone afirma que "os dados dos países escandinavos e do Reino Unido identificaram um maior risco de desenvolver este tipo de tumor no lado da cabeça normalmente usado para telefonar."

Os resultados sugerem que a probabilidade de os usuários desenvolverem um glioma após 10 anos de uso contínuo do telefone celular é até 60% mais elevado nos países escandinavos, quase 100% maior na França e perto de 120% na Alemanha.

Para os meningiomas e neuromas acústicos, os resultados não são tão claros, embora perceba-se uma tendência semelhante. Para os tumores da glândula parótida, por outro lado, nenhum aumento no risco foi observado.

Mas futuras investigações, com períodos de latência maiores, serão necessárias para confirmar estes resultados.

Elisabeth Cardis, do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental (CREAL) em Barcelona, na Espanha, coordenadora do Interphone, no entanto, minimiza a natureza alarmante destes primeiros resultados:

"Eles de fato indicam um possível aumento do risco entre os usuários a longo prazo, mas essa observação talvez seja artificial, devido a duas influências principais que podem invalidar as conclusões. Por um lado, os relatórios podem estar subestimados devido ao viés da seleção [dos voluntários], ou seja, quase 55% de taxa de não-resposta entre os usuários saudáveis. Por outro lado, pessoas com câncer pode ter superestimado seu próprio uso de telefones celulares. Isso é o que é conhecido como viés de memorização," diz ela.

Usuário regular

Um grande número de organizações que fazem campanhas para a adoção de normas mais rigorosas sobre o uso de telefones celulares acredita que a definição de "usuário regular" - utilizado no estudo Interphone para representar alguém usando um telefone celular pelo menos uma vez por semana por pelo menos seis meses - é muito amplo, podendo distorcer os resultados.

"Este é, contudo, um conceito muito claro adotado em todos os estudos", diz Elizabeth Cardis. "Quando as pessoas se encontram nesse perfil, um questionário detalhado é enviado para documentar suas histórias completas do uso do telefone celular. Nós fizemos análises pelo número de anos de utilização, número total de chamadas, o número de horas etc."

Interferências com o sistema imunológico

Os resultados finais do Interphone deverão ser publicados nos próximos meses. Até lá, os governos não podem (ou não querem) utilizar o estudo como uma base para a introdução ou a modificação de suas legislações.

Entretanto, outros estudos apontam na mesma direção, como uma tese de doutoramento defendida na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, em junho de 2008, perante um júri internacional de especialistas.

Dirk Adang, orientado por André Vander Vorst, mediu o impacto das ondas eletromagnéticas em quatro grupos de ratos. Roedores de três destes grupos foram submetidos ao longo de um período de 18 meses, o equivalente a 70% de suas vidas, a diferentes níveis de exposição eletromagnética, sempre em conformidade com as normas internacionais vigentes. O grupo controle não foi exposto.

Efeitos da radiação sobre o sistema imunológico

O estudo chegou a duas conclusões principais.

A primeira diz respeito ao efeito da exposição à radiação eletromagnética sobre os sistemas imunológicos dos ratos. Em análises de amostras de sangue, realizadas a cada três meses, Dirk Adang identificou, nos ratos dos três grupos que sofreram a exposição, um aumento dos monócitos, células brancas do sangue envolvidas na eliminação de corpos estranhos do organismo.

Esta descoberta sugere que o organismo responde à exposição a doses baixas de radiação eletromagnética como se fosse uma agressão externa.

A segunda e mais preocupante conclusão diz respeito à taxa de mortalidade: 60% dos ratos dos três grupos expostos morreram dentro dos três meses do experimento, contra 29% no grupo controle.

Princípio da precaução contra os celulares

Novamente, com relação ao experimento realizado com ratos, esses resultados não permitem conclusões definitivas. Um relatório da Comissão Europeia, publicado em 2009 pelo Comitê Científico de Riscos Emergentes e Recentemente Identificados, indica que não há nenhuma evidência de qualquer impacto das ondas eletromagnéticas sobre a saúde humana, mas recomenda que mais pesquisas sejam realizadas sobre o assunto.

Embora as condições nas quais os telefones celulares são prejudiciais para a saúde pública não estejam claramente estabelecidas, pode-se razoavelmente duvidar de que os úteis aparelhinhos sejam totalmente inocentes.

O que dizer então das cercanias das antenas de retransmissão? E do efeito combinado com as ondas Wi-Fi? O impacto desses parâmetros sobre a saúde ainda é desconhecido.

Mais estudos científicos independentes serão provavelmente necessários para esclarecer todas essas dúvidas. Enquanto isso, cientistas estão defendendo o princípio da precaução: 

Evitar o uso excessivo dos telefones celulares, especialmente entre as crianças e os jovens; 
usar fones de ouvido com fio ou dispositivos sem fios; 
não utilizar telefones celulares em veículos em movimento, o que os obriga a operar com potência total para manter a conexão. 

Afinal, não é largamente aceito que o uso excessivo de qualquer coisa é prejudicial?

A eletro-hipersensibilidade existe de fato?

Certas pessoas parecem ser mais sensíveis às ondas eletromagnéticas emitidas particularmente pelas antenas de retransmissão de telefonia celular.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluir a hipersensibilidade elétrica na sua lista de patologias, a doença só é reconhecido na Suécia e na Grã-Bretanha.

Sabine Rinckel, uma cidadã da cidade de Estrasburgo, entrou com inúmeras ações judiciais para obter reparação de danos por parte das autoridades francesas. "Eu sofria de enxaquecas e dores nas costas desde que foi instalada uma antena de retransmissão no telhado do meu prédio", conta ela, que tem 40 anos de idade. "Tenho formigamento nos dedos e nas pernas. Sem mencionar esses choques elétricos que machucam meu maxilar. Eu passei por uma cirurgia em 1981, durante a qual parafusos e placas foram inseridos nos ossos do meu rosto."

Os médicos que examinaram Sabine Rinckel foram incapazes de diagnosticar qualquer coisa porque sua patologia não é reconhecido pela profissão.

"Apesar de ter mudado de apartamento, eu continuo sentindo estes sintomas. Eles são tão fortes que eu sou capaz de localizar as antenas de retransmissão sem vê-las," diz a paciente.
www.diariodasaude.com

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PESQUISA -"SISTEMA IMUNOLÓGICO E HIPERTENSÃO"



A pressão alta, ou hipertensão, é responsável por muitas doenças cardiovasculares.
A ingestão elevada de sal tem sido considerada um fator de risco para a pressão arterial elevada, mas nem todos os tipos de pressão alta estão associados com comidas muito salgadas.
Isto tem intrigado os cientistas há muito tempo.
Agora, Jens Titze, da Universidade de Erlangen (Alemanha) descobriu mecanismos anteriormente desconhecidos que podem resolver este quebra-cabeças.
Pele e o sistema imunológico
Os resultados mostram que a pele e o sistema imunológico desempenham um papel importante na regulação do equilíbrio do sódio no organismo e, por decorrência, da hipertensão.
O balanço entre a água e o sal no corpo é crucial para a pressão arterial.
O ator decisivo nesse trabalho é o rim, que regula a quantidade de água retida no corpo e quanto é excretada.
Deste modo, o rim regula o volume de sangue e, assim, influencia a pressão sanguínea.
Mecanismos da hipertensão
No entanto, as novas descobertas do professor Titze, um dos maiores especialistas na área em nível mundial, mostram que órgãos e sistemas do corpo que nunca antes foram associados com a água e com o equilíbrio do sal no corpo têm uma influência sobre a pressão sanguínea: a pele e o sistema imunológico.
"A concentração de sódio pode ser mais elevada na pele do que no sangue. Isto significa que não é apenas o rim que regula o equilíbrio de sódio, tinha de haver mecanismos adicionais," explica o pesquisador.
O sistema imunológico é um desses mecanismos.
Um tipo específico de célula imunológica, os macrófagos - literalmente "grandes comedores", em grego - reconhecem os níveis de sódio na pele.
Em seguida, eles ativam um gene que, por sua vez, assegura que o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF-C) seja liberado em grandes quantidades na pele.
O VEGF-C controla o crescimento de vasos linfáticos, que transportam fluidos e sódio.
Se esse fator for liberado em quantidades maiores, crescem novos vasos linfáticos na pele, assegurando que o sódio armazenado possa ser transportado novamente, com o excesso sendo retirado.
Equilíbrio de sal
Em experimentos com animais, equipe do professor Titze bloqueou este mecanismo.
Como resultado, as cobaias desenvolveram hipertensão.
"As células do sistema imunológico aparentemente regulam o equilíbrio de sal e a pressão arterial," disse o professor Titze.
"Além disso, dados de um primeiro estudo clínico mostram que grandes quantidades de sal são armazenadas na pele de pacientes com pressão sanguínea elevada," concluiu.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PESQUISA - "NÊUTRONS E SUA INTERAÇÃO COM MUNDOS PARALELOS"



A teoria de que vamos tratar nesse artigo é bem legal: primeiro porque é ousada, depois (e diretamente relacionado) porque sugere a existência de um mundo paralelo, invisível para nós, onde os nêutrons podem se esconder de vez em quando.
Tudo começou com um problema para o qual a física atual não tinha resposta: o “desaparecimento” de nêutrons em experimentos científicos.
Algumas experiências recentes, feitas em temperaturas ultrafrias, exibiram um fenômeno conhecido como “perda de nêutrons”, em que, de alguma forma inexplicável, os cientistas “perdiam” de vista essas partículas subatômicas por períodos curtos de tempo (de alguns segundos a dez minutos).
Até agora, ninguém tinha uma explicação convincente para o bizarro acontecimento.
Entram em cena os físicos teóricos Zurab Berezhiani e Fabrizio Nesti, da Universidade de L’Aquila, na Itália.
Analisando os dados experimentais obtidos por outros grupos de pesquisa, eles perceberam que a taxa de perda de certos nêutrons livres muito lentos parecia depender da direção e da intensidade do campo magnético aplicado nas partículas.
No entanto, tal anomalia (o campo magnético poder afetar como os nêutrons desaparecem) também ainda não tinha explicação.
Foi quando os pesquisadores sugeriram a existência de um mundo paralelo hipotético, constituído de “partículas espelho”.
Sendo assim, cada nêutron teria um “gêmeo”, que vive nesse mundo paralelo, e a capacidade de “transitar” para esse seu espelho invisível, e voltar ao nosso mundo; ou seja, cada nêutron pode oscilar de um mundo para o outro. A probabilidade de tal transição é sensível à presença de campos magnéticos, e, graças a isso, deve poder ser detectada experimentalmente.
A interpretação dos cientistas é sujeita à condição de que a Terra possui um campo magnético “espelho” da ordem de 0,1 Gauss.
Se isso for verdade, esse campo pode ser induzido por partículas “espelho” que flutuam na nossa galáxia – o que eles acreditam ser a matéria escura. Hipoteticamente, a Terra poderia capturar essa “matéria espelho” via interações fracas entre as partículas comuns e as do mundo paralelo.
Basicamente, se Terra estiver rodeada por um campo magnético “espelho”, com uma densidade de fluxo de cerca de 0,1 Gauss, então isso facilita as oscilações dos nêutrons entre os dois mundos, como os físicos pensam ter observado com o “desaparecimento” das partículas.
Eles acreditam que a Terra construiu esse campo magnético espelho para capturar partículas dispersas flutuando através das galáxias – e essas partículas podem muito bem ser um dos componentes da ainda misteriosa matéria escura.
Ninguém ainda detectou a matéria escura, elemento previsto teoricamente na ciência. Quão legal seria se essa matéria fosse na verdade parte de um mundo paralelo, invisível a nós, e por isso tem sido tão difícil provar a sua existência?
Se essa teoria for um dia devida e cientificamente provada, poderemos dizer, oficialmente, que os mundos real e da ficção científica não são tão distantes assim.

sábado, 25 de agosto de 2012

PESQUISA - "EXERCÍCIOS PARA EMAGRECER : 30 MINUTOS É MELHOR DO QUE UMA HORA"


Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, realizada pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde, 48% das mulheres e 50% dos homens brasileiros se encontram com excesso de peso, sendo que 16,9% das mulheres e 12,5% dos homens são obesos.
Os números são preocupantes, especialmente por que estão aumentando, mas uma solução simples pode reverter essa tendência: apenas 30 minutos de exercício por dia.
Um novo estudo da Universidade de Copenhague (Dinamarca) descobriu que 30 minutos de treinamento diário é igualmente eficaz à uma hora de treino diário. Na verdade, os participantes do estudo que treinaram apenas meia hora perderam mais peso, embora os cientistas não saibam dizer por quê.
De qualquer forma, a conclusão é de que meia hora diária é suficiente para “reverter” a epidemia da obesidade.
60 homens dinamarqueses, considerados “pesados, mas saudáveis”, e que queriam ficar em forma e perder peso ao longo de três meses participaram da pesquisa.
Metade deles foi convidada a se exercitar por uma hora por dia, usando um monitor de frequência cardíaca e contador de calorias, enquanto o segundo grupo só teve de suar por 30 minutos. Os exercícios incluíam pedalar, correr e remar.
Todas as sessões de treinamento foram planejadas para produzir suor, mas de forma leve. No entanto, era esperado que os participantes aumentassem a intensidade do exercício três vezes por semana.
Os pesquisadores concluíram que apenas 30 minutos de exercício duro a ponto de produzir suor foi o suficiente para virar o jogo e dar aos homens um índice de massa corporal saudável.

As surpresas

A surpresa do estudo foi que os participantes dos 30 minutos por dia queimaram mais calorias do que deveriam em relação ao programa de treinamento que foi estabelecido para eles.
Já os participantes do treino de uma hora perderam muito pouco peso em relação à energia que queimaram. Na verdade, o grupo da meia hora perdeu quase um quilo a mais que o grupo que tecnicamente deveria ter se exercitado mais.
Os pesquisadores concluíram que treinar por meia hora é tão eficaz quanto por uma hora, já que essa meia hora a mais não trouxe nenhum benefício adicional aos homens.
Agora, porque os participantes que treinaram mais perderam menos peso, é um mistério. 
De qualquer forma, se você não tem tempo, mas quer emagrecer, 30 minutos de exercício por dia parece bastante razoável e eficaz. Não custa tentar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PESQUISA - "AÇAÍ TRIPLICA VIDA DE MOSCAS DA FRUTA"


{COISA BOA}

Segundo um novo estudo da Escola de Medicina da Universidade Emory (EUA), o açaí pode prolongar a vida de moscas da fruta em até três vezes, de 8 a 24 dias. A fruta parece proteger contra estresse oxidativo e outras ameaças que encurtam o tempo de vida dos insetos.
O estudo começou com o objetivo de entender os benefícios dos antioxidantes das frutas e bagas. Conforme avançou na pesquisa, Alysia Vrailas-Mortimer, principal autora do estudo, resolveu focar no açaí, devido ao sucesso inicial do fruto.
Alyisia já sabia que as moscas com mutações no gene “p38 MAP quinase” tinham vidas mais curtas que o normal e eram mais sensíveis ao calor, à privação de alimentos e ao estresse oxidativo.
Em experimentos, moscas mutantes viveram uma média de apenas oito dias quando receberam uma dieta simples, de água com açúcar. No entanto, sua vida útil triplicou (24 dias) quando a dieta foi complementada com açaí. Gengibre foi usado como suplemento em um grupo de controle.
Segundo Alysia, o açaí também protegeu moscas normais contra o estresse oxidativo (representado na forma de peróxido de hidrogênio, ou parquat, um herbicida cujo nome comercial é Gramoxone 200).
O paraquat tem efeitos neurotóxicos que se assemelham ao mal de Parkinson. Sob a influência do herbicida, os ciclos circadianos (de sono e vigília) das moscas gradualmente tornam-se caóticos.
Mas, quando elas são expostas a peróxido de hidrogênio, e depois recebem açaí, a fruta as protege desses danos. O efeito protetor não ocorre se elas ingerem açaí antes de serem expostas ao herbicida.
“Nós mostramos que o açaí não só prolonga a vida, como também pode ajudar as moscas a funcionar melhor por mais tempo, quando expostas à paraquat. Ele mantém a qualidade de vida e não apenas as impede de morrer”, explica a pesquisadora.
Quando as moscas receberam uma dieta mais rica, de mingau de farinha de milho/melaço, os efeitos da suplementação com açaí foram mais pronunciados nos machos do que nas fêmeas. A expectativa de vida deles quase dobrou com açaí (de 20 a 40 dias), e nelas não fez muita diferença (de 30 a 34 dias). Mas os machos também eram mais sensíveis ao paraquat com a dieta enriquecida.

Benefícios antioxidantes?

O açaí é uma planta com muitos benefícios potenciais: reza a lenda que ele favorece a circulação sanguínea, repõe as energias, melhora as funções intestinais, aumenta o nível de bom colesterol e diminui o nível de mau colesterol, fortalece o sistema imunológico, é um tônico natural, vasodilatador, antioxidante, cicatrizante, além de ser uma fonte de ferro.
Então o açaí é antioxidante?
A palavra “antioxidante” já apareceu em outros artigos do Hype antes, e você já deve ter lido em algum lugar que eles “fazem bem para saúde”. Mas o que são antioxidantes?
Para saber o que significa “antioxidante”, precisamos entender primeiro o que são “radicais livres”.
Os radicais livres são compostos altamente reativos, criados no corpo durante funções metabólicas normais, ou introduzidos a partir do ambiente. Eles são moléculas “soltas” no nosso organismo, que podem entrar nas nossas células e oxidá-las, ou seja, lesioná-las ou até destruí-las.
Não tem como não produzirmos radicais livres, já que o produzimos até quando respiramos. Aí entram os antioxidantes. O termo antioxidante é utilizado para denominar a função de proteção celular contra os efeitos danosos dos radicais livres.
Para nos protegermos, temos que consumir antioxidantes. Alguns nutrientes, naturalmente presentes ou adicionados nos alimentos, possuem propriedade antioxidante, como as vitaminas C e E, os carotenoides e a isoflavona. O açaí contém uma variedade de antioxidantes e anti-inflamatórios, tais como compostos de antocianinas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PREVENÇÃO - "BEBA COM MODERAÇÃO E EVITE O CÂNCER"



Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, encontraram a primeira evidência de que o consumo de álcool pode aumentar o risco de câncer.
A pesquisa, apresentada no Encontro Anual da American Chemical Society, revela que o corpo humano metaboliza, ou seja, quebra as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados gerando substância similar ao acetaldeído, composto carcinogênico relacionado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).
Estudos anteriores mostraram que o acetaldeído pode causar danos ao DNA, desencadeando alterações cromossômicas em culturas de células e atuando como um agente cancerígeno.
Segundo a líder da pesquisa Silvia Balbo, a maioria das pessoas tem um mecanismo de reparo natural altamente eficaz para corrigir falhas no DNA, uma enzima chamada desidrogenase que converte o acetaldeído em acetato, substância relativamente inofensiva. No entanto, algumas pessoas são mais suscetíveis a terem problemas.
Ela sugere, por exemplo, que cerca de 30% das pessoas de ascendência asiática não têm essa enzima capaz de transformar o álcool em acetato. Isso resulta em um maior risco de câncer de esôfago. Além dos orientais, americanos (incluindo nativos do Alasca) apresentam uma deficiência na produção da desidrogenase.
Para testar a hipótese, os pesquisadores forneceram a dez voluntários doses crescentes de vodka, uma vez por semana, durante três semanas.
Eles descobriram que, horas após a ingestão de álcool, os níveis de um marcador biológico do DNA aumentavam até 100 vezes nas células orais das pessoas, e diminuíam depois de 24 horas. O mesmo efeito foi observado nas células sanguíneas.

Fonte: Isaude.net

MANUAL - "COMO MATAR NEURÔNIOS COM EFICIÊNCIA"



1. Não tomar o café da manhã
A pessoa que não toma o pequeno-almoço tem baixo nível de açúcar no sangue. Isto gera uma quantidade insuficiente de nutrientes ao cérebro causando a sua degeneração paulatinamente.

2. Comer demais
Isto causa o endurecimento das artérias do cérebro, causando também baixa capacidade mental.

3. Fumar
Causa a diminuição do tamanho cerebral e promove também a doença de Alzheimer.

4. Consumir altas quantidades de açúcar
O alto consumo de açúcar interrompe a absorção de proteínas e outros nutrientes causando má nutrição e pode interferir no desenvolvimento do cérebro.

5. Contaminação do ar
O cérebro é o maior consumidor de oxigênio do corpo. Inalar ar contaminado diminui a sua oxigenação provocando uma diminuição da eficiência cerebral.

6. Dormir pouco
O dormir permite ao cérebro descansar. A falta de sono por períodos prolongados acelera a perda de células do cérebro.

7. Dormir com a cabeça coberta
Dormir com a cabeça coberta aumenta a concentração de dióxido de carbono e diminui o oxigênio causando efeitos adversos ao nosso cérebro.

8. Fazer o cérebro trabalhar quando estamos doentes
Trabalhar e estudar quando estás doente, além da dificuldade do cérebro para responder nesse estado, prejudica-o.

9. Falta de estimulação
Pensar é a melhor maneira de estimular o nosso cérebro e não fazê-lo provoca que o cérebro diminua o seu tamanho e portanto a sua capacidade..

10. Pratique a conversação inteligente
Conversas profundas ou intelectuais promovem a eficiência cerebral

sábado, 18 de agosto de 2012

ALERTA - "SABONETES ANTIBACTERIANOS ATROFIAM MÚSCULOS"


(evite)

Presente em desodorantes, perfumes, sabonetes e enxaguantes bucais, o triclosan vem sendo usado há décadas para aumentar a eficiência desses produtos no combate a bactérias. 

Estudo recente, porém, mostrou que essa mesma substância pode não fazer mal apenas a micro-organismos, mas também aos nossos músculos.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade de Colorado (ambas nos Estados Unidos) analisaram os efeitos da exposição contínua a triclosan em fibras musculares cardíacas e esqueléticas. 

Ao receber pequenas descargas elétricas, as amostras não se contraíram com eficiência.

A equipe também fez testes em seres vivos: depois de vinte minutos de exposição a triclosan, ratos apresentaram uma redução de 25% em suas funções cardíacas. Em outro experimento, peixes expostos durante sete dias à substância demonstraram capacidade reduzida de nado.

“Nós mostramos que o triclosan pode prejudicar funções musculares interferindo em duas proteínas de importância fundamental para a vida”, aponta Isaac Pessah. “Agências regulatórias definitivamente devem reconsiderar se a substância deve ser permitida em produtos de consumo”.

Embora ressaltem que é necessário realizar mais estudos para avaliar os efeitos em seres humanos, os pesquisadores recomendam cautela em relação ao triclosan.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

COMPORTAMENTO - "DESONESTOS E DOENTES"


(Apodrecimento psicológico)

Com tantos casos de corrupção no Brasil, você já parou para pensar se nossos políticos se sentem pelo menos um pouquinho mal por desviar milhares – ou até milhões – de reais do dinheiro público que deveria ser revertido para a população? 
De acordo com um novo estudo, a resposta para essa questão é desagradável: ao invés de se sentirem mal, a maioria dos trapaceiros SE SENTEM BEM por cometer fraudes.
Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA), London Business School (Reino Unido), Universidade Harvard e Universidade da Pensilvânia (EUA) estão fazendo uma série de estudos para descobrir como os trapaceiros se sentem quando praticam atos irregulares. 
A maioria deles tem sentimentos positivos e se sente bem quando enganam pessoas. Bizarro, não?
A explicação é que quando uma pessoa desonesta consegue enganar outras para desviar dinheiro, por exemplo, ela se sente mais inteligente e esperta que as demais. 
Esse sentimento positivo é superior às emoções negativas decorrentes de um comportamento imoral.
Não é necessário desviar milhões para que os trapaceiros se sintam bem. Quantias mínimas de dinheiro já fazem com que a pessoa se sinta bem por ter enganado outra. 
Isso explica o porquê pessoas que já são muito ricas se envolvem em fraudes financeiras.
Os pesquisadores acreditam que as fraudes podem proporcionar não só benefícios financeiros, mas também grandes recompensas psicológicas que podem motivar as pessoas a se comportarem de forma antiética outras vezes.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

IRIDOLOGIA - "A SEXUALIDADE NOS OLHOS"


{  Pupila normal...só amizade mesmo ! }

Seus olhos não mentem.
Não quando se trata da sua sexualidade, pelo menos.
 Um novo estudo indicou que o modo como as pupilas reagem à imagem de homens e mulheres pode revelar a orientação sexual da pessoa. Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, observaram que homens heterossexuais ficam com as pupilas mais dilatadas quando observam a imagem de mulheres. O mesmo acontece quando homens homossexuais observam outros homens.
Pupilas de mulheres homossexuais se dilatam com a visão de mulheres. No caso das mulheres heterossexuais, a situação é mais curiosa: seus olhos manifestam excitação quando veem homens e mulheres – apesar de serem mais propensas a observar homens. E apesar de existirem boatos de que homens bissexuais “não existem”, a ciência tem uma opinião diferente. 
No estudo, homens que se afirmaram bissexuais pareceram realmente atraídos por ambos os sexos. As pupilas deles confirmaram a atração, se dilatando com homens e mulheres.

Excitação por ambos os sexos

No estudo, pesquisadores pediram para 300 pessoas assistirem vídeos em que homens e mulheres se masturbavam, e observaram a dilatação da pupila dos participantes. Os voluntários também tiveram que assistir a dois vídeos de homens e mulheres simultaneamente, para os pesquisadores observarem qual das cenas eles prestavam atenção por mais tempo.
De acordo com os pesquisadores, os olhos das mulheres heterossexuais não são atraídos apenas por homens por causa da composição do cérebro feminino. De acordo com o pesquisador Ritch Savin-Williams, a preferência das mulheres por ambos os sexos pode ser resultado de um mecanismo de defesa evolutivo que serve para proteger mulheres de relações sexuais forçadas. Se uma mulher se excita com qualquer simulação sexual, seja de homens ou mulheres, a lubrificação resultante as protege de lesões.
Ritch Savin-Williams também afirma que o fato de que os homens que se consideram bissexuais tenham respondido da mesma maneira aos vídeos de homens e mulheres, confirma que a bissexualidade masculina é um fato, enquanto alguns pesquisadores alegam que a bissexualidade seria apenas uma transição para se aceitar como gay.
“As pupilas reagem muito rapidamente e se comportam de maneira inconsciente. 
Por isso é um método que nos dá um indicador subconsciente da sexualidade”, disse Gerulf Rieger, coordenador da pesquisa. Em um mundo cheio de pressões culturais e sociais, nem sempre as pessoas tem coragem de admitir por quem elas são sexualmente atraídas. 
Quando relatos das próprias pessoas não bastam, os olhos podem ser a saída para a verdade...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PESQUISA - MACONHA CAUSA CÂNCER DE TESTÍCULO EM HOMENS JOVENS



Fumar maconha pode aumentar as chances de desenvolvimento de câncer nos testículos em 70%.
Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou um elo entre o consumo da substância e a doença pela primeira vez. A ligação é limitada à tipos de câncer dos testículos, que surge antes, em homens que têm entre 20 e 35 anos de idade.
A equipe de pesquisadores entrevistou 369 homens diagnosticados com a doença, a maioria entre 20 e 30 anos e morando em Seattle, e perguntou sobre seu “histórico” de uso da maconha.
Então as respostas foram comparadas com as de um grupo de 1000 homens, da mesma área e da mesma faixa etária, que não estavam com câncer.
Mesmo considerando outros fatores, como uso de nicotina e consumo exagerado de álcool, a maconha surgiu como a “mais forte candidata” à possível causa. 
Homens que fumavam a cannabis tinham duas vezes mais chances de desenvolver a doença. E fumar regularmente aumenta os riscos em 70%.
No entanto, os pesquisadores enfatizaram que os estudos não são definitivos e que mais pesquisa é necessária.

PESQUISA - A MACONHA E O CÂNCER; EFEITO COLATERAL



Segundo um novo estudo, fumar maconha pode suprimir o sistema imunológico do corpo, e isso faz mal para o organismo. Por exemplo, essa descoberta explica porque os fumantes de maconha são mais suscetíveis do que os não-fumantes a certos tipos de câncer e infecções.
Este efeito da maconha é devido a substâncias químicas presentes na droga, que aumentam a produção de certas células do sistema imunológico no corpo, chamadas células supressoraas derivadas de mielóide.
A maioria das células do sistema imunológico tem função protetora, ou seja, combate infecções e tumores para manter uma pessoa saudável. Porém, essas células suprimem o sistema imunológico, assim suprimindo a função imunológica, tornando os usuários da maconha mais suscetíveis a infecções e alguns tipos de câncer.
Os pesquisadores focalizaram o estudo nos canabinóides, compostos encontrados na planta cannabis, usada para fazer a maconha. Eles utilizaram o composto delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), conhecido por aliviar a dor.
Para verificar como esses compostos afetam a supressão imunológica e o crescimento do tumor, os pesquisadores injetaram THC em um grupo de ratos, e os comparou com um grupo de controle, que não recebeu a substância. Os ratos injetados com THC produziram mais células imuno-supressoras do que os ratos que não receberam THC.
Os pesquisadores descobriram que a maconha desencadeou a produção de um grande número de células supressoras derivadas de mielóide, o que levou a supressão imunológica e ao crescimento do câncer.
Segundo os cientistas, os pacientes com câncer têm mais destas células do que as pessoas saudáveis. As células supressoras podem até mesmo atrapalhar o tratamento contra o câncer e promover o crescimento do tumor.

PESQUISA - "O EIXO IMUNO-PINEAL"




Por ter seus níveis aumentados em ambientes escuros, a melatonina foi, por décadas, associada exclusivamente à regulação do sono. A professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Regina Pekelmann Markus, comprovou que o hormônio produzido pela glândula pineal cumpre outro importante papel: é um anti-inflamatório poderoso. 
O estudo abre um novo caminho para tratar enfermidades como derrames e ferimentos em pacientes com diabetes, câncer e Aids.
 Em palestra ministrada, nesta quinta-feira, 26, a professora do Laboratório de Cronofarmacologia, do Instituto de Biologia da USP, contou de sua pesquisa que resultou na descoberta de que o organismo produz melatonina em locais com inflamação, passando a operar como significativo elemento de defesa.
Em uma aula aberta, a professora mostrou como a melatonina atua no sistema neural central, impedindo que certas células de defesa, os neutrófilos, entrem nos tecidos. 
Explica: “quando os neutrófilos atravessam em direção ao tecido, produzem uma montanha de óxido nítrico e radicais livres, matam tudo que está em volta e se matam, na expectativa de estarem matando tudo que está errado, ou seja, comportam-se como são verdadeiros camicazes”.  Desse modo, a melatonina evita que células kamicazes agridam células saudáveis, levando a doenças.
Desde a década de 80, Regina Markus e seu grupo de pesquisa têm trabalhado com ratos – sabidos animais noturnos – para avançar no estudo da interação entre o tempo biológico e a administração de medicamentos, a chamada cronofarmacologia. Foi buscando entender os fatores de envelhecimento que a pesquisadora chegou a seu achado científico, resultados bem distintos aos esperados nos mamíferos com quadro clínico de inflamação.
Sua hipótese foi comprovada: a de que quando alguém se fere ou tem alguma inflamação, a glândula pineal para de produzir melatonina de maneira a permitir que os neutrófilos entrem nos tecidos e combatam bactérias. 
Perseguindo a relação entre a parada de produção de melatonina pela pineal e o aparecimento desta nos locais das feridas, é que concluiu que as células de defesa ativadas produzem melatonina. “Graças à mastite (inflamação mamária) que tive, à época que dei à luz à minha filha, percebi que era possível essa aplicação em seres humanos”, conta.
“Sem dúvida, dispomos de um novo paradigma científico, importante para as ciências médicas, o eixo imuno-pineal”, afirma. Regina aproveitou para deixar uma advertência, a do uso indiscriminado da melatonina, seja como complemento alimentar seja como indutor do sono.
 No Brasil, a comercialização do hormônio está proibida pela Anvisa e, mesmo assim, a utilização clandestina ocorre em larga escala. 
SBPC
Por Luciana Barreto