terça-feira, 25 de dezembro de 2012

SÓLIDO, LÍQUIDO E GASOSO ? NÃO ! EXISTEM 500 ESTADOS DA MATÉRIA !


Docente do Perimeter Institute Xiao-Gang Wen, que revelou a reclassificação moderna dos estados da matéria, ao lado de uma concepção artística de uma rede de luz e elétrons, um tipo teórico de matéria topologicamente ordenada

Durante muito tempo acreditamos que havia apenas três estados físicos da matéria (sólido, líquido e gasoso) e mesmo décadas de estudos não aumentaram muito essa lista. Contudo, um novo sistema de classificação, baseado em mecânica quântica, abriga mais de 500 estados físicos.
Normalmente, físicos usam o paradigma de Landau para classificar as fases da matéria, baseado na “simetria” dos átomos – como eles se movimentam na matéria estudada. No começo dos anos 1980, pesquisadores de física da matéria condensada (ramo dedicado ao estudo das propriedades físicas da matéria) começaram a investigar materiais com base em conceitos da física quântica e viram que o paradigma de Landau não dava conta de classificar sistemas diferentes que tinham a mesma simetria.
A equipe apontou que esses sistemas tinham uma “base” diferente: a ordem topológica, relacionada não a simetria, mas a propriedades quânticas. Um dos principais fenômenos envolvidos no sistema é o entrelaçamento quântico, em que duas ou mais partículas estão “ligadas” mesmo a distância, ao ponto de ações realizadas em uma imediatamente afetarem a(s) outra(s).
Apenas recentemente, contudo, os pesquisadores conseguiram organizar o sistema para classificar estados especiais (chamados “fases topológicas de simetria protegida”), usando conceitos matemáticos complexos. Com isso, eles deram à comunidade científica mais ferramentas para estudar materiais influenciados por fenômenos quânticos, que devem permitir grandes avanços nos próximos anos (em especial no que diz respeito a supercondutores e computadores quânticos).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MEDICINA E INDÚSTRIA FARMACÊUTICA; UMA AMIZADE ANTIGA



Nos últimos meses, um tema polêmico tem aparecido mais frequentemente na mídia: o potencial prejuízo que o “inevitável” laço entre medicina e indústria farmacêutica pode causar nos pacientes.
Muitos artigos e estudos têm argumentado que a indústria farmacêutica se utiliza de táticas e estratégias imorais e nada éticas para vender remédios que absolutamente não ajudam os doentes.
O estudo analisou 2.047 artigos sobre pesquisas biomédicas desacreditadas e retraídas de publicações científicas, e constatou que a maior razão para a sua retração não foram erros honestos (não propositais), mas sim pura fraude.
Enquanto isso, um médico inglês, Benjamin Goldcare, denunciou um comportamento condenável da indústria farmacêutica: em busca de proteger os próprios interesses econômicos, os laboratórios farmacêuticos nem sempre liberam os remédios ao mercado com a garantia de que farão bem aos pacientes.
Para vender esses remédios ineficazes, as empresas forjam ou só publicam estudos acadêmicos e resultados de testes favoráveis sobre eles, escondendo totalmente o fato de que alguns apresentam efeitos colaterais perigosos.
Se você acha que já ouviu o suficiente, prepare-se para conhecer a pior parte de tudo isso: tal comportamento não é ilegal.
No Brasil, a entidade que libera remédios para uso comercial é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um órgão ligado ao Ministério da Saúde. Existem 23 laboratórios oficiais ligados à Anvisa que fornecem medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
As centenas de laboratórios privados, no entanto, estão sob observação menor (para não dizer sem observação): o único controle rigoroso acontece no momento de permitir que a empresa abra.
Uma vez operantes, os produtores detém o controle sobre os testes, ou seja, os próprios laboratórios atestam a qualidade do medicamento que eles mesmos fabricam. O sistema de teste e aprovação dos remédios coloca controle excessivo nas mãos dos fabricantes, de forma que eles quase sempre podem definir qual o veredicto sobre qualquer medicamento em fase de experimentos.

“Suicídio profissional”

O psiquiatra britânico David Healy, odiado por colegas que até tentaram revogar sua licença médica, argumenta que seus semelhantes estão cometendo “suicídio profissional” ao não abordar sua relação perigosamente íntima com a indústria farmacêutica.
Os conflitos entre medicina e indústria são conhecidos há muito tempo. Um deles são os “presentes” que médicos ganham de fabricantes de remédio, que alguns consideram ser uma tentativa clara de “comprar” o profissional para que ele passe a receitar a medicação.
Nos EUA, por exemplo, só em 2004 as empresas farmacêuticas gastaram cerca de US$ 58 bilhões (cerca de R$ 116 bi) em marketing, 87% dos quais foram destinados diretamente a cerca de 800 mil norte-americanos com o poder de prescrever medicamentos.
Nos EUA, a legislação diz que as empresas farmacêuticas devem revelar quais médicos aceitaram qualquer pagamento ou presente com valor maior de US$ 10, e descrever as quantidades exatas aceitas e seu propósito em um site público. Porém, esse site só vai estar em funcionamento em 2014, talvez.
Healy nem acha que aceitar dinheiro dos fabricantes seja o pior problema (embora já tenha ficado demonstrado que pode ser prejudicial). Para ele, o fato das empresas repetidamente esconderem informações importantes sobre os riscos de seus medicamentos é que é o verdadeiro problema.
Nesse ponto, Healy acha que as publicações científicas têm um pouco de culpa também. Ele disse, por exemplo, que já teve dificuldade em publicar dados anteriormente ocultos: a publicação foi rejeitada.
Embora as revistas médicas obriguem empresas farmacêuticas a registrarem todos os seus ensaios clínicos com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA se quiserem publicá-los, essa não é uma exigência legal. Eles ainda podem esconder dados relevantes da Administração de Drogas e Alimentos americana ao não divulgar testes clínicos que eles nunca tentaram submeter a publicação.
“A questão-chave a curto prazo é o acesso aos dados. Temos que insistir nisso”, afirma Healy. “Médicos recebem a indústria e ouvem sobre seus remédios. Eu não acho que seja um problema enorme que sejam pagos para isso. O grande problema é que se você perguntar pelos dados, eles não podem mostrar a você. Isso é não é ciência, isso é marketing”.
No Brasil, o Código de Ética Médica e a Resolução nº 1.595/00 do Conselho Federal de Medicina proíbem aos médicos a comercialização da medicina e a submissão a outros interesses que não o benefício do paciente. Também é proibida a vinculação da prescrição médica ao recebimento de vantagens materiais. A RDC 102/00 da Anvisa ainda proíbe a indústria farmacêutica de oferecer prêmios ou vantagens aos profissionais de saúde envolvidos com a prescrição ou dispensação de medicamentos.
A questão é: em até que ponto essas resoluções são fiscalizadas?
Recentemente, em fevereiro desse ano, um acordo inédito foi firmado entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), estabelecendo parâmetros para a relação entre médicos e indústrias.
Entre outras resoluções, ficou decidido que a presença de médicos em eventos a convite da indústria deve ter como objetivo a disseminação do conhecimento técnico-científico, e não pode ser condicionada a qualquer forma de compensação. Também, somente despesas relacionadas ao evento podem ser cobridas pela indústria.
Quanto a brindes e presentes, eles devem estar de acordo com os padrões definidos pela legislação sanitária em vigor, devem estar relacionados à prática médica, e devem expressar valor simbólico (que não ultrapasse um terço do salário mínimo nacional vigente).
Além disso, foram estabelecidas regras para visitação comercial a médicos, que dizem que o objetivo das visitas deve ser contribuir para que pacientes tenham acesso a terapias eficientes e seguras, e que os empresários devem informar os médicos sobre as vantagens e riscos dos remédios.
Esse acordo inédito parece mostrar bastante boa vontade de ambas as partes de agir no melhor interesse do paciente. Mas, como diria o ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. A dúvida que permanece é: o quão a sério profissionais de saúde e empresários estão levando esses parâmetros?
Nós, os pacientes, estamos seguros, ou somos duplamente vítimas: das doenças e dos remédios?
[CNN, CFM, CREMESP]

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NEUROCIRURGIÃO AMERICANO LANÇA LIVRO CONTANDO SUA EXPERIÊNCIA EM OUTRA DIMENSÃO



Eben Alexander III sempre acreditou que os relatos de pessoas que quase morreram e “viram uma luz” ou algo parecido podiam ser explicados por neurociência… até o dia em que passou por uma experiência similar e, mesmo com todo o seu conhecimento, sentiu que a ciência seria incapaz de explicar o que viu e viveu !
Durante uma semana, Alexander viveu de forma intensa dentro de sua própria mente. Ele conta que havia renascido em uma substância gelatinosa e que foi guiado por “uma linda garota com maçãs do rosto proeminentes e olhos de um azul profundo” nas asas de uma borboleta para um “imenso vazio” que era ao mesmo tempo “profundamente escuro” e “cheio de luz” vindo de uma “esfera” que seria um Deus de amor.Em 2008, Alexander, um neurocirurgião de 54 anos, contraiu meningite bacteriana. Quando a doença avançou, o médico entrou em coma profundo.
Mesmo sabendo que isso colocaria sua reputação em risco, Alexander decidiu contar a experiência em um livro, intitulado “Proof of Heaven” (“Prova do Céu”, sem edição em português). A obra foi lançada no final de outubro e o autor espera que os anos de experiência científicas acumulados ajudem a persuadir céticos (especialmente os da medicina) a abrir suas mentes para a existência de um mundo após a morte.

Um cientista no Paraíso?

O médico já havia ouvido diversos relatos de experiências de quase-morte e os considerava banais. O que tornaria o seu caso diferente (além do fato de ser mais “psicodélico” do que a maioria)? Alexander, que há décadas estuda o cérebro humano, acredita que as visões que teve estão além da ciência. “Durante o coma meu cérebro não estava funcionando de modo inapropriado”, escreve. “Ele simplesmente não estava funcionando”.
“Proof of Heaven” foi lançado no último dia 23 de outubro e entrou rapidamente para a lista de best-sellers do The New York Times. “Esse livro aborda temas que são de interesse para muita gente: consciência, quase-morte e céu”, aponta Priscilla Painton, editora executiva da Simon & Schuster, que publicou a obra.
Em entrevista recente, Alexander explicou que tinha pouco interesse em atrair leitores religiosos – o principal público consumidor de livros como esse. Ele ressalta que seu livro é diferente do “Heaven is for Real” (“O Céu é Real”, não lançado no Brasil), por exemplo, best-seller publicado em 2010 que conta a experiência de quase-morte do filho de um pregador. “É totalmente diferente”, insistiu.
Alexander deixou a Universidade de Harvard (EUA) em 2001, cansado de “política médica”. Em 2006, começou a estudar formas menos invasivas de neurocirurgia. Dois anos mais tarde, a meningite quase o matou. Depois de se recuperar, o médico pretendia relatar sua experiência em um artigo científico. Contudo, depois de consultar materiais já publicados sobre o tema e conversar com diversos colegas da área, ele concluiu que a ciência não podia explicar o que aconteceu. “Todo o meu neocórtex – a parte externa da superfície do cérebro, que nos torna humanos – estava completamente desligado, inoperante”.
Ele hesitou, e dois anos se passaram até ele começar a usar o termo “Deus” em seus relatos. Ainda assim, ele sentiu que devia publicar a experiência. Em conversas privadas, poucos colegas argumentaram contra suas ideias, mas ninguém (mesmo os que concordavam com ele) estava disposto a ser citado no livro.
Para Martin Samuels, diretor-executivo do departamento de neurologia do Brigham and Women’s Hospital, a ideia de que “não há explicação científica” para essa experiência não convence. “Não há como saber, de fato, que o neocórtex dele estava desligado. Soa científico, mas é uma interpretação feita após o fato”, explica.
“Minha própria experiência”, acrescenta Samuels, “é a de que todos nós vivemos em uma realidade virtual, e que o cérebro é nosso último intermediário. O fato de ele [Alexander] ser um neurocirurgião não é mais relevante do que se ele fosse um encanador”.
Sem se intimidar com as críticas, Alexander pretende contar sua experiência em diversos ambientes médicos (como asilos e hospitais). Para aqueles que lidam com a morte, ele passa uma mensagem consoladora: “Nosso espírito não é dependente do cérebro ou do corpo. É eterno, e ninguém tem evidências concretas de que não é”.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

UMA FRASE - GUNTHER ROLAND


“De alguma forma elas voam na mesma direção, embora não seja claro como elas comunicam essa informação entre si. Isso surpreendeu muitas pessoas, incluindo nós mesmos”


 (Sobre como partículas que se chocam entre si dentro do LHC voam todas numa mesma direção criando novo tipo de matéria)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PESQUISA - "REFRIGERANTES PROVOCAM CÂNCER DE PRÓSTATA"



Homens que consomem o equivalente a uma lata de refrigerante por dia estão sujeitos a um risco maior de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo sueco anunciado nesta segunda-feira (26/12).
"Entre os homens que consomem uma grande quantidade de refrigerantes ou outras bebidas com adição de açúcar, constatamos um risco de câncer de próstata aproximadamente 40% maior", disse à AFP uma das autoras do estudo, Isabel Drake.
O estudo, que será publicado na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, baseia-se no acompanhamento de mais de 8.000 homens da região do sul da Suécia, com idade entre 45 e 73 anos, durante uma média de 15 anos.
 Todos anotaram minuciosamente os alimentos e bebidas que ingeriram.
Aqueles que beberam um refrigerante (330 ml) por dia estiveram 40% mais propensos a desenvolver câncer de próstata, necessitando de tratamento.
Além disso, aqueles que tiveram uma dieta rica em arroz e massas apresentaram 31% mais chances de desenvolver formas mais benignas do câncer. Este risco foi aumentado em 38% para aqueles que ingeriram grandes quantidades de açúcar no café da manhã, relatou a pesquisadora.
Estudos anteriores já haviam indicado que os chineses e os japoneses que viviam nos Estados Unidos, o maior consumidor de refrigerantes do mundo, desenvolveram câncer de próstata com mais frequência do que os compatriotas que permaneceram em seu país.
Uma pesquisa aprofundada sobre a resposta a diferentes dietas de acordo com a genética torna possível "adaptar as recomendações em termos de comida e bebida para certos grupos de alto risco", considerou Drake.
(UOL)

sábado, 24 de novembro de 2012

COCAÍNA E ATAQUE CARDÍACO - NOVO ESTUDO




Segundo um novo estudo da Universidade de Sydney (Austrália), usuários de cocaína, mesmo que só utilizem a droga uma vez ao mês, correm um risco muito maior de sofrer uma parada cardíaca do que as pessoas que não usam a droga.
Usuários de cocaína têm pressão arterial mais elevada, artérias mais rígidas e paredes mais espessas no músculo do coração do que não usuários, todos fatores de risco que podem causar um ataque cardíaco.

A pesquisa

Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para medir os efeitos da droga em 20 adultos saudáveis que usaram “cronicamente” a substância ilegal.
Eram 17 homens e 3 mulheres, com idade média de 37 anos, que relataram o uso de cocaína pelo menos uma vez por mês durante o ano anterior à pesquisa. Eles preencheram questionários que descreviam seus hábitos, fatores de risco cardiovascular e nível socioeconômico.
Pelo menos 48 horas após seu último uso de cocaína, os voluntários tiveram sua pressão arterial medida e passaram por exames de ressonância magnética cardíaca.
Em comparação com 20 não usuários, os que haviam abusado da cocaína tinham maiores taxas de múltiplos fatores associados com o aumento do risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral (derrame).
Por exemplo, os usuários tinham 30 a 35% mais rigidez da aorta, um aumento da pressão arterial e 18% mais espessura da parede do ventrículo esquerdo do coração.
Os efeitos combinados de maior coagulação do sangue, maior estresse no coração e aumento da constrição dos vasos sanguíneos colocam os usuários em um alto risco de ataque cardíaco espontâneo.
“Estamos repetidamente vendo jovens, indivíduos aptos, sofrerem ataques cardíacos fulminantes relacionados ao uso de cocaína”, diz a Dra. Gemma Figtree, pesquisadora do estudo. “Eles não têm conhecimento das consequências para a saúde de se usar regularmente cocaína. É a droga perfeita para um ataque cardíaco”, conclui.
O estudo australiano é o primeiro a documentar anomalias cardiovasculares em usuários de cocaína aparentemente saudáveis após os efeitos imediatos da cocaína terem passado.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

PESQUISA - "A VELHICE ESTA NA MENTE"



Pesquisadores descobriram que idosos que têm uma visão mais positiva sobre o envelhecimento têm 44% mais probabilidade de se recuperar completamente após sofrer uma incapacitação severa.
A pesquisa, que acompanhou 598 idosos com mais de 70 anos durante 11 anos, começou com nenhum dos mesmos sofrendo de qualquer incapacitação.
Durante o tempo da pesquisa, todos eles precisaram, em pelo menos um mês, de ajuda em tarefas diárias, como banhar-se, vestir-se, ou caminhar. Em alguns casos, a incapacitação foi severa, em outros, leve.
Na pesquisa, eles foram solicitados a falar as cinco primeiras palavras ou frases que viessem à mente quando pensavam em pessoas velhas. Os pesquisadores colocaram as respostas em uma escala de cinco pontos, das mais positivas às mais negativas.
A pesquisa descobriu não só que uma visão positiva resultava em mais probabilidade de recuperação, como que quem tinha uma atitude positiva tinha mais probabilidade de evoluir de uma incapacidade severa para uma leve, e de uma leve para nenhuma incapacidade.

Além disso, a atitude positiva estava associada a uma taxa menor de declínio da capacidade para executar atividades rotineiras conforme a pessoa envelhecia.
Uma das explicações pode ser o fato de que pessoas com visões positivas sobre a vida também costumam cuidar mais da saúde, tendo um estilo de vida saudável, mantendo as visitas ao médico em dia, e tomando remédios conforme a prescrição.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PESQUISA - "EQUIPE DE CIENTISTAS ANALISAM O CÉREBRO DE MÉDIUNS DURANTE PSICOGRAFIA"


PSICOGRAFIA NA MIRA DA CIÊNCIA
                                             
Cientistas brasileiros e norte-americanos usaram as mais modernas técnicas de neuroimagens para analisar o cérebro de médiuns brasileiros.
Os estudos foram feitos durante sessões de psicografia, uma forma de comunicação em que o espírito de uma pessoa já falecida escreve por meio das mãos do médium.
A nova pesquisa revelou resultados intrigantes da atividade cerebral, como um estado descrito pelos cientistas como "dissociativo".
Os médiuns mais experientes apresentaram uma redução na atividade cerebral, apesar do complexo conteúdo escrito produzido por eles.
Os resultados foram publicados na revista científica PLOS ONE.
Ciência e mediunidade
"Já se sabe que as experiências espirituais afetam a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, a prática de supostamente estabelecer comunicação ou ser controlado por uma pessoa já falecida, tem recebido pouca atenção científica," disse Andrew Newberg, da Universidade Thomas Jefferson (EUA), que coordenou o estudo.
Segundo ele, a partir destas primeiras constatações, novos estudos sobre o assunto deverão começar a ser feitos.
Foram analisados 10 médiuns, cinco deles classificados como "experientes" e cinco como "menos experientes".
Todos receberam uma injeção de um marcador radioativo (radiofármaco) para capturar sua atividade cerebral durante processos normais de escrita e durante a prática da psicografia, que envolve um estado similar ao transe.
Os médiuns foram analisados usando um exame chamado SPECT (single photon emission computed tomography, tomografia computadorizada por emissão de fóton único), que é capaz de registrar as áreas ativas e as áreas inativas do cérebro a cada momento.
Transe mediúnico
O estudo mostrou que os psicografistas experientes apresentaram menores níveis de atividade no hipocampo esquerdo (sistema límbico), giro temporal superior direito e regiões do lobo frontal do cingulado anterior esquerdo e giro precentral direito durante a psicografia, em comparação com sua escrita normal, fora do transe mediúnico.
As áreas do lobo frontal estão associadas com o planejamento, raciocínio, produção da linguagem, movimento e resolução de problemas.
Os cientistas levantam a hipótese de que isto reflete, durante o transe mediúnico, uma ausência de foco, autopercepção e consciência durante a psicografia.
Já os médiuns menos experientes apresentaram exatamente o efeito oposto, o que os cientistas sugerem estar associado ao maior esforço que eles fazem para executar a psicografia.
Avaliação neurocientífica da mediunidade
Os textos psicografados foram analisados pelos cientistas, que verificaram que os textos produzidos durante o transe mediúnico apresentaram complexidades maiores do que aqueles produzidos espontaneamente pelo próprio médium para referência, que não eram oriundos de psicografia.
Em particular, os médiuns mais experientes produziram textos com maiores pontuações no quesito complexidade, que normalmente exigiriam mais atividade no córtex frontal e temporal - exatamente o oposto do que os exames verificaram.
O conteúdo produzido durante as psicografias versava sobre princípios éticos, a importância da espiritualidade, e a aproximação entre ciência e espiritualidade.
"Esta que é a primeira avaliação neurocientífica já realizada dos estados de transe mediúnico revela alguns dados interessantes para melhorar a nossa compreensão da mente e sua relação com o cérebro. Estas descobertas merecem estudos mais aprofundados, tanto em termos de replicação quanto de hipóteses explicativas," concluiu o Dr. Newberg.
O estudo foi orientado pelo Dr. Newberg e contou com a participação dos brasileiros Julio Fernando Peres (Universidade da Pensilvânia), Alexander Moreira Almeida e Leonardo Caixeta (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Frederico Leão


USP (Universidade de São Paulo).

sábado, 17 de novembro de 2012

PESQUISA - "MÉDICOS COMUNICAM-SE COM PACIENTE EM ESTADO VEGETATIVO ATRAVÉS DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA"


CÉREBRO DESLIGADO, CONSCIÊNCIA NÃO !

Depois de sofrer um acidente automobilístico 12 anos atrás, o canadense Scott Routley entrou em coma e, quando despertou, estava em estado vegetativo. Como acontece com outros pacientes nessa situação, Routley se tornou incomunicável, pois os danos em seu cérebro o impediam de emitir sons ou realizar gestos.
Recentemente, porém, uma equipe de médicos foi capaz de quebrar essa barreira: usando uma máquina de ressonância magnética, eles monitoraram o cérebro de Routley e, depois de perguntar ao paciente se ele estava com dor, observaram uma reação em seus neurônios, traduzida (depois de vários experimentos de “calibragem”) como um “não”.
“Scott tem demonstrado que tem uma mente consciente, pensante”, conta o neurologista Adrian Owen. “Nós o escaneamos diversas vezes e seus padrões de atividade cerebral mostram que ele está claramente escolhendo responder nossas questões. Nós acreditamos que ele sabe quem é e onde está”.
Para Owen, foi algo revolucionário. “Perguntar a um paciente algo importante para ele tem sido nossa meta por anos”, destaca. “No futuro, poderíamos perguntar o que fazer para melhorar sua qualidade de vida. Poderia ser algo simples, como entretenimento ou momentos de higiene ou alimentação”.
O sucesso desse procedimento coloca em dúvida a ideia de que pacientes em estado vegetativo perdem totalmente o “contato” com o mundo. “Eu fiquei impressionado e maravilhado porque ele foi capaz de mostrar essas respostas cognitivas”, diz o neurologista Bryan Young, que acompanha Routley há uma década. “Ele tinha a figura clínica de um paciente vegetativo típico, e não mostrava qualquer movimento espontâneo que parecesse significativo”.
Experimentos similares com outros pacientes, contudo, mostraram que poucos conseguem se comunicar usando apenas a atividade cerebral – um em cada cinco, de acordo com estudo feito por Owen e publicado em 2010. Ainda assim, as portas para novas possibilidades de comunicação com pacientes “inalcançáveis” estão mais abertas.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CRIANÇAS ANALFABETAS DA ETIÓPIA ENTRAM SÓZINHAS NA ERA DIGITAL


(Eu já sabia..)

Certa vez alguém perguntou ao astrônomo e divulgador de ciências Neil deGrasse Tyson o que fazer para despertar a curiosidade científica nas crianças, e o conselho dele foi: “sair do caminho delas”, ou seja, deixá-las explorarem à vontade.
As crianças, segundo ele, já nascem cientistas, com curiosidade e vontade de explorar e conhecer.
O pessoal do “One Laptop Per Child” (“Um Laptop Por Criança” – OLPC) comprovou essa ideia na prática. A empresa de Nicholas Negroponte já distribuiu 3 milhões de laptops para crianças em 40 países, uma atividade que geralmente integra professores a alunos. Mas e onde não tem professor ? E onde todo mundo é analfabeto ?
A equipe do OLPC deixou uma caixa fechada com tablets Motorola Xoom em duas aldeias etíopes, Wonchi e Wolonchete, onde nunca havia caído ou passado nada escrito.
Eles ensinaram alguns adultos como usar os painéis solares que recarregam os tablets, e pronto. 
Largaram lá os aparelhos recheados de programas educativos, livros, filmes e jogos.
Uma vez por semana, eles apareciam nas aldeias para trocar o chip de memória dos tablets, onde estavam registradas as atividades das crianças, todas entre 4 e 8 anos. E o que os registros mostraram é bastante animador.
  • 4 minutos depois que a equipe saiu da aldeia, as crianças já haviam aberto as caixas e descoberto como ligar os tablets – eles nunca tinham visto um botão de liga/desliga antes;
  • uma semana depois, cada criança usava em média 47 aplicativos por dia;
  • duas semanas depois, eles estavam disputando quem soletrava o alfabeto mais rápido, e cantavam músicas como o abecê;
  • cinco meses depois, eles conseguiram ultrapassar a proteção do tablet, que não deixava personalizar o mesmo, e além de cada um ter um tablet completamente diferente, eles também conseguiram habilitar a câmera, que alguém tinha deixado desabilitada por engano – traduzindo, eles hackearam o tablet;
  • uma das crianças, que brincava com programas de alfabetização que usam imagens de animais, abriu um programa de desenho e escreveu a palavra “Lion” (leão);
  • o que uma criança descobria sobre os tablets era compartilhado rapidamente com todas as crianças. Elas formaram uma rede solidária de aprendizado espontaneamente.
  • Em cinco meses, a vila saiu da “idade da pedra” e se lançou no caminho da alfabetização e da informática.
  •  Imagine se cair um disco voador na Etiópia…  
  • [Technology Review, B!t Publishing, Luis Nassif Online]

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

PESQUISA - "FÍSICA QUÂNTICA E EXPERIÊNCIAS DE QUASE-MORTE"


Sir Roger Penrose/ Dr. Stuart Hameroff 

Uma experiência de quase-morte acontece quando substâncias quânticas que formam a alma deixam o sistema nervoso e entram no universo em geral, de acordo com uma teoria notável proposta por dois cientistas eminentes.
De acordo com essa ideia, a consciência é um "programa de computador quântico" no cérebro, que pode persistir no universo, mesmo após a morte, a explicação vem da percepção daqueles que têm experiências de quase morte.
Dr. Stuart Hameroff, professor emérito no Departamento de Anestesiologia e Psicologia e do Diretor do Centro de Estudos da Consciência da Universidade do Arizona, avançou a teoria para um lado quase-religioso.
É baseado em uma teoria quântica da consciência que ele e físico britânico Roger Penrose têm desenvolvido, que sustenta que a essência de nossa alma está contida dentro de estruturas chamadas microtúbulos dentro das células do cérebro.
Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado dos efeitos de gravidade quântica nestes microtúbulos, uma teoria que eles batizaram de redução objetiva orquestrada.
Assim, afirma-se que nossas almas são mais do que a interação dos neurônios no cérebro. Eles são, de fato, construído a partir do próprio tecido do universo – e pode ter existido desde o início dos tempos.
A teoria sustenta ainda que quando os pacientes têm uma experiência de quase morte sua alma quântica é liberada do corpo e entra novamente no cosmos, antes de retornar quando eles são revividos.
Dr. Hameroff disse ao Science Channel, através do documentário "Wormhole": "Vamos dizer que o coração pára de bater, o sangue pára de fluir, os microtúbulos perdem seu estado quântico".
"A informação quântica nos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruído, ele apenas distribui e se dissipa com o universo em geral. Se o paciente é ressuscitado, revivido, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente".
"Se eles não conseguem fazer o paciente reviver, é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo, talvez indefinidamente, como uma alma".
Hameroff acredita em novas descobertas sobre o papel da física quântica  nos processos biológicos, tais como a navegação de aves,e que em breve vai provar a sua teoria.

(Daily Mail)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PESQUISA - "FÍSICA QUÂNTICA EXPLICA A EXISTÊNCIA DA ALMA"



(Unicidade; somos partes individuais de informações eternas que compõem o todo)


Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de “alma” e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e SirRoger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.
Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.
Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.
Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.
Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. 
Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

EPIGENÉTICA - "MELHORE SEU COMPORTAMENTO, MELHORE SUA GENÉTICA"

(Eu posso alterar minha carga genética ?)

A resposta veio à tona no mês passado, com a divulgação dos resultados da segunda etapa do projeto de pesquisa internacional conhecido como Encode.
O Encode teve início em 2003 e envolveu 440 pesquisadores de 32 laboratórios.
A quantidade de dados gerados foi tamanha que os resultados demandaram nada menos que 30 artigos científicos diferentes, publicados na Nature e em outras duas revistas.
Epigenética
A compilação dos dados mostrou que a função de metade de nosso genoma é regular a atividade da outra metade, uma constatação que surpreendeu até os cientistas.
"Se alguém dissesse que a metade ou mais dos nossos genes possui informações para ligar e desligar a outra metade, não sei se alguém acreditaria nele", comentou John Stamatoyannopoulos, pesquisador da Universidade de Washington, que participou do projeto.
A divulgação dos resultados do Encode é uma demonstração da importância que cada vez mais ganham os estudos da área conhecida como epigenética, que estuda precisamente os mecanismos de ativação dos genes.
A epigenética lida com os mecanismos bioquímicos pelos quais os genes são "ativados" ou "desativados", explica Paula Rahal, coordenadora do Laboratório de Estudos Genômicos da Unesp em São José do Rio Preto, que atua na área há uma década.
O genoma carrega as informações necessárias para criar todas as estruturas que compõem o organismo. E cada gene possui, de forma codificada, a receita para produzir uma determinada proteína.
Nos genes "ativados", a produção da proteína correspondente ocorre normalmente. Isto é chamado de expressão gênica.
"Os genes 'desativados' não se expressam, isto é, não conseguem reproduzir a proteína cuja informação possuem de forma codificada", descreve Paula.
Ambiente afeta os genes
Há décadas, pesquisas mostram que fatores como maus hábitos alimentares, sedentarismo, ingestão de álcool, tabagismo etc. exercem influência negativa na saúde e muitas vezes estão associados à maior ocorrência de vários males.
Por meio do estudo dos mecanismos de ativação e desativação genética, os cientistas estão conseguindo compreender melhor as vias pelas quais se dá esta interação entre o genoma do indivíduo e o ambiente em que ele vive.
Segundo Paula, por meio da epigenética estamos começando a entender como o estilo de vida afeta os genes.
Hoje já se sabe, por exemplo, que exercícios físicos alteram o DNA e até que o mesmo gene que mata uma pessoa, não afeta outras..
Nutrigenômica
"Já há dados na literatura sugerindo que seria possível interferir no funcionamento dos genes, tanto no caso da obesidade quanto no do câncer, por meio da dieta. Se isso for possível, poderemos reduzir o uso de medicamentos. Este é um dos focos da nossa pesquisa", diz Daisy Salvadori, diretora do Laboratório de Toxicogenômica e Nutrigenômica da Unesp em Botucatu.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

ALERTA - "ENERGÉTICOS PODEM TE MATAR"



A FDA, agência que controla a comercialização de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (23/10/2012) que vai investigar  cinco mortes no país relacionadas ao consumo de bebida energética.
O órgão decidiu abrir o inquérito após receber a denúncia da mãe de Anais Fournier, que morreu em 23 de dezembro do ano passado após sofrer uma arritmia cardíaca.
Segundo o advogado da família de Maryland, a jovem de 14 anos teve uma parada cardíaca enquanto assistia a um filme na TV. Ela foi levada ao hospital inconsciente, mas morreu, segundo a autópsia, pelo excesso de cafeína no organismo que impediu seu coração de bombear sangue.
Anais tomou, em um período de 24 horas, duas latas grandes de 24-oz (cerca de 750 mililitros) que contêm cerca de 240 miligramas de cafeína cada - ou sete vezes mais a quantidade de estimulante da lata de 350 mililitros de refrigerante de cola.
Desde então, os pais tentam provar que a morte da sua filha está ligada ao consumo do energético Monster Energy Drink. Segundo eles, a empresa Monster Beverage falhou em não alertar sobre os riscos da bebida - a marca responde por mais de 30% do mercado e só fica atrás da gigante Red Bull nos Estados Unidos. 
Além da investigação da agência, a Monster Beverage também está sendo processada pela família de Anais. Um porta-voz da empresa disse que seus produtos eram seguros e que a marca desconhecia qualquer fatalidade causada por suas bebidas.
“Com cores brilhantes e nomes sugestivos, essas bebidas atingem adolescentes sem supervisão ou prestação de contas [à sociedade]. Essas bebidas são armadilhas mortais para jovens, meninos e meninas em fase de desenvolvimento como a minha filha, Anais”, disse a mãe Wendy Crossland à imprensa norte-americana. 
“Fiquei chocada em saber que a FDA pode regular a quantidade de cafeína em uma lata de refrigerante, mas não nesse tipo de bebida.”
FONTE : UOL

CIÊNCIA - "TELÔMEROS E LONGEVIDADE..DOMINE ISTO !"



Lá pelos idos de 1500 Ponce de Leon já procurava 
a fonte da juventude. Mais de 500 anos depois começamos a 
entender o que realmente ajuda a aumentar a nossa expectativa 
de vida. O segredo está bem dentro das nossas células, mais 
precisamente no DNA. Os telômeros são as pontas dos nossos 
cromossomos e funcionam
 como protetores dos mesmos, 
evitando que se desorganizem após cada divisão celular. 
Para ficar mais fácil, vamos visualizar um cadarço de sapato, 
ele tem uma proteção plástica na pontinha para evitar que 
este cadarço se desfie. Assim também ocorre com os nossos 
cromossomos – esta pontinha, chamada telômero, 
vai permitir que o cromossomo mantenha a sua função
intacta por mais tempo.
Células se dividem sem parar
O problema é que o telômero também se desgasta 
e encurta com cada divisão celular, o que ocorre durante
 toda a nossa vida. Se ele ficar muito curto, a célula não 
vai mais ser capaz de se dividir, de produzir uma 
célula nova, então ela envelhece de forma acelerada 
e termina por morrer. Quanto menores forem os
 telômeros, maior o risco de envelhecimento 
precoce e da ocorrência de doenças crônicas como 
câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, demência 
senil e síndrome metabólica, além de redução da
 capacidade imunológica.
Um pouco de ciência e matemática
Uma molécula de DNA tem um comprimento 
de 100 milhões de bases (timina, citosina, adenina, guanina), 
que se encurva em hélice dupla e se estende de um
 lado ao outro do cromossomo. Nas pontinhas do 
cromossomo está o telômero, que no momento do 
nascimento tem 15.000 bases de comprimento. 
Logo após a concepção, as células começam a se
 dividir e os telômeros vão encurtando. 
Quando estes telômeros atingem o comprimento
 de 5.000 bases a vida cessa, por incapacidade de 
ocorrer novas divisões celulares.
Por que os telômeros são importantes?
Para você ter uma vida longa e saudável, 
seus telômeros precisam permanecer organizados 
e longos, assim o processo biológico de
 renovação celular ocorre normalmente. Inúmeros 
estudos científicos têm mostrado que telômeros 
longos estão associados com uma idade biológica ótima. 
Todos conhecem alguém que, apesar da idade avançada, 
parece e age como uma pessoa muito mais jovem. 
Com certeza este alguém tem looooongos telômeros.
Telomerase
As células-tronco contêm uma enzima chamada 
telomerase, que repara os telômeros e impede 
que encurtem, ou que se gastem, permitindo 
assim que continuem a se multiplicar. 
Precisamos decifrar o papel dos telômeros e
 da telomerase, a enzima que os regula, porque aí
está a chave que vai permitir entender os mecanismos
 do envelhecimento. Para a nossa sorte,
existem muitas formas comprovadas de se preservar
o comprimento dos telômeros, através do estímulo
 da produção de telomerase, a enzima reparadora
que regula o seu tamanho, retardando assim o
envelhecimento celular. As pesquisas têm investido
em terapia gênica, em que o gene da telomerase
seria inserido no núcleo da célula e esta
 passaria a produzir mais telomerase e a
 reparar adequadamente os telômeros.
Enquanto este tratamento complexo está em desenvolvimento,
temos outros modos menos complicados de estimular a
telomerase, e assim melhorar a qualidade de vida.
O que encurta os telômeros?
Além do processo normal de envelhecimento,
 existem inúmeros fatores que concorrem para
 reduzir o tamanho dos telômeros. Poluição ambiental, 
stress oxidativo (produção de radicais livres), 
organoclorados como PCBs e outros agentes 
químicos, processos inflamatórios crônicos, 
doenças como câncer, cirrose, diabetes, doenças 
cardíacas e renais – estes fatores aceleram 
o processo de envelhecimento e também 
encurtam os telômeros. Nosso estilo de vida tem
 papel preponderante, como sedentarismo, dieta 
imprópria, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas
 diversas, insônia crônica, excesso de stress – 
todos estes são fatores que envelhecem a olhos 
vistos, e o que não vemos são os telômeros, que vão 
ficando cada vez mais curtos.
Dieta para reduzir os telômeros
Comer muita gordura trans, carboidratos refinados e açúcar, 
refrigerantes, frituras e guloseimas junk todos os dias,
 é o caminho certo para encurtar telômeros. 
No supermercado escolha as embalagens mais 
coloridas, os alimentos mais processados, os 
diet e zeros, muito biscoito e salgadinhos, e reduza a vida dos 
seus telômeros.
Dieta para aumentar os telômeros
Um cardápio baseado em legumes, verduras e
 frutas, que fornecem antioxidantes diversos, folato,
 minerais, carotenóides e compostos fenólicos 
como resveratrol, é essencial para preservar e 
regenerar o tamanho dos telômeros. Estes nutrientes
 reduzem os níveis de compostos pró-inflamatórios,
 tais como a proteína C reativa, a homocisteína, a
 interleucina-6, grandes inimigos dos telômeros. 
Alguns superalimentos devem ser incluídos no c
ardápio, como o chá verde, algas, cogumelos, própolis, colostro, 
pois ajudam a proteger os telômeros.
Suplementos
Antioxidantes, vitaminas e minerais protegem e 
regeneram o comprimento dos telômeros: folato, 
niacina, vitamina B12, vitaminas C e E, com destaque 
para a vitamina D, magnésio, selênio e zinco, 
carotenóides, resveratrol, omega-3, cúrcuma, 
um multivitamínico potente, ácido lipóico, 
acetil-l-carnitina, coenzima Q10. O uso de
 whey protein (proteína do soro do leite) também
 ajuda na manutenção e alongamento dos telômeros.
Magrinhos e malhados
As pessoas obesas têm telômeros mais curtos 
que as magras. A boa notícia é que os obesos que
 perdem peso conseguem alongar os telômeros, 
quanto mais massa gorda se perde mais compridos eles ficam.
 O mesmo ocorre em relação à malhação: quanto 
mais exercício físico as pessoas praticam, mais se alongam os
 seus telômeros.
Repondo os hormônios
Segundo o instituto americano NIH (National Institutes of Health)
 os hormônios sexuais estrogênio e
 testosterona são capazes de estimular 
a produção de telomerase na célula-tronco da
 medula óssea. Mulheres na menopausa que fazem
 terapia de reposição hormonal têm telômeros mais
 longos do que mulheres que não fazem este tratamento.
 Estudos mostram
 que outro hormônio, o DHEA, também tem papel importante na 
preservação de telômeros.
Conselhos finais
Se quiser manter seus telômeros longos não fume 
nunca (o cigarro reduz os telômeros de forma acelerada),
 arrume um jeito de relaxar (viagem, música, leitura,
 meditação, o que for melhor para você), 
tome suplementos vitamínicos (principalmente omega-3, resveratrol e vitamina D), 
pratique atividade física regular, cuide da
 sua alimentação e perca peso de forma saudável.
Alguns estudos publicados recentemente
No Google Acadêmico, onde se encontra somente estudos
 indexados, produzidos por instituições e cientistas 
altamente credenciados, e publicados em revistas e 
jornais médicos, uma rápida busca digitando 
“telômeros” listou mais de 50.000 opções.

- Nature 2011 – Reativação de telomerase reverte
 degeneração de tecidos em cobaias.
- Public Library of Science 2010 – O poder do exercício 
neutraliza o efeito de stress crônico sobre o 
comprimento dos telômeros.
- JAMA 2010 – Journal of American Medical 
Association – Associação de níveis baixos 
de omega-3 marinho com o envelhecimento
 de telômeros em pacientes cardíacos.
- American Journal of Clinical Nutrition
 2009 – Uso de multivitamínicos e aumento 
de telômeros em mulheres.
- American Journal of Clinical Nutrition 2007 – Níveis 
altos de vitamina D associados ao comprimento 
maior de telômeros em mulheres.
- Gerontology 2007 – Stress oxidativo encurta
 os telômeros.

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