quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "ESTAMOS CONECTADOS; COM TUDO E PARA SEMPRE"

TÃO LONGE, TÃO PERTO !


Buracos de minhoca – podem conectar pontos distantes do universo – podem estar relacionados com o assustador fenômeno chamado emaranhamento quântico, onde o comportamento das partículas pode estar conectado independentemente da distância que as separa, dizem os pesquisadores.
Estas descobertas podem ajudar os cientistas a explicar o universo em todas as escalas.
Os cientistas têm procurado por muito tempo desenvolver uma teoria que possa descrever como o cosmos funciona na sua totalidade. Atualmente, os pesquisadores têm duas teorias diferentes: a mecânica quântica e a relatividade geral, que podem, respectivamente, explicar o universo em sua escala mais ínfima e sua escala maior. Atualmente, várias teorias concorrentes procuram conciliar a dupla.
Uma previsão da teoria da relatividade geral concebida por Einstein envolve buracos de minhoca, formalmente conhecidos como pontes de Einstein-Rosen. Em princípio, essas deformações no tecido do espaço e do tempo podem se comportar como atalhos que ligam quaisquer buracos negros no universo, tornando-se um grampo comum da ficção científica. 
Curiosamente, a mecânica quântica também tem um fenômeno que pode vincular objetos, como elétrons, independentemente de quão longe eles estão – o entrelaçamento quântico.
“Isso é verdade mesmo quando os elétrons estão a anos-luz de distância,” disse Kristan Jensen, físico teórico da Universidade Stony Brook, em Nova York.
Einstein ironicamente chamou esta conexão aparentemente impossível de “ação fantasmagórica à distância”. No entanto, numerosos experimentos provaram que o entrelaçamento quântico é real, e pode servir como base de futuras tecnologias avançadas, tais como os computadores quânticos incrivelmente poderosos.
“O emaranhamento é uma das características mais bizarras e mais importantes da mecânica quântica”, disse Jensen. E se o emaranhamento realmente estiver ligado a buracos de minhoca, poderia ajudar a conciliar a mecânica quântica com a relatividade geral, os dois exemplos desse fenômeno, em escalas pequenas e grandes.

Emaranhamento e buracos de minhoca

Recentemente, os físicos teóricos Juan Martín Maldacena, do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, e Leonard Susskind, da Universidade de Stanford, argumentaram que buracos de minhoca estão ligados com o emaranhamento quântico. Especificamente, foi sugerido que os buracos de minhoca são pares de buracos negros que estão entrelaçados um com o outro.
Buracos negros emaranhados podem ser gerados de diversas maneiras. Por exemplo, um par de buracos negros poderia, em princípio, ser feito simultaneamente, e este seria automaticamente emaranhado. Alternativamente, a radiação emitida por um buraco negro poderia ser capturada e, em seguida, cair em um outro buraco negro, ligando os dois.
Maldacena e Susskind não só sugeriram que buracos de minhoca são buracos negros emaranhados, mas também disseram que o emaranhamento em geral está ligado a buracos de minhoca. Eles conjecturaram que partículas entrelaçadas, como elétrons e fótons, estão ligados por minúsculos buracos de minhoca.
À primeira vista, tal afirmação pode parecer absurda. Por exemplo, o emaranhamento funciona mesmo quando a gravidade não é conhecida por desempenhar um papel.
Agora, dois grupos independentes de pesquisadores sugerem que o emaranhamento pode de fato estar ligado a buracos de minhoca.

Hologramas e buracos de minhoca

Jensen e seu colega físico teórico Andreas Karch, da Universidade de Washington, EUA, investigaram como pares emaranhados de partículas se comportam em uma teoria supersimétrica, que sugere que todas as partículas subatômicas conhecidas têm partículas “superparceiras” ainda não observadas. A teoria era uma proposta para ajudar a unir a mecânica quântica e a relatividade geral.
Uma ideia nesta teoria é que, se alguém imaginar certos sistemas quânticos existindo apenas em três dimensões, o seu comportamento pode ser explicado por objetos que se comportam nas quatro dimensões que a relatividade geral descreve o universo como tendo – as três dimensões do espaço, e a quarta de tempo. Esta noção de que ações nesse universo podem surgir a partir de uma realidade com menos dimensões é conhecida como holografia, semelhante à forma como hologramas bi-dimensionais podem dar a ilusão de três dimensões. 
Jensen e Karch descobriram que se um par emaranhado for imaginado em um universo com quatro dimensões, eles se comportam da mesma forma como buracos de minhoca em um universo com uma quinta dimensão extra. Essencialmente, eles descobriram que o emaranhamento e buracos de minhoca podem ser a mesma coisa.
“Pares emaranhados são as imagens holográficas de um sistema com um buraco de minhoca”, disse Jensen. “Há certas coisas que aceleram o coração de um cientista, e acho que essa é uma delas”, disse Jensen. “Uma coisa realmente interessante é que esses resultados podem nos ajudar a entender melhor a relação entre o emaranhamento e o espaço-tempo.”

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "SAINDO DA MATRIX"


10 razões que indicam que vivemos em uma simulação de computador



Desde a época de Platão que se especula que o que vemos pode não ser real. Com o advento dos computadores, a ideia ganhou uma vida nova, especialmente nos últimos anos, com filmes como a trilogia Matrix. É possível que o mundo seja apenas uma simulação de computador?

10. Simuladores

Computadores agora processam enormes quantidades de dados, e algumas das tarefas mais intensas e produtivas envolvem simulações. Simulações consideram múltiplas variáveis ​​e o uso da inteligência artificial para analisá-las e examinar os resultados. Algumas simulações são jogos. Algumas são modelos de situações reais, tais como propagação de doenças. Algumas são “simuladores de história” ou podem imitar o crescimento real da sociedade ao longo do tempo.
É assim que as simulações funcionam, mas os computadores continuam ficando cada vez mais rápidos. O poder de processamento dobrou periodicamente ao longo de décadas, e os computadores daqui a 50 anos podem muito bem ser milhões de vezes mais poderosos do que qualquer um hoje. Melhores computadores trariam maiores e melhores simuladores. Se os computadores ficarem bastante poderosos, eles podem criar simulações de história tão reais que os seres auto-conscientes dentro deles não teriam nenhuma ideia de que fazem parte de um programa.

09. Se puderem, eles vão

Ok, pode ser possível criar um universo dentro de um computador. Mas seria moral? Os seres humanos são seres complexos, com sentimentos e relacionamentos. Não poderia haver algo errado na criação de um mundo todo falso envolta deles?
Talvez. Mas isso não importa. Porque para algumas pessoas, a ideia de executar uma simulação seria apenas muito tentadora. E mesmo se, por qualquer motivo, os simuladores de história forem ilegais, apenas uma única pessoa seria necessária para executar a simulação e criar a nossa realidade.
As pessoas também podem ter boas razões para criar tais simuladores, além de apenas entretenimento. A humanidade poderia enfrentar a morte forçando cientistas a criar o nosso mundo como um teste de diagnóstico em massa. A simulação iria ajudá-los a encontrar o que deu errado com o mundo real e descobrir como se salvar.

08. Falhas visíveis

Mas até mesmo simulações avançadas podem ter falhas, certo? Nós não iríamos notar algumas imperfeições, algumas “falhas na Matrix”?
Talvez nós vemos essas falhas em nossas vidas cotidianas. A Matrix oferece o exemplo de déjà vu, quando algo parece inexplicavelmente familiar. Elementos sobrenaturais, como fantasmas ou milagres, também poderiam ser falhas. Segundo a teoria da simulação, as pessoas realmente testemunham esses fenômenos, e elas fazem isso por causa de erros no código da simulação.

07. Matemática

Tudo no universo é quantificável de alguma forma. Até mesmo a vida, apesar da longa reputação da medicina como uma “ciência inexata.” O Projeto Genoma Humano, que sequenciou os pares de bases químicas que compõem o DNA humano, foi desenvolvido usando computadores. Todos os segredos do universo são resolvidos usando a matemática. Na verdade, podemos melhor explicar o universo usando a matemática do que com palavras.
Se tudo é matemática, tudo poderia ser transcrito para um código binário – a linguagem de 0 e 1 utilizada pelos computadores. Então, se os computadores e seus dados progredirem bastante, poderia um ser humano funcional ser criado usando a sequência do genoma dentro de um computador? E se você puder construir um ser, não poderia construir uma infinidade deles?

06. O princípio antrópico

É surpreendente que seres humanos existam. Para que a vida começasse na Terra, precisávamos de tudo na medida correta. Nós estamos na distância perfeita do Sol, a atmosfera tem a composição correta, e a gravidade é apenas poderosa o suficiente para nos manter presos ao chão. E embora possa haver muitos outros planetas com essas condições, a vida torna-se ainda mais impressionante quando você amplia a sua perspectiva para além da Terra. Se algum fator cósmico como a energia escura fosse um pouco mais forte ou mais fraco, a vida provavelmente não existiria, seja aqui ou em qualquer outro lugar no universo.
“A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Parece que o ‘Universo sabia que estávamos chegando’. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital para que existíssemos”.
O princípio antrópico pergunta: “Por quê? Por que essas condições estão perfeitamente ajustadas?”
Uma explicação é que as condições foram deliberadamente fixadas propositadamente com a intenção de dar-nos a vida. Cada fator conveniente era uma condição fixa de alguma experiência em um grande laboratório. Cada variável ganhou seu valor exato no programa para que o universo existisse da forma que permitisse a vida.

05. Universos paralelos

A teoria dos universos paralelos, ou multiverso, postula um número infinito de realidades com um número infinito de possibilidades dentro delas. Imagine os andares de um prédio de apartamentos. Universos fazem parte do multiverso bem como pisos são parte do edifício – eles compartilham um esquema comum, mas cada um é diferente, e eles vão conter coisas diferentes. Podemos comparar o multiverso a uma biblioteca. Na biblioteca há um número infinito de livros, alguns diferem por apenas uma letra, enquanto outros tem histórias completamente diferentes. [Muitos mundos: Vivemos em uma infinita teia de linhas do tempo?]
A teoria tem todos os tipos de implicações loucos para o sentido da vida. Mas, se realmente existem múltiplos universos, por que existem? Como é que há tantos?
Se estamos em uma simulação, os múltiplos universos são múltiplas simulações em execução ao mesmo tempo. Cada simulação tem seu próprio conjunto de variáveis, e isso não é aleatório. O criador da simulação criou diferentes variáveis ​​para testar diferentes cenários e observar resultados diferentes.

04. Paradoxo de Fermi

Nosso planeta é um dos muitos com condições que poderiam sustentar a vida, e nosso Sol é muito jovem em comparação com os outros no universo. Portanto, é de se esperar uma prova de vida em outro lugar.
No entanto, não encontramos nenhum vestígio de qualquer outra forma de vida inteligente no universo. O Paradoxo de Fermi pode ser simplesmente resumido como: “Onde estão todos?”
Se a vida deveria existir em outros lugares, mas só existe na Terra, isso poderia ser uma evidência de que estamos em uma simulação. Aqueles por trás da simulação optaram por simular a vida em nenhum outro lugar, para simplificar ou para ver como os seres humanos se virariam sozinhos.
Voltando ao princípio antrópico, poderia ser que este universo foi criado só para nós.

03. Deus é um programador

Algumas pessoas acreditam que deus é o designer do mundo. Alguns imaginam um deus em particular como um homem barbudo, nas nuvens, mas essa teoria diz que deus pode ser um programador debruçado sobre um teclado.
Então, pode ser que o programador codificou dentro de nós o desejo de adora-lo, uma parte fundamental da maioria das religiões.
Isto pode ser intencional ou não intencional. Talvez o programador queria que a gente soubesse que ele existe, e escreveu um código para nos dar um sentimento inato de ter sido criado.
A ideia de um deus como programador vai de encontro com a idéia do “design inteligente”. A ideia inclusive sugere que o criacionismo literal possa estar exatamente correto, como diz a bíblia: Deus criou o mundo e a vida em sete dias, mas ele teria usado um computador em vez de poderes cósmicos.

02. Fora do universo

O que está fora do nosso universo? Com a teoria da simulação, a resposta parece ser um supercomputador cercado por seres avançados, mas uma possibilidade ainda mais louca existe.
Aqueles seres que dirigem esta simulação podem ser tão falsos como nós. Pode haver várias camadas de simulação. Como o filósofo Nick Bostrom, da Universidade de  Oxford sugere, “os pós-humanos que executam nossa simulação são eles próprios seres simulados, e os seus criadores, por sua vez, também pode ser seres simulados. Aqui pode haver espaço para um grande número de níveis de realidade, e esse número pode estar aumentando ao longo do tempo “.
É como você jogar The Sims até seus personagens jogarem um outro The Sims dentro do próprio jogo.
Isso ainda deixa uma pergunta: O que está fora universo “real” do criador? É uma ideia tão distante de nossas vidas que poderia ser impossível especular sobre ela.

01. Pessoas falsas são mais fáceis de simular

Mesmo que os computadores fiquem muito mais poderosos, o universo pode parecer complexo demais para caber em um. Cada um dos sete bilhões de pessoas atualmente vivas é o suficiente para rivalizar com qualquer computador inimaginavelmente complexo. E nós somos uma parte infinitesimal de um vasto universo, que contém bilhões de galáxias além da nossa. Seria extremamente difícil, se não impossível, levar em conta todas essas variáveis.
Mas um mundo simulado não precisa ser tão complexo como parece. Uma simulação convincente precisaria apenas de algumas figuras chaves detalhadas, e um grande número de jogadores secundários mal esboçados. Pense em jogos como os da série Grand Theft Auto. Eles contêm centenas de pessoas, mas você só interagir com algumas. Em outras palavras, somente você e as pessoas com quem interage são “bem” simuladas. Todas as 7 bilhões de pessoas podem não ter emoções nem sentimentos. Elas não são reais.
Não há a mínima necessidade de simular em todos os detalhes galáxias distantes, locais onde nunca poderemos chegar. E isso reduz consideravelmente a necessidade de um computador altamente complexo.
E você leitor, acredita que vivemos em uma simulação?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "MÚLTIPLOS, PARALELOS; INFINITOS UNIVERSOS"

Os cientistas não têm certeza a respeito da forma do espaço-tempo, embora algumas evidências sugerem que ele seja plano. 
Se o universo for infinito, ele deve começar a se repetir em algum ponto, porque existe um número finito de modos com que as partículas podem ser dispostas nele.
Então, se você pudesse olhar longe o bastante, veria outra versão de si mesmo – na verdade, infinitas versões de você. Algumas dessas cópias fazem exatamente o que você faz agora, enquanto outros estão vivendo uma vida completamente diferente da sua.
O universo visível é uma esfera com um diâmetro de  92 bilhões de anos-luz, ou 920 sextilhões de km. 
Além desse limite, o espaço-tempo pode começar a se repetir. 
Além dos múltiplos universos criados pela extensão infinita do espaço-tempo, outros universos podem surgir a partir de uma teoria chamada “inflação eterna”. 
A noçāo que temos a respeito da inflaçāo é a rápida expansāo do universo após o Big Bang. A inflaçāo eterna postula que algumas regiões parem de inflar, enquanto outras regiões continuem inflando, originando assim muitos universos “bolha”isolados.
Nosso universo seria uma pequena bolha no vasto mar do multiverso, repleto de outras bolhas como a nossa. 
Em alguns desses universos-bolha, as leis físicas podem ser totalmente diferentes das nossas, os tornando completamente estranhos para nós
Desse modo, uma multiplicidade de universos passa a existir um do lado do outro, exatamente como na representação gráfica !

sábado, 23 de novembro de 2013

PESQUISA - "UM DOS MAIORES CIENTISTAS DA ATUALIDADE AFIRMA QUE A VIDA CONTINUA APÓS A MORTE"


Há vida após a morte e a morte é só uma ilusão criada pela nossa consciência. 
Essas afirmações não vieram de um líder religioso, mas sim de um cientista renomado, que se baseia na física quântica.
Enquanto muitos colocam ciência e fé como elementos antagonistas quando se trata de falar sobre temas como a existência da alma ou da vida após a morte, Robert Lanza, um cientista renomado quer mudar esse quadro.
Para Lanza, autor do livro “Biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo”, a vida é apenas uma atividade do carbono e uma mistura de moléculas que dura por tempo determinado. 
O professor da Faculdade de Medicina da Universidade Wake Forest, Carolina do Norte concorda que, quando nosso corpo morre, logo se decompõe. Mas essa ideia de “morte” existe apenas porque há milhares de anos ensina-se que morremos.
 Afinal, nossa consciência associa a vida à existência do corpo
Segundo o biocentrismo defendido por Lanza, a morte não dever ser vista como algo definitivo, o fim de tudo. 
Quando o ser humano entender que o espaço e o tempo são convenções, não existem realmente, poderemos ver o mundo como ele é, sem limites espaciais ou lineares. 
Para ele e outros físicos teóricos, nossa “mistura de moléculas e atividade do carbono” volta para o Universo, onde continua existindo, mas como parte dele.
Um dos teóricos do chamado universo biocêntrico, ele explica que a biologia e a vida real originam o universo, e não o contrário. Para citar um exemplo, Lance diz que, quando uma pessoa vê o céu, diz que é da cor azul, mas não significa que o céu seja azul, apenas o percebemos assim.
Nossa consciência dá sentido ao mundo e pode ser alterada, mudando nossa interpretação da realidade. Ou seja, espaço e tempo são apenas “ferramentas mentais”. Logo, a morte e a ideia da imortalidade podem coexistir num mundo sem limites ou espaço linear.
A maioria dos cientistas diria que o conceito de vida após a morte ou é um absurdo, ou, no mínimo, improvável. Porém, os físicos teóricos defendem que existem outras dimensões, onde a existência é percebida de outra maneira. O que significaria que a morte pode existir “num sentido total”.
Para ele, a física quântica ainda tem muito a ser explorada e pode alterar a maneira como os seres humanos sempre perceberam a existência. 
 Segundo diferentes tradições religiosas, o ser humano é composto de uma parte imaterial, chamada de alma. Para judeus e cristãos, de fato a morte total não existe, pois a alma permanece, passando apenas para um outro plano ou dimensão, que pode ser o céu ou o inferno.
 Com informações Daily Mail e Seu History.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

PESQUISA - "TERCEIRO ESTUDO CONSECUTIVO CONFIRMA ALTA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE TESTÍCULOS EM JOVENS USUÁRIOS DE MACONHA"

Nova York - Homens jovens que fumam maconha para fins de diversão têm duas vezes mais chances de serem diagnosticados com câncer de testículo do que os rapazes que nunca usaram maconha, mostrou um estudo realizado nos EUA.
Os pesquisadores, cujas descobertas foram publicadas na revista Cancer, disseram que a ligação parece ser específica para um tipo de tumor conhecido como não-seminoma.
"Este é o terceiro estudo consistentemente demonstrando um risco maior do que o dobro deste subtipo particularmente indesejável de câncer de testículo entre os homens jovens com o uso da maconha", disse Victoria Cortessis, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, que liderou o estudo.
"Eu particularmente sinto que nós precisamos levar isso a sério agora", acrescentou ela, lembrando que as taxas de câncer de testículo vêm aumentando inexplicavelmente ao longo do último século.

FONTE : UOL

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SER HUMANO : "MANUAL PRÁTICO DE SOBREVIVÊNCIA"

(ANOTEM)

VOCÊ RECEBERÁ UM CORPO
Você pode amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu para o resto de sua vida na terra. Então adquira consciência sobre ele, pois é ele que te permite estar aqui.

VOCÊ SERÁ PRESENTEADO COM LIÇÕES
Você está matriculado em uma escola informal e em tempo integral, chamada “vida”. Cada dia nesta escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você pode gostar das lições ou não, mas estas lições serão, inevitavelmente, inseridas em seu currículo evolucional.

NÃO EXISTEM ERROS, APENAS LIÇÕES
Crescimento é um processo de experimentação, uma série de ensaios, erros e vitórias ocasionais. Os experimentos são partes importantíssimas do processo, portanto, não se prenda a erros e acertos, mas sim em experimentações positivas e negativas.

A LIÇÃO É REPETIDA ATÉ QUE VOCÊ APRENDA
As aulas serão sempre repetidas para você em várias formas até que você aprenda com elas. Quando você aprender, automaticamente passará para a próxima lição.

A APRENDIZAGEM NÃO TERMINA
Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, sempre haverão lições a serem aprendidas. O conhecimento e o aprendizado são eternos.

“LÁ” NÃO É MELHOR QUE “AQUI”
Não existe lugar melhor nem pior. O que torna o lugar bom ou ruim é você mesmo, com sua postura, sua aceitação, sua intenção, seus sentimentos e seus pensamentos. Faça um lugar melhor onde você se encontra neste momento, que é o “AQUI”. O “LÁ” deixe para pensar nisso quando lá você estiver.

AS OUTRAS PESSOAS SÃO SEUS ESPELHOS
Você não pode amar ou odiar algo sobre outra pessoa, a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo. Nesta vida somos projetores de sentimentos refletindo-se em espelhos.

O QUE VOCÊ FAZ COM SUA VIDA É RESPONSABILIDADE SUA
Você tem todas as ferramentas e recursos que você precisa. O que você faz com elas é com você, não com os outros. Ninguém é responsável por sua vida boa ou ruim. Isso é apenas você quem determina e cria.

SUAS RESPOSTAS ESTÃO DENTRO DE VOCÊ
Não procure na sociedade, não procure na religião, não procure em livros, e principalmente, não procure em outras pessoas. A coisa está dentro de você. Tudo o que você precisa fazer é ver, ouvir e confiar.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

EPIGENÉTICA - "PARTES DO CORPO ENVELHECEM EM DIFERENTES TAXAS"

Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), EUA, descobriu um novo relógio biológico com potencial para medir a idade do tecido humano.
Steve Horvath, professor de genética humana e bioestatística, usou a metilação, um processo natural no qual o DNA é alterado ao longo do tempo, para desenvolver um "relógio epigenético", que analisa os efeitos da idade sobre o tecido.
Horvath e sua equipe descobriram que o tecido mamário da mulher envelhece mais rápido do que o resto do seu corpo, e que o tecido canceroso é, em média, 36 anos mais velho do que outros tecidos.
Embora a pesquisa seja preliminar, ela tem implicações fascinantes para pesquisas anti-envelhecimento. Trabalhando com mais de 8.000 amostras utilizadas em pesquisas anteriores na metilação do DNA no tecido humano, Horvath e seus colegas identificaram 353 marcadores de DNA de 51 tipos de células e tecidos (incluindo o coração, pulmões, cérebro, fígado, cartilagens e rins) que mudam ao longo de nossas vidas desde antes do nascimento até a velhice.
Eles formam um padrão em conjunto que Horvath usou para criar um modelo estatístico. O resultado é um preditor de idade preciso que funciona na maioria dos tecidos e tipos de células do corpo humano.
"Por enquanto, o relógio epigenético é simplesmente um modelo estatístico, e é muito cedo para dizer se ele realmente funciona", diz Darryl Shibata,  professor de patologia da Universidade de Keck, no sul da Califórnia, que analisou o trabalho de Horvath. Mudanças na metilação do DNA ocorrem com o envelhecimento, mas o modelo de Horvath só nos diz que as duas coisas andam juntas, não que uma causa a outra.
"A noção geral de que você pode ler um genoma e ele reflete o processo de envelhecimento é provavelmente correta", diz Shibata, "Mas o ponto fraco do estudo é que ele não fornece um mecanismo, e sem um mecanismo há apenas uma correlação."
Em outras palavras, Shibata diz: "Ninguém sabe como este relógio funciona ainda", e são necessários vários passos antes que o relógio epigenético seja mais do que um modelo estatístico.
Shibata diz que a descoberta tem uma ampla utilização. "Agora, como um ser humano, tudo que você tem é a sua certidão de nascimento para dizer-lhe quantos anos você tem", diz Shibata. Mas, como todos nós temos observado em nosso cotidiano, a idade cronológica não necessariamente se correlaciona com a idade biológica.
"Da mesma forma como o nosso ritmo circadiano mantém o controle de horas, este novo relógio epigenético mantém-nos informado dos anos", concluiu Horvath. 

domingo, 20 de outubro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "MULTIVERSOS E SEUS HABITANTES"


O típico herói hollywoodiano contorna a morte por profissão. Muitas vezes, milhares de bandidos atiram nele de todas as direções, mas erram sempre por um triz. Carros explodem em apenas uma fração de segundo depois de ele ter encontrado abrigo para a ameaça de uma bola de fogo. E amigos sempre aparecem para resgatá-lo pouco antes de o vilão cortar sua garganta. Se qualquer um dessas coisas acontecesse apenas um pouquinho diferente, diríamos um "hasta la vista baby" para o herói. E mesmo que não tenhamos visto o filme antes, algo nos diz que no fim ele estará são e salvo.
Em alguns aspectos, a história do Universo lembra um desses filmes de ação. 
Muitos físicos argumentam que uma pequena mudança em uma das leis físicas causaria alguns desastre que impediria a evolução normal dos Cosmos e nossa existência seria impossível. 
Se a força nuclear forte, por exemplo, que mantém o núcleo atômico unido, fosse ligeiramente mais forte ou mais fraca, as estrelas não forjariam a quantidade necessária de carbono e de outros elementos que parecem indispensáveis para formar planetas e a vida.
 Se o próton fosse 0,2% mais pesado, todo o hidrogênio primordial teria decaído quase imediatamente em nêutrons, e nenhum átomo teria se formado. 
A lista dessas condições é enorme.
As leis da física, em particular as constantes da natureza que entram nessas leis, como as forças que denominamos fundamentais, parecem finamente ajustadas para fazer nossa existência para fazer nossa existência possível. 
Sem invocar uma explicação sobrenatural que, por definição, estaria fora do objetivo da ciência, físicos e cosmólogos começaram, por volta de 1970, a tentar resolver esse enigma conjeturando que nosso universo é apenas um entre muitos, cada um com suas próprias leis físicas.
 De acordo com esse raciocínio "antrópico", pode ser que apenas ocupemos o raro universo em que condições certas aparecem juntas para tornar a vida possível. 
Muitas características nas leis da natureza parecem ter um ajuste fino: Uma pequena mudança em qualquer das constantes que aparecem nas leis da física tipicamente leva a um "desastre". 
Os átomos não podem se formar ou a matéria pode ser dispersar tanto no espaço que não seria possível colapsar para formar galáxia, estrelas ou planetas. Mas, mudando duas constantes de uma vez, teremos conjuntos de valores possíveis compatíveis com a formação de estruturas complexas e talvez algumas formas de vida inteligentes. 
Mudar três ou mais constantes amplia ainda mais as possibilidades.
Bom, este é um tipo de assunto complexo, intrigante e muitas vezes anômalo. Porém vem mostrando como a ciência está estudando o nosso universo, ou "os vários universos". 
A possibilidade de multiversos coexistindo com o nosso é imensa em função das probabilidades e evidências, por outro lado, como ocorre no nosso universo físico e visível, seus vários habitantes também caso existam, obedecem à leis físicas compatíveis com sua constituição e necessidades de sobrevivência.
Anselmo Farias | outubro 20, 2013 às 12:07 pm | URL: http://wp.me/p2di4I-4YD

terça-feira, 1 de outubro de 2013

EPIGENÉTICA - "AMBIENTE E ESTILO DE VIDA ALTERAM DNA"

(80% de suas informações genéticas estão fora de você)

Outrora visto como um registro definitivo a guiar o que acontece ou não com o corpo humano, hoje o DNA já é encarado com outros olhos por um crescente número de cientistas.
Já está bem estabelecido, por exemplo, que o estilo de vida induz alterações no DNA.
Essas alterações podem ter efeitos específicos sobre o metabolismo, sendo benéficos ou causando danos nos órgãos ou doenças, dependendo do estilo de vida.
No decurso da vida, as influências ambientais e fatores de estilo de vida - como a dieta, o tabagismo ou a ingestão de bebidas alcoólicas - ou processos como o envelhecimento, induzem alterações bioquímicas no DNA.
Frequentemente, essas alterações levam à metilação do DNA, um processo no qual grupos metílicos são adicionados a segmentos específicos do DNA, sem alterar sua sequência.
Esses processos podem influenciar a função do gene, sendo conhecidos como epigenética.
Epigenética e metabolismo
Cientistas do Centro Médico Helmholtz (Alemanha) identificaram agora 28 alterações no DNA associadas a características metabólicas.
Este é o primeiro estudo de larga escala associando o epigenoma com metabólitos e genes modificados pelo estilo de vida.
O grupo analisou mais de 457 mil locais no DNA em busca de alterações bioquímicas, e comparou-as com as concentrações de 649 metabólitos diferentes.
A análise revelou que a metilação de 28 segmentos de DNA altera uma série de processos metabólicos importantes.
"Este estudo nos dá novas informações sobre como os fatores de estilo de vida podem influenciar o metabolismo através das alterações resultantes no DNA", afirmam Melanie Waldenberger e Christian Gieger.
"Agora podemos usar estes resultados para desenvolver novas abordagens diagnósticas e terapêuticas para doenças relacionadas com o estilo de vida, tais como o diabetes," concluíram
Há outros grupos procurando associações mais específicas no epigenoma, procurando descobrir, por exemplo, como a epigenética altera os genes ligados ao câncer.

www.diariodasaude.com.br

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CIÊNCIA - "VOCÊ E EU SOMOS UM"

(Responsabilidade mútua)

Seu cérebro parece preparado para lhe ajudar a ter empatia.
Ou, ao contrário, a empatia parece ser uma emoção tão forte, que ela aparece claramente no cérebro.
Usando neuroimagens, cientistas descobriram que nosso cérebro usa os mesmos "canais" quando pensamos em nós mesmos e quando pensamos em pessoas que nos são caras, como cônjuges, companheiros e amigos.
"Com a familiaridade, outras pessoas se tornam parte de nós mesmos," diz James Coan da Universidade da Virgínia.
"Nosso self inclui as pessoas de quem nos sentimos próximos. Em outras palavras, a nossa autoidentidade é amplamente baseada em quem conhecemos e com quem simpatizamos," completou.
Você e eu somos um
Coan e seus colegas submeteram voluntários a exames de ressonância magnética de seus cérebros durante experimentos nos quais havia a ameaça de receber choques elétricos leves - os choques podiam ser dirigidos ao próprio voluntário, a um amigo ou a um estranho.
Como esperado, quando o risco de choque é para si mesmo, as regiões do cérebro responsáveis pela resposta à ameaça - a ínsula anterior, putâmen e giro supramarginal - tornaram-se ativas.
Quando a ameaça de choque era feita a um estranho, essas regiões do cérebro apresentaram pouca atividade.
Contudo, quando a ameaça de choque é feita a um amigo, a empatia entra em ação: a atividade cerebral dos participantes mostrou-se essencialmente idêntica à atividade apresentada quando a ameaça era a eles próprios.
"A correlação entre o self e o amigo foi incrivelmente semelhante," disse Coan. "Os resultados mostram a notável capacidade do cérebro de modelar o self aos outros; que as pessoas próximas de nós tornam-se uma parte de nós mesmos; e que isto não é apenas metáfora ou poesia, é algo muito real.
"Literalmente, estamos sob ameaça quando um amigo está sob ameaça. Mas não é assim quando um estranho está sob ameaça," concluiu o pesquisador.
Para sentir a dor dos estranhos, parece então que a empatia não é suficiente, talvez devendo entrar em ação um sentimento mais poderoso: a compaixão.

Fonte Limpa : www.diariodasaude.com.br

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PESQUISA - " MELATONINA CONTROLA O PESO CORPORAL "


Ao contrário do tecido adiposo branco, que armazena as calorias e provoca um aumento de peso, a gordura bege (também conhecida como "gordura boa ou adelgaçante") ajuda a regular o controlo do peso e, assim, os seus benefícios metabólicos, informou a Universidade de Granada, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

No estudo, publicado na revista "Journal of Pineal Research", participaram investigadores do Instituto de Neurociências da Universidade de Granada, o Hospital Carlos III de Madrid e o Centro Científico de Saúde da Universidade do Texas (Estados Unidos).

Os investigadores analisaram os efeitos da melatonina sobre a obesidade, a dislipidemia (nível elevado de gordura no sangue), a hipertensão arterial e a diabetes mellitus tipo 2 associados à obesidade em ratos jovens obesos diabéticos, um modelo experimental da síndrome metabólica.

Os resultados obtidos levam a pensar que o consumo de melatonina não só promove o aparecimento da gordura bege nos ratos obesos, como aumenta a sua presença nos animais magros usados como grupo de controle.

melatonina é um hormonio natural segregado pelo corpo humano e que aumenta os seus níveis naturalmente durante a noite (no escuro).

FONTE : NET



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PESQUISA - "A LACTOSE E A SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL"

  • Os sintomas são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi esvaziado após a evacuação
Uma dieta com restrição de lactose foi responsável pela melhora dos pacientes portadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). A doença é psicossomática, ou seja, não tem causa anatômica específica, mas é reflexo de perturbações no organismo, como o estresse, a ansiedade e possíveis infecções anteriores.  Os testes foram realizados na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e englobaram dois grupos de pacientes, ambos com a SII, sendo que um grupo possuía também o diagnóstico de má digestão de lactose.
A pesquisa que diagnosticou a melhora nos pacientes foi realizada pela nutricionista Marília Pinheiro César. Os sintomas da SII são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi plenamente esvaziado após a evacuação.

Segundo a nutricionista, o estudo teve como principal objetivo "avaliar se a dieta com restrição de lactose gera melhora dos sintomas em todos os pacientes com SII ou somente naqueles que possuem má digestão de lactose diagnosticada".

Causas da doença
Entre as possíveis causas da SII, estão as ineficiências nos movimentos intestinais ou o intestino pode sofrer com sensibilidade no alongamento. A sua detecção depende da exclusão de outras doenças que possuem causas aparentes. "O portador da SII quase sempre possui algum tipo de intolerância alimentar", afirma a nutricionista.

Dentre os pacientes estudados, havia dois tipos: aqueles com apenas a SII e os que apresentavam, além da SII, uma má digestão de lactose diagnosticada. Em todos os 81 pacientes foi realizado o exame para diagnosticar a má digestão de lactose. Após esse processo, foi aplicada uma dieta com restrição de lactose em todos os envolvidos na pesquisa. A partir disso, foi avaliado se havia alguma melhora com a inserção da dieta.
O acompanhamento médico dos pacientes foi capaz de comprovar que ambos os grupos com SII, tanto os com má-digestão de lactose e os que digeriam a lactose obtiveram algum tipo de melhora com a dieta de restrição de lactose.

Os resultados surpreenderam a pesquisadora e deram respaldo para outros estudos que visam entender melhor a relação da digestão da lactose e a SII. "O que me surpreendeu foi o fato de que todos pacientes melhoraram com a dieta com restrição de lactose, o que provavelmente defende o fato de serem outros componentes do leite que não a lactose que causem melhora nesses pacientes, ao serem retirados", comenta Marília.

SII no Brasil
A SII é uma doença que afeta até 25% da população brasileira e, dentre eles, de 70% até 80% possuem alguma intolerância alimentar. Portanto, é de extrema necessidade que a SII seja tratada de forma adequada e de acordo com as tolerâncias do paciente, sem restrições alimentares muito rígidas, que podem provocar deficiências de nutrientes importantes. "Trata-se de um estudo de importância no cenário brasileiro contemporâneo", considera a nutricionista.

Marilia Pinheiro César iniciou sua pesquisa em 2010, pensando em "melhorar a qualidade de vida e o tratamento dietoterápico aplicado aos pacientes com SII". O período de recrutamento de pacientes foi de maio de 2010 até junho de 2011 e, após análise de resultados, a dissertação de mestrado Efeito da dieta com restrição de lactose em pacientes com síndrome do intestino irritável foi defendida em abril de 2013. A pesquisa contou com a orientação de Adérson Omar Mourão Cintra Damião.
Fonte : www.uol.com.br/saude

sábado, 7 de setembro de 2013

FÍSICA QUÂNTICA - "VAZAMENTO DE ENERGIA INTER-UNIVERSOS PODE REVELAR MUNDOS PARALELOS"

                                              Realidades alternativas
Quando um físico afirma ter uma ideia para um experimento de laboratório que pode ser capaz de detectar a existência de mundos quânticos paralelos - mais conhecidos como multiversos - a reação padrão é dar um sorriso amarelo e sair de fininho.
Mas quando o físico em questão é um ganhador do Prêmio Nobel, mais precisamente o Dr. Frank Wilczek, é provavelmente uma boa ideia não ir saindo tão rápido.
Sua ideia, ainda em estágio preliminar, é que pode ser possível detectar "vazamentos de energia" fluindo entre realidades alternativas - as "multiversalidades", como ele as chama.
O termo multiverso - ou multiuniverso - tem sido usado para descrever a ideia da cosmologia de que regiões muito distantes podem ser governadas por leis da física diferentes, e conteriam diferentes substâncias.
Múltiplos mundos paralelos
É claro que, como são ideias especulativas, há tantos tipos de multiversos quanto o número de físicos que pensam neles.
As ideias de Wilczek envolvem um tipo de multiverso do tipo múltiplos mundos paralelos, conforme previstos por Hugh Everett III (1930-1982) como uma reação à indeterminação do mundo quântico.
O exemplo clássico usado para explicar a ideia é o paradoxo do gato de Schrodinger, um gato fechado em uma caixa com um frasco de veneno que será aberto se um átomo radioativo decair.
Enquanto a caixa permanece fechada, o átomo existe em um estado de superposição quântica, tendo decaído e não tendo decaído ao mesmo tempo, deixando o infeliz gato preso em um limbo fantasmagórico entre a vida e a morte - sua sorte só será decidida quando um físico medir o átomo, quando então o estado superposto colapsa e o destino do gato no mundo clássico é definido.
A contribuição de Everett foi argumentar que, quando a tampa do frasco de veneno é aberta, a realidade se divide em duas: em um mundo, o gato vive, no outro, o físico é preso por crueldade contra os animais.
Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos
Outra pergunta que nasce naturalmente dessas teorias é:existirão vidas nos outros universos? 
Lei da conservação de energia
As ideias de Everett já têm mais de 50 anos de idade, e já ganharam muitos seguidores respeitáveis. Mas, se você acredita ou não nelas parece ser mais uma questão de fé.
Pelo menos, não parece haver nenhuma experiência de laboratório que possa ser feita para testar se tais realidades alternativas, ou multiversalidades, cada uma com seu próprio "você" alternativo, realmente existem.
Mas Wilczek confessa que uma ideia salvadora lhe ocorreu por uma pergunta feita por um de seus seguidores no Twitter.
A pergunta era: De onde viria a energia para gerar esses mundos paralelos ? Será que sua criação não violaria a lei da conservação de energia ?
O Nobel de Física passou então a se dedicar mais seriamente à pesquisa, e afirma ter chegado a uma resposta: Não, a criação dos multiversos não violaria a conservação de energia.
Vazamento de energia inter-universos pode revelar mundos paralelos
Ninguém menos do que o Nobel Wilczek afirmou que irá se debruçar totalmente sobre estas questões nos próximos meses. [Imagem: Andrei Linde]
Vazamento de energia
Segundo Wilczek, tudo se resume ao fato de que a energia não é uma substância na mecânica quântica, que seria compartilhada entre os diversos universos, mas um "operador", algo que muda um estado físico para outro estado físico.
Isso significa que não se deve simplesmente somar as energias dos universos adicionando uma à outra, como se fossem números, mas tirando uma média ponderada, que irá sempre conservar a energia total.
Então, isso significa que os universos paralelos podem trocar energia? Se eles o fizessem, poderia ser possível detectar essa troca de energia inter-universos em experimentos de laboratório.
Será que haveria uma maneira pela qual minúsculas flutuações de energia vazassem entre os mundos paralelos ? E, se houver, como poderíamos detectá-las no laboratório, dado que os físicos experimentais estão ficando cada vez melhores em manter os efeitos quânticos em objetos cada vez maiores ?
Vale a pena esperar pelas respostas, porque ninguém menos do que o Nobel Wilczek afirmou que irá se debruçar totalmente sobre estas questões nos próximos meses.

Quem viver verá !
Bibliografia:

Multiversality
Frank Wilczek
http://arxiv.org/abs/1307.7376