quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ANTIDEPRESSIVOS SEM TERAPIA NÃO FUNCIONAM !


(O CÉREBRO NÃO É A MENTE)

Os médicos precisam reconsiderar a forma como estão prescrevendo antidepressivos.


Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal.



Mas essa mudança no "hardware" do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no "software" - na mente do paciente - algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.



O alerta contundente está sendo feito pelo renomado neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).



Plasticidade cerebral



Trata-se de uma posição surpreendentemente franca, principalmente vinda de um neurocientista respeitado mundialmente.



Afinal, milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.



Será então que um sistema tão amplamente aceito poderia estar totalmente errado ?



Sim !



É exatamente isso que mostram estudos recentes na área.



Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si sós.



Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.



Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais.



Reconectando as ligações do cérebro



Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por "falsas conexões" no cérebro podem ser tratadas - por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.



A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas, enquanto a psicoterapia sozinha obtém resultados de curta duração. 



Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.



"Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas," disse o pesquisador.



A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. 



Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.



O estudo de Castrén chamou a atenção das autoridades de saúde europeias, que lhe derem um financiamento de €2,5 milhões para detalhar suas descobertas.



(www.diariodasaude.com.br)

PESQUISA - DORMIR MAL DESTRÓI VOCÊ !



Quem já foi dormir de madrugada e teve de acordar cedo no dia seguinte sabe como uma noite de sono ruim pode mexer com o seu humor e acabar com sua disposição.
  
Quão mal, porém, esse tipo de situação pode fazer ao seu corpo ? 
                                                                                                  
De acordo com um grupo de pesquisadores do Reino Unido, uma noite de sono ruim pode alterar até mesmo o funcionamento dos seus genes.

Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou amostras de sangue de 26 voluntários que normalmente dormem bastante (até 10 horas por noite) antes e depois de passarem uma semana com menos de 6 horas de sono por noite. 

Resultado: pelo menos 711 genes foram afetados.

“Mostramos que uma semana de sono insuficiente altera a expressão de genes em células sanguíneas humanas e reduz a amplitude dos ritmos circadianos [ciclos de aproximadamente 24 horas em que se baseia o metabolismo de um ser vivo] na expressão de genes”, escrevem os autores, em artigo publicado no periódico PNAS.

O sistema imunológico e a resposta do corpo a danos foram prejudicados nos voluntários. 

“Claramente, o sono é essencial para reconstruir o corpo e manter um estado funcional, [e com sono insuficiente] todo tipo de dano parece ocorrer”, explicou Colin Smith, um dos pesquisadores do estudo. “Se não pudermos renovar e substituir células, isso pode levar a doenças degenerativas”.


[BBC]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

MELATONINA, O MELHOR ANTICÂNCER NATURAL : ACORDA ANVISA !!!



A melatonina tem sido rotulada de forma errada por muito tempo, mas irei desmistificar isso agora.


Muitas vezes referido como o “hormônio do sono”, a melatonina, na verdade, trata muito mais do que isso.



 Na verdade, ela pode até mesmo realizar potencial tratamento contra o câncer. 



Neste post,  vou lançar uma luz que está sendo ignorado pela agência de saúde Brasileira (Anvisa) no que se refere o papel da melatonina na proteção contra o câncer.



*A Melatonina estimula o sistema imunológico



A melatonina é um hormônio natural secretado pela glândula pineal. Ela desempenha um papel importante em várias funções do corpo, incluindo  apoio a seu sistema imunológico.



Estimula ainda as células ‘natural killer’ NK, cujo trabalho é destruir o câncer e microrganismo patogênicos. Também estimula outros membros de seu sistema imunológico, incluindo células T-helper, linfócitos, macrófagos e monócitos.



Todas essas células são importantes para manter o individuo livre do câncer, e na verdade o sistema imunológico não pode funcionar sem eles. 



A Melatonina impede as células cancerosas em suas disseminações em formação de metástase. A melhor maneira de derrotar o câncer é através de uma abordagem multifatorial. 



É como uma batalha, o câncer deve ser atacado através de ângulos diferentes para a sua destruição. Convenientemente, a melatonina tem mostrado parar o crescimento do cancro através de vários mecanismos específicos e característicos. Como por exemplo: 1ª inibe a angiogênese de tumores (crescimento de vasos sanguíneos do tumor), 2ª  o crescimento do tumor, 3ª  induz a apoptose  (suicídio da célula tumoral).



A melatonina estende a vida de pacientes com câncer em 45%. 



Numa revisão de oito ensaios clínicos, a melatonina tomados juntamente com o tratamento convencional foi mostrada aumentar a taxa de sobrevivência em um ano de pacientes com cancro, em 45% a mais quando comparado com o tratamento convencional sozinho. 



Também melhorou a taxa de remissão total ou parcial por quase 50%.



Os especialistas dizem que mais pesquisa é necessária, mas penso que definitivamente  isso não é mais uma verdade. 



As pesquisas já foram claras a um bom tempo, numa quantidade plausível de relevância.



Aqui é uma tabela que mostra o efeito da melatonina sobre a mortalidade do cancro. Ele é baseado no trabalho de Lissoni, um pesquisador italiano. Isto é bastante impressionante:



Image



A Melatonina alivia os efeitos colaterais da quimio e radioterapia
A Quimioterapia e radiação muitas vezes vêm com uma série de 

efeitos colaterais. 


A quimioterapia especialmente, apresenta um dos mais difíceis de suportar, provocando muitos pacientes parar prematuramente o tratamento.



 Estudos mostram que a melatonina pode ajudar a aumentar a eficácia da quimioterapia. Além disso, tem sido mostrada aliviar os efeitos secundários seguintes associados à radiação e quimioterapia num proporção muito boa. 



Além disso ajuda em várias outras doenças do sangue ou mesmo secundário ao tratamento quimioterápico ou radioterápico.



• plaquetas baixa ou trombocitopenia

• Neurotoxicidade (danos nos nervos)
• Fadiga
• astenia (fraqueza)
• A cardiotoxicidade (danos ao coração)
• (inflamação do revestimento da mucosa bucal) Estomatite.
• Náusea
• contagem de glóbulos brancos
• Vômitos
• A caquexia (perda de peso significativa e perda de massa muscular)


Nota: ‘The Bottom Line’.
A pesquisa sobre a melatonina é verdadeiramente notável. E com o tempo, nós pensamos que muitos estudos irão revelar e apoiar os benefícios anti-câncer que descrevemos acima.



(Dr. Júlio Caleiro – 35 -3558-1919)


——————————————————-
lifeextension

Referências:
1. Int J Exp Pathol. De abril de 2006, 87 (2): 81-87.
2. J Pineal Res. 2012 Jul 17 (doi:. 10.1111/j.1600-079X.2012.01030.x). [Nk2]
3. J Pineal Res. 2006 Set; 41 (2) :130-5.
4. Câncer Chemother Pharmacol. 2012 Maio, 69 (5) :1213-20.
5. Eur J Cancer. 1999 Nov; 35 (12) :1688-92.
6. Integr Cancer Ther. 2012 Dez; 11 (4) :293-303.
7. J Pineal Res. 1997 Agosto; 23 (1) :15-9.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PESQUISA - "ALMA HUMANA : CONEXÃO ABSOLUTA COM O UNIVERSO"


Alma : Computador Quântico

Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de “alma” e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e SirRoger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.
Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico.
 “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.
Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos.
 “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.
Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.
Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. 
Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PREVENÇÃO - "INGESTÃO DE VERDURAS E LEGUMES NA GRAVIDEZ IMPEDEM AUTISMO NO BEBÊ"



A ingestão de suplementos da vitamina B9 durante de gravidez ajuda a reduzir o risco de autismo do recém-nascido.

O estudo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, revela uma redução clara do risco de contrair a deficiência em crianças cujas mães tenham tomado a vitamina nas quatro semanas antes do início da gravidez e oito semanas depois.

Os cientistas comprovaram que o ácido fólico tem efeitos na saúde do feto, quando tomado antes e no início do período de gestação.
Ezra Susser, professor de epidemiologia da universidade, confirma "a importância do ácido fólico para o desenvolvimento do cérebro” e diz que o método “aumenta a possibilidade de um importante e barato meio de prevenção para reduzir o autismo".

A pesquisa foi realizada na Noruega com cerca de 85.000 crianças nascidas entre 2002 e 2008.

O ácido fólico é indispensável para a síntese do DNA e para o processo de reparação do organismo.

Mas não é preciso tomar remédio.

O corpo humano produz de forma natural a vitamina B9 através do ácido fólico, que está em alimentos como verduras, ervilhas, lentilhas, feijão e ovos.

O estudo da Universidade de Columbia foi publicado esta no Journal of the American Medical Association.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

PESQUISA - "QUEM COMANDA O CÉREBRO É A CONSCIÊNCIA"

(O cérebro não é inteligente; ele é eficiente)

Cientistas da Universidade de Londres, na Inglaterra, obtiveram a primeira evidência direta da ocorrência de mudanças no cérebro humano causadas por ondas cerebrais naturais, induzidas por treinamento.
As mudanças significativas na neuro plasticidade do cérebro foram observadas após a formação de ondas cerebrais alfa.
Os pesquisadores demonstraram que meia hora de controle voluntário dos ritmos do cérebro é suficiente para induzir uma mudança duradoura na excitabilidade cortical e na função intracortical, ou medular.
A mente controla o cérebro
Notavelmente, estas sequelas benéficas são comparáveis em magnitude às observadas após intervenções com formas artificiais de estimulação cerebral, como a injeção de pulsos magnéticos ou elétricos.
Depois de décadas difundindo a imagem do cérebro como sendo uma máquina da qual a mente emerge - parte de uma postura que os especialistas chamam de determinismo químico - os cientistas agora já colecionam uma longa lista de achados que mostram que a "máquina cerebral" é ela própria influenciada, e até moldada, pela consciência, ou pela mente, embora estejamos longe de ter uma conceituação amplamente aceita do que seja mente.
As interpretações dessas mudanças fisiológicas induzidas pelo comportamento, ou pela ação mental, começam desde a insatisfação com a explicação clássica de que a mente emerge do cérebro, até afirmações como a de que o cérebro se liberta do corpo !
Neuro feedback
A atual descoberta pode ter implicações importantes para futuras terapias não-farmacológicas do cérebro e apela a um reexame sério e a um forte apoio às pesquisas no campo chamado neuro feedback, uma técnica que pode ser uma ferramenta promissora para modular a plasticidade cerebral de forma segura, indolor e natural.
Essa área emergente, conhecida como psiconeuroimunologia, está se mostrando promissora para o desenvolvimento de terapias não-medicamentosas para desordens cerebrais associadas a ritmos corticais anormais.
Alterando o próprio eletroencefalograma
A pesquisa mostrou que o controle interno da nossa própria atividade cerebral pode ser aprendida com a ajuda de uma interface cérebro-computador, que é capaz de mostrar na tela de um computador a ativação cerebral de uma pessoa em tempo real, através do que é conhecido como um circuito deneuro feedback.
Durante o neuro feedback das ondas cerebrais, uma apresentação visual na tela do computador comporta-se como um "espelho virtual", mostrando as oscilações elétricas reais produzidas pelos neurônios no córtex cerebral, que são registrados por sensores colados na superfície do couro cabeludo.
Os cientistas verificaram que as ondas cerebrais respondem aos comandos intencionais dos voluntários. Na prática, os participantes da pesquisa modificavam de forma voluntária, atuando apenas mentalmente, os resultados online do seu próprio eletroencefalograma.
Neuroplasticidade
Os cientistas utilizaram sensores conhecidos como estimuladores magnéticos trans cranianos (TMS) não-invasivos para rastrear se qualquer mudança tangível na função cortical ocorreria em resposta a uma única sessão de auto-regulação das ondas cerebrais.
O experimento foi feito com a aplicação de um rápido pulso magnético externamente ao couro cabeludo para estimular o córtex motor, produzindo uma contração muscular que se manteve proporcional ao nível da capacidade de resposta neural (ou "excitabilidade") do córtex.
Os cientistas observaram que a resposta cortical que se segue à ativação pelo neuro feedback (que envolve a supressão das ondas cerebrais alfa) foi significativamente melhorada e acompanhada por uma desinibição da função sináptica intracortical de até 150%.
Tais efeitos persistiram por pelo menos 20 minutos após o término do treinamento, um período indicativo de mudança da neuro plasticidade.
Os resultados da pesquisa foram publicados no renomado European Journal of Neuroscience.

PESQUISA - LUZ AZUL DESTRÓI BACTÉRIAS RESISTENTES À ANTIBIÓTICOS



Uma simples luz azul, aplicada durante meia hora, pode erradicar seletivamente infecções causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa da pele e de tecidos moles do corpo humano.
A fototerapia, ao mesmo tempo, preserva a camada mais externa da pele.
"A luz azul é uma abordagem não-tóxica e não-antibiótica para o tratamento de infecções da pele e dos tecidos moles, especialmente aquelas causadas por patógenos resistentes a antibióticos," disse o principal autor da pesquisa, Dr. Michael R. Hamblin, do Hospital Geral de Massachusetts (EUA).
No estudo, cobaias sofreram queimaduras, que foram infectadas com a P. aeruginosa, uma das principais "superbactérias", microrganismos que estão desenvolvendo resistência aos antibióticos.
Todos os animais no grupo tratado com luz azul sobreviveram, enquanto que, no grupo de controle, 82% dos animais morreram em decorrência da infecção.
Terapias fotodinâmicas
Os tratamentos com luz, ou terapias fotodinâmicas, normalmente usam uma combinação de luz mais um fotossensibilizador - o fotossensibilizador é inserido no organismo e ativado pela luz.
Mas, para o tratamento de infecções, essa abordagem dupla não é conveniente porque é muito difícil introduzir os fotossensibilizadores nas bactérias.
Por isso, o Dr. Hamblin decidiu desenvolver uma abordagem usando unicamente a luz.
Segundo ele, a luz azul produz muito menos danos às células do que a irradiação com ultravioleta, e outros estudos já mostraram seus bons efeitos no tratamento da acne. Mas não havia ainda estudos que analisassem o uso da terapia da luz azul in vivo.
A luz usada para tratar os animais foi produzida por um conjunto de LEDs azuis disponíveis no comércio - as cobaias receberam uma única aplicação da luz azul, durante 30 minutos, com uma potência de 14,6 mW/cm2.
Infecções da pele
Infecções da pele e dos tecidos moles são o segundo tipo mais comum de infecção bacteriana encontrada na prática clínica, e o tipo mais comum de infecção adquirida por pacientes que passam por unidades de atendimento de emergência.
A prevalência de infecções da pele e dos tecidos moles em pacientes hospitalizados é de 10%.
Apesar disso, o tratamento desse tipo de infecção tem sido significativamente afetada pela explosão de resistência aos antibióticos.
"Recentemente, uma nova enzima perigosa, a NDM-1, que faz com que algumas bactérias tornem-se resistentes a quase todos os antibióticos disponíveis, foi encontrada nos Estados Unidos. Muitos médicos estão preocupados que várias infecções logo poderão se tornar intratáveis," disse Hamblin.
Por isso o pesquisador aposta em tratamentos alternativos, como na terapia fotodinâmica, que já vem sendo usada para tratamentos tão diversos quanto micose de unha, infecções odontológicas e o câncer de pele !
O estudo foi publicado na revista científica Antimicrobial Agents and Chemotherapy 

www.diariodasaude.com.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

EPIGENÉTICA


Bruce Lipton é um dos pais da epigenética; evolução da Biologia da forma como conhecemos apesar de todos os estudos estarem só no início. 
A física quântica e as descobertas de Bruce Lipton sobre a interação célula/ambiente são a chave de um novo paradigma científico, uma revolução absoluta na forma como nos vemos e como vemos e percebemos o mundo que nos cerca...holismo absoluto !

10 COISAS QUE VOCÊ NÃO SABIA SOBRE O AMOR..MAS SENTIA !



Ao escrever o livro “Amor 2.0“, a autora Barbara Fredrickson, professora de psicologia e diretora do Laboratório de Emoções Positivas e Psicofisiologia da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA), aprendeu algumas coisas sobre o amor que ela julga importante compartilhar. Confira:

10. Pode ser difícil falar de amor em termos científicos, porque as pessoas têm ideias pré-existentes fortes sobre ele

A visão do amor que surge a partir da ciência requer uma mudança radical, segundo Barbara. “Eu aprendi que preciso pedir às pessoas para revisitar suas visões atuais de amor o suficiente para considerá-lo a partir de uma perspectiva diferente: a perspectiva do seu corpo”, diz.
Amor não é romance. Não é desejo sexual. Não é nem mesmo o vínculo especial que você sente com outros familiares ou pessoas significativas para você. E talvez o mais difícil de tudo, o amor não é duradouro e incondicional. A mudança radical que Barbara sugere é ver o amor como nosso corpo o experimenta: um micro momento de conexão compartilhada com o outro.

9. O amor não é exclusivo

Nós tendemos a pensar no amor apenas no contexto de nossos entes queridos. Quando o limitamos a apenas o círculo mais íntimo de família e amigos, inadvertidamente e severamente restringimos nossas oportunidades para o crescimento, saúde e bem-estar, de acordo com Barbara.
Na realidade, ela acha que podemos experimentar micro momentos de conexão com qualquer um, seja nossa alma gêmea ou um estranho. “Enquanto você se sentir seguro e forjar o tipo certo de conexão, as condições para experimentar a emoção do amor são boas”, afirma.

8. O amor não pertence a uma pessoa

Nós tendemos a pensar em emoções como eventos particulares, confinados a mente e corpo de uma pessoa. Atualizar a visão do amor desafia esta lógica.
Segundo Barbara, evidências sugerem que quando você realmente se conecta com outra pessoa, uma sincronia perceptível, mas momentânea, surge entre os dois: seus gestos e bioquímica, até mesmo seus respectivos disparos neurais, espelham um o outro em um padrão que ela chama de ressonância de positividade. “O amor é uma onda biológica de sentimento bom e cuidado mútuo que rola por dois ou mais cérebros e corpos de uma só vez”, diz.

7. Fazer contato visual é importante para o amor

Seu corpo tem a capacidade de “identificar” as emoções das pessoas ao seu redor, tornando suas perspectivas para o amor – definidas como micro momentos de ressonância de positividade – quase ilimitadas. Embora isso soe esperançoso, essa habilidade natural é frustrada se você não fizer contato visual com a outra pessoa. O encontro dos olhos é uma chave essencial para a sincronia neural.

6. O amor fortalece a conexão entre o cérebro e o coração, tornando-o mais saudável

Décadas de pesquisa mostram que as pessoas que estão mais conectadas socialmente vivem vidas mais longas e saudáveis. No entanto, como exatamente os laços sociais afetam a saúde ainda é um dos grandes mistérios da ciência.
A equipe de pesquisa liderada por Barbara descobriu que, quando pessoas são designadas aleatoriamente a aprender maneiras de criar mais micro momentos de amor diariamente, a função do seu nervo vago, um canal chave que liga o cérebro ao coração, melhora de forma duradoura. Esta descoberta fornece um novo caminho para descobrir de que forma micro momentos de amor servem como nutrientes para a sua saúde.

5. Suas células imunes refletem suas experiências passadas de amor

Segundo Barbara, as formas como seus genes são expressos no nível celular dependem de muitos fatores, incluindo se você se considera ser socialmente conectado ou cronicamente solitário.
Barbara e sua equipe estão investigando os efeitos celulares do amor, testando se as pessoas que constroem mais micro momentos de amor na vida diária também têm células imunológicas mais saudáveis.

4. Pequenos momentos emocionais podem ter grandes efeitos biológicos

Pode parecer surpreendente que uma experiência que dura apenas um momento possa ter um efeito duradouro sobre a sua saúde e longevidade. No entanto, Barbara notou que há um ciclo importante, uma espiral ascendente, entre vida social e bem-estar físico.
Isto é, não somente seus micro momentos de amor o tornam mais saudável, mas ser saudável “aumenta” a sua capacidade de amar. Pouco a pouco, amor gera amor, melhorando a sua saúde. E saúde gera saúde, melhorando a sua capacidade de amar.

3. Não subestime o amor no casamento

“Escrever este livro mudou profundamente a minha visão pessoal de amor. Eu costumava defender o amor como uma força constante, firme, mas que não definia meu casamento. Enquanto essa força constante e firme ainda existe, agora vejo a nossa ligação como um produto dos muitos micro momentos de ressonância de positividade que meu marido e eu compartilhamos ao longo dos anos”, conta Barbara.
Segundo ela, isso pode ajudar a afastar uma ideia de amor fixa que o pode levar a subestimar esse sentimento em um relacionamento. “O amor é algo que devemos recultivar todos os dias”, afirma.

2. Amor e compaixão podem ser a mesma coisa

Reimaginar o amor como micro momentos de positividade compartilhada pode fazer parecer que o amor requer que você sempre se sinta feliz. Isso não é verdade. Você pode experimentar um momento de micro amor, mesmo que você ou a pessoa com quem você se conecta esteja sofrendo.
“O amor não exige que você ignore ou suprima negatividade. Ele simplesmente requer que algum elemento de empatia, bondade ou apreciação sejam adicionados à mistura. Compaixão é a forma que o amor toma quando o sofrimento ocorre”, explica Barbara.

1. Atualizar sua visão do amor já muda a sua capacidade de amar

A ciência oferece novas lentes através das quais você pode ver suas interações emocionais. “As pessoas que entrevistei para o livro compartilharam histórias incrivelmente comoventes sobre como usaram micro momentos de conexão para fazer reviravoltas dramáticas em suas vidas pessoais e profissionais”, conta Barbara.
“Uma das coisas mais esperançosas que eu aprendi é que quando as pessoas tomam só um minuto por dia para pensar se se sentiam ligadas e sintonizadas com os outros, iniciam uma cascata de benefícios. E isto é algo que você pode começar a fazer hoje, tendo aprendido apenas um pouco mais sobre como o amor funciona”, diz.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

VITAMINA D : FUNDAMENTAL



Inúmeros estudos vêm sendo realizados para descobrir a real importância da Vitamina D para nosso organismo.

E os resultados vêm surpreendendo os especialistas, que anteriormente acreditavam que a Vitamina D “somente” desempenhava o importantíssimo papel de promover a absorção do cálcio pelo organismo, sendo fundamental para a formação dos ossos e dentes.
Para muitos ela está sendo considerada a molécula do século no quesito longevidade. 

Mas afinal, por que tanto bafafá?

As pesquisas estão desvendando que a falta da Vitamina D está relacionada desde cansaço prolongado e até mesmo câncer, passando pelo colesterol ruim alterado, osteoporose, hipertensão e muitas outras doenças. Muitos especialistas apontam que várias doenças poderiam ser evitadas com a suplementação de Vitamina D.
Inúmeros estudos têm sido feitos, vamos apontá-los alguns deles (todos bem recentes):
> Grávidas: Gestantes com baixos níveis de vitamina D têm filhos com maior risco de esclerose múltipla.Para os pesquisadores, crianças nascidas em meses com menos incidência de sol têm risco 5% maior de ter a doença; o resultado aponta para necessidade de suplementação da vitamina em gestantes. Estudo publicado no Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry.
> Fumantes: A falta de vitamina D prejudica ainda mais a atividade dos pulmões dos fumantes ao longo do tempo. O nutriente, portanto, pode ter um efeito protetor contra os efeitos do tabagismo sobre a função pulmonar, através de suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Pesquisa do Hospital Brigham and Women, afiliado à Universidade da Harvard e publicado no American Journal of Respiratory and Critical.
> Idosos: Idosos que tomam suplementos de cálcio e vitamina D podem ter uma expectativa de vida maior do que aqueles que não ingerem quantidades suficientes dos nutrientes. Lembrando que a Vitamina D promove a absorção do cálcio no organismo. O estudo foi realizado pelos pesquisadores da Universidade da Aarhus (Dinamarca) e publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
> Crianças: Crianças com baixos de vitamina D que passam a tomar suplementos do nutriente podem chegar a reduzir pela metade o risco de apresentar alguma infecção respiratória, sobretudo nas estações mais frias do ano. A pesquisa foi desenvolvida pelo Hospital Geral de Massachusetts, da Universidade de Harvard, e publicado revista Pediatrics.
> Câncer: A vitamina D pode reduzir em até 50% o risco de câncer de mama e em mais de 66% o de tumores cancerosos colo-retais, é o que apontam os pesquisadores do Centro Moores sobre o câncer, da Universidade da Califórnia.
Diante desses e de vários outros estudos, a vitamina D foi capa recentemente de duas das maiores revistas de circulação nacional – Isto É (edição 03/08/12) e Veja (13/01/13). Vale a pena conferir:

Portanto, insuficiência de Vitamina D é prejudicial a nossa saúde!

Existem dois tipos de vitamina D:
- A D2 é obtida por meio de alimentos, principalmente derivados do leite, fígado, gema de ovo e óleos de peixes gordurosos – como em geral é difícil a ingestão de peixes gordurosos, uma saída é fazer uso de cápsulas de óleo de peixe – Ômega 3, que além de ajudar a regular os níveis de colesterol bom e também auxiliará na complementação da Vitamina;
- A do tipo D3 é produzida pelo organismo em contato com a radiação solar.
Aproximadamente 90% da vitamina D que precisamos vêm da exposição ao sol. Portanto bastaria tomar um solzinho de 15 minutos pela manhã  e ter uma alimentação relativamente saudável para termos os níveis satisfatórios do nutriente no corpo. Bastaria... A verdade é que a vida atribulada de hoje em dia impede que tenhamos vários hábitos saudáveis.
Mesmo nós, vivendo em um país tropical apresentamos níveis insatisfatórios da vitamina D em nossos organismos. Veja o mapa de autoria da Dra. Vera Lúcia Szejnfeld, professora de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo, que aponta a taxa de insuficiência de vitamina D em mulheres que já passaram pela menopausa e sofrem de osteoporose.
* Curiosidade: o alto déficit do Oriente Médio se deve, sobretudo, ao uso de vestes que não deixam o corpo exposto.

Quando a suplementação de Vitamina D é indicada.

Para algumas pessoas a suplementação da Vitamina D é bastante recomendada. Os grupos são:
> Mulheres na menopausa: a suplementação é importante para reduzir o risco da osteoporose. Nesse caso é importante combinar com a suplementação de cálcio, mas ele sozinho não faz efeito – se faz necessário o consumo de Vitamina D, pois a mesma promove a absorção do cálcio no organismo. Uma alternativa de suplementação mais completa é o Complexo Vitage, uma combinação de vitaminas (inclusive Vitamina D), minerais (incluindo o cálcio) e fitoterápicos juntos para garantir a necessidade do corpo feminino. Pode ser utilizado por mulheres em todas as idades a fim de colaborar com um organismo equilibrado e saudável.
> Pessoas com mais de 65 anos: a partir dessa idade nosso organismo fica mais propenso a ter fraturas devido à perda óssea. É importante a suplementação de cálcio, aliada à Vitamina D. Além da suplementação via cápsulas de carbonato de cálcio, outra maneira disponível nas Farmácias são as cápsulas de Dolomita, um mineral proveniente de rochas que possui altos índices de cálcio e magnésio.
> Pessoas que estão internadas, impossibilitadas de tomar sol: como 90% da produção de Vitamina D é realizada pelo próprio organismo através da exposição do sol, quando estamos privados dele, a suplementação é extremamente necessária.
> Pessoas obesas: pois a Vitamina D fica agarrada no tecido adiposo, o que acarreta a falta da vitamina no sangue.
Vale ressaltar que os negros têm dificuldade em sintetizar a vitamina D via exposição solar, pois a melanina desempenha uma barreira natural contra os raios solares.

Não deixe de consultar um médico e nutricionista! Converse também com seu farmacêutico!

Vimos que a falta de Vitamina D causa inúmeros transtornos para nossa saúde, mas suplementá-la demasiadamente pode trazer complicações no sistema urinário (como pedras renais, devido ao acúmulo de cálcio nesses locais), náuseas e perda de apetite.

(http://www.conexaoitajuba.com.br)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ESTUDO BRASILEIRO REVELA NOVA FORMA DE EVITAR E COMBATER ENXAQUECAS



Uma pesquisa brasileira mostrou que a melatonina, hormônio produzido no nosso cérebro que atua na regulação do sono e do relógio biológico, é eficaz na prevenção de enxaqueca em pessoas que têm crises com frequência. 
Segundo o estudo, coordenado por Mario Peres, neurologista do Hospital Albert Einstein e da Escola Paulista de Medicina, pílulas contendo a substância parecem ser melhores para evitar as fortes dores de cabeça do que um dos medicamentos mais utilizados atualmente com essa finalidade, a amitriptilina. 
O trabalho será apresentado em março no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, na cidade americana de San Diego.

Saiba mais

MELATONINAA melatonina, produzida pela glândula pineal, localizada no cérebro, é fundamental para regularizar o nosso relógio biológico e, assim, regular sono, fome e diversas funções no organismo. Em países como os Estados Unidos e os da Europa, ela é amplamente comercializada como uma vitamina e, em lugares como Argentina e Chile, como remédio. 
No Brasil, porém, ela não pode ser comercializada pois não possui registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com o órgão, o último pedido para registro da substância foi feito em 2003 e foi indeferido por estar “em desacordo com a legislação vigente”. Não houve um novo pedido desde então. No entanto, também não há uma proibição expressa ao uso da substância, de forma que o paciente que desejar pode importá-la para uso próprio. 
Os benefícios da melatonina já vêm sendo estudados — e comprovados — há algum tempo, inclusive por Peres, que há mais de 10 anos concentra as suas pesquisas para entender de que forma o hormônio pode ajudar pacientes que sofrem de enxaqueca. "A principal função da melatonina é regularizar os ritmos biológicos. Portanto, o hormônio influencia vários sistemas no organismo e interfere positivamente em diversas funções. 
Nós já sabemos que pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam menores níveis de melatonina e que isso aumenta a propensão de crises", disse Peres ao site de VEJA.
O novo estudo de Peres, que também foi assinado por André Leite Gonçalves, neurologista da Faculdade de Medicina do ABC, comparou os efeitos da melatonina aos da amitriptilina, um antidepressivo frequentemente receitado a pacientes com o problema, e aos de placebo. 
Para isso, os pesquisadores selecionaram 179 pessoas entre 18 e 65 anos de idade que sofriam de crises de enxaqueca, com ou sem aura, de duas a oito vezes por mês.
Comparação — Os participantes foram divididos em três grupos. Durante três meses, cada grupo recebeu doses diárias de um tipo de substância: melatonina (três miligramas ao dia), amitriptilina (25 miligramas ao dia) e placebo. Após esse período, a redução média de dias por mês com crises de enxaqueca foi de 2,7 para as pessoas que receberam melatonina; 2,18 para as que receberam amitriptilina; e 1,18 para quem tomou placebo.
Segundo Mario Peres, a eficácia na prevenção de enxaqueca com o uso de melatonina e amitriptilina foi estatisticamente semelhante. A grande vantagem do hormônio sobre o antidepressivo, então, parece estar em sua maior tolerabilidade. "A amitriptilina é um antidepressivo que pode provocar o aumento do peso, sonolência, boca seca e intestino preso. A melatonina apresentou muito menos efeitos adversos, mas com a mesma eficácia, e foi tão tolerada pelos pacientes quanto o placebo", afirmou Peres.
Hormônio vetado — Apesar de a melatonina ser amplamente difundida em países como os Estados Unidos, onde é comercializada como uma vitamina, e dos diversos estudos que defendem os benefícios do hormônio, os brasileiros não podem comprar a substância por aqui pois ela não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, é possível comprar o produto no exterior e trazer para o Brasil para uso pessoal.
Para Mario Peres, o fato de a melatonina não ser comercializada no mercado brasileiro torna o país atrasado nesse sentido. "Acredito que a substância deveria ser vendida como remédio, como acontece na Argentina ou no Chile, e não vitamina. Assim, haveria um melhor acompanhamento médico. A melatonina é barata e eficaz, e seria uma ótima alternativa para as crises de enxaquecas e também para outros problemas, como a insônia", disse.
O neurologista acredita que os resultados de sua pesquisa têm potencial para tornar possível a aprovação da substância no mercado brasileiro. E não somente isso: "Nosso estudo é um trabalho grande, randomizado e que compara a melatonina a outro remédio e ao placebo. É o primeiro grande estudo que mostra que o hormônio funciona e é seguro na prevenção da enxaqueca. É uma base científica consistente para que os médicos passem a recomendar a substância no tratamento do problema", afirmou Peres.
REVISTA VEJA

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ARREPENDIMENTOS TERMINAIS



 Em “Antes de Partir” (editora Jardim dos Livros), uma cuidadora especializada em doentes terminais fala do que eles mais se arrependem na hora de morrer.

A época, como se sabe, é boa para arrependimentos e resoluções, e não sofro especialmente de medo quando se trata de temas trágicos. Se alguém, como Bronnie Ware, aguentou tratar de pacientes desenganados por muitos anos, não seria impossível prestar um pouco de atenção no que ela quis contar.

Infelizmente, “Antes de Partir” acaba se revelando um livro de autoajuda, não muito diferente das dezenas que existem por aí. Às vésperas da morte, as pessoas com quem Bronnie Ware conversou não têm muito de notável a dizer.

Há cinco arrependimentos básicos, cada um dos quais explicado e reexplicado em capítulo próprio.
“Não deveria ter trabalhado tanto”, diz um dos pacientes. “Desejaria ter ficado em contato com meus amigos”, lembra outro. “Desejaria ter a coragem de expressar meus sentimentos”, confessa um terceiro. 

Outro alerta: “Não deveria ter levado a vida baseando-me no que esperavam de mim”.

Por fim, a chave de ouro: “Desejaria ter-me permitido ser mais feliz”. Claro que, nesse nível de generalidade, tudo se equivale. Mas esses arrependimentos também dizem um bocado sobre o tipo de personalidade mais comum em nossa época.

Há cem anos, ou 50, quem sabe, sem dúvida seriam outros os arrependimentos terminais. “Gostaria de ter sido mais útil à minha pátria”, diria alguém. “Gostaria de ter deixado um patrimônio maior para meus descendentes”, poderia suspirar o pai de família. “Deveria ter sido mais obediente a Deus”, confessaria um terceiro.

Ideias de autosacrifício, de dever, de empenho na construção do futuro da comunidade, tudo isso compunha um tipo de personalidade sem dúvida mais rígido e convencional, para quem os conceitos de honra, de virtude e de disciplina ainda faziam sentido.

É o que desaparece nos arrependimentos contemporâneos. Menos do que morrer com a sensação do nome limpo e do dever cumprido, morre-se com a sensação de um ego insatisfeito.

A insatisfação existe porque o ego, afinal, é insaciável. 

Por mais que eu me dedique a ser feliz em cada momento, a ser sincero com meus desejos, a fugir das obrigações, sempre vou achar que não me dediquei o bastante a mim mesmo. A vida autocentrada será, desse modo, inevitavelmente frustrante. Mais que isso, vida e frustração se tornam sinônimos. Quando o paciente terminal reclama de não ter pensado mais em si mesmo, ele no fundo está reclamando apenas de não estar podendo viver mais.

Não digo, é claro, que seja fácil morrer em qualquer circunstância. Mas o problema dos pacientes de Bronnie Ware, e dos leitores de seu livro, não é a falta de autoajuda. É o excesso de autoajuda; quem só se preocupa em atender a si mesmo sempre se sentirá desatendido.

O paradoxo é que a autora, conforme vai contando suas experiências, demonstra uma extrema capacidade para se dedicar aos outros. É vegetariana, por que não suporta a ideia de ver animais sacrificados. Depois de muitos anos prestando conforto a pacientes terminais, resolveu dar aulas de música para detentas (ela também compõe canções no estilo folk) e, para mudar um pouco de ambiente, faz shows para crianças em idade pré-escolar.

Nascida na Austrália, Bronnie Ware largou seu trabalho num banco para levar uma vida errante, e começou seu trabalho de cuidadora meio por acaso, no interior da Inglaterra.

É possível que tratar de pacientes terminais corresponda ao desejo de mudar sempre de casa, de vida e de lugar; durante um tempo Bronnie Ware morou no próprio carro, que aliás caía aos pedaços. A depressão, e um quase suicídio, estavam à espreita.

Ela se considera uma “doadora natural” –e sua maior dificuldade está, diz ela, em saber receber a ajuda dos outros. Com certa maldade, seria possível observar que no mundo da autoajuda perfeita ninguém estaria ligando muito para ajudá-la de qualquer modo.

Mas não é verdade. Seu livro tem um precedente respeitável na filosofia de Alain (1868-1951), para quem só as pessoas felizes podem ajudar plenamente o próximo. A felicidade não é um direito, dizia; é um dever.



(MARCELO COELHO PARA FOLHA DE SÃO PAULO)