sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EPIGENÉTICA - "MÚSICA ILUMINA O CÉREBRO"



                                                       Poder ativador da música
Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.
Em uma situação realística de "curtir a música predileta", a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de "cor dos sons".
O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.
Cérebro iluminado
Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.
Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios "disparam", literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.
Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.
A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as "luzes" produzidas no cérebro.
Emoção na música
A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.
Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.
As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.
Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.
Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão "mexer" em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"SAÚDE - A SEROTONINA E OS QUADROS DEPRESSIVOS"

(Estar bem requer cuidados)

A Serotonina é um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue. Em 1948 a serotonina foi parcialmente purificada, cristalizada e nomeada. Mais tarde descobriu que a serotonina é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue.

Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo. Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro.

A Serotonina desempenha um papel no organismo é como um neurotransmissor no cérebro. A falta de serotonina no organismo pode resultar em carência de emoção racional, sentimentos de irritabilidade e menos valia, crises de choro, alterações do sono e uma série de outros problemas emocionais.

Para nosso propósito, entendemos que a Serotonina é uma substância chamada de neurotransmissor e existe naturalmente em nosso cérebro. Sua função é conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. 

Quimicamente a serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma indolamina, produto da transformação do aminoácido L-Triptofano. 

O triptofano, conhecido também como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), é um nutriente encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixe, peru e laticínios. Sua importância na psiquiatria deve-se ao fato de ser o precursor direto da serotonina.

Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

A serotonina influi sobre quase todas as funções cerebrais, inclusive estimulando o sistema GABA (ácido gamaminobutírico) e, embora seja apenas um, entre centenas de outros neurotransmissores do cérebro, atualmente a serotonina é considerada um dos mais importantes deles.

Os níveis de serotonina determinam se a pessoa está deprimida, propensa à violência, irritada, impulsiva ou gulosa.

Assim como a serotonina pode elevar o humor e produzir uma sensação de bem-estar, sua falta no cérebro ou anormalidades em seu metabolismo têm sido relacionado a condições neuropsíquicas bastante sérias, tais como o Mal de Parkinson, distonia neuromuscular, Mal de Huntington, tremor familiar, síndrome das pernas inquietas, problemas com o sono, etc. Problemas psiquiátricos, tais como depressão, ansiedade, agressividade, comportamento compulsivo, problemas afetivos, dentre outros, também têm sido associados ao mau funcionamento do sistema serotoninérgico.

Com essa base fisiológica, alguns pesquisadores afirmam que aumentando-se os precursores naturais da serotonina pode-se, seguramente, elevar seus níveis e aliviar a depressão, dor e o desejo por carboidratos .

O triptofano tomado como suplemento dietético pode ser eficaz contra a depressão e completar a ação dos antidepressivos tradicionais.

O triptofano pode ser encontrado em altas concentrações na semente de um legume chamado Griffonia simplicifolia, encontrado no Oeste da África. O leite e seus derivados também são fontes de 5HTP, assim como a carne de peru. Outras fontes de triptofano: requeijão, carne, peixe, banana, tâmara, amendoim, todos os alimentos ricos em proteínas.

Serotonina e o Humor
Em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável existirem substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimo relacionados à atividade cerebral.

De fato, alguns neurotransmissores, notadamente a serotonina, noradrenalina edopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. As pesquisas que inicialmente procuraram embasar a teoria de que a depressão depende (também) de baixos níveis de serotonina, tomaram como ponto de partida a observação de que uma dieta livre de triptofano, a ponto de produzir um pico plasmático muito baixo deste aminoácido, resultava em um estado depressivo moderado (Charney). O triptofano, como vimos acima, é um precursor natural da serotonina.

Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, constatando-se baixíssimos níveis da serotonina no líquido espinhal dessas pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o paciente deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam, sendo mais certo acreditar que o deprimido seja uma pessoa com um transtorno da afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissores e neuroreceptores.

O transtorno afetivo mais típico é a Depressão com todo seu quadro clínico conhecido, e são vários os fatores que contribuem para sua causa - entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral. Os quadros ansiosos do tipo Pânico, Fobias, Somatizações ou mesmo a Ansiedade Generalizada são problemas afetivos muito freqüentes, e já se aceita que todos eles tenham como base psíquica as alterações da Afetividade. 

Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando o desempenho da pessoa de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade de neurotransmissores no SNC, notadamente da serotonina (5-HT), da noradrenalina ounorepinefrima (NE) e da dopamina (DA). Ao bloquearem receptores 5HT2 da serotonina os antidepressivos também funcionam como drogas antienxaqueca.

O local de ação dos antidepressivos, principalmente os tricíclicos, é no Sistema Límbicoaumentando a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica (Figura 2). Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos.

Sinapse 1
Sinapse 2

Parece haver também, com o uso prolongado dos antidepressivos tricíclicos, uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2, cuja estimulação do tipo feedback inibiria a liberação de noradrenalina. Desta forma, quanto menor o número destes receptores mais noradrenalina estaria disponível na fenda sináptica. 

Portanto, dois mecanismos relacionados à recaptação; um inibindo diretamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Importa, em relação à farmacocinética dos antidepressivos tricíclicos, o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos.

Sinapse 3

O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica se dá através do bloqueio da recaptação da noradrenalina e da a serotonina no neurônio pré-sináptico ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO) que é a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. 

Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

De modo geral a serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano, as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas.

Para se ter uma noção da influência bioquímica sobre o estado afetivo das pessoas, basta lembrar dos efeitos da cocaína, por exemplo. Trata-se de um produto químico atuando sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química. Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais.

Por outro lado, os Transtornos da Ansiedade, principalmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Transtorno do Pânico, também estariam relacionados à Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos, os quais aumentam a disponibilidade de Serotonina no Sistema Nervoso Central. Nesses estados ansioso, um outro neurotransmissor, a noradrenalina, também estaria diminuído.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, que é o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da norepinefrina e/ou da serotonina e/ou da dopamina, bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores.

O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores, a Monoaminaoxidase (MAO). Serão, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico os locais de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

Mas não é apenas a concentração e quantidade de neurotransmissores as responsáveis pelos transtornos do humor. Cada vez mais se constata o envolvimento dos receptores (quantidade e sensibilidade) desses neurotransmissores na origem da Depressão, assim como na sintomatologia da Ansiedade. Parece ser este um importante ponto de partida para a identificação, diagnóstico e terapêutica desses dois fenômenos psíquicos (ansiedade e depressão) (Bromidge e cols, 1998, Kennett e cols, 1997).

No Sono 
Baixos níveis de serotonina estão também relacionados com alterações do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. A serotonina é a mediadora responsável pelas fases III e IV do sono. A diminuição da latência da fase REM (Rapid Eyes Moviment) do sono, de indiscutível ocorrência na depressão unipolar e no transtorno obsessivo-compulsivo, se deve ao desequilíbrio entre a serotonina e acetilcolina. Os antidepressivos recaptadores de serotonina servem para restabelecer a chamada arquitetura do sono dos pacientes depressivos, ansiosos e até dos dependentes de hipnóticos (Lehkuniec).

Como vimos, as alterações do sono dos transtornos ansiosos e do humor, normalmente insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a serotonina e um outro neurotransmissor, aacetilcolina e o tratamento com antidepressivos pode melhorar a qualidade do sono. Outro efeito muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes podem proporcionar um certo desequilíbrio na acetilcolina.

Na Atividade Sexual
A serotonina apresenta um efeito inibidor sobre a liberação de hormônios sexuais (gonadotrofinas) pelo hipotálamo, e conseqüente diminuição da resposta sexual normal. A diminuição farmacológica da serotonina, seja através de medicamentos ou por competitividade aminérgica, facilita a conduta sexual. Isso quer dizer que quanto mais serotonina menos hormônio sexual, menos atividade sexual, portanto, alguns antidepressivos que aumentam a serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.

No Apetite
A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo (núcleo hipotâlamico ventro-medial). O efeito hipotâlamico ventro-medial da serotonina é altamente específico apenas para os hidratos de carbono, necessitando de outros co-fatores centrais e periféricos para agir sobre os outros alimentos, como as proteínas e lípides.

Portanto, com taxas normais de serotonina a pessoa sacia-se mais facilmente e inibe mais facilmente a ingestão de açúcares, sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. Por isso os medicamentos que aumentam a serotonina estão sendo cada vez mais utilizados nas dietas para perda de peso (sibutramina, por exemplo). A própria fluoxetina, usada para o tratamento da depressão através do aumento da serotonina, também costuma proporcionar maior controle da fome (notadamente para doces).

Assim, se por um lado a baixa de serotonina resulta em ganho de peso, o excesso de serotonina, por outro lado, pode produzir anorexia (Blundell). Apesar disso, os agonistas da serotonina com ação direta sobre os neuroreceptores da serotonina (serotoninérgicos) do tipo 5-HT1A (8-OH-DPAT) produzem aumento do apetite (hiperfagia) por estímulo de outros neuroreceptores (auto-receptores), diminuindo a liberação de serotonina. Este pode ser o mecanismo responsável pela anorexia que se observa em alguns casos de depressão ou da Anorexia Nervosa (López-Mato).

Outras Funções
Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A Serotonina é um dos principais neurotransmissores do núcleo supraquiasmático hipotalamico, regulador central de todos os ritmos endógenos circadianos. Influi assim, na regulação do eixo hipotálamo-periférico.

A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central(SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantmente as crianças. A serotonina produz um efeito duplo sobre a temperatura corporal, de acordo com o tipo de neuroreceptor estimulado.

O neuroreceptor 5-HT1 reduz a temperatura corporal (hipotermia) e o neuroreceptor 5-HT2, ao contrário, eleva a temperatura (hipertermia). É durante a fase de ondas lentas do sono que se produz o pico mínimo da temperatura corporal.

Também interfere no limite da sensação de dor. A serotonina é um modulador das vias senso-perceptivas, as quais também transmitem ao cérebro a sensação de dor. A depressão diminui o limiar de recepção à dor e a administração de agonistas (imitadores biológicos) da serotonina produz analgesia em animais de laboratório.

Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica. 

Para referir:

Ballone GJ, Moura EC - Serotonina - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

FONTE : http://www.psiqweb.med.br/site/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

COMPORTAMENTO - "A BUSCA PELO STATUS PODE TE AFASTAR DELE"

(..cachorro não vira gato !)


O desejo de status social é um dos fatores mais importantes a conduzir o comportamento humano. Nosso lugar na hierarquia social pode determinar tudo, desde com quem nos casamos até quanto tempo vivemos.


No entanto, pesquisas recentes sugerem que algumas das coisas que costumamos fazer para impulsionar nosso status podem sair pela culatra: elas podem nos trazer uma sensação boa temporariamente, mas aumentam as chances de ficarmos presos a um menor status.

Um estudo recente descobriu, por exemplo, que quando as pessoas sentem que têm baixo status, elas se oferecem para pagar mais dinheiro do que seria necessário. Aarti Ivanic e seus colegas, da University of San Diego, recrutaram pessoas afro-americanas e caucasianas em um shopping. 

Eles deram para metade de seus participantes uma lista de dez características que geralmente são associadas ao estereótipo afro-americano. Os participantes, então, foram convidados a ler cada característica (por exemplo, "alta capacidade atlética") e indicar o quanto se aplicava a eles. 

O objetivo deste exercício era destacar estereótipos raciais para aqueles participantes, aumentando assim seus sentimentos de baixo status. 

Posteriormente, foi apresentada aos participantes uma descrição de fones de ouvido de alta potência e lhes foi perguntado quanto estariam dispostos a pagar por eles. Os afro-americanos que haviam sido lembrados dos estereótipos raciais se ofereceram para pagar significativamente mais dinheiro pelos fones em comparação com qualquer dos caucasianos ou afro-americanos que não participaram da primeira parte da pesquisa.

Ivanic e seus colegas conduziram um estudo similar on-line, pedindo aos participantes para avaliar um pacote de férias normais em um hotel. Eles tiveram a opção de atualizar para um "luxo" de quarto e perguntou quanto eles estariam dispostos a pagar pela atualização. 

Os participante afro-americanos que tinham lido as características raciais se ofereceram mais uma vez para pagar mais pela atualização de luxo.

Assim, em uma tentativa de reafirmar os sentimentos de status social, os afro-americanos podem ter sido levados a se comportar de uma forma que causou a eles mais injustiça. Afinal de contas, os consumidores que são conhecidos por pagar mais provavelmente serão cobrados a mais. Pesquisas anteriores descobriram que os afro-americanos são frequentemente cobrados mais do que outros grupos pelos mesmos produtos e serviços.

Os estudos de Ivanic centraram-se na questão da raça – um fator altamente presente na corrida pelo status na nossa sociedade. No entanto, todos são potencialmente vulneráveis a sentimentos de baixo status, seja devido à perda de um emprego, à problemas financeiros, ou por estar cercado de pessoas que tenham um status elevado. 

Derek Rucker e Adam Galinsky, da Northwestern University, descobriram que manipular os sentimentos de status das pessoas pode alterar o quanto estas estarão dispostas a pagar por produtos diferentes. Participantes foram convidados a escrever sobre um momento em que eles se sentiram poderosos ou impotentes. Eles foram então apresentados a diferentes produtos e questionados sobre quanto estariam dispostos a pagar por cada um. 

Pessoas que tinham acabado de escrever sobre o sentimento de impotência se ofereceram para pagar significativamente mais por produtos que indicam um alto status, como uma caneta extravagante ou um casaco de peles. Os resultados de Rucker e Galinsky sugerem que as pessoas que regularmente se sentem impotentes podem ter maior risco de entrarem em dívidas.

Além de esvaziar nossas carteiras, sentimentos de baixo status também pode nos levar a um ganho de peso. 

David Dubois e seus colegas desenvolveram vários estudos demonstrando que, quando as pessoas se sentem impotentes, maiores as chances delas optarem por um café extra grande. 

Em um estudo, os pesquisadores examinaram se esta preferência por grandes porções é impulsionado por uma necessidade de status ou um desejo de mais calorias. Depois de manipular os sentimentos de status, os participantes receberam todos a mesma quantidade de alimentos e puderam escolher seus próprios recipientes, que variavam de tamanho, dos bem pequenos aos muito grandes. 

Os participantes que tinham sido induzidos a se sentirem impotentes escolheram potes maiores. Sentimentos de baixa condição nos levam a escolher porções maiores, a fim de sinalizar maior status para os outros. No entanto, optar por tamanhos maiores pode eventualmente levar-nos a ganho de peso, diminuindo assim o nosso status.

Embora nós ainda não saibamos a extensão do que a busca pelo status pode causar para nossa saúde e bem-estar a longo prazo, essas descobertas apontam para algumas possibilidades intrigantes. A busca por status pode desempenhar um papel importante, mas em na maior parte das vezes invisível, na determinação de nossas escolhas.

Quando estamos atormentados com sentimentos dolorosos de baixo status, nosso julgamento pode se tornar confuso. Podemos focar mais na sensação do momento do que em como o nosso comportamento irá nos afetar a longo prazo.

Com o passar do tempo, uma necessidade perpétua de mais status poderia levar-nos a problemas crônicos. A ligação entre status e tamanho da porção, por exemplo, pode ajudar a explicar por que a obesidade tem aumentado mais rapidamente entre os americanos mais carentes e mais pobres.

Paradoxalmente, grupos e indivíduos que se sentem impotentes muitas vezes podem ser mais propensos a sofrer os efeitos nocivos da busca pelo status.

A boa notícia é que manipular os sinais da busca por um status elevado pode influenciar as pessoas a fazerem escolhas melhores. Por exemplo, Dubois e seus colegas publicaram um estudo em que disseram às pessoas que escolher tamanhos menores de porções é realmente um sinal de maior status.

Sob essas condições, as pessoas escolhem aperitivos pequenos para comer. A conexão entre a busca de status e as escolhas autodestrutivas não é inevitável


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FÍSICA QUÂNTICA - "DESAPRENDER PARA COMPREENDER"

(Somos um condensado de vórtices de energias transmutadas da natureza)

"A Física Quãntica diz que, para compreender o real, é preciso renunciar à noção tradicional de matéria : matéria tangível, concreta, sólida. Que o espaço e o tempo são ilusões. Que estamos ligados ao real de entidades quânticas, que transcendem as categorias de tempo e espaço ordinários. Que existimos através de "alguma coisa" cuja natureza e espantosas propriedades temos bastante dificuldade de aprender, mas que se aproximam mais do espírito que da matéria tradicional"

(Professor Laércio B. Fonseca/Físico)

"FÍSICA QUÃNTICA - A MENOR PARTE DA MATÉRIA NÃO É MATÉRIA"

(A ciência irá comprovar nossa ignorãncia sobre a vida)

Recentemente, físicos do laboratório CERN focaram sua pesquisa para o bóson de Higgs, a partícula que muitos pensam que deu forma ao universo após o Big Bang, e agora estão restritos a uma faixa estreita do espectro de massa para tentar encontrá-la.
Cientistas estão sugerindo que, se a partícula não for encontrada até meados de dezembro, provavelmente vai ficar comprovado que ela não existe, e algum outro mecanismo para explicar como a matéria nasceu no cosmos terá que ser procurado.
GeV, ou giga elétron-volts, é um termo usado na física para quantificar campos de energia das partículas. A procura por Higgs no Grande Colisor de Hádrons (LHC) e no Tevatron (agora fechado, no laboratório Fermilab dos EUA) variou até 476 GeV.
A região de maior massa já foi praticamente descartada, mas o bóson de Higgs ainda poderia estar em qualquer lugar na faixa entre 114 e 141 GeV. Físicos como o italiano Tomasso Dorigo, que trabalha com o CERN, agora dizem que, se existir, o Higgs deve ser encontrado em cerca de 120 GeV, enquanto o pesquisador britânico independente Philip Gibbs chuta 140 GeV em seu site, vixra.org /.
As últimas descobertas sobre a partícula Higgs foram compiladas por duas equipes de pesquisa, ATLAS e CMS, e ambas estão trabalhando duro para tentar completar a análise de dados do colisor até o início de dezembro.
O Conselho do CERN se reúne entre 12 de dezembro e 16 de dezembro e qualquer sinal concreto do Higgs – cuja existência foi postulada há quatro décadas pelo cientista britânico Peter Higgs – será relatado durante a sessão.
A faixa de baixa massa, onde os cientistas sempre pensaram que iriam encontrar a partícula, é também aquela em que seria mais difícil de encontrá-la. Sendo assim, parece pouco provável que ela seja descoberta em breve, e pode ser que realmente não exista.
A partícula é parte do modelo padrão da física de partículas que procura explicar como o universo funciona em seu nível mais básico, mas ela é quase o único elemento do modelo cuja existência ainda não foi provada.
Se não for encontrada, os cientistas precisarão explorar o próximo conjunto de possibilidades para explicar o universo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"ALERTA - BRASIL TERÁ 520 MIL NOVOS CASOS DE CÃNCER EM 2012"

.(ALIMENTOS COLORIDOS PREVINEM E COMBATEM O CÃNCER)

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima cerca de 520 mil novos casos de câncer no Brasil em 2012. A informação faz parte da publicação Estimativa 2012 - Incidência de Câncer no Brasil, que o Instituto lançou na última quinta-feira (24). Por ser tão importante conscientizar e ampliar o conhecimento da população sobre a prevenção e o tratamento do câncer, o Ministério da Saúde instituiu em 1998 o Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado neste domingo (27).
O aumento de pacientes acometidos pela doença está ligado ao prolongamento da longevidade, de acordo com o gastroenterologista especialista em cirurgia oncológica Dino Altmann.
"As pessoas ficam mais expostas aos riscos de doenças", disse ele. A tendência, segundo a Union for International Center Control (UICC), é do aumento de 50% no número de novos casos de câncer até 2020, com o dobro de casos fatais. No Brasil, a situação pode ser considerada mais grave, pois enquanto nos outros países um paciente tem sobrevida de 12 a 16 anos, aqui este tempo é reduzido para entre 2 a 4 anos.
Para Altmann, a maior incidência de câncer no Brasil e no mundo se deve às mudanças de hábitos da sociedade. Um dos cânceres mais comuns é o de mama, com estimativa de 52.680 casos para 2012 no Brasil, segundo o INCA. "A grande influência é o menor número de filhos, ter filhos mais tarde e amamentar em uma idade avançada", disse. De acordo com o médico, ter filhos entre 20 e 35 anos é uma forma de se prevenir do câncer de mama.
Os tumores de pele, segundo especialista, são os mais comuns. "A situação da camada de ozônio e a exposição por mais tempo ao sol porque se vive mais são fatores de risco", exemplificou Altmann. Ele explicou que a radiação é acumulativa e o sujeito quanto mais velho for, mais chances de desenvolver tumores.
"Não se expor ao sol, usar protetor solar e consultar médicos sobre surgimento de pintas e manchas" são métodos de prevenção.
São esperados 60.180 novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2012, segundo o INCA.
A taxa de incidência cresceu cerca de 25 vezes desde 2008 e até 2015, a expectativa é que a taxa aumente cerca de 60%. Em média, 62% dos casos ocorrem em homens com 65 anos ou mais. A ingestão de frutas vermelhas, uva e outros alimentos com licopeno é uma forma de evitar a doença.
Previna-se
Segundo dados divulgados pelo Hospital São José, cerca de 30% das mortes por câncer são causadas por cinco fatores de risco no comportamento e na dieta: alto índice de massa corporal, baixo nível de ingestão de frutas e legumes, falta de atividade física, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Mais de 30% dos casos da doença poderiam ser evitados modificando ou evitando esses fatores de risco.
O nutrólogo Durval Ribas Filho explica que o câncer tem uma ligação direta com os alimentos. "Uma dieta rica em lipídios está relacionada ao câncer de mama, uma dieta rica em álcool está ligada ao câncer no sistema digestório, rica em alimentos com corates e flavorizantes pode atingir diversos órgãos", disse ele. O médico alertou que quem come bacon cinco vezes ou mais por semana, tem mais chances de desenvolver câncer de bexiga. "O problema é o consumo em excesso de certas substâncias".
A ideia de que um prato saudável precisa ser colorido tem fundamentos. Segundo Ribas Filho, cada pigmento em frutas, legumes e verduras tem um tipo de antioxidante. Uma refeição composta por cinco cores, sem dúvida ajudará a pessoa a não só se prevenir contra o câncer, mas como de outras doenças também.
Os alimentos vermelhos em geral, como tomate, goiaba vermelha, melancia, cerejas, pimentão vermelho, açafrão, páprica, entre outros, contêm antioxidantes como os flavonoides e o licopeno. "Esses alimentos, juntamente com os ácidos graxos monoinsaturados (como o azeite de oliva), isoflavonas (soja) também atuam na prevenção de tumores, particularmente os de mama, próstata e intestino", disse o médico Dino Altmann.
Segundo o gastroenterologista, uma alimentação errada e desregrada e o consumo de bebidas alcoólicas estão entre os causadores de câncer. Fumantes também possuem mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Pessoas com histórico familiar de câncer, que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, que foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno são mais predispostas à doença.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

PESQUISA - "FRUTAS EM EXTINÇÃO SÃO POTENTES CONTRA DOENÇAS CRÔNICAS"

(Gabiroba Madura)

Gabiroba, guapeva e murici são frutas comuns no na região Centro-Oeste do Brasil. Mas, apesar da crença popular de que teriam efeitos positivos na saúde humana, nunca foi descrito na literatura o potencial anti-inflamatório e antioxidante dessas espécies. 

Um estudo pioneiro associando ciência de alimentos e saúde apresenta resultados positivos em relação ao potencial biológico destas frutas. Diante da comprovação, se utilizadas nas indústrias farmacêutica, alimentícia e cosmética, elas devem contribuir no combate ao desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, tais como câncer e diabetes. " As frutas podem ser usadas tanto na forma in natura ou como ingredientes funcionais nessas indústrias" , ressalta a autora do estudo, Luciana Malta.

Essas frutas, devastadas durante o processo mecanizado de " limpeza" e adubação da terra no cerrado, poderiam mudar a história de muitas pessoas na luta contra o câncer e outras doenças. Comparadas a outras drogas já conhecidas no mercado, as frutas apresentaram alto potencial, segundo Luciana, podendo ser usadas no enriquecimento de produtos comestíveis pela indústria alimentícia.

" Além disso, seus compostos ativos poderiam ser retirados e encapsulados pela indústria farmacêutica, já que não observamos nenhum nível toxicológico ao testar os extratos em animais" , enfatiza.

Ao aplicar os extratos das frutas em diferentes células cancerígenas humanas, obtidas no banco de células do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), Luciana também observou um alto potencial anticâncer.

" As plantas impediram o crescimento celular" , reafirma.

Esse resultado motivou o desenvolvimento de pesquisas com pacientes com câncer do Hospital das Clínicas da Unicamp, em um projeto de pós-doutorado também orientado por Gláucia Pastore. Por não terem sido tóxicas aos animais utilizados na pesquisa e fazerem parte da alimentação da população da região do cerrado, as frutas podem ser testadas em seres humanos com segurança, se consumidas na dose certa, segundo Luciana.

As espécies também demonstraram potencial superior quando comparadas com frutas estudadas nos Estados Unidos, onde Luciana realizou doutorado-sanduíche pela Universidade de Cornell, sob coorientação do professor Rui Hai Liu. " Algumas atividades mostraram que as espécies analisadas são cem vezes mais potentes que outras tidas como frutas de alta atividade" , acrescenta Luciana. De acordo com a pesquisadora, o extrato da casca de guapeva demonstrou alto potencial nos testes in vivo, enquanto a gabiroba foi eficiente em avaliações in vitro.

A parte da pesquisa realizada nos Estados Unidos é inédita, segundo Luciana, e permite que os resultados de experimentos com células sejam obtidos em 24 horas, utilizando uma quantidade mínima de extrato de frutas. " Não é considerada uma análise in vivo, mas ofereceu os mesmos resultados das análises realizadas em animais. Então por que utilizar tanto animal e extrato, se com as células consigo o mesmo resultado?" O método utilizado nos Estados Unidos foi trazido por ela ao Brasil para testar frutas e vegetais brasileiros.

Diante dos resultados, Luciana acentua que a pesquisa não pode ser engavetada, mas sim abrir caminho para que outros testes sejam realizados e os resultados aprimorados até chegarem à fase de produto disponível para a população. Um dos próximos passos é definir a quantidade ideal a ser consumida. " Tudo tem um limite para ser consumido, senão o organismo pode sofrer também com o excesso de algumas propriedades contidas nos alimentos. Então, é preciso avançar na pesquisa" , esclarece.

Devastação

Assim como gabirobas e guapevas, outros vegetais podem estar em risco de extinção no cerrado, devido ao processo acelerado de ocupação agrícola e à exploração extrativista e predatória. As baixas são significativas nas safras dos produtos e há dados de que cerca de 40% do bioma já tenha sido desmatado. O grande apelo do trabalho, na opinião de Luciana, é para a biodiversidade brasileira. " Estamos perdendo esses vegetais e a cura de muitas doenças pode estar nessa biodiversidade" , enfatiza Luciana.

Ela informa que, nos últimos 35 anos, mais de metade da extensão original do cerrado foi substituída por plantações de soja e por pastos para a criação de gado de corte. De acordo com um relatório técnico da Conservação Internacional - Brasil, os desmatamentos anuais na região chegam a 1,1%, representando uma perda de 2,2 milhões de hectares ao ano. " Se esse ritmo for mantido, o bioma será eliminado por volta do ano 2030" , adverte.

Ela acredita que os cientistas também precisam chamar atenção para a devastação do bioma do Cerrado. " Para o Centro-Oeste, principalmente para fazendeiros, vale mais a pena devastar a vegetação e fazer um pasto que manter as frutas.

O próximo passo é fazer com que a população se conscientize da importância da manutenção deste bioma. Agora temos dados científicos para chamar atenção tanto da população como também do próprio governo do Centro-Oeste" .
Luciana acrescenta que o bioma Cerrado possui uma diversidade grande de frutos importantes na sustentabilidade da região.

Com esta enorme biodiversidade criou-se uma tradição de uso de espécies alimentícias, medicinais, madeireiras, tintoriais e ornamentais. As frutas nativas são comercializadas e consumidas in natura ou beneficiadas por indústrias caseiras na forma de sucos, geleias, sorvetes e licores. " O Brasil precisa conhecer melhor sua biodiversidade. Muitos dos frutos do país ainda são desconhecidos ou pouco utilizados" , pondera.



fonte:http://www.isaude.net/

domingo, 13 de novembro de 2011

EPIGENÉTICA - "ESQUIZOFRENIA TAMBÉM TEM ORIGENS EXTERNAS"



(80% de suas informações genéticas vem de fora de você..diariamente)

Um estudo do Instituto de Psiquiatria do King's College London mostrou que apesar da hereditariedade exercer forte influência em casos de esquizofrenia e bipolaridade, nem sempre os distúrbios se manifestam em gêmeos idênticos, o que indica que outros fatores, além dos genéticos, talvez estejam envolvidos nos transtornos. 

Para chegar a essa conclusão, o psiquiatra Jonathan Mill analisou o DNA de 22 pares de gêmeos univitelinos, o que descarta interferências genéticas, sendo que um de cada dupla apresentava esquizofrenia ou transtorno bipolar, e comparou com o DNA cerebral de pessoas saudáveis e com o de outros voluntários que tinham algum tipo de psicose.

O objetivo da pesquisa era investigar o impacto das mudanças epigenéticas – alterações que não influem na sequência do DNA, porém deixam marcas químicas.

(Embora o pesquisador não tenha encontrado modificações no conteúdo total da metilação do DNA – um forte indicador de alteração epigenética –, entre os irmãos, foram observadas diferenças associadas aos distúrbios em locais específicos do genoma.

Além de reforçar a ideia de que essas mudanças podem estar envolvidas num largo espectro de transtornos psiquiátricos, a descoberta corrobora publicações anteriores que mostram que as alterações estão associadas a uma série de processos biológicos e cognitivos, incluindo dependência química e neuro degeneração.)

Mill acredita que os resultados são animadores: “Nosso estudo sugere que não só as alterações genéticas são importantes. 


As diferenças epigenéticas que observamos podem revelar mais sobre as causas da esquizofrenia e do transtorno bipolar, uma vez que algumas alterações eram específicas de cada doença. 

Além disso, esses processos são potencialmente reversíveis, o que pode significar um avanço no desenvolvimento de futuros medicamentos”.


Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/origens_da_esquizofrenia.html

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ALERTA - "CHURRASCO E CÂNCER, UMA PARCERIA ANTIGA MAS SÓ AGORA CONFIRMADA"


 (CARNES BEM PASSADAS, RISCOS SUBESTIMADOS) 

Antes de adicionar novas substâncias aos alimentos, cientistas e fabricantes testam essas substâncias em ratos e camundongos.
Isto é feito no pressuposto de que camundongos e humanos metabolizam as substâncias da mesma forma.
Ocorre que os humanos têm determinadas enzimas, importantes para o processamento dos alimentos, distribuídas em muito mais partes do corpo do que os camundongos.
Logo, o risco associado com determinadas substâncias químicas presentes nos alimentos pode estar sendo subestimado.
Estes são o raciocínio e a conclusão de uma equipe de especialistas do Instituto Norueguês de Saúde Pública.
E os testes não se referem a comidas industrializadas, mas ao que os cientistas chamam de "carnes bem preparadas", feitas segundo as regras de qualquer boa cozinha. Isso inclui frituras e grelhados, como os churrascos.
Tumores intestinais
Os pesquisadores noruegueses encontraram tantas diferenças entre os camundongos usados em pesquisas e os seres humanos que eles precisaram desenvolver um novo modelo para testar as substâncias presentes nos alimentos voltados para consumo humano.
Em vez disso, eles desenvolveram o que chamam de um novo "modelo animal", um camundongo geneticamente modificado para ter um sistema metabólico mais parecido - ou menos diferente - dos humanos.
Os resultados mostraram que a incidência de tumores intestinais passou de 31% nos camundongos mundialmente utilizados nessas pesquisas para 80% no novo camundongo. Assustador !
Ou seja, um grande número de substâncias que está sendo aprovada, ou que é vista como saudável para consumo humano, pode ser carcinogênica.
Mutagênicos alimentares
Os testes foram feitos com carnes cozidas e assadas, tanto carnes vermelhas quanto carnes de peixes.
O aquecimento dos alimentos pode levar à formação de substâncias carcinogênicas, os chamados mutagênicos alimentares, sobretudo em frituras e grelhados.
Há enzimas chamadas sulfotransferases em várias partes do corpo humano, mas elas são encontradas apenas no fígado dos camundongos de laboratório normais.
As sulfotransferases podem tornar algumas substâncias nos alimentos menos danosas, mas também podem transformar substâncias menos danosas em substâncias carcinogênicas.
O novo camundongo possui a mesma quantidade dessas enzimas nos intestinos que os seres humanos, o que resultou em um aumento substancial na ocorrência de câncer quando foram feitos os testes com os alimentos que passaram por fortes processos de aquecimento.
Os cientistas concluem que "os camundongos normais de laboratório não são um bom modelo para avaliar o risco à saúde dos humanos da ingestão de mutagênicos alimentares de carnes bem passadas"

(www.diariodasaude.com.br)

SAÚDE - "O TRIPTOFANO E AS DEPRESSÕES"


(Investindo em seu bem estar)

 O Triptofano é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos.
É um aminoácido aromático essencial para a nutrição humana. Ele é um dos vinte aminoácidos no código genético e vem antes da serotonina. Estudos efetuados indicam também que o triptofano é a substância responsável pela promoção da sensação do bem-estar.

O triptofano absorve luz ultravioleta, possui um anel indólico ligado a um grupo metileno. A cadeia lateral indol incomum do triptofano é também o núcleo do importante neurotransmissor serotonina, que é biossintetizado a partir do triptofano. 
A porção aromática do triptofano serve como um marcador ultravioleta para a detecção deste aminoácido tanto de forma separada, ou incorporado em proteínas e enzimas, através de espectro-fotometria ultravioleta. O triptofano representa cerca de 1% dos aminoácidos das proteínas de nosso organismo: é o mais raro dos aminoácidos na seqüência primária das nossas proteínas. 

Os alimentos ricos em proteínas são boas fontes de triptofano, assim como os ovos, o coco, o peixe e a carne, perú, bananas, tâmaras secas e amendoins.
O triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro, juntamente com a vitamina B6, a niacina (ou niacinamida) e o magnésio, para produzir a serotonina, um neurotransmissor importante no processo bioquímicos do sono e do humor.     

É importante ressaltar que, embora o triptofano eleve os níveis de serotonina, o seu consumo na forma de lactíneos, peixe, carne etc, não faz efeito significativo sobre a produção de serotonina no Sistema Nervoso Central. Isso ocorre pois o triptofano não é o único aminoacido presente nesses alimentos, assim, há uma "competição" com outros aminoácidos na absorção.

Desse modo a maior parte do triptofano presente nos alimentos não é utilizada, sendo necessária a utilização de suplementos isolados.
No Sistema Nervoso Central (SNC), é um dos responsáveis pela produção de serotonina.

 Níveis baixos de serotonina estão associados à depressão, o triptofano atua como um antidepressivo pois eleva os níveis de serotonina (5HT) no SNC.   
A sua presença no nosso organismo, contribui para induzir o sono de forma natural, reduzir a sensibilidade à dor, atuar como um antidepressivo natural, aliviar as enxaquecas ou dores de cabeça.

Contribui para a redução da ansiedade e da tensão, ajuda a aliviar vários sintomas dos distúrbios bioquímicos relacionados com a ingestão de álcool e no controle do alcoolismo e outras dependências.